No último final de semana (5), aconteceu em São Paulo, num calor de quase 40 graus, no Parque da Juventude, num espaço conhecido como “O Mundo do Circo”, a Red Bull BC One Cypher Brasil, reunindo B-Boys e B-Girls de todos os cantos do país e até do mundo, misturando também várias gerações e personalidades desse elemento da Cultura Hip-Hop. As filas, que pareciam não ter fim para acessar o local onde seriam as competições, confirmavam que o que não faltava era disposição ao público presente, formado na sua grande maioria também por dançarinos, artistas e esportistas, para assistir algumas das batalhas mais eletrizantes e insanas de 2025, no maior campeonato 1 vs 1 de Breaking do mundo. Esse ano a entrada para o público foi gratuita e reuniu também muitas famílias.
Algumas das grandes surpresas desse ano foram os nomes escolhidos para ganhar os “Wild Cards” (que são os convites diretos da direção do evento para o Top 16 da Final Nacional, sem precisar passar nas qualificatórias e sem ter se classificado pelos critérios normais) e também quem acompanha o evento pode notar uma transição entre gerações, que começou ano passado, em 2024, quando na Cypher Rio de Janeiro, num lugar também conhecido como Circo Voador, foi possível ver a paulistana B-Girl Angel do Brasil, de apenas 14 anos, passar com sangue nos olhos no filtro e batalhando depois com a B-Girl Rá no Top 16 das B-Girls adultas, fazendo história como a mais nova B-Girl a se classificar numa qualificatória da Red Bull BC One no país. Na ocasião, o evento foi julgado pelo B-Boy Lilou, pela jurada FabGirl e pelo jurado B-Boy Migaz. E, logo em seguida, no mesmo ano, na Cypher São Paulo, o B-Boy Jheff do litoral de São Paulo, ganhou o Wild Card para ingressar na nacional, perdendo para o B-Boy Sisan.
B-Boy Samukinha versus B-Boy Onnurb
Esse ano, mais novidades! Tivemos a B-Girl Mary-D, que ficou no Top 8 da Cypher São Paulo, B-Boy Samukinha, que também conquistou na arena seu espaço na Cypher Brasil, ficando entre os 4 primeiros colocados na Cypher Brasília e a B-Girl Keké da mesma crew do B-Boy Jheff, que também ganhou seu Wild Card, perdendo no início da vice-campeã Mini Japa. Vale dizer que todos esses jovens são destaques da nova geração de breakers e fazem parte da Seleção Brasileira Youth. São o futuro do Breaking brasileiro.
B-Boy Taz conquistou o público com seu carisma e energia.
Mas a competição também reuniu nomes bastante conhecidos na cena e consagrados, pela arena passaram: B-Boy Taz e B-Boy Luan, que tocaram fogo no circo! Taz trouxe uma energia contagiante, agitando toda a arquibancada, sendo aplaudido por todos, mesmo os jurados escolhendo o B-Boy Luan como vencedor daquele racha. Em seguida, B-Boy Samuka fez algumas das melhores batalhas da noite, primeiro contra o B-Boy Baby, em seguida Samuka passou e batalhou com o B-Boy Perninha, de quem é muito amigo, os dois deram um grande show, depois contra o B-Boy Onnurb, onde após a battle, antes da decisão dos jurados, foi ovacionado por todo público, que gritavam o nome de Samuka! E, por último, passando para a final, batalhou contra o grande Bicampeão da noite, B-Boy Kley. Ainda passaram por ali o B-Boy Rato EVN que é um grande nome do Breaking brasileiro, B-Boy Iguin, entre outros.
B-Boy Samuka e B-Boy Perninha: Breaking sem limites e amizade que contagia.
Entre as B-Girls veteranas estiveram presentes a B-Girl Maia, que foi a ganhadora da Cypher Brasil de 2024, B-Girl Nathana, B-Girl Ana, B-Girl Bebeia, entre outras. Mas a competição mais esperada da noite ficou entre as B-Girls Mini Japa e Toquinha, que algumas semanas anteriores, já tinham se confrontado em outro evento em Brasília, numa batalha bem pesada e que deu o que falar no meio da cena. E que voltaram a se encontrar na Red Bull Bc One na final, onde B-Girl Toquinha foi a campeã da noite.
Um dos momentos mais esperados da noite: B-Girl Toquinha e Mini Japa batalham pelo troféu das B-Girls.
Uma Homenagem a uma lenda que fez história e abriu caminhos…
B-Boy Pelezinho emocionou-se em homenagem.
Além das disputas da Brasil, o evento marcou também os 20 anos da histórica batalha do B-Boy Pelezinho na Final Mundial de 2005, em Berlim, na Alemanha, um marco na história do Breaking brasileiro. Como jurado que integrou o painel no dia anterior, Pelezinho também celebrou três décadas de trajetória e reforçou o legado do Red Bull BC One para as próximas gerações de dançarinos.
B-Boy Kley e B-Girl Toquinha carimbaram o passaporte para Tóquio.
E agora? Bom, para os campeões o foco está no próximo desafio, em novembro vão representar o Brasil nas etapas internacionais. O novo roteiro agora é Tóquio, Japão, na Final Mundial, onde os brasileiros terão a chance de lutar pelo cinturão da Red Bull BC One Mundial, levantado há 15 anos, também em Tóquio, pelo nosso B-Boy Neguin, que sem dúvida é uma outra verdadeira lenda do Breaking brasileiro.
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One por toda a atenção, respeito e parceria de sempre. Até 2026!
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Essa semana, antes da Red Bull BC One em São Paulo, o Portal Breaking World teve o prazer de fazer uma entrevista exclusiva com Samuel Henrique, que também é conhecido na cena do Breaking como B-Boy Samuka.
Samuel nasceu e foi criado no Recanto das Emas, em Ceilândia, quebrada do Distrito Federal que, para quem não sabe, carrega esse nome por ter origens ligadas à quantidade de emas, uma ave do Cerrado que existia na região, e também a um sítio arqueológico chamado “Recanto”. Hoje o B-Boy é um dos grandes nomes da atualidade do Breaking brasileiro, muito esperado na final nacional que promete batalhas insanas. O rapaz do Cerrado, com sua dança, talento e história de superação após lutar contra um câncer ósseo e passar pela amputação de uma das pernas, conquistou o mundo e ganhou o coração dos brasileiros. E quem sabe, neste final de semana, possa ganhar também a competição nacional e, em novembro, ir a Tóquio em busca do grande cinturão do Touro Vermelho da Red Bull BC One, que há 15 anos foi levantado pelo B-Boy brasileiro Neguin.
Entre treinos e voos voltando da Europa para o Brasil, Samuka respondeu à nossa entrevista com muita humildade. O mano garante que quer dançar, se divertir, mas também quer ganhar, se for a vontade de Deus! Confira na íntegra esse bate-papo que inspira, motiva e promove aprendizados e reflexão para a vida e para quem pretende viver da dança:
BW: Queria que falasse um pouco de suas origens, de como foi sua infância, sua vida em família no Distrito Federal. Que lembranças tem dessa época? Na infância e na juventude, quais eram suas crenças e seus sonhos?
