“O último brasileiro e sul-americano que ganhou o mundial da Red Bull BC One foi o B-Boy Neguin, há 11 anos.”
Aconteceu neste último final de semana, na quinta-feira (4), a Last Chance da Red Bull BC One e no sábado (6) a grande Final Mundial da Red Bull BC One. O evento aconteceu na Ergo Arena, em Gdańsk, na Polônia, onde os brasileiros B-Boy Xandin, de Anápolis, Goiás e a B-Girl Itsa, mineira que foi duas vezes ganhadora da Cypher Brasil (2019 e 2021), foram eliminados na primeira etapa (filtro). B-Boy Bart, que foi direto como wildcard (convidado) deixou o evento nas quartas de final. Ele declarou para uma equipe da TV Globo: “O plano que eu elaborei, não consegui executar aqui. Eu errei na terceira entrada, mas estou contente com o que eu fiz. Agora, é seguir em frente. Já estou pensando no que está por vir”.
No caso de Itsa e Bart, a situação foi quase um repeteco do que já tinha acontecido em 2019, antes da pandemia, em Mumbai, na Índia, evento onde B-Boy Menno se tornou o primeiro tricampeão do campeonato mundial de Breaking Red Bull BC One. Bart participou também da E-Battle em 2021, onde perdeu para o B-Boy Lee, da Holanda.
Vale lembrar que o primeiro B-Boy brasileiro a participar do mundial da Red Bull BC One foi o B-Boy Pelezinho, em 2005, em Berlim, Alemanha, mas a última vez que o Brasil trouxe para casa o cinturão do mundial da Red Bull BC One foi com o B-Boy Neguin, em 2010, em Tóquio, no Japão. Neguin até hoje é o único B-Boy brasileiro e latino-americano a conseguir esse feito, que já tem 11 anos!
Esse ano, o Last Chance foi a última etapa do evento de Breaking da Red Bull rumo à classificação para a final, que aconteceu no sábado (6), onde os melhores B-Boys e B-Girls do mundo se enfrentaram.
Da Last Chance, as 4 B-Girls que ganharam a vaga foram: Vavi, da Rússia, Ayumi, do Japão, Fenny, da França, e Stefani, do Reino Unido. Entre os B-Boys: Lee, dos Países Baixos, Nori, do Japão, Amir, do Cazaquistão e Johnny Fox, da Espanha garantiram seus lugares na final.
Para se qualificar para a Final Mundial do Red Bull BC One, competidores de mais de 60 eventos classificatórios em 30 países competiram pela oportunidade de representar sua nação ao lado de uma linha de 24 convidados curinga. Este ano, a Final Mundial do Red Bull BC One contou com uma lista completa das 16 meninas, foi a primeira vez desde o início do evento que isso acontece!
A lista final dos 16 primeiros da Final Mundial do Red Bull BC One incluiu: B-Boys Sunni (Reino Unido), Zoopreme (Dinamarca), Lagaet (França), Thomaz (Polônia), TawfiQ (Holanda), Xak (Espanha), Wild Jerry (Bielo-Rússia), Shigekix (Japão), Phil Wizard (Canadá), Flea Rock (EUA), Bart (Brasil), Gun (Rússia), Lee (Holanda), Nori (Japão) e Johnny Fox (Espanha).
Nas B-Girls foram: B-Girl Logistx (EUA), Sidi (Grécia), San Andrea (França), Madmax (Bélgica), Paulina (Polônia), Ami (Japão), Kastet (Rússia), Yell (Coreia do Sul), Ayumi (Japão), Fanny (França), Luma (Colômbia), Ram (Japão), Carito (Argentina), Nadia (Reino Unido) e Vavi (Rússia), que lutaram pelo título de campeã mundial.
Numa final emocionante, os grandes ganhadores da Red Bull BC One de 2021 foram: entre as mulheres, B-Girl Logistx dos EUA, ela derrotou a B-Girl Vavi, da Rússia, na final, para se tornar a mais jovem B-Girl a vencer o Mundial da Red Bull BC One, mostrando que não tem como negar que a nova geração tem pressa de chegar e conquistar os pódios mais altos do planeta. São de Logistx as palavras: “Isso é um sonho. Eu literalmente imaginei esse momento tantas vezes. Red Bull BC One é algo que sempre quis ganhar. Eu sinto que não é apenas o cinturão, não é apenas o título, mas o que eu sou, o que represento no chão, os valores e a moral. Obrigado a todos pela energia.”, conclui.
Seu nome de nascimento é Logan Edra, mais conhecida como Logistx, nasceu e foi criada na Califórnia. Ela é uma Red Bull BC One All Star, um membro da equipe do Underground Flow e do Breaking MIA. Como uma artista muito bem articulada, coreógrafa, ela partiu de Cyphers de rua para teatros lotados, televisão, telas e alguns dos palcos mais respeitados em todo o mundo. Logistx adora articular questões sociais e suas próprias emoções por meio de peças de dança. Uma grande conquista em sua carreira de sucesso veio quando ela ganhou o solo de Silverback Open B-Girl 2018. Naquela noite, ela derrotou Sarah Bee da França, duas vezes campeã solo B-Girl do Outbreak Europe, Kate, a então campeã mundial da Red Bull BC One, Ami e B-Girl Jilou, da Alemanha. Depois de sua vitória explosiva, a cena mundial de Breaking conheceu o poder dessa menina, de repente todos sabiam o nome de Logistx.
Ela também venceu a batalha júnior de Seven to Smoke no Radikal Forze Jam, de 2019, em Cingapura e apresentou sua peça solo, Pain is Reality, na Convenção Anual de Breaking, em Londres, Inglaterra. Ela, então, voltou para Los Angeles e no showcase de dança “Arena LA” apresentou a peça solo, Who You Are, que foi coreografada pelo vencedor do Emmy, B-Boy D-Trix. Após sua apresentação, Logistx realizou uma batalha de exibição contra o Red Bull BC One All Stars, com sua equipe Underground Flow e quando a batalha terminou, Ronnie pegou o microfone e disse a Logistx, na frente de todo o público, que o BC One All Stars queria convidá-la para se juntar a eles como seu mais novo e mais jovem membro da tripulação. Este ano é sua segunda aparição depois de 2019.
Entre os B-Boys, o grande ganhador foi o B-Boy Amir, que dominou a batalha contra Phil Wizard, um B-Boy canadense conhecido por seu estilo único, para se tornar o primeiro breaker do Cazaquistão a vencer a Final, ele daclarou: “Eu senti o poder em minha alma e em minha mente. E estou feliz por poder mostrar esse poder aqui, naquele palco”. Originário do Cazaquistão e agora morando na Rússia, Amir tem firmemente colocado seu nome no cenário internacional de última hora, desde a vitória da batalha solo Legits Blast Praga, em 2020, e depois em 2021 na Unbreakable Solo Battle. Com um estilo de Breaking extremamente imprevisível, musical e contundente, o cinturão do Mundial da Red Bull BC One foi dele!
A Red Bull BC One 2021 pós-pandemia foi um sucesso! O nível de dançarinos foi bem elevado! O evento é uma das maiores e mais prestigiadas competições de Breaking individual do mundo, reunindo todos os anos milhares de espectadores e telespectadores on-line.
O Portal Breaking World transmitiu ao vivo a Final Mundial e agradece mais uma vez a oportunidade de participar da cobertura desse grande evento!
Na última semana, o Portal Breaking World foi convidado pela Red Bull BC One para cobrir mais uma edição de um dos maiores festivais de Breaking do país, já na sua 18ª edição. Aceitamos o convite e agora dividimos com vocês, leitores, toda a correria desse evento tão esperado por B-Boys e B-Girls.
O festival da Red Bull BC One e seu filtro passou pelas cidades de Fortaleza (CE), Brasília (DF) e Curitiba (PR). Durante todas as disputas, os critérios avaliados pelos jurados Pelezinho, FabGirl e Neguin foram: criatividade, originalidade, dinâmica, combinações de movimentos e musicalidade – que significa dançar em cima da ‘quebra’ da música, o que traduz o nome desse elemento da Cultura Hip-Hop.
No último sábado (2), a festa foi em São Paulo e a decisão também. O evento começou com a testagem de Covid-19 em todos os dançarinos e profissionais envolvidos, nossa equipe também foi testada pelo laboratório Hilab Life, que trabalhou intensamente no local, depois do resultado do teste negativado, entramos na Red Bull Station. O clima era de animação e dava para sentir de longe a energia de cada B-Boy e B-Girl, que depois de meses isolados tiveram a oportunidade de voltar ao convívio social.
Alguns chegaram de longe para participar do evento, como foi o caso do B-Boy Russo, da Crew 021, que veio do Rio de Janeiro direto para São Paulo ou do B-Boy Luizin de Ipatinga, que também é responsável pelo Portal Cultura Urbana e viajou quase 13 horas para participar do evento. São dele as palavras: “O evento é um dos mais conhecidos, está bem organizado e a vibe está ótima. Valeu todo o tempo de viagem”.
A competição começou com os filtros das B-Girls e conversamos com algumas delas:
B-Girl Loirinha, de Fortaleza: “Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Deus por me dar força de correr atrás dos meus objetivos. A Red Bull está top, está legal o evento. Graças a Deus eu fui classificada, fiquei no Top 8. É isso aí, galera, vale participar e todos que puder compartilhem a cultura!”
B-Girl Keka: “A preparação para a Red Bull BC One esse ano foi difícil, porque eu ainda estou lesionada, eu lesionei o tendão, mas mesmo assim eu não parei. Continuo fazendo o que mais amo que é dançar Breaking e não vou parar, mas da próxima vez vou me preparar mais”, perguntamos sobre um climão que rolou na batalha de Keka com a B-Girl Jeizzy, ela respondeu: “Se você quer respeito, então dê respeito, quando as pessoas desrespeitam então precisamos cobrar…”.
B-Girl Marcelina, de Campinas: “Salve pessoal, é a primeira vez que eu estou batalhando na Red Bull numa batalha de B-Girls! Eu treino desde 2016, não passei no filtro, mas a experiência está sendo muito boa. Eu gosto muito de Power Move, foi muito bom conhecer outras B-Girls aqui e trocar experiências com elas e com os B-Boys também.”
