No último final de semana (5), aconteceu em São Paulo, num calor de quase 40 graus, no Parque da Juventude, num espaço conhecido como “O Mundo do Circo”, a Red Bull BC One Cypher Brasil, reunindo B-Boys e B-Girls de todos os cantos do país e até do mundo, misturando também várias gerações e personalidades desse elemento da Cultura Hip-Hop. As filas, que pareciam não ter fim para acessar o local onde seriam as competições, confirmavam que o que não faltava era disposição ao público presente, formado na sua grande maioria também por dançarinos, artistas e esportistas, para assistir algumas das batalhas mais eletrizantes e insanas de 2025, no maior campeonato 1 vs 1 de Breaking do mundo. Esse ano a entrada para o público foi gratuita e reuniu também muitas famílias.
Algumas das grandes surpresas desse ano foram os nomes escolhidos para ganhar os “Wild Cards” (que são os convites diretos da direção do evento para o Top 16 da Final Nacional, sem precisar passar nas qualificatórias e sem ter se classificado pelos critérios normais) e também quem acompanha o evento pode notar uma transição entre gerações, que começou ano passado, em 2024, quando na Cypher Rio de Janeiro, num lugar também conhecido como Circo Voador, foi possível ver a paulistana B-Girl Angel do Brasil, de apenas 14 anos, passar com sangue nos olhos no filtro e batalhando depois com a B-Girl Rá no Top 16 das B-Girls adultas, fazendo história como a mais nova B-Girl a se classificar numa qualificatória da Red Bull BC One no país. Na ocasião, o evento foi julgado pelo B-Boy Lilou, pela jurada FabGirl e pelo jurado B-Boy Migaz. E, logo em seguida, no mesmo ano, na Cypher São Paulo, o B-Boy Jheff do litoral de São Paulo, ganhou o Wild Card para ingressar na nacional, perdendo para o B-Boy Sisan.
B-Boy Samukinha versus B-Boy Onnurb
Esse ano, mais novidades! Tivemos a B-Girl Mary-D, que ficou no Top 8 da Cypher São Paulo, B-Boy Samukinha, que também conquistou na arena seu espaço na Cypher Brasil, ficando entre os 4 primeiros colocados na Cypher Brasília e a B-Girl Keké da mesma crew do B-Boy Jheff, que também ganhou seu Wild Card, perdendo no início da vice-campeã Mini Japa. Vale dizer que todos esses jovens são destaques da nova geração de breakers e fazem parte da Seleção Brasileira Youth. São o futuro do Breaking brasileiro.
B-Boy Taz conquistou o público com seu carisma e energia.
Mas a competição também reuniu nomes bastante conhecidos na cena e consagrados, pela arena passaram: B-Boy Taz e B-Boy Luan, que tocaram fogo no circo! Taz trouxe uma energia contagiante, agitando toda a arquibancada, sendo aplaudido por todos, mesmo os jurados escolhendo o B-Boy Luan como vencedor daquele racha. Em seguida, B-Boy Samuka fez algumas das melhores batalhas da noite, primeiro contra o B-Boy Baby, em seguida Samuka passou e batalhou com o B-Boy Perninha, de quem é muito amigo, os dois deram um grande show, depois contra o B-Boy Onnurb, onde após a battle, antes da decisão dos jurados, foi ovacionado por todo público, que gritavam o nome de Samuka! E, por último, passando para a final, batalhou contra o grande Bicampeão da noite, B-Boy Kley. Ainda passaram por ali o B-Boy Rato EVN que é um grande nome do Breaking brasileiro, B-Boy Iguin, entre outros.
B-Boy Samuka e B-Boy Perninha: Breaking sem limites e amizade que contagia.
Entre as B-Girls veteranas estiveram presentes a B-Girl Maia, que foi a ganhadora da Cypher Brasil de 2024, B-Girl Nathana, B-Girl Ana, B-Girl Bebeia, entre outras. Mas a competição mais esperada da noite ficou entre as B-Girls Mini Japa e Toquinha, que algumas semanas anteriores, já tinham se confrontado em outro evento em Brasília, numa batalha bem pesada e que deu o que falar no meio da cena. E que voltaram a se encontrar na Red Bull Bc One na final, onde B-Girl Toquinha foi a campeã da noite.
Um dos momentos mais esperados da noite: B-Girl Toquinha e Mini Japa batalham pelo troféu das B-Girls.
Uma Homenagem a uma lenda que fez história e abriu caminhos…
B-Boy Pelezinho emocionou-se em homenagem.
Além das disputas da Brasil, o evento marcou também os 20 anos da histórica batalha do B-Boy Pelezinho na Final Mundial de 2005, em Berlim, na Alemanha, um marco na história do Breaking brasileiro. Como jurado que integrou o painel no dia anterior, Pelezinho também celebrou três décadas de trajetória e reforçou o legado do Red Bull BC One para as próximas gerações de dançarinos.
B-Boy Kley e B-Girl Toquinha carimbaram o passaporte para Tóquio.
E agora? Bom, para os campeões o foco está no próximo desafio, em novembro vão representar o Brasil nas etapas internacionais. O novo roteiro agora é Tóquio, Japão, na Final Mundial, onde os brasileiros terão a chance de lutar pelo cinturão da Red Bull BC One Mundial, levantado há 15 anos, também em Tóquio, pelo nosso B-Boy Neguin, que sem dúvida é uma outra verdadeira lenda do Breaking brasileiro.
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One por toda a atenção, respeito e parceria de sempre. Até 2026!
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Essa semana, antes da Red Bull BC One em São Paulo, o Portal Breaking World teve o prazer de fazer uma entrevista exclusiva com Samuel Henrique, que também é conhecido na cena do Breaking como B-Boy Samuka.
Samuel nasceu e foi criado no Recanto das Emas, em Ceilândia, quebrada do Distrito Federal que, para quem não sabe, carrega esse nome por ter origens ligadas à quantidade de emas, uma ave do Cerrado que existia na região, e também a um sítio arqueológico chamado “Recanto”. Hoje o B-Boy é um dos grandes nomes da atualidade do Breaking brasileiro, muito esperado na final nacional que promete batalhas insanas. O rapaz do Cerrado, com sua dança, talento e história de superação após lutar contra um câncer ósseo e passar pela amputação de uma das pernas, conquistou o mundo e ganhou o coração dos brasileiros. E quem sabe, neste final de semana, possa ganhar também a competição nacional e, em novembro, ir a Tóquio em busca do grande cinturão do Touro Vermelho da Red Bull BC One, que há 15 anos foi levantado pelo B-Boy brasileiro Neguin.