Samuka: Bom, eu venho do Recanto das Emas, Ceilândia, cidade que eu cresci, onde tive minha história, onde conheci a dança, o basquete, o futebol… Meu sonho quando criança era ser jogador de futebol. Acho que a maioria das crianças do Brasil tem esse mesmo sonho. Então, comigo não foi diferente. Gostava demais de jogar futebol. Nunca imaginei que eu iria viajar um dia. Então, na minha cabeça só queria ser jogador de futebol. Cheguei a ser jogador de basquete também na cadeira de rodas antes do Breaking, joguei pela seleção brasileira do sub-23. Mas, no final das contas, o verdadeiro amor foi o Breaking. A vida é cheia de surpresas!
Fotocomposição: ® Breaking World – Imagem: ® flowadelyx
BW: Verdade que começou a dançar Breaking em 2011 depois que teve uma perna amputada, devido a um câncer? Como foi começar no Breaking num momento tão difícil? Alguém te ajudou nesse aprendizado? De onde você tirou forças para começar e permanecer firme dançando até hoje?
Samuka: Eu conheci o Breaking na verdade em 2010, num projeto social na minha cidade, com o professor Klésio. Conheci, fui lá, peguei algumas aulas, mas nunca tinha levado tão a sério, porque como eu te falei, meu negócio era futebol, gostava de jogar pra caramba todo dia. Mas daí, depois da cirurgia, depois do câncer, quando eu já tinha perdido minha perna, eu me perguntei: “Pô, o que eu vou fazer agora?”. Jogar futebol tinha como, mas era mais difícil, e naquela época eu tinha desiludido um pouco de tudo, então comecei a assistir bastante vídeos no YouTube, o que eu podia fazer com a perna, e daí eu vi um B-Boy do Japão, e também outro da França, e esses dois foram referências para mim. Com uma perna dançando o Breaking, em alto nível, eu falei: “O quê? Se eles podem, acho que eu também consigo”. Tentei. E foi quando, mano, minha mente explodiu ali. O Breaking veio para mim como um desafio. Cada movimento era um desafio para aprender, então me deixava, tipo… ocupado, certo? Sempre tentando me adaptar, sempre tentando descobrir como fazer o movimento e, enfim, aquilo para mim foi a chave para sair da depressão, para sair da tristeza. E eu estava criando, asas… Na verdade, começar o Breaking para mim naquela época foi uma porta, foi um escape daquele pensamento que eu não conseguia mais fazer nada, daquele pensamento que ainda tinha acabado. Força, primeiramente Deus, minha mãe e meus amigos. Minha mãe, porque ela foi a primeira pessoa a dizer: ” Você vai fazer! Seja o que for, você vai fazer!”. Ela pedia para arrumar a casa, pedia para eu lavar o quintal e tal. E eu vinha com aquela desculpa, “ah, só tem uma perna” e ela falou “Não quero saber. Pode não ter uma perna, mas você tem dois braços, você tem cabeça para pensar, você vai fazer sim”. E aí, eu comecei a ver que eu conseguia fazer as coisas dentro de casa e aquilo foi só me dando força. Chegou lá fora, eu já conseguia desenrolar as coisas, entendeu? Então foi natural. E os meus amigos também, sempre me motivando, sempre dizendo que eu conseguia. E me empurrando mesmo, para continuar tentando, teve algumas épocas que eu desanimei, o que é normal, mas eles estavam lá, minha mãe estava lá também, e são essas pessoas que não me deixaram desistir.
My Squad @ill_abilities – Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Quando e como surgiu a oportunidade de ir para Calais na França? Conte sua experiência de entrar e dançar numa Companhia Internacional fale sobre como foi sua vida nesse período?
Samuka: Então, essa oportunidade pra Calais já foi bem mais para a frente na minha carreira. Mas foi algo também que foi um novo começo, na verdade. Foi meu começo na dança contemporânea, foi meu começo numa companhia de dança, num grande passo da minha vida que foi morar fora. Então é bem interessante quando a gente acha que fez muito, na verdade a gente não tem nada, tá ligado? Sempre há um começo. E o dono de uma companhia na França, viu meus vídeos e tal, me enviou uma mensagem e me convidou para trabalhar com ele. Fui para uma audição que durou um mês praticamente. No início foi uma loucura. O B-Boy, a grande maioria tem a mente muito fechada. Só pensam em Breaking, mas quando você abre a sua mente, a dança é vasta, tá ligado? É infinita. Então, foi uma experiência bem da hora, graças a Deus, até hoje eu tô na companhia, gosto muito da companhia, gosto muito da galera, gosto muito do meu chefe, enfim. E é isso, tocar, conhecer o mundo através dessa companhia, fazendo shows, viajando… coisa que, tipo, é uma bênção, dançando que é uma bênção também, então tipo, eu vivo meu sonho todo dia e eu sou muito grato a Deus por isso.
Participação do ILL-Abilities nas olimpíadas de Paris 2024 – Imagem: ® Divulgação
BW: Alguma coisa mudou de como as pessoas te viam quando você estava no Brasil e depois que você foi para fora? Na sua opinião quais são os maiores desafios dos B-Boys e B-Girls brasileiros quando vão dançar fora do Brasil?
Samuka: Os maiores desafios do B-Boy ou B-Girl que vão dançar na gringa, isso depende bastante. Acredito que hoje, graças a Deus, tem muito mais oportunidade através de campeonatos ou de qualificatórias, então isso já é muito bom. Muitas vezes é o clima, muitas vezes é o fuso horário, saca? Acredito que um dos mais desafiadores é a língua. A galera se preocupa muito em dançar, sim, é uma grande parte, muito importante, mas a língua, cara, às vezes atrapalha muito quando a pessoa não fala, a comunicação acaba fechando portas, falta de comunicação, então eu creio que seja infelizmente ainda a língua hoje, né? Porém, tá muito melhor, eu vejo muitos brasileiros viajando hoje e representando o Brasil em vários lugares do mundo, o que é maravilhoso para a nossa cena!
BW: Como chegou no America´s Got Talent? Como foi ser semifinalista de um show de talentos americano tão conhecido em todo o mundo?
Imagerm: ® Divulgação
Samuka: Bom, sobre o America´s Got Talent. Fui visitar um amigo meu, Yuri, que mora em Los Angeles. E acabei fazendo a audição para o programa e deu tudo certo. Cheguei nas quartas. Essa experiência foi gigantesca mesmo. Poder conhecer o programa, né, o Terry Crews, o Julius de “Todo mundo odeia o Chis”. Foi uma realização de um sonho! Eu lembro de ter voltado para a minha cidade lá no Recanto das Emas. E a galera pedindo para tirar foto comigo. Onde eu ia era foto, escutei pessoas agradecendo por ter falado da nossa cidade. Então eles disseram que eu coloquei a cidade no mapa, o que foi muito gratificante! Vim de fora e poder dar esse gosto para a minha cidade, para a galera que eu cresci junto, que eu represento, foi demais!
Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Em março de 2024 você fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar em Tóquio o título mundial no “Undisputed Masters”. Fale sobre o que se passava na sua cabeça e o que sentiu quando foi anunciada a sua vitória. Como foi ver o Brasil em peso torcendo por você?
Imagem: ® Divulgação
Samuka: O Undisputed 2024, foi uma experiência surreal, maravilhoso demais! Ver a galera do Brasil lá torcendo por mim, no final das contas a galera do Japão também tava por mim, então foi uma parada louca demais! Tava numa fase da minha vida um pouco down e veio esse campeonato, eu não tinha expectativa nenhuma, eu me senti super sem estima lá, e de certa forma isso é ruim, mas também é muito bom. Sabe, dá um gás, dá um ranço, não sei se é a palavra certa, acho que dá um gás ali a mais, então poder provar para mim mesmo que era possível, e provar para a galera também que era possível, foi um tapa na minha cara primeiramente. Foi muito louco, só eu sei o quanto eu treinei ou batalhei para chegar lá. E a galera que estava à minha volta também, o Perninha também estava naquele momento, ele é um dos moleques que, tipo assim, tá comigo desde o início, eu chamo ele de coach, que é alguém que sempre me apoiou e muitas vezes quando eu desacreditei de mim, ele tava lá acreditando, e tipo, ele acreditando em mim, me dava poderes, é o que eu falo, quando eu tô feliz, tudo isso vem à tona e ele é uma das pessoas que me deixa muito feliz, foi mágico.
BW: Como você analisa o Breaking Brasileiro em relação ao Breaking do resto do mundo? Onde exatamente estamos e para onde estamos indo? Como você vê o futuro do Breaking brasileiro? Se pudesse dar um conselho para a nova geração de B-Boys e B-Girls do Brasil, o que diria?
Samuka: Cara, o Brasil, em comparação com o resto do mundo, tem muito potencial, mas infelizmente estamos um pouco atrás. Não é igual o investimento, por exemplo, que um país como a China coloca no Breaking, um país como a Rússia, um país como os da Europa. Galera tem que ralar pra caramba, muitas vezes já, a responsabilidade chega muito cedo, então é difícil conseguir viver do Breaking, tem um tempo ali para treinar e se dedicar somente para isso, não é igual aos outros países. Não é impossível, mas é difícil. Então, toda a molecada e da nova geração, se realmente quiser viver agora da dança, quiser aproveitar a melhor fase do corpo deve se capacitar primeiro, pensar só na parte da dança não basta, deve pensar no contexto geral. Um bom dançarino não quer dizer que você seja um bom profissional, então seja um bom dançarino e profissional. Fale outra língua, aprenda a falar com as pessoas, aprenda a administrar sua carreira ali, converse com quem sabe, aprenda, não tenha ego, não tenha medo de perguntar, tenha humildade de perguntar e aprender, escute mais, e se o país não está te apoiando, vai, viaja, não tenha medo de arriscar, vai para algum lugar que está te apoiando, não deixe de representar seu país. Eu comecei a morar fora, comecei a ter mais condição, mais oportunidade, nem por isso eu deixei de representar meu país, no meu caso tenho muito orgulho de ser brasileiro, de representar o Brasil, eu nunca representei outro país e nem quero. Porém, a gente tem que ser bem honesto. Não tem como continuar num lugar ou num país que não te dá suporte pra fazer o que você gosta, o que você ama tendo potencial pra ser bom.
Imagem: ® Divulgação
BW: Quais são suas expectativas para a Red Bull BC One? Como se preparou? Veja, Tóquio é mágico para os Brasileiros! Você ganhou Undisputed em Tóquio. Neguin ganhou Red Bull BC One em Tóquio. Está pronto para ganhar aqui no Brasil e para em Tóquio ajudar o Brasil a lavar a alma depois de 15 anos sem levantar e trazer o cinturão do grande Touro Vermelho para o Brasil?
Samuka: Red Bull, 2025 São Paulo, zero expectativas, quero me divertir, quero dar o meu melhor, acho que é isso que importa no final das contas, no final do dia. Tem muita gente boa, esse ano tá muita gente forte, o que é muito da hora, então sei que independente do resultado, eu sei que o Brasil vai ser bem representado lá fora, então eu tô bem tranquilo. Obviamente eu vou dar o meu melhor, quero ganhar! Vou dar o meu melhor pra fazer isso acontecer! Vou. E se for da vontade de Deus, vai tudo dar certo! Quem sabe esse ano posso estar no Japão e quem sabe do lado do Neguin com esse cinturão aí, né? Com ele nas costas!?
BW: Que mensagem você deixaria para os brasileiros que torcem por você e para aqueles que se inspiram em você e na sua história?
Samuka: E a mensagem que eu tenho para deixar para a galera é minha gratidão, por todo amor e carinho, pelas mensagens, pela energia e por tudo, por tudo mesmo. Muitos momentos que eu pensei em desanimar, sei lá, sempre a galera teve comigo, então eu sou grato mesmo e espero que a galera possa se inspirar mesmo e chegar a lugares maiores e mais altos e poder inspirar mais gente ainda, espero que a gente possa compartilhar essa mensagem de gerações em gerações e que possa atingir mais e mais pessoas.
Agradecemos ao B-Boy Samuka pela disponibilidade de nos conceder essa entrevista e à assessoria de imprensa da Red Bull BC One por intermediar esse encontro.
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Na última quinta-feira (10), a CNDD (Confederação Nacional de Dança Desportiva) anunciou, por meio de uma live no YouTube, os nomes dos atletas convocados para a Seleção Brasileira Youth de Breaking 2025/2026.
Foram escolhidos 9 B-Girls e 12 B-Boys com idade de 13 a 17 anos.
Nomes como B-Boy Samukinha, B-Boy Jheff, B-Girl Angel do Brasil, B-Girl Keké e B-Girl Mary D, que estiveram em Wuxi, na China em 2024 e fizeram parte da primeira seleção e já estão no ranking nacional e internacional da WDSF, foram confirmados nessa nova seleção, assim como outros novos nomes que tiveram uma grande oportunidade de completar o time dos melhores B-Boys e B-Girls da nova geração do Brasil.
O time foi formado para competir nos eventos oficiais e que pontuam para os Jogos da Juventude em Dakar 2026. Desejamos boa sorte para esses atletas!