Os jurados também opinaram sobre o evento e sobre as batalhas de B-Girls:
B-Boy Pelezinho comentou: “Olha, se a eliminatória Cypher São Paulo estava nessa vibe, nessa energia, as meninas com sangue nos olhos, estou imaginando como será na final nacional… Parabéns paras as meninas, devem ir para cima mesmo!”. FabGirl também acrescentou: “Foi incrível, depois de tanto tempo de pandemia, é como se as pessoas estivessem com muita fome de Breaking, muito entusiasmo de dançar, de se expressar, está sendo lindo e para mim uma experiência única, é isso! Só amor!”
Também conversamos com os B-Boys e veja o que eles falaram:
B-Boy Ruddy: “Eu não participo da Cypher São Paulo, mas no domingo participo do nacional como convidado! Bom, eu vim daquela forma, representando o interior de São Paulo. Aquele jeitinho maroto de ser, sendo ridículo e único, quebrando técnica todo o tempo. Obrigado ao Portal também pela informação, que também salva vidas! Quanto mais falar do Breaking, mais pessoas são alcançadas e isso é bom.”
B-Boy Suco: “Salve a todos! Eu sou o B-Boy Suco, do Hip-Hop Educa, satisfação de estar aqui na Red Bull BC One. O evento está bom! Sobre o Hip-Hop Educa, continuamos com os trabalhos sociais, amanhã mesmo tem um evento lá em Mauá. O mês de outubro todo será dedicado às crianças e continuaremos o trabalho!”
B-Boy Alan Jackass: “Esse ano foi incrível, passamos por muitas coisas, perdas na família, com a volta da Red Bull estou feliz por estar aqui, ver os amigos, treinei bastante, mas aqui o chão está difícil pois escorrega e não ajuda quem é Power Move! Fora isso, o evento está ótimo! Tudo tranquilo. Esse ano tive Covid, foi minha mãe que cuidou de mim, eu fiquei com o pulmão 50% comprometido, eles queriam me internar, mas eu fiquei com medo de chegar lá e ser entubado e morrer, então, fugi do hospital. Afinal, temos visto tantas mortes! Nunca esperamos que as coisas aconteçam conosco, achamos que somos fortes e aprendemos que temos que nos cuidar mais! Hoje mesmo, aqui, fizemos o teste e acho que está tudo tranquilo, todo mundo que está aqui não tem nada! Então, me sinto bem!”
Rooneyoyo (De São Paulo, Presidente da Confederação Brasileira de Breaking – CBRB): “Estamos aqui prestigiando o evento da Red Bull BC One. Acabamos de ver os filtros e logo saberemos os nomes que vão competir amanhã! O evento está muito bom e desejamos sucesso a todos os competidores!”
B-Boy Amendoim: “Eu, um tiozão, participei hoje da Red Bull BC One. Eu bagacei, a galera curtiu a entrada (risos), agora vamos ver os resultados! A energia de encontrar todos novamente foi algo muito louco! A galera veio para mostrar o peso, para mostrar que treinou e que estava preparado, foi um filtro muito difícil e os 16 nomes que vão sair serão B-Boys muito bons! Quem treinou e quem estava preparado! A batalha de B-Girl também foi boa e estamos na expectativa!
Enquanto o programa olímpico, que engloba o Breaking a partir de 2024, busca um diálogo mais aberto com a nova geração, lembrando que em Tóquio, em outros esportes urbanos como o Skate foram eles que ocuparam os pódios, no festival da Red Bull BC One a presença da nova geração ainda aconteceu de uma forma discreta! Alguns, que são inclusive destaques em eventos internacionais representando o Brasil, não puderam participar por causa da idade, lembrando que a idade mínima para se inscrever na Red Bull BC One é 16 anos. Mas conversamos com o B-Boy Marcin (16) da Dream Kids Brazil, que mora em Catalão (GO) e com o B-Boy Richard, de São Paulo (16), ambos representaram essa nova geração no evento. Marcin nos contou: “Foi uma experiência muito boa, fiz o meu melhor no filtro! Quem conhece a minha história sabe que não foi fácil nesses últimos anos, perdi minha mãe com Covid, mas dei a volta por cima, continuo treinando e evoluindo!”
Richard também falou: “Estive na eliminatória em Brasília e agora em São Paulo foi muito bom, gostei muito da energia! A minha viagem para Brasília foi de doideira, fui sozinho e foi muito bom! Agradeço a todos que me acolheram e me ajudaram.”
O primeiro dia da Red Bull BC One em São Paulo foi um sucesso! E a vibe estava incrível! E os destaques entre os que passaram no filtro foram B-Girl Jeizzy e B-Boy Training, entre outros nomes que também foram para a final.
Domingo chegou e com ele a decisão da final nacional, onde numa grande festa foram escolhidos os melhores breakers quem vão representar o Brasil na Last Chance Cypher, evento que vale vaga na Final Mundial, marcada para dias 5 e 6 de novembro de 2021, em Gdansk, na Polônia. A tarde foi marcada pelas eliminatórias femininas e masculinas. A primeira competição foi entre as 16 melhores B-Girls, em duelos 1×1 elas se enfrentaram numa disputa que não foi somente entre B-Girls e B-Boys mas claramente entre marcas. Itsa e Nathana, duas mineiras, uma de Belo Horizonte e outra de Uberlândia, brigaram pelo título, mas o primeiro lugar ficou com Itsa, que foi campeã na última Red Bull BC One Brazil em 2019 e que esse ano com muita tranquilidade, técnica, fluidez e Power Moves, mais uma vez garantiu seu lugar na BC One Mundial derrotando a B-Girl Nathana, patrocinada pela Everlast, marca que recentemente montou um time de B-Boys e B-Girls e vem tentando se fixar no setor, porém, sem muito sucesso. A noite foi de Itsa, a bicampeã, que recentemente também perdeu seus avós com Covid e, muito emocionada, fez um discurso que comoveu a todos que assistiram.
No masculino, o goiano Alexandre Duarte, conhecido como B-Boy Xandin, de Anápolis, da Rock Niggaz Crew, garantiu o primeiro lugar contra o B-Boy Kapu, da 021 Crew, do Rio de Janeiro.
A competição foi cheia de emoção e aconteceu em alto nível. O evento pela primeira vez teve transmissão ao vivo pela SporTV, com narração de Renata Silveira e como comentaristas B-Boy Aranha, da Tsunami All Stars e B-Girl Sandra Kelly. O Portal Breaking World, no domingo, também transmitiu ao vivo a competição! Essa foi a primeira edição após a entrada oficial do Breaking nos Jogos Olímpicos. Agradecemos a Red Bull BC One o convite e a atenção dada ao Portal Breaking World!
São Paulo sediará etapa decisiva do Red Bull BC One e 32 dançarinos disputarão vagas para o Mundial, que acontece na Polônia
Com quase vinte anos de tradição e grandes talentos do mundo inteiro conectados, o Red Bull BC One, principal competição de Breaking 1×1 do planeta, volta ao Brasil em 2021. E, neste domingo (3), os melhores B-Boys e B-Girls do país se enfrentarão em batalhas emocionantes visando à Final Mundial em novembro, na Polônia, onde um vencedor de cada categoria (masculina e feminina) competirá com artistas de todos os cantos do globo em busca do grande título mundial. Os interessados em mergulhar na modalidade poderão acompanhar a Final Nacional por meio da transmissão ao vivo no Youtube.com/RedBullBCOne e no canal SporTV, a partir das 17h (horário de Brasília).
A competição deste ano, que ocorre em mais de 30 países além do Brasil, marca a primeira edição após a entrada oficial da modalidade no maior evento multiesportivo do mundo, e possibilitará que o público conheça alguns dos principais nomes da cena. No júri, grandes referências avaliarão os dançarinos brasileiros, como o B-Boy Pelezinho, lenda do Breaking e figura presente na cena há mais de 20 anos; o B-Boy Neguin, colecionador de diferentes títulos mundiais; e a B-Girl FabGil, dançarina, coreógrafa, pesquisadora e fundadora do BSBGirls, considerado o primeiro grupo de Breaking de Brasília formado apenas por mulheres.
“Todos os participantes selecionados a partir das qualificatórias são perfis com muita potência e, tecnicamente, são os que estão mais preparados. Vamos ter um belíssimo show de talentos e garra nessa final. Estamos há tanto tempo sem eventos que estão todos com gana, famintos por Breaking. Estou contando os segundos para a grande final”, conta FabGirl.
Com qualificatórias regionais – ou Cyphers, como são chamadas no universo do Breaking – o evento já passou pelas cidades de Fortaleza (CE), Brasília (DF) e Curitiba (PR). Entre os finalistas destas localidades, há dançarinos que viajaram mais de 800 km para mostrarem todo o seu talento. Neste sábado (2), ocorre a última seletiva, em São Paulo. Durante todas as disputas, os critérios avaliados pelos jurados são: criatividade, originalidade, dinâmica, combinações de movimentos e musicalidade – que significa dançar em cima da ‘quebra’ da música, o que traduz o nome da modalidade.
“Em cada Estado que passamos eu pude perceber, por meio do Breaking, a riqueza de toda uma cultura local expressa em diferentes corporeidades e de diferentes contextos. É incrível como nosso país é diverso e como cada região tem um traço ou característica muito particular. Tudo isso me inspira demais e me faz pensar em como somos potentes, que o mundo precisa ver esse Brasil. O Brasil é lindo demais!”, finaliza FabGirl.
O Red Bull BC One é a maior competição individual do mundo entre B-Boys e B-Girls. Criado em 2004, o evento de Breaking é realizado em diversos países, onde a cada ano milhares de dançarinos competem em batalhas regionais, as chamadas Cyphers. Após essa primeira fase, os melhores 16 B-Boys e 16 B-Girls se enfrentam na final nacional do evento que, neste ano, ocorre em outubro na cidade de São Paulo. Os vencedores dessa etapa (um de cada categoria) garantem uma vaga na final mundial, que acontece no dia 6 de novembro, em Gdansk, na Polônia. A grande decisão funciona no formato mata-mata, no qual os participantes dançam em frente a um painel formado por cinco jurados e têm suas habilidades avaliadas. Vale tudo para impressionar: técnica, criatividade e simpatia. Quem for melhor em todos os requisitos e conquistar os juízes, vence.