Entre treinos e voos voltando da Europa para o Brasil, Samuka respondeu à nossa entrevista com muita humildade. O mano garante que quer dançar, se divertir, mas também quer ganhar, se for a vontade de Deus! Confira na íntegra esse bate-papo que inspira, motiva e promove aprendizados e reflexão para a vida e para quem pretende viver da dança:
BW: Queria que falasse um pouco de suas origens, de como foi sua infância, sua vida em família no Distrito Federal. Que lembranças tem dessa época? Na infância e na juventude, quais eram suas crenças e seus sonhos?
Samuka: Bom, eu venho do Recanto das Emas, Ceilândia, cidade que eu cresci, onde tive minha história, onde conheci a dança, o basquete, o futebol… Meu sonho quando criança era ser jogador de futebol. Acho que a maioria das crianças do Brasil tem esse mesmo sonho. Então, comigo não foi diferente. Gostava demais de jogar futebol. Nunca imaginei que eu iria viajar um dia. Então, na minha cabeça só queria ser jogador de futebol. Cheguei a ser jogador de basquete também na cadeira de rodas antes do Breaking, joguei pela seleção brasileira do sub-23. Mas, no final das contas, o verdadeiro amor foi o Breaking. A vida é cheia de surpresas!
Fotocomposição: ® Breaking World – Imagem: ® flowadelyx
BW: Verdade que começou a dançar Breaking em 2011 depois que teve uma perna amputada, devido a um câncer? Como foi começar no Breaking num momento tão difícil? Alguém te ajudou nesse aprendizado? De onde você tirou forças para começar e permanecer firme dançando até hoje?
Samuka: Eu conheci o Breaking na verdade em 2010, num projeto social na minha cidade, com o professor Klésio. Conheci, fui lá, peguei algumas aulas, mas nunca tinha levado tão a sério, porque como eu te falei, meu negócio era futebol, gostava de jogar pra caramba todo dia. Mas daí, depois da cirurgia, depois do câncer, quando eu já tinha perdido minha perna, eu me perguntei: “Pô, o que eu vou fazer agora?”. Jogar futebol tinha como, mas era mais difícil, e naquela época eu tinha desiludido um pouco de tudo, então comecei a assistir bastante vídeos no YouTube, o que eu podia fazer com a perna, e daí eu vi um B-Boy do Japão, e também outro da França, e esses dois foram referências para mim. Com uma perna dançando o Breaking, em alto nível, eu falei: “O quê? Se eles podem, acho que eu também consigo”. Tentei. E foi quando, mano, minha mente explodiu ali. O Breaking veio para mim como um desafio. Cada movimento era um desafio para aprender, então me deixava, tipo… ocupado, certo? Sempre tentando me adaptar, sempre tentando descobrir como fazer o movimento e, enfim, aquilo para mim foi a chave para sair da depressão, para sair da tristeza. E eu estava criando, asas… Na verdade, começar o Breaking para mim naquela época foi uma porta, foi um escape daquele pensamento que eu não conseguia mais fazer nada, daquele pensamento que ainda tinha acabado. Força, primeiramente Deus, minha mãe e meus amigos. Minha mãe, porque ela foi a primeira pessoa a dizer: ” Você vai fazer! Seja o que for, você vai fazer!”. Ela pedia para arrumar a casa, pedia para eu lavar o quintal e tal. E eu vinha com aquela desculpa, “ah, só tem uma perna” e ela falou “Não quero saber. Pode não ter uma perna, mas você tem dois braços, você tem cabeça para pensar, você vai fazer sim”. E aí, eu comecei a ver que eu conseguia fazer as coisas dentro de casa e aquilo foi só me dando força. Chegou lá fora, eu já conseguia desenrolar as coisas, entendeu? Então foi natural. E os meus amigos também, sempre me motivando, sempre dizendo que eu conseguia. E me empurrando mesmo, para continuar tentando, teve algumas épocas que eu desanimei, o que é normal, mas eles estavam lá, minha mãe estava lá também, e são essas pessoas que não me deixaram desistir.
My Squad @ill_abilities – Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Quando e como surgiu a oportunidade de ir para Calais na França? Conte sua experiência de entrar e dançar numa Companhia Internacional fale sobre como foi sua vida nesse período?
Samuka: Então, essa oportunidade pra Calais já foi bem mais para a frente na minha carreira. Mas foi algo também que foi um novo começo, na verdade. Foi meu começo na dança contemporânea, foi meu começo numa companhia de dança, num grande passo da minha vida que foi morar fora. Então é bem interessante quando a gente acha que fez muito, na verdade a gente não tem nada, tá ligado? Sempre há um começo. E o dono de uma companhia na França, viu meus vídeos e tal, me enviou uma mensagem e me convidou para trabalhar com ele. Fui para uma audição que durou um mês praticamente. No início foi uma loucura. O B-Boy, a grande maioria tem a mente muito fechada. Só pensam em Breaking, mas quando você abre a sua mente, a dança é vasta, tá ligado? É infinita. Então, foi uma experiência bem da hora, graças a Deus, até hoje eu tô na companhia, gosto muito da companhia, gosto muito da galera, gosto muito do meu chefe, enfim. E é isso, tocar, conhecer o mundo através dessa companhia, fazendo shows, viajando… coisa que, tipo, é uma bênção, dançando que é uma bênção também, então tipo, eu vivo meu sonho todo dia e eu sou muito grato a Deus por isso.
Participação do ILL-Abilities nas olimpíadas de Paris 2024 – Imagem: ® Divulgação
BW: Alguma coisa mudou de como as pessoas te viam quando você estava no Brasil e depois que você foi para fora? Na sua opinião quais são os maiores desafios dos B-Boys e B-Girls brasileiros quando vão dançar fora do Brasil?
Samuka: Os maiores desafios do B-Boy ou B-Girl que vão dançar na gringa, isso depende bastante. Acredito que hoje, graças a Deus, tem muito mais oportunidade através de campeonatos ou de qualificatórias, então isso já é muito bom. Muitas vezes é o clima, muitas vezes é o fuso horário, saca? Acredito que um dos mais desafiadores é a língua. A galera se preocupa muito em dançar, sim, é uma grande parte, muito importante, mas a língua, cara, às vezes atrapalha muito quando a pessoa não fala, a comunicação acaba fechando portas, falta de comunicação, então eu creio que seja infelizmente ainda a língua hoje, né? Porém, tá muito melhor, eu vejo muitos brasileiros viajando hoje e representando o Brasil em vários lugares do mundo, o que é maravilhoso para a nossa cena!
BW: Como chegou no America´s Got Talent? Como foi ser semifinalista de um show de talentos americano tão conhecido em todo o mundo?