Confira todos os nomes convocados pela Confederação (em ordem alfabética, conforme divulgado pela entidade em sua live):
B-GIRLs
B-Girl Angel do Brasil (SP) B-Girl Keké (SP) B-Girl Manuzi (SP) B-Girl Mary D (SP) B-Girl Mendes (SP) Emanuelle Rodrigues (RS) Júlia Duarte De Holanda Cavalca (PB) Nycole Dos Santos (SP) Samara Vitória Guedes Dos Santos (PB)
Aconteceu no último final de semana, no Circo Voador, na Lapa, um dos bairros mais boêmios e vibrantes da Cidade Maravilhosa, conhecido por seus bares tradicionais, casas noturnas, salões de dança e rodas de samba ao ar livre abaixo dos Arcos da Lapa, a Red Bull BC One Cypher Rio, o evento é o principal campeonato 1×1 da modalidade e nesse ano completa duas décadas de história, o torneio chegou no Rio de Janeiro para uma das seletivas regionais, conhecidas como Cyphers.
Esteve presente o bicampeão mundial B-Boy Lilou, chamado carinhosamente pelos brasileiros de “Lilouzinho”. A grande festa começou com um workshop, no dia 13, na Fundição Progresso, e continuou no dia 14, quando aconteceram as competições, que foram de alto nível com participação de grandes nomes do Breaking brasileiro. No júri, além do francês Lilou, estavam B-Boy Migaz e B-Girl Fab Girl. Apresentando a competição B-Girl e MC Andressa e comandando a festa o DJ Def. Neste ano, o evento ainda contou com a parceria global da Reebok.
Mesmo numa noite fria atípica na cidade do Rio de Janeiro, o Circo Voador tremeu com os filtros e a final masculina pegou fogo entre os B-Boys Kley de Belém do Pará e B-Boy Rato de Uberlândia, que foi o grande campeão da noite. Nas B-Girls, reunindo nova e antiga geração do Breaking o filtro foi bem disputado e a final também foi eletrizante e ficou entre a B-Girl Lua de Ribeirão Preto e B-Girl Nathana, que venceu a competição e que também é de Uberlândia, Minas Gerais.
Após a Cypher de Fortaleza, que aconteceu no mês de maio e do Rio de Janeiro em julho, agora a próxima parada da Red Bull BC One é em Belém e em São Paulo, classificam-se seis dançarinos de cada cidade (três da categoria feminina e três da categoria masculina). Da seletiva de São Paulo, mais 8 vencedores (quatro da categoria feminina e quatro da categoria masculina), além de mais 3 wildcards (atletas convidados), somando, assim, 16 competidores que vão batalhar na grande final nacional. As batalhas acontecem em formato mata-mata, em que os participantes dançam em frente a um painel de jurados e têm habilidades como técnica, criatividade, musicalidade e performance avaliadas.
E depois das Cyphers regionais e nacional em dezembro, pela terceira vez o maior evento de Breaking 1×1 mundial vai ter seu título definido no Brasil, depois de 2006 (São Paulo) e 2012, no próprio Rio. A competição volta ao Rio no dia 7 de dezembro, na Arena Jeunesse, reunindo B-Boys e B-Girls de todo o planeta.
E quem pode competir no mundial ou assistir?
Quem pretende competir tem que ser um dos convidados — em 2023 foram 12 B-Boys e 12 B-Girls, os “wildcards”. Eles são escolhidos por um time de especialistas por sua relevância na cena. As vagas restantes para completar a chave de 16 são disputadas na Last Chance Cypher, evento que rola entre os vencedores das cyphers nacionais.
Nova geração deu um show na batalha kids, dando esperança que dias melhores estão a caminho para o Breaking brasileiro
Faltando menos que um mês para as Olimpíadas de Paris, onde o Breaking estreia como uma das novas modalidades que vai atrair a curiosidade de milhares de jovens para esse grande evento mundial, a dança de rua, por vezes marginalizada no passado, mas que agora virou esporte olímpico, tem despertado interesse da sociedade e principalmente de grandes empresários e marcas que resolveram acreditar e investir nesse elemento da Cultura Hip-Hop.
Aqui no Brasil, aconteceu no último dia 22, no Plaza Shopping Carapicuíba o tradicional evento Breaking Combate, que na ocasião completou 11 anos de muita arte e como de costume, a competição reuniu os melhores B-Boys e B-Girls de todo o Brasil e até de outros países como da República Dominicana e da Argentina, além de sempre revelar grandes talentos da nova geração. O evento, produzido por Eder Devesa (B-Boy e DJ Dunda) e por Chalana Oliveira começou com um workshop gratuito animado do jurado B-Boy Megaman onde participaram dançarinos brasileiros e estrangeiros.
No início da tarde começaram os filtros. Os jurados convidados para julgar as competições foram: B-Girl Bia, B-Boy Allan Jackass e B-Boy Megaman. No microfone, B-Boy Lula mandou muito bem o recado e quem comandou a festa foi o DJ Insano.
O primeiro filtro do dia foi do Baby Combate, que esse ano teve mais de 18 crianças inscritas de até 13 anos, que se deslocaram de diversas partes do Brasil para participar do campeonato, que sempre teve a tradição de ser palco para pequenos grandes talentos brasileiros. Eles deram um show e trouxeram esperança de dias melhores para o Breaking brasileiro. Segundo Eder Devesa, organizador do evento, “as crianças são o futuro! E como na maioria dos esportes tudo começa na base!”.
Exemplo presente na competição é a menina B-Girl Angel do Brasil, que começou a frequentar o evento com 5 anos e que, em 2023 e 2024 foi bicampeã. Esse ano, após as batalhas babys, ela entregou o cinturão para a B-Girl Manuzyh, de Porto Ferreira (SP), que conquistou o primeiro lugar no Baby Combate, numa batalha bem disputada contra o B-Boy Triax, que ficou com o segundo lugar e que também participa do evento desde muito pequeno.
B-Girl Angel cresceu e, já com 14 anos, participou da competição de B-Girls chegando nas quartas de final.
Nas competições femininas, além da Angel, nomes como B-Girl Lua (campeã de 2023), B-Girl Lorinha, B-Girl Bebeia, B-Girl July (Argentina), B-Girl Duda, B-Girl Furacão, B-Girl Matea, entre outras, batalharam na busca da vitória, mas a grande campeã de 2024 foi a B-Girl Lorinha, que no filtro mandou um pião de tirar o fôlego do público presente e numa batalha contra a B-Girl July se sagrou campeã.
Entre os B-Boys a competição foi grande, pesada, mas o grande vencedor desse ano foi o B-Boy Hebrom que recebeu o cinturão do Breaking Combate das mãos do B-Boy Zeus (Campeão de 2023).
Durante todo o evento, quem passou pelo local pode sentir a energia dessa cultura incrível chamada Hip-Hop, que vem das ruas e que atualmente está presente no maior evento esportivo do mundo: as Olimpíadas! Além de conhecer mais sobre o mundo dos B-Boys e das B-Girls, quem se aproximou pode prestigiar obras feitas ao vivo pelo grafiteiro Sotaq. O Breaking Combate, que foi um dos eventos mais esperados do ano, cumpriu mais uma vez sua missão, sendo épico em 2024. Foi um prazer para o Portal Breaking World cobrir mais esse grande evento! Que venham outras edições!