Em sua 18ª edição, um dos mais tradicionais torneios mundiais de Breaking retorna ao Brasil depois de um ano sem acontecer por causa da pandemia. Com inscrições abertas a partir desta segunda (30), o Red Bull BC One reunirá os mais talentosos dançarinos para mais uma disputa de alto nível. As inscrições podem ser feitas por meio do site www.redbull.com.br/bcone. Para conectar os mais talentosos dançarinos do país, o evento conta com seletivas regionais, as chamadas “Cyphers” – que, neste ano, não permitirão a presença de público – nas cidades de São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e Brasília (DF). Os 16 B-Boys e 16 B-Girls que se destacarem nesta primeira fase se enfrentarão na Final Nacional, visando à uma vaga por categoria na etapa mundial do evento, que ocorre na Polônia, em novembro. A disputa deste ano, que conta com a participação de mais de 30 países, marca a primeira edição após a entrada oficial da modalidade no maior evento multiesportivo do mundo: as Olimpíadas. No júri da etapa nacional, conhecidos nomes avaliarão os dançarinos brasileiros, como o B-Boy Pelezinho, lenda do Breaking e figura presente na cena há mais de 20 anos; o B-Boy Neguin, colecionador de diferentes títulos mundiais; e a veterana B-Girl FabGirl. O Portal Breaking World não poderia deixar de falar sobre esse grande evento e para sabermos detalhes convidamos o B-Boy Pelezinho para mais uma animada conversa sobre a 18ª edição da Red Bull, os principais detalhes e dicas para quem pretende participar, falamos sobre Cyphers regionais, o nacional e o evento mundial, sobre o Breaking nas Olimpíadas e o recente interesse de novas marcas nesse elemento do Hip-Hop e, também, olhamos para o futuro falando da nova geração. Bom, vamos a mais essa entrevista que está show porque esse ano, segundo o Pelé, “o chão vai estalar e o bagulho será louco na BC One”.
BW: Pelezinho, o Campeonato da Red Bull BC One chega a 18ª edição. E num tempo de Pandemia! Fale um pouco da preparação desta edição, dos cuidados que estão sendo tomados e como vai acontecer em todos os estados e na final nacional e mundial… Afinal, foi um ano sem acontecer no Brasil…
Pelezinho: Sim, é a 18ª Red Bull BC One, é uma vida né? Ficamos um ano sem ter o evento devido a pandemia, mas esse ano, graças a Deus, vamos ter a oportunidade de ter a Red Bull BC One Cypher Brazil. Sim, estamos tendo todos os cuidados, em todas as cyphers os dançarinos que estiverem inscritos serão testados para Covid-19. Serão só os dançarinos, jurados, DJ’s e MC ́s e a galera que vai estar trabalhando, então, serão pouquíssimas pessoas e na parte internacional eu também acredito que será isso na final mundial. Só os dançarinos e o pessoal envolvido. Lá na Polônia, eu acredito que, por ser um país menor, a situação está controlada, pode até ter algumas pessoas assistindo, mas aqui no Brasil serão só dançarinos, DJ’s, MC’s e profissionais envolvidos.
BW: Na sua opinião, qual o nível de competidores esperado nesse evento? Pois se por um lado houve tempo para treinar, por outro houve várias dificuldades, falta de espaço, locais fechados antes usados para treinos, ausência do contato humano em outros eventos, alguns tiveram Covid-19, outros deixaram de treinar por medo de contrair a doença…
Pelezinho: Nesse tempo de pandemia foi complicado para a galera que vive da dança, que depende de eventos, de projetos, de competições, eu sei que foi difícil para muitos e ainda teve pessoas que perderam familiares, aqueles que pegaram o vírus, foi complicadíssimo. Mas teve um lado bom dessa parte, a galera teve tempo para pensar, tempo para entender o que estamos vivendo mesmo que com dificuldades. Eu acredito que muitos tiveram a possibilidade de praticar solo para poder entender alguns movimentos que eles não estavam fazendo ou que eles estavam criando uma transição, então tem esse lado e também justamente por ter ficado tanto tempo sem evento… Teve eventos on-line, mas sem dúvida é diferente! E agora com o Red Bull BC One, eu acredito que os dançarinos vão pegar todo esse tempo, toda essa energia contida e vão jogar nessas batalhas que vão ter. Então, eu acredito que o nível será alto este ano!
BW: Que exigências vão existir por parte da Red Bull para os que vão participar da Cypher e depois da nacional e do mundial? Você já falou dos testes mas serão exigidos cartão de vacina? Uso de máscaras?
Pelezinho: Em relação a competição aqui no Brasil, quem fizer o teste e estiver okay, dança! Quem der positivo, volta para casa! Vai ter um local especifico onde vai ficar a galera que vai participar e vai ser separado as meninas e depois, os meninos, para não ter aglomeração. Vai ter que usar mascara no local onde eles estiverem, mas na hora da batalha não, a não ser se o dançarino desejar usar. Em relação a Polônia, acredito que até lá alguns dançarinos já estejam com as duas doses da vacina e não terá problema.
BW: Em que local será a Cypher São Paulo?
Pelezinho: Nesse momento eu ainda não sei onde será a Cypher São Paulo. Mas logo mais já teremos as informações e as pessoas devem ficar de olho! Agora, vamos seguir com as Cyphers Fortaleza, Brasília e Curitiba.
BW: Novamente como jurado. Fale um pouco do seu critério de julgamento e os pontos que leva em consideração na hora de avaliar a performance de um dançarino? No meio do Breaking fala-se de tudo e muitas vezes de todos a afirmação que “Quando o Pelé não gosta de alguém, essa pessoa não entra!”, como você se sente quando escuta coisas assim? Que recado você daria para as pessoas que pensam assim?
Pelezinho: Você viu, né? Mais uma vez como jurado! É muita responsabilidade todos esses anos, então, eu acredito que estou fazendo um bom trabalho para ser jurado por tantos anos! Sobre os critérios, todos sabem que é musicalidade, criatividade, os movimentos bem executados, mostrando algo bonito para os jurados. São três cabeças pensando diferente, mais ao mesmo tempo, focados na dança Breaking, então, cada um sabe o que tem que fazer. O mais importante é ir lá e mostrar o porquê você está ali e o porquê você quer ser campeão, então, ganha! Quando as pessoas falam que o Pelé é isso ou aquilo: gente! Eu não sou o dono da Red Bull, eu sou só uma pessoa que tenho uma história dentro da empresa, eu fui o primeiro dançarino [brasileiro] a competir na Red Bull 2005, de lá para cá, eu tenho um contrato com a Red Bull desde 2006, então, eu fiz muitas coisas e venho fazendo ainda. Eu não sou dono da BC One e é chato quando as pessoas pensam dessa maneira, acham que eu mando em alguma coisa, mas na verdade eu procuro o melhor para a dança no Brasil, eu procuro ajudar da melhor forma e quando tem o período que vai acontecer o Red Bull BC One, procuramos as melhores situações para poder realizar o evento, porquê o evento é para dançarinos e dançarinas e, frisando mais uma vez, eu não sou o dono da Red Bull. E o mais importante de tudo isso é o respeito e a consideração que a empresa Red Bull tem por mim.
BW: No passado, você organizou uma edição da Red Bull “Under My Wing”, focado nos jovens, existe o desejo de fazer novamente, já que a nova geração em todo o mundo cada vez está chegando mais nova e com toda força? Nas Olimpíadas, por exemplo, no Skate tivemos um pódio com nossa Rayssa e mais duas meninas que tinham menos do que 17 anos. E no Breaking também se levanta uma nova geração forte, com pouca idade, sim, mas com muito talento, vigorosa em todo o mundo, seria o momento de olhar para o futuro e fazer uma nova edição?
Pelezinho: Sobre o Red Bull Under My Wing, poxa, eu lembro até hoje, foi um dos projetos mais incríveis que eu tive a possibilidade de participar, de ajudar a criar um formato um pouco amplo, porque na época ele era voltado só para workshop e aí eu lembro que, quando chegou o projeto, chegou o convite, eu achei interessante acrescentar mais coisas, na época, porque realmente descobrimos novos talentos e 16 jovens talentos e aquilo foi incrível, foi de onde saiu o Leony, praticamente até então o Leony nunca tinha saído de Belém, ele era do Projeto Curumim e eu gostaria muito, mas muito mesmo, que tivesse uma nova edição aqui no Brasil. Poderia ser com o Neguin, pegando a história do Leony, mas o importante era ter novamente e principalmente agora, num momento como esse de Breaking nas Olimpíadas, dentro de uma pandemia, entender tudo o que essa garotada nova está passando, está vivendo, eu gostaria muito que voltasse esse projeto. Na época, só foi o Lilou que tinha feito. O que foi feito aqui comigo no Brasil foi mais amplo, eu lembro que quando eu peguei, falei: será que eu posso trazer para a minha cidade? Mostrar para eles onde tudo começou? Mostrar a minha parte dentro do Breaking? Foi um baita projeto!
BW: Depois de Tóquio, das Paralimpíadas, o foco agora é Paris 2024. E o Breaking é a bola da vez! O que você acha de outras marcas e outros energéticos neste momento estarem se aproximando da Cultura Hip-Hop e do elemento Breaking? Como a Red Bull vê isso?