Imagerm: ® Divulgação
Samuka: Bom, sobre o America´s Got Talent. Fui visitar um amigo meu, Yuri, que mora em Los Angeles. E acabei fazendo a audição para o programa e deu tudo certo. Cheguei nas quartas. Essa experiência foi gigantesca mesmo. Poder conhecer o programa, né, o Terry Crews, o Julius de “Todo mundo odeia o Chis”. Foi uma realização de um sonho! Eu lembro de ter voltado para a minha cidade lá no Recanto das Emas. E a galera pedindo para tirar foto comigo. Onde eu ia era foto, escutei pessoas agradecendo por ter falado da nossa cidade. Então eles disseram que eu coloquei a cidade no mapa, o que foi muito gratificante! Vim de fora e poder dar esse gosto para a minha cidade, para a galera que eu cresci junto, que eu represento, foi demais!
Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Em março de 2024 você fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar em Tóquio o título mundial no “Undisputed Masters”. Fale sobre o que se passava na sua cabeça e o que sentiu quando foi anunciada a sua vitória. Como foi ver o Brasil em peso torcendo por você?
Imagem: ® Divulgação
Samuka: O Undisputed 2024, foi uma experiência surreal, maravilhoso demais! Ver a galera do Brasil lá torcendo por mim, no final das contas a galera do Japão também tava por mim, então foi uma parada louca demais! Tava numa fase da minha vida um pouco down e veio esse campeonato, eu não tinha expectativa nenhuma, eu me senti super sem estima lá, e de certa forma isso é ruim, mas também é muito bom. Sabe, dá um gás, dá um ranço, não sei se é a palavra certa, acho que dá um gás ali a mais, então poder provar para mim mesmo que era possível, e provar para a galera também que era possível, foi um tapa na minha cara primeiramente. Foi muito louco, só eu sei o quanto eu treinei ou batalhei para chegar lá. E a galera que estava à minha volta também, o Perninha também estava naquele momento, ele é um dos moleques que, tipo assim, tá comigo desde o início, eu chamo ele de coach, que é alguém que sempre me apoiou e muitas vezes quando eu desacreditei de mim, ele tava lá acreditando, e tipo, ele acreditando em mim, me dava poderes, é o que eu falo, quando eu tô feliz, tudo isso vem à tona e ele é uma das pessoas que me deixa muito feliz, foi mágico.
BW: Como você analisa o Breaking Brasileiro em relação ao Breaking do resto do mundo? Onde exatamente estamos e para onde estamos indo? Como você vê o futuro do Breaking brasileiro? Se pudesse dar um conselho para a nova geração de B-Boys e B-Girls do Brasil, o que diria?
Samuka: Cara, o Brasil, em comparação com o resto do mundo, tem muito potencial, mas infelizmente estamos um pouco atrás. Não é igual o investimento, por exemplo, que um país como a China coloca no Breaking, um país como a Rússia, um país como os da Europa. Galera tem que ralar pra caramba, muitas vezes já, a responsabilidade chega muito cedo, então é difícil conseguir viver do Breaking, tem um tempo ali para treinar e se dedicar somente para isso, não é igual aos outros países. Não é impossível, mas é difícil. Então, toda a molecada e da nova geração, se realmente quiser viver agora da dança, quiser aproveitar a melhor fase do corpo deve se capacitar primeiro, pensar só na parte da dança não basta, deve pensar no contexto geral. Um bom dançarino não quer dizer que você seja um bom profissional, então seja um bom dançarino e profissional. Fale outra língua, aprenda a falar com as pessoas, aprenda a administrar sua carreira ali, converse com quem sabe, aprenda, não tenha ego, não tenha medo de perguntar, tenha humildade de perguntar e aprender, escute mais, e se o país não está te apoiando, vai, viaja, não tenha medo de arriscar, vai para algum lugar que está te apoiando, não deixe de representar seu país. Eu comecei a morar fora, comecei a ter mais condição, mais oportunidade, nem por isso eu deixei de representar meu país, no meu caso tenho muito orgulho de ser brasileiro, de representar o Brasil, eu nunca representei outro país e nem quero. Porém, a gente tem que ser bem honesto. Não tem como continuar num lugar ou num país que não te dá suporte pra fazer o que você gosta, o que você ama tendo potencial pra ser bom.
Imagem: ® Divulgação
BW: Quais são suas expectativas para a Red Bull BC One? Como se preparou? Veja, Tóquio é mágico para os Brasileiros! Você ganhou Undisputed em Tóquio. Neguin ganhou Red Bull BC One em Tóquio. Está pronto para ganhar aqui no Brasil e para em Tóquio ajudar o Brasil a lavar a alma depois de 15 anos sem levantar e trazer o cinturão do grande Touro Vermelho para o Brasil?
Samuka: Red Bull, 2025 São Paulo, zero expectativas, quero me divertir, quero dar o meu melhor, acho que é isso que importa no final das contas, no final do dia. Tem muita gente boa, esse ano tá muita gente forte, o que é muito da hora, então sei que independente do resultado, eu sei que o Brasil vai ser bem representado lá fora, então eu tô bem tranquilo. Obviamente eu vou dar o meu melhor, quero ganhar! Vou dar o meu melhor pra fazer isso acontecer! Vou. E se for da vontade de Deus, vai tudo dar certo! Quem sabe esse ano posso estar no Japão e quem sabe do lado do Neguin com esse cinturão aí, né? Com ele nas costas!?
BW: Que mensagem você deixaria para os brasileiros que torcem por você e para aqueles que se inspiram em você e na sua história?
Samuka: E a mensagem que eu tenho para deixar para a galera é minha gratidão, por todo amor e carinho, pelas mensagens, pela energia e por tudo, por tudo mesmo. Muitos momentos que eu pensei em desanimar, sei lá, sempre a galera teve comigo, então eu sou grato mesmo e espero que a galera possa se inspirar mesmo e chegar a lugares maiores e mais altos e poder inspirar mais gente ainda, espero que a gente possa compartilhar essa mensagem de gerações em gerações e que possa atingir mais e mais pessoas.
Agradecemos ao B-Boy Samuka pela disponibilidade de nos conceder essa entrevista e à assessoria de imprensa da Red Bull BC One por intermediar esse encontro.
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Leia na íntegra o Comunicado Oficial enviado hoje pela Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD):
Comunicado Oficial- Comitê Olímpico do Brasil
Prezados,
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comunicou oficialmente que, por conta do limite máximo de 30 a 50 atletas brasileiros e com base nos critérios definidos (histórico de resultados em Jogos Olímpicos da Juventude, Pan-americanos, Mundiais e top 3 em competições internacionais), a modalidade Breaking não foi incluída na lista enviada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para Dakar 2026.
Houve um processo interno de seleção conduzido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), que definiu critérios objetivos para a escolha das modalidades a serem enviadas aos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. Entre os critérios considerados estavam:
– Priorizar modalidades que já tiveram atletas brasileiros(as) participando em edições anteriores dos Jogos Olímpicos da Juventude e que depois conquistaram vagas ou resultados de destaque em Jogos Pan-Americanos ou Jogos Olímpicos, incluindo TOP 12 em Campeonatos Mundiais.