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No último final de semana, a convite da Red Bull BC One, o Portal Breaking World saiu de São Paulo para cobrir uma batalha de Breaking épica, de um encontro também épico, entre o Charme, o Breaking e o Passinho. Fomos até o “Dutão”, como ficou conhecido o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro. Local esse que a editora carioca deste portal, que há 30 anos atrás era ”Charmeira” de carteirinha, frequentou e só tem boas lembranças… Na época, quem não sabia dançar aprendia na pista ali mesmo os passinhos que eram ensinados na maior tranquilidade e paciência, sem nenhum tipo de preconceito. A batida envolvente sob o viaduto que parecia dançar, misturava referências clássicas do Soul, Rhythm And Blues (R&B), Jazz e Hip-Hop, atraindo centenas de pessoas. A festa se consolidou como encontro da música negra, sendo referência do gênero em todo o Brasil.
Faixa do Baile Charme Imagem: ® Breaking World
Mas, para quem gosta de história, senta que vamos a uma viagem rápida ao túnel do tempo. Os bailes-charme e suas manifestações têm origem na zona norte do Rio. O termo “Charme” foi lançado pelo DJ Corello em um baile no clube Mackenzie, nos anos 1980, localizado no Méier. Antes de chegar em Madureira, o Charme circulou e ganhou fama em bairros como Marechal Hermes e Abolição. Mas foi só em 2019, que o Charme se tornou patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro, a partir da aprovação da lei elaborada pela deputada estadual Zeidan (PT). Para dançar charme tinha que ter gingado. É um estilo que favorece a coletividade por meio de passos diferenciados, sempre com muito swing e sincronia. Na década de 90, lançaram a pergunta: “Qual é a diferença entre o charme e o funk?”. Em 1995, os DJs Markinhos e Dollores tentaram responder, no disco Rap Brasil vol. 2, que “um anda bonito e o outro, elegante”… Será? Não sei se a resposta satisfez aos mais exigentes frequentadores do baile da época. Mas, foi nessa vibe de nostalgia, passado mais de 30 anos de muita Black Music, que neste último final de semana, misturando Charme, Breaking e Passinho, o viaduto mais charmoso do mundo, o Viaduto de Madureira, recebeu de braços abertos a batalha internacional épica entre os dois tricampeões mundiais da Red Bull BC One, de um lado B-Boy Menno, da Holanda e do outro, B-Boy Hong 10, da Coreia do Sul.
Imagem: ® Little Shao
Para quem não sabe, a Red Bull BC One é a maior competição de Breaking 1×1 do mundo. Criado em 2004, o evento é realizado em diversos países, onde a cada ano milhares de dançarinos (ou, agora, atletas) competem em batalhas regionais, as chamadas Cyphers. Após essa primeira fase, os melhores B-Boys e B-Girls se enfrentam na final nacional que, em 2024, será em São Paulo. Os vencedores dessa etapa vão para a final mundial, que volta ao Brasil, depois de 12 anos e acontece no Rio de Janeiro, de 4 a 7 de dezembro.
Alguns breakers presentes na festa Imagem: ® Little Shao
A festa desse final de semana foi o anúncio oficial desta Final Mundial da Red Bull BC One, estavam presentes no evento, além dos nossos B-Boy Neguin e B-Boy Pelezinho e alguns B-Boys e B-Girls brasileiros, outros grandes nomes internacionais do Breaking como o B-Boy Phil Wizard (Canadá), B-Boy Victor (EUA), B-Boy Matita (Chile), B-Boy Lil G (Venezuela), B-Girl Vanessa (Portugal), B-Boy Broly (Argentina), B-Girl Celestia (Colômbia), B-Girl Isis (Equador), B-Girl Stefani (Ucrânia), B-Boy Lil Zoo (Marrocos) e registrando tudo o incrível fotógrafo Little Shao.
O evento foi comandado pelo DJ Gab e apresentado pelos MCS Coruja BC1 e Marcelo Duguetto e começou com uma disputa entre os dois times, Brasil e Latam. Representando o Brasil estavam B-Girl Toquinha, B-Girl Maia, B-Boy Perninha, B-Boy Kley e B-Boy Branko e no time latam: B-Boy Matita, B-Boy Broly, B-Girl Celestia, B-Girl Isis e B-Boy Lil G, a batalha animou os presentes e preparou o público para o grande momento da noite que seria a Batalha dos Tricampeões.
Um pouco sobre esses B-Boys Tricampeões Singulares:
Imagem: ® Dean Treml
B-Boy Hong 10
Sem dúvida, um ícone do Breaking, sempre desenvolvendo suas habilidades, corporais e mentais. Ao longo de sua carreira histórica e inovadora, o sul-coreano aprendeu que pode fazer o que quiser, contanto que trabalhe muito, se esforce constantemente e seja humilde. Já faz muito tempo que a Final Mundial do Red Bull BC One rolou em São Paulo. Foi em 2006, mas se tem alguém que lembra bem do evento é o B-Boy Hong 10. Foi naquele dia que o sul-coreano, que na época tinha 22 anos, virou campeão pela primeira vez da competição. Hoje, o cara já é tricampeão — ele também venceu em 2013, aos 29, e em 2023, com 39 anos. Declarou: “Não acho que vou atrás do quarto título, vou deixar isso para os mais jovens”, diz Hong 10, que ao levar o cinturão pela terceira vez igualou o recorde de vitórias do B-Boy holandês Menno. “Por enquanto, pretendo me concentrar em trabalhar com a comunidade em vez de competir em batalhas”, conta. Atualmente é membro da crew Red Bull BC One All Stars.
Imagem: ® Marcelo Van Hoom
B-Boy Menno
Ele fez o que ninguém jamais havia conseguido: conquistou o cinturão de campeão mundial do maior campeonato de Breaking 1×1 do mundo por três vezes. Membro do Red Bull BC One All Stars, equipe composta pelos melhores talentos da cena Breaking, Menno começou a dançar na pré-adolescência, incentivado por dois primos mais velhos, por volta dos anos 2000 em Tilburg, onde nasceu. Passado alguns anos, o B-Boy holandês, venceu a Red Bull BC One em 2014 e 2017, não participou da edição de 2018, mas resolveu voltar para a disputa porque queria que sua filha o visse batalhar. “Ser pai é uma das minhas maiores motivações no Breaking, porque agora todos os meus esforços não são só por mim, mas também por minha filha”, disse o tricampeão (ele venceu também em 2019) a uma entrevista ao Portal RedBull.com. Mais de vinte anos depois, Menno tem dificuldades de escolher apenas um momento marcante de sua brilhante carreira. “São tantos, mas talvez o maior deles foi quando percebi que estava vivendo uma vida livre e estável fazendo o que amo. Parar de me estressar com o futuro e com estabilidade financeira me possibilitou viver plenamente o Breaking e, nesse sentido, a Red Bull realmente me deu asas”, diz o holandês, em referência ao seu tricampeonato do Red Bull BC One. “As três vitórias me possibilitaram viver o melhor lado da vida.”