Pelezinho: Sobre as Olimpíadas de Paris, já estão aí, são praticamente 3 anos. Já deu para perceber que eles vão focar bastante no Breaking, até devido as transições que eles estão querendo, que é mais a garotada, os jovens e queira ou não, na hora que a galera que não está acostumada com o Breaking ver aqueles movimentos que a gente faz, que consegue ver o mundo de ponta-cabeça (sic), o mundo girando, será demais! Desde o início, quando eu recebi as informações, eu sempre fui a favor do Breaking nas Olimpíadas, portas vão se abrir, como você mesmo, em relação às marcas. Poxa, é importante, né? Eu sei que agora vai abrir aquele leque grandão, as pessoas oportunistas para poder mostrar suas empresas, que eu que tenho mais de 20 anos dançando penso: Por quê essas marcas não poderiam ter chegado antes? Mas tudo bem, está tudo certo! A cena da dança agradece! Eles estão chegando agora! E sobre as marcas de energéticos, a Red Bull praticamente é a pioneira! Porque vem desde 2001 voltada ao Breaking! Só espero que isso tudo dure, né? Que não seja apenas uma onda! Uma pequena onda! Espero que seja uma grande onda e consiga carregar muitas pessoas. E como algumas pessoas sabem, até dançarinos que são patrocinados por outra marca de energético competem na Red Bull BC One, então, quem defende seu patrocínio a galera da Red Bull não implica, respeita, será que nos outros eventos aí se tiver eles vão também respeitar? Então, já fica essa ideia minha aí para a galera que está chegando agora de outros energéticos pensar… Respeita nossa história! Respeita nossa Cultura!
BW: Na final mundial na Polônia teremos B-Boys e B-Girls brasileiros convidados diretos a participar?
Pelezinho: Sobre o campeonato mundial eu não tenho a informação se terá algum brasileiro convidado direto, mas quem sabe né? A Red Bull sempre gosta de fazer aquele suspense e é até bom, porque a galera fica toda elétrica. Mas esse ano aqui no Brasil o bicho vai pegar! Na final nacional eu tenho certeza que o coro vai comer! (risos).
BW: A Cypher São Paulo acontece no dia 2/10 e a final nacional no dia 3/10. Olhando a proximidade das datas, isso não interfere no rendimento dos dançarinos?
Pelezinho: Cypher São Paulo dia 2 de outubro, onde vai ter aquela galera, os inscritos e no dia 3 de outubro, no dia seguinte, a final nacional. Então, quem passou, quem sem classificou, quem veio de outras Cyphers classificados, eu não vejo problema nenhum de quem está em São Paulo participar num dia e depois no outro e outra, o lado bom, serão dois dias ali e aquela adrenalina e tal. Para quem não lembra, o Leony saiu do Brasil, foi para o Japão, chegou num baita fuso horário, ganhou lá de todos os B-Boys que tinha, não dormiu direito, adrenalina estava a milhão, foi para o evento versus Taisuki, abriu o evento, fez as três entradas dele, não ganhou do Taisuki, agora, para e pensa, eu nunca escutei ele falar que estava cansado… Só uma dica que eu dou para a galera: aproveita esses dois dias, principalmente quem estiver participando da eliminatória São Paulo, se motiva nesse dia, não vem falar que está cansado, cai para dentro!
BW: Que recado você mandaria, que dicas você daria para todos que já se inscreveram ou que ainda vão se inscrever nesta 18ª edição?
Pelezinho: A dica que eu dou para quem se inscreveu ou que ainda vai se inscrever para participar das Cyphers regionais e a nacional: galera, aproveita esse momento que a gente tem, de realizar o Red Bull BC One esse ano! Muitas pessoas têm o sonho de participar desse evento. Faça por você e faça pela sua história, se é isso que você quer, então faça de verdade! Porque talvez você pegou a vaga de uma pessoa que estava querendo muito participar, essa é a minha dica. Com certeza, muitas pessoas vão ficar de fora por não ter conseguido fazer a inscrição a tempo por causa da pandemia!
As batalhas virtuais do campeonato da Red Bull BC One acontecem, neste sábado (26), com transmissão ao vivo, o brasileiro B-Boy Bart que recentemente conversou com o Portal Breaking World disputará contra outros 7 B-Boys de diferentes locais do planeta em busca de uma vaga para a final mundial do evento, que acontece na Polônia, em novembro.
Quem quiser conhecer mais sobre a dinâmica do torneio e como funcionam as competições 1×1 de breaking, vale acompanhar todas as emoções ao vivo, a partir das 13h (horário de Brasília), por meio da Red Bull TV e dos canais oficiais do evento no Facebook e YouTube.
E ainda:
Follow the Steps:Que tal uma viagem ao redor do mundo com uma das equipes de Breaking mais famosas de todos os tempos? Quatro vezes campeões mundiais da modalidade, os Flying Steps protagonizam esta série de seis episódios, em que a crew europeia mostra todas as suas habilidades e seu estilo único, deixando sua marca em locais como Estados Unidos, Áustria e até em alto mar, a bordo de um cruzeiro.
Dance Como: Fortemente ligada às raízes brasileiras, a série de quatro episódios vai além do Breaking e acompanha as trajetórias de dançarinos periféricos que superaram desafios e tornaram-se referência em seus estilos. A produção conta com a participação de grandes nomes nacionais da cena de cultura urbana.
ABC… do Red Bull BC One:Décimo episódio da série “ABC do…”, a produção de 25 minutos acompanha toda a trajetória do maior campeonato de Breaking 1×1 do mundo, desde sua fundação até todas as lendas que passaram pelo evento em seus 17 anos de história. O episódio ainda funciona como uma espécie de aula, já que apresenta todos os diferentes elementos e movimentos que compõem uma dança de Breaking.
Foto: ® Dean Tream Red Bull
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De modo online, o Red Bull BC One E-Battle recebe inscrições para batalhas virtuais até esta sexta-feira (14)
Principal competição de breaking internacional no formato 1×1, o Red Bull BC One conecta os mais talentosos dançarinos do planeta há mais de 17 anos. Em reta final de inscrições para as batalhas online de 2021, o evento conta com um formato mais inclusivo aos participantes que desejam mostrar o seu talento ao mundo. Por meio das chamadas E-Battles, dançarinos podem enviar seus vídeos performando sua melhor coreografia de breaking até essa sexta (14), visando a uma vaga já garantida na final mundial que ocorre em novembro na Polônia.
De modo especial, o evento deste ano marca a primeira edição após entrada oficial da modalidade em Paris-2024, e possibilitará que o público acompanhe um alto nível de disputa e conheça os principais nomes da cena. Entre os mais de 65 países com dançarinos confirmados para esta edição, o Brasil também está representado. Campeã nacional do Red Bull BC One de 2019 (em formato físico), a mineira Itsa já inscreveu seu vídeo nas e-battles deste ano e carrega grandes expectativas de atravessar o mundo para uma disputa especial, visando ao título internacional do evento.
“As batalhas online são uma ótima oportunidade para quem deseja participar de eventos internacionais e, muitas vezes, não tem condições de arcar com uma estadia e passagem para outro país. Além disso, esse formato permite que dançarinos mais tímidos, por exemplo, que não possuem muita habilidade para batalhar cara a cara com outras pessoas e diante de um grande público, comecem a praticar a modalidade interagindo com a câmera e ganhando confiança dessa forma”, conta a b-girl que é potencial nome para os Jogos de 2024.
Como se inscrever?
Os interessados devem acessar o site www.redbull.com/ebattle, realizar o cadastro e enviar seu vídeo de até um minuto. Todos os materiais passarão pela avaliação de grandes referências da cena, como o B-Boy holandês Menno, a B-Girl francesa Sarah Bee, e o B-Boy polandês Kleju. Para impressioná-los, os participantes devem ter em mente: originalidade, criatividade, musicalidade, técnica e performance, já que são alguns critérios que serão levados em consideração. Ao final da análise, serão selecionados 16 dançarinos de cada categoria (masculina e feminina), que deverão enviar um novo vídeo. Após isso, 8 B-boys e 8 B-Girls avançam à última etapa e batalharão durante uma live global, que será transmitida por meio da Red Bull TV e canais oficiais do Red Bull BC One – e que revelará os dois grandes vencedores.
Conheça o Red Bull BC One
O torneio, que ocorre desde 2004 e inovou ao se tornar a primeira competição de breaking 1×1 do mundo, conecta anualmente milhares de dançarinos em batalhas regionais e, com as batalhas online, visa expandir a possibilidade de participação aos países que não possuem qualificatórias. Somente no último ano, mais de 100 nações foram representadas por meio do Red Bull BC One E-Battle.
Seletivas físicas também acontecerão ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Entre os brasileiros que marcaram o evento, vale lembrar de Neguin e sua vitória mundial em Tóquio, em 2010, e de grandes nomes da cena que conquistaram o título nacional em outros anos e vem sendo destaque, como Bart, vencedor em 2018, Itsa, campeã de 2019 e Till, que também conquistou o primeiro lugar do pódio em 2019. Em 2020, a B-Girl Nathana chegou à semifinal da E-Battle.
Fique de olho nas datas!
29/04 a 14/05: Inscrições
24/05: Anúncio dos 32 B-Boys e B-Girls classificados para novo envio de vídeo
08/06: Anúncio dos 16 B-Boys e B-Girls
26/06: Live – Top 8 B-Boys e B-Girls, Semi Final e Final
Ano todo: Seletivas físicas em diversos países
Novembro: Final mundial
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Na última semana, o portal de noticias Breaking for Gold publicou em seu Instagram um comunicado da World Dance Sport Federation (WDSF) que lamentava o fato da Red Bull ter optado em não continuar as negociações para um acordo global.
Eles escreveram:
“Como Federação Internacionalmente Reconhecida a DanceSport, confiada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para a organização e governança do Breaking nos Jogos Olímpicos Paris 2024, a Federação Mundial de DanceSport (WDSF) leva suas obrigações a sério. Tendo realizado com sucesso os eventos de Breaking nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018, os Jogos Urbanos Mundiais de 2019 em Budapeste e o WDSF World Breaking Championships 2019 em Nanjing, o WDSF recentemente voltou seu foco para preparar a melhor competição possível em Paris 2024, após o Breaking ter sido adicionado ao programa de esportes olímpicos em dezembro de 2020. Com esse objetivo em mente, o WDSF conversou com a Red Bull em dezembro do ano passado, com a ideia de formar uma parceria em uma série de eventos decisivos na estrada para Paris 2024. Infelizmente, as negociações em andamento com a Red Bull não resultaram na finalização de um contrato. A Red Bull decidiu não continuar em negociações com o WDSF para um acordo global, uma decisão que o WDSF lamenta, mas respeita. Como órgão regulador global do DanceSport, o WDSF é responsável por trabalhar no melhor interesse de todos os atletas do Breaking. O WDSF continuará a trabalhar diligentemente em nome de todos os Breakers em todo o mundo, com base em uma política de inclusão que é aberta a toda a comunidade do Breakers. A este respeito, os órgãos membros do WDSF e do WDSF estão trabalhando em colaboração e diretamente com os principais membros da comunidade Breaking para garantir que a comunidade esteja totalmente engajada na jornada de sucesso para Paris 2024. O WDSF agradece sinceramente os esforços feitos pela Red Bull e todas as partes intermediárias, independentemente do resultado. Agradecemos a Red Bull por seus esforços com a Breaking e permanecemos abertos a discussões sobre cooperação no futuro.”