– Priorizar modalidades que já conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos da Juventude.
– Para modalidades que não participaram de edições anteriores dos Jogos ou que não fazem parte do programa olímpico ou pan-americano, considerar como critério principal a conquista de TOP 3 em Campeonatos Pan-Americanos ou Mundiais.
Em razão desses critérios e da limitação do número máximo de vagas disponíveis na delegação brasileira, a modalidade Breaking não foi incluída na lista oficial enviada pelo COB ao Comitê Olímpico Internacional (COI).
Sobre a participação no Campeonato Mundial em Porto Diante deste cenário, fica a critério exclusivo das federações e responsáveis subsidiar a participação dos(as) atletas no evento em Porto, mesmo sabendo que não haverá os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026.
Reunião convocatória Convocamos uma reunião oficial com todas as federações e responsáveis técnicos no dia 03/08/2025, às 20h30, para apresentar os detalhes sobre o cancelamento da participação do Breaking do Brasil em Dakar 2026 e tratar dos próximos encaminhamentos. Enviaremos o link da reunião na segunda-feira.
Contamos com a compreensão e parceria de todos.
Atenciosamente, Diretoria de Comunicação
Mais uma nova notícia
Quem ainda desejar participar do Campeonato Mundial de Breaking WDSF – Porto, mesmo sabendo que o Breaking do Brasil não vai estar nos Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar, a Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD) informou em outro comunicado que:
As inscrições para este evento serão realizadas exclusivamente através da Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD).
Custos e Responsabilidades
É importante destacar que: A organização do evento não cobre despesas e nem a Confederação Nacional de Dança Desportiva – CNDD:
Passagens aéreas ou transporte internacional
Hospedagem (hotel ou acomodações)
Alimentação durante a estadia
Todos os custos logísticos são de responsabilidade dos atletas ou de seus respectivos patrocinadores.
Além da Taxa de Inscrição no valor de 30 euros que deverá ser paga no local do evento.
Comunicado Oficial da Confederação Nacional de Dança Desportiva – CNDD – Imagem ® Reprodução/Breaking World
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Na última quinta-feira (10), a CNDD (Confederação Nacional de Dança Desportiva) anunciou, por meio de uma live no YouTube, os nomes dos atletas convocados para a Seleção Brasileira Youth de Breaking 2025/2026.
Foram escolhidos 9 B-Girls e 12 B-Boys com idade de 13 a 17 anos.
Nomes como B-Boy Samukinha, B-Boy Jheff, B-Girl Angel do Brasil, B-Girl Keké e B-Girl Mary D, que estiveram em Wuxi, na China em 2024 e fizeram parte da primeira seleção e já estão no ranking nacional e internacional da WDSF, foram confirmados nessa nova seleção, assim como outros novos nomes que tiveram uma grande oportunidade de completar o time dos melhores B-Boys e B-Girls da nova geração do Brasil.
O time foi formado para competir nos eventos oficiais e que pontuam para os Jogos da Juventude em Dakar 2026. Desejamos boa sorte para esses atletas!
Confira todos os nomes convocados pela Confederação (em ordem alfabética, conforme divulgado pela entidade em sua live):
B-GIRLs
B-Girl Angel do Brasil (SP) B-Girl Keké (SP) B-Girl Manuzi (SP) B-Girl Mary D (SP) B-Girl Mendes (SP) Emanuelle Rodrigues (RS) Júlia Duarte De Holanda Cavalca (PB) Nycole Dos Santos (SP) Samara Vitória Guedes Dos Santos (PB)
Protestos, polêmica na internet, emoção e participação da nova geração marcaram a estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos.
No último final de semana em uma das praças mais famosas de Paris, Praça da Concórdia, onde tem um famoso obelisco de ponta dourada que domina toda a cidade, aconteceu a estreia do Breaking. No mesmo local onde também foram realizadas as competições do Skate, Ciclismo BMX Freestyle e Basquete 3×3. Uma arena que ficou lotada, a torcida francesa era a esmagadora maioria e vibrou muito com as atletas da casa. Estados Unidos e China estavam atrás, mas com muitas bandeiras. O local foi montado para receber a nova modalidade, inclusive com assentos muito próximos do “palco” para personalidades como Snoop Dogg, que inaugurou o evento, e Bam Adebayo, da NBA.
Na sexta-feira (9) as B-Girls foram as primeiras a duelar na arena, na primeira etapa 16 competidoras foram divididas em quatro grupos. Apenas as duas mais bem avaliadas pelos jurados de cada chave avançaram para as quartas de final. Foi nesse momento da competição que duas B-Girls viraram notícia em todo o mundo. Primeiro, foi a atleta refugiada Manizha Talash, jovem de 21 anos, que fugiu do Afeganistão depois que o Talibã começou a tomar o controle em 2021, ao fazer sua estreia durante a batalha pré-qualificatória, Talash revelou uma capa azul-bebê sob seu suéter estampada com as palavras pedindo a emancipação das mulheres afegãs.
A World DanceSport Federation, que governa o esporte, emitiu uma declaração mais tarde na sexta dizendo que “a B-Girl Talash (EOR) foi desqualificada por exibir um slogan político em seu traje durante a batalha pré-qualificatória”. Ela declarou antes que a competição começasse: “Eu não deixei o Afeganistão porque tenho medo do Talibã ou porque não posso viver no Afeganistão, saí porque quero fazer o que puder pelas meninas no Afeganistão, pela minha vida, meu futuro, por todos”.
B-Girl Talash reinvindicando liberdade para as mulheres afegãs.
Sob o governo do Talibã, o Afeganistão se tornou o país mais repressivo do mundo em relação aos direitos das mulheres, de acordo com as Nações Unidas. O grupo islâmico linha-dura fechou escolas secundárias para meninas, proibiu mulheres de frequentar a universidade. A política da moralidade do Talibã também tem como alvo mulheres e meninas, criando um “clima de medo e intimidação”, de acordo com um relatório da ONU publicado no mês passado.
O segundo caso foi da australiana Rachel ‘Raygun’ Gunn. Depois de não conseguir nenhum voto nas três batalhas que disputou, ela foi duramente criticada e muito ironizada nas redes sociais, mesmo após o termino das Olimpíadas. Muitos internautas hostilizaram a atleta, com comparações de seus movimentos com personagens como Homer Simpson e animais como cachorros e dinossauros. Raygun se defendeu. Em entrevista à TV Nine Network, a australiana de 36 anos se mostrou satisfeita com o que apresentou. “Fiz o que faço de melhor, mostrei minha criatividade, meu estilo, um pouco da personalidade australiana, para tentar conquistar um lugar no cenário mundial”. Em uma mensagem no Instagram, Rachel Gunn disse: ”Não tenha medo de ser diferente, vá lá e se represente, você nunca sabe onde isso vai te levar”.