O confronto aconteceu e quem estava no evento pode presenciar talvez uma das mais pesadas batalhas que a Red Bull já organizou. Quem é o melhor? Quem venceu? Não teve jurados… Talvez, tenhamos essa resposta se algum desses dois ícones decidirem continuar na busca do quarto título!
Imagem: ® Little Shao
Ainda no evento, também teve Batalha de Passinho, que foi um dos momentos mais animados e quentes da noite, com os seguintes nomes: André DB, Vini Brabo, Peterson Sidy, DG Fabulloso, GN Fabulloso e Neguebites.
Depois das batalhas, a festa entrou madrugada adentro, regada por muito Red Bull, Breaking, Charme, Passinho, tudo “junto e misturado” e as pistas ficaram no comando dos DJS Talie, Nobunaga e Totonete.
O Evento “Do Baile ao Breaking” foi um sucesso e também um aperitivo a fim de se preparar para o que vai vir na Final Mundial que acontece no Rio de Janeiro, em dezembro. Se você não quer perder essa festa ainda dá tempo de garantir seu ingresso pelo link redbull.com/bcone
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One pelo convite e pelos momentos vividos nesse grande evento.
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O ano de 2024 começou com a vibe lá em cima, aconteceu este mês no Rio de Janeiro, numa arena montada na Praia de Copacabana, o ‘Breaking do Verão’, que na sua terceira edição elevou ainda mais a temperatura na praia carioca. Realizado pelo Grupo Fábrica, o evento foi apresentado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Petrobras. O festival contou com atletas convidados, além dos vencedores nas eliminatórias na competição. Com o intuito de democratizar ainda mais o Breaking do Verão (BDV), pela primeira vez realizou Cyphers em Fortaleza, em setembro, e Manaus, em outubro. No dia 19 de janeiro aconteceu a Cypher Rio. Os vencedores das eliminatórias de cada região competiram no dia 20 e 21 lado a lado com os grandes nomes do Breaking nacional e internacional.
Foram 16 B-Boys e 16 B-Girls. Entre os B-Boys estrangeiros convidados, B-Boy Phil Wizard, atleta Campeão Pan-americano 2023 e integrante da Seleção do Canadá, que conquistou vaga para os Jogos Olímpicos 2024; B-Boy Lil Zoo, natural de Marrocos, que atualmente mora na Áustria e representa o país nas competições, é membro da tripulação do El Mouwahidin e já conquistou o título do Red Bull BC One, em 2018; o japonês B-Boy Hiro10, campeão Freestyle Sessions 2023, em Los Angeles; B-Boy Matita do Chile; B-Boy Lion; B-Boy Wigor (Polônia); B-Boy Norddiamond e B-Boy Grow da Rússia. B-Boy Lil-G, da Venezuela, entrou após a Cypher Rio, ganhando a vaga.
Nos B-Boys brasileiros, os convidados foram: B-Boy Rato, integrante da Seleção Brasileira, mineiro que foi campeão do Breaking do Verão em 2022 e integrante do Brasilprev Breaking Team; B-Boy Luan San, de São Paulo, integrante da Seleção Brasileira, do Time Petrobras e também do Time Brasileiro da Brasilprev; B-Boy Mascot; B-Boy Gabriel; B-Boy Till e o B-Boy Bart, atual vice-campeão do Red Bull BC One Brasil. B-Boy Kley ganhou a vaga passando pela Cypher Rio.
Entre as B-Girls convidadas, nomes internacionais como a russa B-Girl Kastet; a colombiana B-Girl Luma, representante da Seleção da Colômbia e vice-campeã dos Jogos Pan-Americanos 2023; B-Girl Stefani, nascida na Ucrânia e radicada no Reino Unido, atual campeã do Red Bull BC One Last Chance Paris 2023; B-Girl Carlota, representante da seleção da França e campeã do Red Bull BC One Cypher 2022; B-Girl Ana Fúria, da Seleção da Espanha; B-Girl Celestia (Colômbia); B-Girl Kate (EUA) e B-Girl Isis. A B-Girl Vanessa, de Portugal, ganhou a vaga após a Cypher Rio.
Imagem: ® Divulgação
Entre as atletas brasileiras convidadas, a paulista B-Girl Toquinha, integrante da Seleção Brasileira, do Time Petrobras, do Brasilprev Breaking Team e campeã do Red Bull BC One Cypher Brasil 2023; a paraense B-Girl Mini Japa, atual campeã brasileira de Breaking; B-Girl Lívia, medalha de prata no Gymnasiade na França; B-Girl Andressa; B-Girl Ana Raquel e B-Girl Pela. B-Girl Maia ganhou também a vaga na Cypher Rio.
Fernando Bó, idealizador do Breaking do Verão declarou: “Estamos muito felizes com a terceira edição do Breaking do Verão. Pela primeira vez teremos entre os convidados B-Boys e B-Girls vencedores das Cyphers Fortaleza e Manaus, tornando a disputa ainda mais democrática. Também estamos de casa nova, a Praia de Copacabana, em pleno ano de Olimpíadas. Acreditamos que esse movimento será importante para divulgar ainda mais o esporte e torná-lo mais próximo do grande público”.
O time de jurados foi composto pelo árbitro internacional e membro da Comissão de Arbitragem do Departamento de Breaking B-Boy Migaz; B-Boy Rudá, artista trans mineiro que já representou o Brasil em 3 mundiais de Breaking, é coordenador do Núcleo de Pesquisa e História Integrante da Escola Drop Education e dançarino do Cirque du Soleil Bazzar; o colombiano B-Boy Arex; B-Boy Xisco, da Holanda e a B-Girl Movie One, da Espanha. A música é um elemento fundamental para o Breaking, ela quem dá o ritmo às disputas. Durante um campeonato, quem escolhe as faixas é o DJ e o show apresentado é todo pensado no momento presente. No BDV 2024, os DJs à frente dos toca-discos foram Nobunaga, Def e MF.
B-Boy Bart – Imagem: ® Little Shao
E os atletas brasileiros, como foram no Breaking do Verão?
Entre os B-Boys e as B-Girls brasileiras, o único a avançar para as semifinais foi o B-Boy Bart, que deixou a competição após perder do japonês Hiro 10.
Grande destaque da Competição
B-Boy Grom – Imagem: ® Russian Dance Photo
O grande destaque da competição foi o menino russo Ruslan Gromov (18), conhecido como B-Boy Grom, mesmo perdendo do campeão Phil Wizard na semifinal, saiu da arena de batalha aplaudido pelo próprio Phil Wizard e ovacionado pelo público. Grom sem dúvida é um dos grandes nomes da nova geração de breakers pelo mundo.
As batalhas finais do Breaking do Verão aconteceram no dia 21 de janeiro. Após disputa com a colombiana Luma, a russa Kastet foi a grande vencedora, se tornando Bicampeã do Breaking do Verão e conquistou o prêmio de 20 mil reais. No time masculino, o canadense Phil Wizard e o japonês Hiro10 mostraram um Breaking da melhor qualidade, limpo e com bastante técnica, agitaram a arena e levantaram o público, que comemorou a vitória do atual campeão Pan-Americano, Phil Wizard. O canadense levou o ouro no Pan-Americano de Santiago no ano passado e já está garantido nas Olimpíadas pela seleção do Canadá.