Procurados pelo portal Breaking World, a Red Bull respondeu prontamente ao comunicado: “Agradecemos à World DanceSport Federation por suas discussões conosco que – conforme observado em sua Declaração WDSF de 28 de abril de 2021 – lamentavelmente não resultou em um acordo. A Red Bull mostrou nos últimos vinte anos que tem um compromisso absoluto em contribuir e celebrar a cultura do Breaking em todo o mundo, e esse compromisso continua forte como sempre!”, concluiram.
Com esses dois gigantes trilhando caminhos diferentes, resta a B-Boys e B-Girls de todo o mundo se preparar e aguardar os próximos desdobramentos!
Fotos: Divulgação
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Red Bull BC One E-Battle ocorre de forma on-line a partir desta quinta (29), e vencedores garantem vaga na final mundial do evento na Polônia
Há 17 anos sendo um dos principais eventos de dança do mundo, o Red Bull BC One está de volta em 2021. A competição abre suas inscrições das disputas on-line: as chamadas E-Battles. Essa é a primeira edição desde que a modalidade entrou oficialmente no programa olímpico de Paris-2024 e possibilitará que o público acompanhe o mais alto nível de disputa e conheça alguns dos principais nomes da cena.
Para 2021, o Red Bull BC One E-Battle funciona em um formato bem dinâmico: por meio de seu website, dançarinos de todo o mundo poderão se inscrever e mostrar suas habilidades, a partir desta quinta-feira (29). E, ainda, os vencedores de cada categoria (masculina e feminina) das batalhas on-line já garantirão uma vaga na final mundial de 2021, na Polônia.
“A E-Battle é muito importante para a cena do Breaking mundial, pois possibilita que dançarinos de países que não possuem qualificatórias mostrem o seu talento, de qualquer lugar que estiverem. Para quem tem vontade de participar, a dica que dou é: grave sua melhor entrada, não economize nos movimentos e mostre o por quê você deve ser selecionado – faça deste momento o melhor que puder”, compartilha o B-Boy Pelezinho, jurado da etapa nacional de Red Bull BC One.
As redes sociais do evento ainda contarão com uma programação que vai do Breaking ao Popping, por meio de workshops especiais. Entre os convidados, a brasileira Itsa, vencedora nacional da edição do evento em 2019, reunirá os apaixonados por dança em uma aula on-line de Breaking. Para conferir a programação completa, acesse: instagram.com/redbullbcone
Como se inscrever?
Os interessados devem acessar o site www.redbull.com/ebattle, realizar o cadastro e enviar seu vídeo de até um minuto. Todos os materiais passarão pela avaliação de grandes referências da cena, como o B-Boy holandês Menno, a B-Girl francesa Sarah Bee, e o B-Boy polandês Kleju. Para impressioná-los, os participantes devem ter em mente: originalidade, criatividade, musicalidade, técnica e performance são alguns critérios que serão levados em consideração. Ao final da análise, serão selecionados 16 dançarinos de cada categoria (masculina e feminina), que deverão enviar um novo vídeo. Após isso, 8 B-boys e 8 B-Girls avançam à última etapa e batalharão durante uma live global, que será transmitida por meio da Red Bull TV e canais oficiais do Red Bull BC One – e que revelará os dois grandes vencedores.
Fique de olho nas datas!
29/04 a 14/05: Inscrições
24/05: Anúncio dos 32 B-Boys e B-Girls classificados para novo envio de vídeo
08/06: Anúncio dos 16 B-Boys e B-Girls
26/06: Live – Top 8 B-Boys e B-Girls, Semi Final e Final
Novembro: Final Mundial
Fotos: Divulgação Red Bull
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“Eu percebi que o Brasil não me oferecia muita coisa e resolvi me projetar para fora, onde a minha arte é mais valorizada! ” (B-Boy Neguin)
Ele é de Cascavel, Paraná, mas hoje mora em New York e se considera um mensageiro da Cultura Hip-Hop e da arte. Com 33 anos, é considerado um dos melhores B-Boys do mundo. Conhece mais de 141 países e já participou de mais de 100 campeonatos internacionais, sendo o único latino-americano e brasileiro a conquistar o cinturão de campeão da Red Bull BC One. Também coleciona outros títulos, destaque para: UBC Championship em Las Vegas, Unbreakable, Freestyle Session e Outbreak Europe. Foram vários mundiais 1 vs 1, onde foi o único brasileiro a alcançar esses títulos até hoje. Trabalhou com grandes nomes internacionais como Fergie, Gwen Stefani, Sean Paul, Justin Timberlake, Paul McCartney e Missy Elliot. Estamos falando de Fabiano Carvalho Lopes, mais conhecido na cena e no resto do mundo como Neguin. O nosso Neguin do Brasil! O Portal Breaking World bateu um papo com ele e hoje apresentamos com exclusividade para vocês:
BW: Queria que você falasse como foi sua infância. O que gostava de fazer quando criança e que lembranças tem dessa época? Foram tempos difíceis ou tranquilos?
Neguin: Minha história começa em Cascavel, no Paraná, eu comecei na capoeira aos três anos de idade. E, depois de 10 anos praticando capoeira, me interessei em aprender uma cultura diferente, então, eu despertei o interesse e comecei a praticar a Cultura Hip-Hop. Eu pratiquei todos os elementos da Cultura Hip-Hop, mas o que eu mais me destaquei foi o Breaking, devido eu já ter toda essa filosofia e conhecimento da capoeira. Então, eu mesclei as duas artes que englobam várias artes em uma só e a partir dali dei início a uma nova trajetória dentro da Capoeira e do Breaking, onde sou reconhecido mundialmente hoje. Mas, nesse período de criança, da infância, eu me envolvi também com outras atividades, o skate, o jiu-jitsu, sempre me envolvi com artes, pinturas. Sempre fui um menino voltado a aprender coisas novas que me inspiravam artisticamente. Sim, foram tempos difíceis devido ao nosso país não proporcionar apoio e nada, eu vim de família super humilde, que sempre apoiaram a minha arte, mas financeiramente sempre houve um obstáculo de viajar, ir para outros estados para poder competir, mas foi uma infância muito saudável, curti muito e ainda curto. Hoje estou com 33 anos, mas eu ainda me sinto aquele moleque de 13…
Mesclando capoeira e jiu-jitsu ao Breaking, ele se tornou um dançarino completo e conquistou o mundo
BW: Quando você disse: “É isso que eu quero para minha vida”? A capoeira, o jiu-jitsu vieram antes da paixão pela dança?
Neguin: Foi quando eu terminei o ensino médio e a capoeira e o jiu-jitsu chegaram antes do Breaking, sim. Eu terminei o ensino médio, comecei a trabalhar, eu teria a capacidade de ser um gerente numa empresa mas não foi isso que eu escolhi, pois a minha arte sempre falou mais forte e eu me joguei, peguei a primeira oportunidade e saí para fora do país, como competidor de Breaking e aproveitei essa oportunidade e me destaquei, a partir dali eu já fiz o meu cartão de visita, as pessoas identificaram o meu talento e eu comecei a viajar para outros países, em princípio para competir e, obviamente, eu comecei a ministrar palestras, workshops e tal, e surgiram outras coisas como Cirque du Soleil, comecei a trabalhar com a Madonna e minha carreira teve uma projeção rápida, ainda nos meus 19 e 20 anos.
BW: Verdade que você sofreu grandes influências dos seus irmãos que dançavam e faziam ensaios em casa? O que eles dançavam? Nos fale um pouco dessa convivência com os irmãos e como passou a entender a dinâmica da música e da dança?
Neguin: Sim, os meus irmãos dançavam o estilo deles de “club”, os “flashbacks” e foi minha irmã que me introduziu na capoeira. A minha família sempre me inspirou na arte, mas o estilo de dança deles era de passinho e tal, mas o que me influenciou bastante foram as músicas que eles escutavam na época. Escutavam flashbacks e as músicas mais clássicas e obviamente passando pelo Techno e música eletrônica. Eu cresci ouvindo música eletrônica e mesmo quando eu comecei a praticar o Breaking eu ia também nas festas raves, então, a música eletrônica sempre esteve presente dentro do meu estilo.
BW: Nos fale um pouco sobre inspirações… houve pessoas que te inspiraram na dança? Queria que você falasse também da fusão de Breaking, capoeira, movimentos acrobáticos, jiu-jitsu. No Breaking houve movimentos mais difíceis de aprender ou você sempre teve facilidade em todos?
Neguin: As inspirações, como qualquer arte que você aprende no início, lógico que tem várias inspirações, várias pessoas que são referência na modalidade, então, as minhas maiores inspirações foram vários dançarinos. Ken Swift, K-Mel, os membros da minha equipe, Pelezinho, antes de o conhecer eu já admirava bastante o trabalho dele e a minha mesclagem com a capoeira é um complemento, toda movimentação da capoeira introduzida no Breaking é uma característica minha e vice-versa e o Breaking sim, tem o grau de dificuldade mais difícil que a capoeira, mas um complementa o outro e a dedicação em cada movimento e cada etapa dentro do que você pratica acaba se adaptando e desenvolvendo uma movimentação nova. Enfim, um complementa o outro.
141 países, mais de 80 competições internacionais, vários títulos mundiais: este é o Neguin do Brasil!
BW: Fale dos principais eventos que participou e que foram especiais para você?