B-Girl Raygun da Austrália faz performance que virou polêmica nas redes sociais e na imprensa
Além das apresentações de Breaking, ela também é professora da Universidade de Sydney e tem doutorado em estudos culturais. Recentemente, ela representou a Austrália no Campeonato Mundial de Breaking em 2021, 2022 e 2023. Autoridades também se manifestaram sobre o caso, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, saiu em defesa da atleta, explanou: “Essa é uma tradição australiana de as pessoas tentarem. Ela tentou representar nosso país e isso é uma coisa boa” – afirmou o político. A comunidade do Breaking se uniu para defender a australiana e a modalidade, Martin Gilian, chefe da arbitragem do Breaking na Olimpíada, comentou sobre as notas recebidas pela B-Girl. Conhecido como MGbility, o juiz explicou que as pontuações da modalidade – que foi avaliada por nove árbitros – são dadas conforme comparações feitas entre o que é apresentado por cada competidor. “Temos cinco critérios no sistema de julgamento comparativo. Só que o nível dela talvez não fosse tão alto quanto o das outras competidoras”, afirmou ao jornal britânico Metro. Para Martin Gilian, Rachel não recebeu votos justamente porque ficou abaixo das demais B-Girls: “Suas concorrentes foram melhores, mas isso não significa que ela foi mal. Ela fez o melhor que pode”. Garantiu que a comunidade do Breaking apoia a professora. “Ela estava apenas tentando trazer algo novo, algo original e que representasse seu país.” Entre os movimentos de Raygun estava um em que ela imitava um canguru, animal símbolo da Austrália. “No Breaking, quando você procura por inovações ou originalidade, sempre procura fora da dança. Artes marciais, como os animais se movem, qualquer coisa”, comentou.
Após as polêmicas, as classificadas foram: Sya Dembélé da França, as japonesas Ami Yussa e Ayumi Fukushima, a holandesa India Sardjoe, as chinesas Liu Qingyi (671) e Ying Zi, a ucraniana Kateryna Pavlenko e Dominika Banevi, da Lituânia. A partir de então, as batalhas passaram a contar com três rounds, em duelos eliminatórios.
No final das competições femininas, quem subiu ao pódio em primeiro lugar foi a B-Girl Ami, do Japão, que ficou com o ouro. Para quem não sabe, Ami foi a primeira mulher a vencer a Red Bull BC One World Final, em 2018. Ganhando novamente em 2023 e agora se tornando a primeira mulher a ganhar uma medalha olímpica de ouro no Breaking mundial. O pódio foi completado pela nova geração, que veio com tudo, a prata foi para a B-Girl lituana Nicka, de apenas 17 anos e o bronze para B-Girl chinesa 671, que é chamada por alguns de “máquina do Breaking” devido a realizar movimentos pouco executados por mulheres.
No domingo (10) foi a vez dos B-Boys, que também agitaram o público presente numa competição bem menos polêmica e também muito bem disputada. Ainda nas classificatórias, um momento emocionante chamou atenção, o B-Boy Hiro10, que é japonês, de apenas 19 anos, após executar um combo de Power Move de grande dificuldade, porém, não suficiente para derrotar o veterano B-Boy Victor, após perceber que deixaria a competição naquele momento, o menino finalizou apresentação chorando, sendo abraçado pelo MC Max e pelo próprio Victor. Ele saiu da arena aplaudido pelo público.
Falando sobre o pódio masculino, o B-Boy Phil Wizard, que ganhou o ouro teve duas vitórias e um empate durante a fase de classificação. Já nos mata-matas, o canadense conseguiu três triunfos por 3 rounds a 0. Na decisão, o campeão teve um excelente desempenho diante do francês Dany Dann que levou a prata e recebeu 23-4 na votação dos juízes. Na decisão do bronze, o americano Victor venceu o B-Boy japonês Shigekix por 3 rounds a 0 (20-7).
B-Boy Phill Wizard, o primeiro a ganhar uma medalha de ouro olímpica no Breaking
E não teve brasileiro nas olimpíadas?
Realmente, o Brasil não teve representantes no Breaking masculino nem feminino. B-Boy Leony e B-Girl Mini Japa que foram os únicos brasileiros que disputaram vagas em Shanghai, na República Popular da China e em Budapeste, Hungria, no Olympic Qualifier Series (OQS) não conseguiram se classificar, ficando em 31° e 34° lugares no ranking, respectivamente. Nesta última fase eliminatória, se classificavam 10 B-Girls e 10 B-Boys entre os 40 participantes em cada modalidade.
Mas, no time de jurados do Breaking das olimpíadas tivemos um brasileiro, o B-Boy Migaz, que é membro de um dos grupos de Breaking mais tradicionais e conceituados do país, DF Zulu Breakers, que existe desde 1989. Migaz é reconhecido como um dos melhores árbitros internacionais de Breaking e, desde 2021, é julgador da WDSF.
B-Boy Migaz, jurado brasileiro nas Olimpíadas de Paris 2024
Outro nome brasileiro que brilhou em Paris foi de Samuel Henrique, mais conhecido como B-Boy Samuka, do Distrito Federal, ele faz parte do grupo ILL-Abilities, composto por dançarinos com deficiência, de vários países. Samuka encheu o Brasil de orgulho se apresentando nos Jogos Olímpicos. Para quem não se lembra, ele também em junho fez uma apresentação que viralizou com vídeo em programa de televisão dos EUA, o America´s Got Talent, onde deu salto mortal com apenas uma perna mostrando que o nosso país, mesmo não tendo se classificado nessa olimpíada, é um celeiro de grandes talentos!
Grupo ILL-Abilities, destaque para o brasileiro B-Boy Samuka (à direita, na foto)
Teremos Breaking nas próximas olimpíadas?
Bom, a notícia que temos é que o Breaking, modalidade surgida nas ruas dos bairros pobres de Nova York na década de 1970, teve seu futuro olímpico interrompido antes mesmo de completar um ciclo. Com o encerramento do evento em Paris no último domingo, novamente várias publicações saíram informando que a nova modalidade não fará mais parte do programa olímpico em Los Angeles 2028. A decisão surpreende e entristece quem ama essa cultura que também é esporte, mas não coloca um ponto final. A modalidade pode retornar em outras edições, no futuro, a depender do desejo das próximas cidades-sede dos Jogos Olímpicos.