Neguin: Eu participei de mais de 100 campeonatos internacionais, eu sou o único latino-americano, o único brasileiro a ser campeão mundial do Red Bull BC One, eu sou o campeão de 2010, também ganhei outro mundial chamado UBC Championship, em Las Vegas e ainda Unbreakable, Freestyle Session e Outbreak Europe. Foram vários mundiais 1 vs 1, eu fui o único brasileiro a alcançar esses títulos. No Brasil, participei de vários também menores, mas o início da minha carreira como competidor já me destaquei mais nos eventos internacionais, então, uma vez que eu entrei no circuito internacional, as batalhas foram em todos os continentes e eu já viajei a 141 países e dentro desse número, pelo menos nuns 80 eu estive competindo.
BW: Neguin, viver da dança é um desafio? Recentemente vi um depoimento seu onde dizia que você conheceu o mundo através da dança e da Cultura Hip-Hop. Que dicas você dá para quem pretende viver da dança?
Neguin: Sempre será um desafio como artista ter obstáculos a serem enfrentados. Primeiramente, você tem que acreditar na sua arte, ser bom naquilo que você faz, se dedicar, porque nada na vida vem fácil, é muita dedicação, muita disciplina e é preciso ter foco, ser focado nessa arte e ver o que o mundo te oferece para facilitar esse espaço para você, no meu caso era sempre difícil, mas eu pensava “eu vou me preparar para quando rolar a oportunidade eu estar pronto, então, o que vou precisar? Vou precisar do e-mail? Vou! Vou precisar falar inglês? Opa, não falo inglês, então, vou praticar inglês, não vou ficar no Facebook falando com as garotinhas. Eu vou afiar o meu inglês para que eu esteja preparado para viajar para o exterior”. Então, é uma questão de preparação! Falar inglês, estudar a sua arte! Ter todo o conhecimento para investir na sua arte, no seu talento, aproveitando as oportunidades que virão e a partir dali ter o que chamamos de sucesso! Para chegar no sucesso, precisa valorizar a sua arte e estudar muito!
BW: Atualmente, onde você mora? Como foi sair da sua terra e viver em outro país, com outro idioma e outros costumes? Como foi essa transição e adaptação?
Neguin: Atualmente, eu moro em New York, essa cidade sempre foi a minha base, eu morei na Califórnia um tempo, mas atualmente eu moro em New York. Com as viagens que eu fazia como competidor, através das minhas viagens com a dança, com a capoeira e o jiu-jitsu, eu percebi que era o lugar que eu me identifico muito, é um local onde as oportunidades estão aqui para tentar! Tanto New York como São Paulo não é nada fácil, é o mesmo perrengue e a mesma correria, porém, eu sempre gostei da Cultura Hip-Hop e como nasceu lá e a Cultura House Dance no contexto geral, New York despertou essa minha possibilidade de viver lá, então, me projetei para viver naquele local e já tem 12 anos que moro lá. Não me lembro muito das dificuldades do início, mas olha, eu não olhei para trás não! Eu percebi que o Brasil não me oferecia muita coisa e resolvi me projetar para fora, onde a minha arte é mais valorizada!
A busca pela valorização de sua arte o levou para fora do Brasil
BW: Parece que você conseguiu rapidamente se conectar com as pessoas certas, trabalhando com celebridades como Madonna, Fergie, Gwen Stefani, Sean Paul, Justin Timberlake, Paul McCartney and Missy Elliot. Nos conta como tudo aconteceu?
Neguin: O meu talento sempre se destacou de uma certa forma, as redes sociais também, a internet facilita esse traslado, o network com as pessoas que eu conheci. Eu já estava morando em New York quando a Madonna assistiu um vídeo que mostraram para ela e ela ficou sabendo que eu estava em New York, ela foi no clube onde eu estava e falou: “eu quero ir lá ver quem é esse cara e vou conhecê-lo”. Na verdade, a Madonna foi até uma festa onde eu estava dançando em pessoa, você vê como em New York tem uma realidade bem diferente, a celebridade, a ícone da música pop chegou lá na festa, como uma cidadã comum, né? Ninguém olhou para ela como celebridade e a partir dali eu comecei a trabalhar com ela, aí a história vai muito mais a fundo. O meu network sempre foi voltado a estar em lugares e representar bem quem eu sou, representar a minha imagem, representar o Brasil, eu acho que isso reflete em todos os meios, seja num show, seja num vídeo. Seja na rede social.
BW: Falando especificamente da Madonna, nos conte sobre o tempo que dançou e trabalhou com a Rainha do Pop. Como foi essa oportunidade e o que lembra desse período?
Neguin: Eu conheci a Madonna em 2009, então, eu fiquei de 2009 até 2014, foram 5 anos, eu desenvolvi trabalhos com ela como performance, como coreógrafo nas turnês e acabei também ficando com ela! Eu tive um “affair” com ela também, durante um ano, poucas pessoas sabem disso, mas aconteceu, foi uma coisa bem saudável, um relacionamento saudável, teve toda a dinâmica, a gente ainda conversa, ultimamente pouco, faz muitos anos que não nos vemos, mas sempre trocamos ideia pela internet, mas foram 5 anos de trabalho e tive essa experiência muito legal.
Neguin e Madonna (ao centro): 5 anos de trabalho e 1 ano de “affair” com a Rainha do Pop
BW: E o Cirque du Soleil? Fale como surgiu o convite e como foi essa experiência?
Neguin: O Cirque du Soleil desenvolvo trabalhos com eles desde 2008, mas eu sempre trabalhei com eles num formato de fazer shows de viagens e turnês e não num lugar fixo em Las Vegas, então, sempre fiz shows em Andorra, na Europa, no México onde eles me chamavam. Aí eu ia fazia um mês, às vezes ou uma semana. Ou shows específicos numa reunião ou num evento, então, eu sempre trabalhei em turnê com o Cirque du Soleil. Isso aconteceu em 2010, 2014, 2016, ou seja, sempre estou fazendo shows com eles. Então, o meu relacionamento é desde 2008!
BW: Em 2010, como você mesmo falou, você foi o único latino-americano, único brasileiro a vencer o Red Bull BC One, que é um dos maiores campeonatos 1vs 1 do mundo. E as pessoas o têm como referência. O que na sua opinião foi determinante para esse sucesso?
Neguin: A diferença é nítida, se eu cheguei lá é porque eu sou autêntico através da minha arte de representar quem eu sou e o que eu aprendi, nesse caso, a capoeira misturando e tendo uma identidade específica, não sendo igual a todos. Eu não sou que nem o europeu, asiático ou americano. Eu tenho características brasileiras! Afrodescendente, toda a mistura que o Brasil nos oferece, então, isso caracterizou muito o meu estilo, o meu talento. E seu eu cheguei lá foi porquê eu busquei isso! Eu passei as dificuldades, superei todos os obstáculos e foquei naquilo, o foco e a disciplina ajudaram que eu alcançasse o que alcancei. Então, se eu consegui, qualquer um pode conseguir também! Basta ter esses princípios para ser autêntico, original e ter foco e força na disciplina!
Campeão da Red Bull BC One 2010: único latino-americano a conquistar o mais cobiçado título da categoria
BW: Bom, atualmente o assunto que mais se fala aqui no Brasil entre B-Boys e B-Girls é o fato do Breaking ter entrado para os Jogos Olímpicos. O que acha sobre isso? Na sua opinião temos B-Boys e B-Girls preparados para competir de igual para igual com outros países e trazer uma medalha olímpica para o Brasil? O que acha do nível dos nossos B-Boys e B-Girls atualmente?
Neguin: Essa é uma conquista extremamente importante, não que o Breaking precise das Olimpíadas, mas com certeza nessa nova plataforma, que são os jogos olímpicos, isso vai fazer com que as pessoas que não conhecem o Breaking vão ter uma visão de conhecer um pouco mais, então, isso veio para somar. Referente ao Brasil, somos um dos povos mais reconhecidos no circuito mundial, eu acredito que os brasileiros têm sim um grande potencial de trazer medalhas e representar mas vai ter que correr atrás, bastante, porque têm outros países que já são maiores potências, ter mais disciplina, ter mais apoio. Tipo a Rússia, a China e, então, para os brasileiros, acho que vão precisar continuar praticando e estudando, ter todo esse lado de ajuda, de tentar ajudar o país o melhor possível com toda a minha bagagem como competidor, mas é isso… As Olimpíadas eu apoio totalmente, porque o Breaking não é um esporte apenas, é uma cultura, mas também somos atletas, querendo ou não, então, seja um campeonato da Red Bull BC One, seja nas Olimpíadas ou numa batalha da esquina o Breaking vai estar presente em todas as plataformas e torcemos para que os brasileiros tenham grande destaque e nos representem bem e esperamos também que o Brasil apoie um pouco mais seus competidores, seus atletas! Vamos ver o que rola…
BW: Para finalizar, queria que falasse sobre o Programa da MTV “De férias com o Ex” que participou recentemente. Foi desafiador?
Neguin: A participação veio através de um convite logo em novembro, e eu resolvi participar porque eu não estou viajando muito, então, estou disponível e usei o programa como uma forma de experiência nova para mim e ao mesmo tempo representar o que eu faço dentro de um ambiente que é bem diferente do que eu faço, então, entrei lá como atleta e toda a minha vida, style, que tem esse lado de curtição, foi uma experiência muito boa para mim e vamos ver agora como vai ser, eles vão lançar essa semana, por ser um programa editado espero que a repercussão da minha imagem seja bem positiva e que tragam novos públicos e pessoas que não me conheciam e passem a me conhecer vendo o que faço artisticamente.
BW: Que mensagem você deixaria para todos os B-Boys e B-Girls que curtem o seu trabalho?
Neguin: A mensagem que eu deixaria é gratidão! Eu tento sempre inspirar essas pessoas e cada um ensina um (risos), então, eu acho que se eu posso inspirar milhares de pessoas, que as pessoas que se inspiram em mim possam fazer o mesmo! A minha mensagem é que estamos todos num mesmo barco, somos todos mensageiros da arte e da Cultura! Abraço a todos!
Fotos: Arquivo Pessoal
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Hoje é comemorado o Dia do Breaking, em São Paulo, o dia foi criado pelo vereador Milton Ferreira (Podemos) em 2017, por meio da PL 253, promulgada a Lei 16.753, de 13/11/2017.
Mas o Breaking vem muito antes disso… é um elemento da Cultura Hip-Hop que nasceu no Bronx, em Nova Iorque, com os fundadores da dança, na década de 70. Era algo que aparecia nas festas. A palavra “B-Boying” significa a manifestação corporal do Hip-Hop. Não eram só os pés, mãos em movimento, eram usadas todas as partes do corpo. Cabeça, pescoço, mas intelecto e também caráter.
O Breaking nunca foi moda, mas uma arte legítima!
Os B-Boys comiam, bebiam, respiravam e pensavam “B-Boying”. Toda vez que se escutava “Sex Machine”, “Just Begun”, “Apache”, que era hino, era possível ver a música ser sentida nos corpos, fazendo esses meninos dançarem, tratava-se de algo mágico, que apenas a música e sua energia faz com as pessoas. Na verdade, foi a música que fez desenvolver todos os estilos e movimentos. O Breaking é Hip-Hop puro!
Ken Swift uma vez disse: “O Breaking começou com uns poucos irmãos e irmãs que não se importavam com o que as pessoas pensariam de seus movimentos”. Eram meninos sem dinheiro, que moravam nos guetos, no meio do ambiente urbano. Nas festas, a pessoa entrava fazendo pose, depois descia ao chão. E se os movimentos fossem bons, se formava uma roda em volta para que outro pudesse também entrar e desafiar o mano na dança. A palavra B-Boy veio de Kool Herc, deveria ter representado o Bronx, na verdade era “Breaking Boys”. Quando a galera estava “Breaking” nas festas, significava que estavam procurando confusão, eram “Breaking Boys” e “Breaking Girls”. Breaking vem da terminologia de rua. A pergunta: “Por que você está Breaking?”, significava “Por que você está fazendo coisas fora do normal?”. Estar zangado era estar “Breaking”, ou seja, nos dias de hoje seria “estar bravo, estar chutando o balde!”. Essa se tornou uma expressão oficial quando Kool Herc usou. Os B-Boys eram “os meninos que quebravam” e as B-Girls eram “as meninas que quebravam”, não tinha nenhuma ligação e não veio dos breaks no disco, como muitos pensam. Esses meninos e meninas desciam até o chão e giravam, foram os primeiros a fazer isso. Alguns chegavam nas festas com charutos e casacos compridos: eles arrebentavam! Dançavam em cima de cimento.
Desde a criação do Breaking, a dança possibilitou que muitos jovens se distanciassem da violência, juntando-se em Crews para dançar e trocar vivências. Quando chegou ao Brasil na década de 1980, não foi diferente. Muitos encontraram no Breaking motivações e objetivos para tocar a vida! Muitos saíram da droga e da marginalidade graças ao Breaking! O Breaking sempre representou vida! 51 anos depois do início do movimento, muita coisa mudou sim, no dia 4 de dezembro de 2020, o Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou a inclusão do Breaking no programa dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Novos ventos parecem soprar nas rodas de Breaking, mas a essência deve continuar!
O Portal Breaking World, para comemorar esse dia, destaca nesta matéria com orgulho alguns nomes de B-Boys e B-Girls que levaram no passado e continuam levando o nome do nosso país para os quatro cantos do mundo. Desejamos a todos os B-Boys e B-Girls de todas as gerações muita luz e muita dança! Confiram:
Pelezinho: O nome que consta na certidão de nascimento é Alex José Gomes Eduardo, ele não poderia ser mais brasileiro. Nasceu numa família alegre de sambistas e capoeiristas em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Da infância guarda boas lembranças das feijoadas e dos churrascos em família. Criado pela avó, matriarca da família, o menino que não tinha tênis, mas que desde pequeno já mostrava habilidades diferentes e muito especiais, a famosa estrelinha no meio da testa que alguns carregam para esse mundo, filho de mestre de capoeira era bom nos movimentos do corpo e também no futebol, por isso recebeu o apelido de “Pelezinho”, mas seu destino não foi escrito num campo de futebol e nem jogando capoeira, mas sim nas ruas. As rodas que frequentava eram outras, as de Breaking, onde sua grandeza foi reconhecida e conquistada, sendo ponte para o resto do mundo. Foi o primeiro brasileiro a participar da competição que em poucos anos se firmaria como uma das maiores de Breaking do planeta, o Red Bull BC One. Pelezinho agarrou firme a chance e teve seu talento reconhecido internacionalmente. Hoje, é membro da Red Bull BC One All Stars, equipe internacional composta por artistas e dançarinos que representam os melhores da cena. Atualmente fora das competições, continua comprometido com o Breaking pelo resto da vida, ele sempre lembra: “O Breaking mudou a minha vida e pode mudar de muitas pessoas”.
Kokada: Maurício Araújo de Souza, conhecido na cena Hip-Hop como B-Boy Kokada morreu aos 35 anos, no dia 21 de dezembro de 2012. Um dos mais talentosos B-Boys que o Brasil já teve. “Mr. Kokada”, como também era conhecido, começou a dançar em 1993 na Estação São Bento, participou de vários campeonatos nacionais e internacionais. Durante os 16 anos atuando na cena B-Boying, ficou conhecido não só no Brasil, como também em todo o mundo. Kokada também era MC e integrante da Tsunami All Stars Crew. Conhecido como “Mestre do Power Move Brasileiro”, Kokada possui um currículo invejável e era considerado o primeiro B-Boy a ganhar fama mundial antes do YouTube, além de ser lembrado por sua habilidade de realizar movimentos para ambos os lados, cujo grau de dificuldade o tornava ainda mais único. De personalidade forte, impactou a cena com a sua presença.
Neguin: Neguin nasceu e foi criado no Paraná. Durante sua infância, foi influenciado pela capoeira, música e artes e acabou apaixonado pela dança. Atualmente, além de fazer parte do time da Red Bull BC One All-Stars, ele é o único latino-americano com o título de campeão mundial e o dançarino que mais carrega títulos em competições internacionais como Red Bull BC One, UBC Championship, Unbreakable, Freestyle Session, Outbreak Europe e outros.
Luka: Ele nasceu no bairro do Tatuapé, mas sua infância foi na Vila Curuçá, em São Miguel Paulista. Seu sonho, como a maioria dos meninos brasileiros, era ser jogador de futebol, sempre incentivado pela família. Começou a jogar com apenas 4 anos. Depois, conheceu a capoeira, onde no primeiro dia se identificou, sentindo-se em casa e livre. Durante anos, jogava futebol e fazia capoeira. Mas foi em 2006, com apenas 12 anos, que mergulhou de corpo e alma no Breaking. Sua evolução foi rápida! Foi o futebol e a capoeira que lhe deram a base para tudo, confessa que sem eles não teria a dedicação e foco que tem hoje. Foram nessas artes que aprendeu a ser persistente, paciente e dedicado. Os primeiros passos de Breaking deu na própria sala da casa onde morava, vendo um DVD da Red Bull BC One, onde tentava copiar os movimentos, o pai também tinha coleção de discos em casa, cresceu escutando alguns clássicos do Hip-Hop, a música sempre foi presente em sua vida. O menino ganhou idade, conquistou seu espaço, aprendeu a dançar no meio da pressão e sobreviver às críticas, resolveu viver sua própria vida, da sua forma e aprendeu que o segredo sempre foi focar no presente, no agora, plantar as sementes para colher no futuro com muita paciência e dedicação. Recebeu influência de grandes nomes do Breaking e participou de vários eventos naturais e internacionais. Em 2014, assinou o contrato com o Cirque de Soleil e foi morar fora do pais, onde tem se destacado. São de Lukas as palavras: “No Cirque eu tive essa oportunidade, de poder acordar todos os dias e fazer o que mais amo. Treinar, dançar e inspirar as pessoas. No show, todos nós artistas, através da sua especialidade, inspiramos o público a viver a vida com amor e que tudo vai melhorar. Sobre o Breaking, atualmente vem fazendo parte de empresas e eventos grandes, procurem se valorizar e entender o business por trás dos eventos e trabalhos. Como se comportar, aprender a falar outras línguas, principalmente o inglês. Se hoje o B-Boy brasileiro tem uma oportunidade, tem que saber conversar e negociar. Muitos da nova geração têm o sonho de viver de eventos e batalha, mas não podem esquecer que temos outros caminhos e oportunidades para viver e se expressar através da dança. Cada dia mais estamos evoluindo, o mundo está em constante crescimento, novos talentos e oportunidades. Precisamos acompanhar esse processo de mudança. Quem acompanhar essa evolução, não só do movimento, mas da cultura em si, são aqueles que irão colher bons frutos. A nossa ação precisa ser aplicada no nosso momento presente, no agora. Não adianta querer ser um bom B-Boy ou B-Girl, ser campeão, fazer parte de grandes eventos e projetos, se não estiver preparando e vivendo o dia-a-dia. Não vamos esquecer o poder de cura e mudança de vida que a nossa dança pode trazer na vida das pessoas, como inspiração. Quando dançar, mostre o seu espírito em sua maneira única. Não coloque rótulos na sua dança, pois dançar é infinito e cada movimento é uma nota na música. Repare que quando você dança de mente livre, você entra na zona e em uma dimensão diferente. Essa é sua essência e verdade. Busquem isso e sigam a sua jornada, sem olhar pra trás. O que passou, passou. Continuem evoluindo, estudando e vivendo”.
FabGirl: Ela começou a dançar aos 18 anos e enfrentou o machismo inerente à cena, abrindo caminhos que permitiram que essa revolução feminina acontecesse no País. “É mais uma conquista de muita resistência e luta”, diz Fab. As primeiras referências de dança da FabGirl vieram da televisão. “Quando eu era novinha, eu gostava de Jennifer Lopez, Madonna e Beyoncé, queria dançar aquelas coreografias”, lembra. Mas o que fez FabGirl se apaixonar mesmo pela dança foi ver uma B-Girl de seu bairro dançando. “Fiquei encantada, nunca tinha imaginado uma mulher fazendo aquilo”. No dia seguinte, FabGirl foi a um ensaio de Breaking e pediu para os caras lhe ensinarem alguns passos. “Eles me falaram que Breaking não era dança de mulher”, relembra a B-Girl. “Foi sempre difícil esse espaço dentro da cena”. FabGirl não se deixou abalar e, em 2003, criou a BSBGirls, primeira crew do Distrito Federal formada só por mulheres. Além de liderar o grupo, a dançarina, coreógrafa e pesquisadora se destacou pelos vários títulos conquistados, foi a primeira brasileira a representar o país no campeonato mundial We B-Girlz, na Alemanha, por dois anos consecutivos. Sua carreira lhe rendeu um lugar no time de jurados do Red Bull BC One. “B-Girls jovens estão vendo mulheres em posição de liderança e ter referências é motivador”.