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B-Boy Xandin e B-Boy Luan na Cypher SP na Casa do Hip-Hop de Diadema
Faltando dias para o Breaking estrear nas olimpíadas em Paris (França), aqui no Brasil, após passar por Fortaleza, Rio de Janeiro e Belém, aconteceu neste último final de semana, na Casa do Hip-Hop de Diadema (Centro Cultural Canhema), localizado na Zona Sudeste da Grande São Paulo, na Região Metropolitana, a Red Bull BC One Cypher São Paulo.
O espaço é conhecido por ser a primeira Casa do Hip-Hop do Brasil, inaugurada em 1999. O evento regional, que aconteceu no sábado (03) reuniu B-Boys e B-Girls de várias regiões do Brasil e até de outros países. Os ganhadores da Cypher São Paulo foram B-Boy Xandin, que é de Goiânia e que já tinha ganhado a Cypher Brasília por duas vezes no passado e que em 2021 levou a Cypher Brasil, avançando para a Last Chance Cypher, na Polônia. No feminino, a grande campeã foi a B-Girl Rá, da Flow Queens Crew.
B-Girl Rá e B-Boy Xandin, ganhadores da Red Bull BC One Cypher SP
No domingo (04), foi a vez da Red Bull BC One Cypher Brasil, que aconteceu no Auditório Ibirapuera, dentro do Parque Ibirapuera. Um dos lugares de lazer mais tradicionais e frequentados pelos paulistanos, o parque para muitos é o pulmão da capital paulista e foi inaugurado em agosto de 1954. O evento reuniu os ganhadores e classificados de cada regional num grande campeonato, quem comandou a festa foi a DJ Miya B e nas cadeiras de jurados dois grandes nomes estiveram presentes B-Boy Lil G da Venezuela e B-Boy Neguin, que até hoje é o único brasileiro a vencer a prestigiada final da BC One Worlds em 2010, tornando-se o primeiro sul-americano a atingir esse feito.
B-Boy Neguin, único brasileiro campeão da Red Bull BC One
Os ganhadores da Cypher Brasil foram B-Girl Maia, que se sagrou bicampeã pois já tinha ganhado o evento em 2023 e o B-Boy Kley da Tsunami All Stars Crew.
B-Boy Kley e B-Girl Maia na Red Bull BC One Cypher Brazil
Red Bull BC One 2024 – De olho na nova geração
Esse ano a Red Bull BC One teve um olhar especial para a nova geração.
Na Cypher Rio de Janeiro, pela primeira vez no Brasil, uma B-Girl tão nova de apenas 14 anos, paulista, chamada Chaya Gabor, conhecida como B-Girl Angel do Brasil participou do filtro, passou e conquistou, batalhando com sangue nos olhos, o direito de competir entre as Top 16 B-Girls adultas do evento na cidade carioca. Depois, batalhou com a atual campeã da Cypher São Paulo, B-Girl Rá. O evento teve como jurados o B-Boy argelino-francês Lilou e de Brasília B-Girl Fabgirl e o B-Boy Migaz, que é o único brasileiro escolhido como árbitro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
B-Girl Angel do Brasil (14) competindo na Red Bull BC One Cypher RJ
Na Cypher São Paulo, situação semelhante aconteceu o jovem Jhefferson Tavares (16), conhecido como B-Boy Jheff de Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo, que passou no filtro e competiu com o B-Boy Xandin e, mesmo perdendo do veterano, teve a sorte de, através da desistência de um B-Boy, ganhar uma nova oportunidade dos jurados, participando da Cypher Brasil onde acabou perdendo novamente do B-Boy Sisan.
Outro destaque da nova geração foi a B-Girl Kabrony do Pará, irmã da B-Girl Mini Japa; a menina trouxe todo o charme e a dança do norte do Brasil para a competição. Competiu com a B-Girl Fran na nacional, que na ocasião levou a melhor.
B-Girl Kabrony de Belém do Pará
O futuro brilhou na Red Bull BC One 2024! Não há como negar que em todo o mundo a nova geração pede passagem e chega cada vez mais cedo com tudo!
Red Bull BC One World Final RJ
Depois das regionais e da nacional, agora a próxima parada é no dia 07 de dezembro de 2024, quando o Brasil receberá pela terceira vez a fase global da maior competição de Breaking 1×1 do mundo.
A primeira passagem do campeonato pelo Brasil para uma final global foi em 2006, em São Paulo, no Memorial da América Latina. O Rio de Janeiro também já recebeu o torneio em 2012 e essa será a segunda vez que a capital carioca irá sediar a etapa decisiva do evento, celebrando o Breaking e os 20 anos de história do campeonato. Quem serão os grandes campeões dessa edição? Está curioso? Então não fique de fora, corra e garanta o seu ingresso no site https://www.ingresse.com/red-bull-bc-one/
O Portal Breaking World esteve na cobertura de todas as regionais e da Cypher Brazil.
Agradecemos a Red Bull toda a atenção com o nosso Portal!
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Aconteceu no último final de semana, no Circo Voador, na Lapa, um dos bairros mais boêmios e vibrantes da Cidade Maravilhosa, conhecido por seus bares tradicionais, casas noturnas, salões de dança e rodas de samba ao ar livre abaixo dos Arcos da Lapa, a Red Bull BC One Cypher Rio, o evento é o principal campeonato 1×1 da modalidade e nesse ano completa duas décadas de história, o torneio chegou no Rio de Janeiro para uma das seletivas regionais, conhecidas como Cyphers.
Esteve presente o bicampeão mundial B-Boy Lilou, chamado carinhosamente pelos brasileiros de “Lilouzinho”. A grande festa começou com um workshop, no dia 13, na Fundição Progresso, e continuou no dia 14, quando aconteceram as competições, que foram de alto nível com participação de grandes nomes do Breaking brasileiro. No júri, além do francês Lilou, estavam B-Boy Migaz e B-Girl Fab Girl. Apresentando a competição B-Girl e MC Andressa e comandando a festa o DJ Def. Neste ano, o evento ainda contou com a parceria global da Reebok.
Mesmo numa noite fria atípica na cidade do Rio de Janeiro, o Circo Voador tremeu com os filtros e a final masculina pegou fogo entre os B-Boys Kley de Belém do Pará e B-Boy Rato de Uberlândia, que foi o grande campeão da noite. Nas B-Girls, reunindo nova e antiga geração do Breaking o filtro foi bem disputado e a final também foi eletrizante e ficou entre a B-Girl Lua de Ribeirão Preto e B-Girl Nathana, que venceu a competição e que também é de Uberlândia, Minas Gerais.
Após a Cypher de Fortaleza, que aconteceu no mês de maio e do Rio de Janeiro em julho, agora a próxima parada da Red Bull BC One é em Belém e em São Paulo, classificam-se seis dançarinos de cada cidade (três da categoria feminina e três da categoria masculina). Da seletiva de São Paulo, mais 8 vencedores (quatro da categoria feminina e quatro da categoria masculina), além de mais 3 wildcards (atletas convidados), somando, assim, 16 competidores que vão batalhar na grande final nacional. As batalhas acontecem em formato mata-mata, em que os participantes dançam em frente a um painel de jurados e têm habilidades como técnica, criatividade, musicalidade e performance avaliadas.
E depois das Cyphers regionais e nacional em dezembro, pela terceira vez o maior evento de Breaking 1×1 mundial vai ter seu título definido no Brasil, depois de 2006 (São Paulo) e 2012, no próprio Rio. A competição volta ao Rio no dia 7 de dezembro, na Arena Jeunesse, reunindo B-Boys e B-Girls de todo o planeta.
E quem pode competir no mundial ou assistir?
Quem pretende competir tem que ser um dos convidados — em 2023 foram 12 B-Boys e 12 B-Girls, os “wildcards”. Eles são escolhidos por um time de especialistas por sua relevância na cena. As vagas restantes para completar a chave de 16 são disputadas na Last Chance Cypher, evento que rola entre os vencedores das cyphers nacionais.
Nova geração deu um show na batalha kids, dando esperança que dias melhores estão a caminho para o Breaking brasileiro
Faltando menos que um mês para as Olimpíadas de Paris, onde o Breaking estreia como uma das novas modalidades que vai atrair a curiosidade de milhares de jovens para esse grande evento mundial, a dança de rua, por vezes marginalizada no passado, mas que agora virou esporte olímpico, tem despertado interesse da sociedade e principalmente de grandes empresários e marcas que resolveram acreditar e investir nesse elemento da Cultura Hip-Hop.
Aqui no Brasil, aconteceu no último dia 22, no Plaza Shopping Carapicuíba o tradicional evento Breaking Combate, que na ocasião completou 11 anos de muita arte e como de costume, a competição reuniu os melhores B-Boys e B-Girls de todo o Brasil e até de outros países como da República Dominicana e da Argentina, além de sempre revelar grandes talentos da nova geração. O evento, produzido por Eder Devesa (B-Boy e DJ Dunda) e por Chalana Oliveira começou com um workshop gratuito animado do jurado B-Boy Megaman onde participaram dançarinos brasileiros e estrangeiros.
No início da tarde começaram os filtros. Os jurados convidados para julgar as competições foram: B-Girl Bia, B-Boy Allan Jackass e B-Boy Megaman. No microfone, B-Boy Lula mandou muito bem o recado e quem comandou a festa foi o DJ Insano.
O primeiro filtro do dia foi do Baby Combate, que esse ano teve mais de 18 crianças inscritas de até 13 anos, que se deslocaram de diversas partes do Brasil para participar do campeonato, que sempre teve a tradição de ser palco para pequenos grandes talentos brasileiros. Eles deram um show e trouxeram esperança de dias melhores para o Breaking brasileiro. Segundo Eder Devesa, organizador do evento, “as crianças são o futuro! E como na maioria dos esportes tudo começa na base!”.
Exemplo presente na competição é a menina B-Girl Angel do Brasil, que começou a frequentar o evento com 5 anos e que, em 2023 e 2024 foi bicampeã. Esse ano, após as batalhas babys, ela entregou o cinturão para a B-Girl Manuzyh, de Porto Ferreira (SP), que conquistou o primeiro lugar no Baby Combate, numa batalha bem disputada contra o B-Boy Triax, que ficou com o segundo lugar e que também participa do evento desde muito pequeno.
B-Girl Angel cresceu e, já com 14 anos, participou da competição de B-Girls chegando nas quartas de final.
Nas competições femininas, além da Angel, nomes como B-Girl Lua (campeã de 2023), B-Girl Lorinha, B-Girl Bebeia, B-Girl July (Argentina), B-Girl Duda, B-Girl Furacão, B-Girl Matea, entre outras, batalharam na busca da vitória, mas a grande campeã de 2024 foi a B-Girl Lorinha, que no filtro mandou um pião de tirar o fôlego do público presente e numa batalha contra a B-Girl July se sagrou campeã.
Entre os B-Boys a competição foi grande, pesada, mas o grande vencedor desse ano foi o B-Boy Hebrom que recebeu o cinturão do Breaking Combate das mãos do B-Boy Zeus (Campeão de 2023).
Durante todo o evento, quem passou pelo local pode sentir a energia dessa cultura incrível chamada Hip-Hop, que vem das ruas e que atualmente está presente no maior evento esportivo do mundo: as Olimpíadas! Além de conhecer mais sobre o mundo dos B-Boys e das B-Girls, quem se aproximou pode prestigiar obras feitas ao vivo pelo grafiteiro Sotaq. O Breaking Combate, que foi um dos eventos mais esperados do ano, cumpriu mais uma vez sua missão, sendo épico em 2024. Foi um prazer para o Portal Breaking World cobrir mais esse grande evento! Que venham outras edições!
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Infelizmente, o Brasil não terá atletas na estreia do Breaking em Paris em 2024.
Nem B-Boy Leony e nem B-Girl Mini Japa passaram da primeira fase da última seletiva da modalidade, o Olympic Qualifier Series, realizado em Budapeste, na Hungria.
No masculino, Leony perdeu do sul-coreano Hong 10. No feminino, Mini Japa foi derrotada pela japonesa B-Girl Ami Yuasa.
Confira abaixo a lista dos B-Boys e B-Girls classificados no último OQS na Hungria para os jogos olímpicos:
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No último final de semana, a convite da Red Bull BC One, o Portal Breaking World saiu de São Paulo para cobrir uma batalha de Breaking épica, de um encontro também épico, entre o Charme, o Breaking e o Passinho. Fomos até o “Dutão”, como ficou conhecido o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Local esse que a editora carioca deste portal, que há 30 anos atrás era ”Charmeira” de carteirinha, frequentou e só tem boas lembranças… Na época, quem não sabia dançar aprendia na pista ali mesmo os passinhos que eram ensinados na maior tranquilidade e paciência, sem nenhum tipo de preconceito. A batida envolvente sob o viaduto que parecia dançar, misturava referências clássicas do Soul, Rhythm And Blues (R&B), Jazz e Hip-Hop, atraindo centenas de pessoas. A festa se consolidou como encontro da música negra, sendo referência do gênero em todo o Brasil.