Bart: Ele nasceu no Ceará, quando criança teve contato com muitos movimentos por meio do Kung Fu e da Capoeira. Aprendeu também a ter disciplina e flexibilidade desde cedo. Mas foram os pulos feitos na areia improvisada que pedia aos vizinhos que o fizeram se aproximar do Breaking. Mateus Melo (22), conhecido como B-Boy Bart, hoje é um dos nomes mais cogitados para representar o Breaking brasileiro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. Já participou de muitos eventos nacionais e internacionais. Ele compara a dança a um grande jogo de xadrez e afirma que, além de ter um corpo preparado, é necessário ter estratégias, planejar ações para se chegar no objetivo que se deseja. Sobre as Olimpíadas, fala: “Eu vejo como uma evolução, na verdade, não acho que seja positivo e nem negativo, é somente algo do mercado. Isso já vem acontecendo tem muito tempo. O R16, todos esses eventos que tem, são em ritmo de Olimpíada, de ranking. Existe o ranking de B-Boys tem muito tempo. A Olimpíada entrou para apimentar ainda mais a competição. Acho que nada vai mudar… Como no futebol existem pessoas que jogam pelada e existem pessoas que jogam nos mundiais. Então, acho que vai melhorar muita coisa!”.
Nathana: Ela nasceu em Uberlândia, perdeu o pai com 5 anos em um acidente, mas sempre teve o amor e o carinho da mãe. Começou a dançar com 16 anos e não parou mais. Na sua caminhada, enfrentou preconceitos pelo fato de ser mulher e até escutou comentários que fariam muitas pessoas desistirem da própria dança. Mas ela não! Nathana Vieira Venancio, ou B-Girl Nathana, como é conhecida na cena, sempre foi forte e usou o comentário negativo para crescer e evoluir na própria dança. Sendo uma verdadeira inspiração para quem pretende ir longe no Breaking. Ela participou da E-Battle da Red Bull BC One e vem participando, mesmo em tempo de pandemia, de muitos eventos internacionais. Faz parte de 3 Crews que são We Can Do It B-Girls, da qual é uma das fundadoras, Rock Niggaz e Gangsta Squad, Nathana declara: “As pessoas da minha crew são as minhas inspirações, elas sempre me motivam e falam daquilo que preciso melhorar, críticas construtivas, a importância de ter pessoas lado a lado com você é grande, ter essa ajuda e companheirismo é muito válido, as meninas sempre estão a me passar energias positivas, enfim, sou muito grata a todos da Crew.”
Leony: Ele nasceu em Belém, capital do estado do Pará, que é uma cidade portuária e a porta de entrada para a região do Baixo Amazonas do Brasil. Sempre morou no bairro do 40 Horas. Como todo menino, quando pequeno gostava de jogar bola e brincava na rua até altas horas da noite. Hiperativo, não parava nem um minuto sequer. O que nunca lhe faltou foi energia! Sendo o mais velho dos filhos de Dona Elizete, foi criado com suas irmãs por sua mãe sozinha, mulher guerreira, como ele mesmo relata com orgulho. Aos 12 anos de idade, por influência de um primo próximo, conheceu o Hip-Hop, se apaixonando no primeiro momento pelo movimento Head Spin [Giro de Cabeça], começando sua caminhada de sucesso no Breaking, passando a competir em 2012. Mas foi em 2013 e 2016 que conquistou o título de Melhor B-Boy do país. E, em 2017, foi tricampeão do Red Bull BC One no Brasil. Segundo B-Boy Pelezinho, que foi um dos jurados do evento que deu o segundo título para Leony, ele começou a se destacar por sua autenticidade. Na época, Pelezinho declarou: “sabe muito bem combinar os movimentos. Sua habilidade é impressionante, por isso mereceu mais uma vez o título”. O tempo passou muito rápido e foi generoso com o B-Boy, que gosta de saborear açaí com mortadela em Belém, o consagrando como um dos maiores nomes da sua geração no Breaking, mas também trouxe responsabilidades por ser um B-Boy mundialmente conhecido.
Miwa: B-Girl desde 1999, diretora do grupo de Breaking feminino Bonnitas Crew e da Hotstepper B-Girls, foi uma das primeiras B-Girls brasileiras a ganhar reconhecimento no exterior. Campeã das competições “Sudaka 2007” (Chile), “El Rey del Seven 2 Smoke 2009” (Venezuela) e “KB Battle Original Flavor 2013” (Israel), Miwa também levou para casa o terceiro lugar na “Eurobattle 2008” (Portugal) e o vice-campeonato na competição de trio de B-Girls “UK Bboy Championships 2010” (Inglaterra). Em 2008, participou do Battle of the Year. Como produtora, realizou o primeiro festival feminino de Hip-Hop “FNMH2 Festival” (São Paulo, 2013 e 2014) e é responsável pelo “Elas por Elas” (2012), primeiro documentário brasileiro sobre mulheres no Hip-Hop.
Klesio: Ele é de Brazlândia, cidade satélite de Brasília e começou a dançar Breaking com 13 anos. Não teve uma infância fácil, escondido do pai e da mãe, usava um pedaço do colchão para colocar na touca de giro, para não machucar a cabeça na hora de fazer o Head Spin. O menino cresceu e evoluiu rápido, sendo o ganhador da Batalha Final em 2009, evento tradicional de Breaking que abriu portas para sua carreira na dança, mas foi com 22 anos que ficou conhecido mundialmente, sendo um dos finalistas da mundial do evento “Red Bull BC One”, realizado no Rio de Janeiro (RJ) em dezembro de 2012, o que o fez ser notícia em toda a grande imprensa brasileira. Na ocasião, Klesio batalhou com o Mounir, da França e foi considerado um dos 8 melhores B-Boys do mundo. Ele ainda foi o vencedor do reality show “Vai Dançar”, da Multishow. Hoje mora na Polônia e já ganhou diversas premiações para o Brasil.
Itsa: Com apenas 20 anos, a B-Girl Itsa venceu a etapa nacional do Red Bull BC One e depois foi para Mumbai, na India. “Foi o momento mais marcante da minha carreira”, diz. Itsa faz parte de uma safra de dançarinas que está se unindo cada vez mais para fazer barulho na cena Breaking. “As mulheres farão parte de um cenário que tenha consciência e respeito da sua existência e da sua história no Hip-Hop como civilização”, afirma. “Tem que haver um interesse dos B-Boys em estudar, questionar e aprender com as mulheres da cena.”
Till: O cearense Cleiton Verçosa, 26, conhecido no mundo do Breaking como B-Boy Till, é forte candidato para representar o verde-e-amarelo nas Olimpíadas. Talento e experiência em competições não falta para o dançarino. Membro do grupo Perfect Style Crew, Till disputou o evento Red Bull BC One Cypher Fortaleza nos anos de 2014, 2018 e 2019, sendo campeão da etapa nos dois últimos anos. A seletiva estadual serve como qualificação para o Red Bull One Cypher Brazil, que reúne os vencedores de cada um dos estados brasileiros. Em 2019, foi campeão e garantiu sua participação no Red Bull BC One — o campeonato mundial.
Mini Japa: A paraense Mayara Colins, conhecida como Mini Japa, saiu vencedora da arena montada no prédio do Red Bull Station, em 2018. Foi para a Suíça em setembro e representou o Brasil no mundial do Red Bull BC One. Nascida e criada no bairro Terra Firme, em Belém, Mayara há mais de oito anos se dedica aos movimentos e acrobacias do Breaking. Atualmente, a dançarina faz parte da Amazon Crew, um celeiro de talentos da dança no Norte do país, da qual também faz parte o B-Boy Leony Pinheiro, que já foi tricampeão brasileiro do Red Bull BC One Cypher Brazil.
Luan: Luan Carlos dos Santos é natural de Bauru (SP), disputou a final mundial em Paris. Foi vencedor da final do Red Bull BC One Latin America, em 2014 e finalista do Red Bull BC One World Final. Foi eleito o melhor B-Boy da América Latina e venceu a Red Bull BC One E-Battles em 2018.
Paola: Ela é paulista, mas atualmente mora na França com a família e é uma das B-Girls mais vigorosas do nosso país. Por meio do Breaking teve oportunidade de trabalhar com pessoas reconhecidas na cena e fazer vídeo clipes com Guizmo e Flash Zoom, na França e comerciais. Além de alguns trabalhos com Rashid, Nelson Triunfo, Mr. Kokada.
E o Breaking continua…
A nova geração que representa o Brasil no exterior chega cada vez mais forte:
Sonek: De Catalão direto para o mundo, B-Boy Sonek é considerado o “Príncipe do Power Move Brasileiro” da nova geração: com apenas 10 anos, ele ganhou o 1° lugar na Eurobattle Kids e foi vice-campeão mundial na Power Move Battle. Hoje, com 18 anos, continua treinando e faz parte da Dream Kids Brazil.
Marcin: Também de Catalão, com apenas 15 anos já esteve em Portugal, na França e no Chile. Foi tricampeão da Brazil Batlle Pro e também premiado no Dance Summer Camp, em Portugal.
B-Girl Angel do Brasil: De São Paulo, com apenas 10 anos foi vice-campeã no mundial E-fise Montpellier na França, 2° lugar no Battle Kids Argentina e ficou no Top 10 no Breaking Kids Champion, na Rússia. Também faz parte da Dream Kids Brazil.
Eagle: Foi vice-campeão no B de Dança em Braga, Portugal e ficou entre os Top 16 na Porto World Battle, também em Portugal.
Fotos: Arquivo Pessoal / Reprodução
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