Faixa do Baile Charme Imagem: ® Breaking World
Mas, para quem gosta de história, senta que vamos a uma viagem rápida ao túnel do tempo. Os bailes-charme e suas manifestações têm origem na zona norte do Rio. O termo “Charme” foi lançado pelo DJ Corello em um baile no clube Mackenzie, nos anos 1980, localizado no Méier. Antes de chegar em Madureira, o Charme circulou e ganhou fama em bairros como Marechal Hermes e Abolição. Mas foi só em 2019, que o Charme se tornou patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro, a partir da aprovação da lei elaborada pela deputada estadual Zeidan (PT). Para dançar charme tinha que ter gingado. É um estilo que favorece a coletividade por meio de passos diferenciados, sempre com muito swing e sincronia. Na década de 90, lançaram a pergunta: “Qual é a diferença entre o charme e o funk?”. Em 1995, os DJs Markinhos e Dollores tentaram responder, no disco Rap Brasil vol. 2, que “um anda bonito e o outro, elegante”… Será? Não sei se a resposta satisfez aos mais exigentes frequentadores do baile da época. Mas, foi nessa vibe de nostalgia, passado mais de 30 anos de muita Black Music, que neste último final de semana, misturando Charme, Breaking e Passinho, o viaduto mais charmoso do mundo, o Viaduto de Madureira, recebeu de braços abertos a batalha internacional épica entre os dois tricampeões mundiais da Red Bull BC One, de um lado B-Boy Menno, da Holanda e do outro, B-Boy Hong 10, da Coreia do Sul.
Imagem: ® Little Shao
Para quem não sabe, a Red Bull BC One é a maior competição de Breaking 1×1 do mundo. Criado em 2004, o evento é realizado em diversos países, onde a cada ano milhares de dançarinos (ou, agora, atletas) competem em batalhas regionais, as chamadas Cyphers. Após essa primeira fase, os melhores B-Boys e B-Girls se enfrentam na final nacional que, em 2024, será em São Paulo. Os vencedores dessa etapa vão para a final mundial, que volta ao Brasil, depois de 12 anos e acontece no Rio de Janeiro, de 4 a 7 de dezembro.
Alguns breakers presentes na festa Imagem: ® Little Shao
A festa desse final de semana foi o anúncio oficial desta Final Mundial da Red Bull BC One, estavam presentes no evento, além dos nossos B-Boy Neguin e B-Boy Pelezinho e alguns B-Boys e B-Girls brasileiros, outros grandes nomes internacionais do Breaking como o B-Boy Phil Wizard (Canadá), B-Boy Victor (EUA), B-Boy Matita (Chile), B-Boy Lil G (Venezuela), B-Girl Vanessa (Portugal), B-Boy Broly (Argentina), B-Girl Celestia (Colômbia), B-Girl Isis (Equador), B-Girl Stefani (Ucrânia), B-Boy Lil Zoo (Marrocos) e registrando tudo o incrível fotógrafo Little Shao.
O evento foi comandado pelo DJ Gab e apresentado pelos MCS Coruja BC1 e Marcelo Duguetto e começou com uma disputa entre os dois times, Brasil e Latam. Representando o Brasil estavam B-Girl Toquinha, B-Girl Maia, B-Boy Perninha, B-Boy Kley e B-Boy Branko e no time latam: B-Boy Matita, B-Boy Broly, B-Girl Celestia, B-Girl Isis e B-Boy Lil G, a batalha animou os presentes e preparou o público para o grande momento da noite que seria a Batalha dos Tricampeões.
Um pouco sobre esses B-Boys Tricampeões Singulares:
Imagem: ® Dean Treml
B-Boy Hong 10
Sem dúvida, um ícone do Breaking, sempre desenvolvendo suas habilidades, corporais e mentais. Ao longo de sua carreira histórica e inovadora, o sul-coreano aprendeu que pode fazer o que quiser, contanto que trabalhe muito, se esforce constantemente e seja humilde. Já faz muito tempo que a Final Mundial do Red Bull BC One rolou em São Paulo. Foi em 2006, mas se tem alguém que lembra bem do evento é o B-Boy Hong 10. Foi naquele dia que o sul-coreano, que na época tinha 22 anos, virou campeão pela primeira vez da competição. Hoje, o cara já é tricampeão — ele também venceu em 2013, aos 29, e em 2023, com 39 anos. Declarou: “Não acho que vou atrás do quarto título, vou deixar isso para os mais jovens”, diz Hong 10, que ao levar o cinturão pela terceira vez igualou o recorde de vitórias do B-Boy holandês Menno. “Por enquanto, pretendo me concentrar em trabalhar com a comunidade em vez de competir em batalhas”, conta. Atualmente é membro da crew Red Bull BC One All Stars.
Imagem: ® Marcelo Van Hoom
B-Boy Menno
Ele fez o que ninguém jamais havia conseguido: conquistou o cinturão de campeão mundial do maior campeonato de Breaking 1×1 do mundo por três vezes. Membro do Red Bull BC One All Stars, equipe composta pelos melhores talentos da cena Breaking, Menno começou a dançar na pré-adolescência, incentivado por dois primos mais velhos, por volta dos anos 2000 em Tilburg, onde nasceu. Passado alguns anos, o B-Boy holandês, venceu a Red Bull BC One em 2014 e 2017, não participou da edição de 2018, mas resolveu voltar para a disputa porque queria que sua filha o visse batalhar. “Ser pai é uma das minhas maiores motivações no Breaking, porque agora todos os meus esforços não são só por mim, mas também por minha filha”, disse o tricampeão (ele venceu também em 2019) a uma entrevista ao Portal RedBull.com. Mais de vinte anos depois, Menno tem dificuldades de escolher apenas um momento marcante de sua brilhante carreira. “São tantos, mas talvez o maior deles foi quando percebi que estava vivendo uma vida livre e estável fazendo o que amo. Parar de me estressar com o futuro e com estabilidade financeira me possibilitou viver plenamente o Breaking e, nesse sentido, a Red Bull realmente me deu asas”, diz o holandês, em referência ao seu tricampeonato do Red Bull BC One. “As três vitórias me possibilitaram viver o melhor lado da vida.”
O confronto aconteceu e quem estava no evento pode presenciar talvez uma das mais pesadas batalhas que a Red Bull já organizou. Quem é o melhor? Quem venceu? Não teve jurados… Talvez, tenhamos essa resposta se algum desses dois ícones decidirem continuar na busca do quarto título!
Imagem: ® Little Shao
Ainda no evento, também teve Batalha de Passinho, que foi um dos momentos mais animados e quentes da noite, com os seguintes nomes: André DB, Vini Brabo, Peterson Sidy, DG Fabulloso, GN Fabulloso e Neguebites.
Depois das batalhas, a festa entrou madrugada adentro, regada por muito Red Bull, Breaking, Charme, Passinho, tudo “junto e misturado” e as pistas ficaram no comando dos DJS Talie, Nobunaga e Totonete.
O Evento “Do Baile ao Breaking” foi um sucesso e também um aperitivo a fim de se preparar para o que vai vir na Final Mundial que acontece no Rio de Janeiro, em dezembro. Se você não quer perder essa festa ainda dá tempo de garantir seu ingresso pelo link redbull.com/bcone
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One pelo convite e pelos momentos vividos nesse grande evento.
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