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Esta semana o Rio de Janeiro voltou a sediar, mais uma vez, a Gymnasiade, Olimpíada do Desporto Escolar, que reuniu mais de 2 mil estudantes atletas da categoria sub-15 de 46 países de todos os continentes. O Breaking foi uma das modalidades e claro que o Portal Breaking World esteve presente para cobrir o evento e acompanhar de perto o desempenho de uma nova geração pequena no tamanho ou na idade, mas gigante no talento. A maioria dos atletas filiados na CNDD que foram convocados pela CBDE foram os medalhistas da categoria Kids do Primeiro Campeonato Oficial de Breaking Como Esporte, que aconteceu no ano passado, realizado pelo Conselho de Dança Desportiva.
Coletiva de Imprensa
No dia 18 aconteceu a coletiva de imprensa, o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e vice-presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF em inglês), Antônio Hora Filho, declararou que se forem computadas também todas as equipes de trabalho, as pessoas que acompanham os atletas e familiares, o evento teria envolvido mais de 4 mil pessoas. São dele as palavras: “Nós somos esporte, mas não só esporte. Somos esporte educacional. Nós utilizamos do esporte como uma ferramenta de formação da cidadania e de educação”.
A maior delegação foi a do Brasil, com 404 membros, sendo 323 estudantes atletas – 161 mulheres e 162 homens -, o que para Antônio Hora Filho resulta das ações pró equidade desenvolvidas pela entidade. “Significa dizer que a política de equidade da CBDE vem trazendo efeitos benéficos para a nossa sociedade, incluindo a mulher definitivamente no esporte”.
Hora Filho lembrou que essa é também a maior delegação que o Brasil já apresentou em edições da Gymnasiade. A expectativa do dirigente é garantir um bom resultado. “Nas últimas Gymnasiades sub-18, o Brasil, desde 2013, sempre figura entre os três países com maior número de medalhas no cômputo geral. A nossa expectativa nesse ano foi estar no topo do quadro geral de medalhas, competimos em solo brasileiro, com todo o clima e a torcida. Os atletas não tiveram problemas de adaptação ao clima e pressão psicológica. A nossa delegação esteve bastante numerosa. Nós acreditamos que o Brasil pode voltar ao topo do quadro geral de medalhas. Essa é uma boa perspectiva para que as próximas gerações olímpicas sejam um reflexo dessas competições escolares”, disse o presidente da CBDE.
Milhares de atletas participam da Gymnasíade 2023 no Rio de Janeiro. Imagem: CBDE
Depois do Brasil, a China é a delegação com maior número de integrantes com mais de 200 componentes. O Chile é a terceira, com 164 membros, e os Estados Unidos com 122 inscritos.
Na primeira edição do evento no Brasil, em 2013, a sede foi Brasília. Naquela edição, os estudantes atletas eram da categoria sub-18. “Não podemos esquecer que é do esporte educacional que surgirão os talentos, e nós temos exemplos recentes. A nossa medalhista da ginástica Rebeca [Andrade], que ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas, a primeira medalha internacional que ela ganhou foi em 2013 quando realizamos o Gymnasiade sub-18 em Brasília, e ela se iniciando na sua vida esportiva ganhou a sua primeira medalha internacional na mesma prova que seis anos depois se transformou em campeã olímpica. No desporto escolar, formar atletas é importante, mas formar cidadãos é muito mais importante”, disse Hora Filho.
Para o presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF), o francês Laurent Petrynka, a participação dos estudantes atletas é mais do que representar a própria modalidade esportiva. “Quando você compete nos eventos da ISF, não está apenas representando o seu esporte, está representando a sua família, a sua cultura, o seu potencial”, disse, acrescentando que uma das razões da ISF em organizar essas competições é desenvolver nos estudantes os verdadeiros valores olímpicos.
Cerimônia de Abertura
A ministra do Esporte, Ana Moser, esteve na cerimônia de abertura no domingo (20). A mascote dessa vez foi um pássaro carioca, chamado Rio, que teve o nome escolhido em uma consulta entre os participantes. A ISF U15 Gymnasiade 2023 apresentou 18 modalidades: tiro com arco, atletismo, badminton, basquete 3×3, boxe, caratê, dança esportiva, esgrima, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, orientação, natação paralímpica, natação, tênis de mesa, tae-kwon-do, wrestling e xadrez.
As competições foram realizadas na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), com encerramento do evento no sábado (26). O retorno das delegações para os seus países está previsto para os dias 27 e 28.
As provas foram disputadas nas arenas cariocas 1 e 2, no Centro Olímpico de Tênis e Vila Olímpica, instalados no Parque Olímpico da Barra da Tijuca; na Arena da Juventude, no Complexo Esportivo de Deodoro; e no Complexo Esportivo da Universidade da Força Aérea (Unifa), em Sulacap. Todos esses equipamentos estão na zona oeste da cidade.
O secretário de estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, incentivou a presença do público lembrando que os ingressos para assistir as competições eram grátis. “A grande oportunidade de convidar a população para vir vibrar e assistir esses atletas competindo. Muitos deles, quando competem fora do Rio, não têm oportunidade de levar um parente para assisti-los, pelo custo, dificuldade logística e pelo calendário. Essa foi uma grande oportunidade de vermos esses atletas competindo e de trazer para perto a comunidade esportiva que o Rio de Janeiro possui, e mais uma vez ocupar essas arenas olímpicas, daquilo de mais marcantes que nós temos que é a alegria e a receptividade do povo brasileiro”, disse.
Como foi a chegada da delegação de Breaking?
B-Girl Angel do Brasil
B-Girl Mary-D
B-Boys Pablo e Samukinha
A Delegação Brasileira Sub 15 composta pelos atletas B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary D (14), B-Boy Samukinha (14) e B-Boy Pablo (13) chegaram ao evento na véspera da Competição (21), enfrentaram alguns problemas como cobrança de taxas aéreas indevidas, atraso na hospedagem, mudança de dias e horários de competições, chão impróprios que causaram feridas e lesões nos atletas, manifestações no meio da competição de alguns responsáveis por atletas que verificaram que alguns nomes não constavam como escritos para competir e ainda mudança de hotel. Problemas diversos onde alguns foram solucionados e outros não. Tirando um pouco do brilho do evento! Uma pena pelo tamanho e importância da Gymnasiade e pelo o que significa eventos desse porte para a nova geração de atletas brasileiros
E a Competição?
Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no Rio de Janeiro pela seleção Sub 15 na Competição o Brasil despontou nas primeiras colocações do mundial, confira:
B-Girl Mary D ficou em3° lugar no individual de B-Girls e na dupla mista;
B-Boy Samukinha em 4° lugar no individual de B-Boys e em3° lugar na dupla mista;
B-Girl Angel do Brasil em 4° lugar no individual de B-Girls e em 4° lugar de duplas mistas;
B-Boy Pablo 5° lugar no individual de B-Boys e 4°na dupla mista
O evento continua até o dia 26 de agosto. A Gymnasiade é organizada pela ISF em parceria com a CBDE, com apoio do Sesc Rio; da Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (FEERJ); do governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer; e do governo federal, por meio do Ministério do Esporte.
Fotos: Breaking World
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“Pushing Progression: Breaking” mostra como a nova modalidade olímpica saiu das ruas do Bronx para o mundo.
Conteúdo está disponível gratuitamente na Red Bull TV
Que tal aproveitar o mês que celebra 50 anos da cultura Hip-Hop para mergulhar nesse universo e conhecer diferentes histórias? Em clima de celebração, na última terça-feira (8) estreou um episódio inédito do documentário “Pushing Progression: Breaking”, que retrata a evolução do Breaking que a menos de 1 ano vai ser nova modalidade olimpica no maior evento multiesportivo do planeta. O conteúdo está disponível de forma gratuita na Red Bull TV, por meio do link: www.redbull.com/br-pt/episodes/pushing-progression-s1-e7
Lenda da cena Hip-Hop e dono de hits que marcaram gerações, o rapper Busta Rhymes se juntou a alguns dos principais B-Boys e B-Girls do mundo no sétimo episódio da série. Por lá, exploram como o Breaking saiu das ruas do distrito de Bronx, região periférica de Nova York, emergiu como um estilo de dança no final dos anos sessenta, e como prosperou por mais de uma década antes de fazer sua estreia na cultura mainstream em 1984. Na ocasião, 100 breakers se apresentaram na cerimônia de abertura do maior evento esportivo do mundo, o que impulsionou o Breaking globalmente. Os breakers entrevistados no documentário apontam que a modalidade mudou muito desde o seu surgimento no Bronx. “Estamos em território novo com o Breaking, onde nunca estivemos antes”, avalia o B-Boy canadense Phil Wizard. A americana Logistx, campeã mundial em 2021, também fala sobre suas expectativas com relação ao avanço da modalidade nos próximos anos: “Vai ser cada vez mais competitivo. Com essa competitividade, espero que permaneçamos uma cultura unificada”.
Referências da cena protagonizam a produção, como os B-Boys Lilou, bicampeão mundial; Phil Wizard, integrante do Red Bull BC One All Stars, um dos maiores grupos de Breaking do planeta; Alien Ness, americano renomado mundialmente na cena e Shigekix, campeão mundial em 2020; e as B-Girls Logistx, campeã mundial em 2021 e Ami, primeira B-Girl a se tornar campeã mundial do Red Bull BC One, em 2018.
E os brasileiros?
Imagem: ® Little Shao / Red Bull
Em outubro, os vencedores da etapa nacional do Red Bull BC One, a B-Girl Toquinha e o B-Boy Leony, irão representar o Brasil em Roland-Garros, em Paris, na Last Chance Cypher [ uma espécie de filtro com campeões de cyphers feitas no mundo todo ] – em busca de uma vaga na Final Mundial do campeonato. O Brasil terá também outros dois representantes que passaram direto para a Final Mundial: B-Boy Allef, grande destaque no cenário de Breaking mundial por ter um estilo próprio repleto de musicalidade, originalidade e personalidade, e B-Girl Maia, campeã nacional de 2022 que acumula diversos títulos e premiações. Ambos foram classificados como wildcards, convites feitos para aquecer ainda mais as batalhas e são os dois primeiros brasileiros a garantirem vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2023.
Imagem em destaque: ® Little Shao / Red Bull
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Quem é B-Boy, B-Girl ou se interessa pelo elemento Breaking, seja como cultura e agora também como esporte, já começa cada ano com as datas da Red Bull BC One bloqueadas na agenda. É quase uma tradição de quem acompanha a cena. São três dias de confraternização, de cyphers e encontros de B-Boys e B-Girls de várias idades, etnias, estados do Brasil e até de outros países, onde todos têm o objetivo de dançar muito, trocar aquela vibe e passar pelas seletivas, chegando na grande final que abre as portas para um filtro na last chance e depois para a final mundial que esse ano será na França. Mas, poucos sabem como começou essa história que esse ano completa 20 anos! O Portal Breaking World foi atrás de alguns arquivos históricos e olha: senta que lá vem história…
Uma breve retrospectiva até os dias de hoje…
Depois de surgir em Nova York no fim da década de 70, a cultura Hip-Hop se espalhou rapidamente pelo mundo todo, tornando-se uma potência da música, dança, arte e moda. No Brasil, no início da década de 80, dançarinos começaram a se reunir na estação São Bento do Metrô de São Paulo – onde nasceu o rap paulista – para treinar passos deBreaking e batalhar. Como parte dessa ascensão da cultura Hip-Hop pelo mundo, surgiu, em 2004, na Suíça, o Red Bull BC One, com uma proposta diferente dos campeonatos de Breaking já realizados até aquele momento: as batalhas passaram a ser individuais. Assim, tornou-se a primeira competição do mundo com batalhas 1×1. O evento principal da Red Bull foi realizado pela primeira vez em 2004 em Biel, na Suíça, no formato anual, ocorrendo sempre em um local diferente: em 2005 ocorreu em Berlin ( Alemanha); em 2006 na América do Sul, em São Paulo (Brasil); em 2007 foi em Johanesburgo (África do Sul) ; em 2008 ocorreu em Paris (França); em 2009, a competição foi no local com maior história e relevância dentro da cultura Breaking, a cidade de Nova Iorque (Estados Unidos); em 2010 em Tóquio (Japão); em 2011 desembarcou em Moscou (Rússia); em 2012 novamente no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro; em 2013 em Seul (Coreia do Sul); em 2014 o evento retornou à França, em Paris, pela segunda vez; em 2015 foi em Roma (Itália); em 2016 o evento retorna ao Japão, agora na cidade de Nagoya; em 2017 muda-se para Países Baixos, em Amsterdã e foi nesse ano que acontece um marco importante que abriria a porta para a participação feminina nessa história. B-Girl Ayumi se tornou a primeira mulher a chegar nas finais da competição no top 16, competindo com o B-Boy Kill.
Em 2018, é a segunda vez que a Suíça recebe o evento após a primeira edição, mas desta vez em Zurique e nela temos então a B-Girl Ami, que foi a primeira vencedora na categoria feminina do Red Bull BC One; em 2019 ocorreu em Mumbai (índia); Em 2020 foi a vez da Áustria, pela primeira vez na história do BC One; em 2022 a competição voltou à cidade de Nova Iorque e agora, em 2023, novamente na França, na cidade do solo sagrado de Roland Garros. O lendário complexo de quadras de tênis em Paris será transformado no maior palco de Breaking do planeta, onde os melhores B-Boys e B-Girls do mundo vão batalhar pelo cobiçado título de melhor breaker do mundo e, nesse ano, mais um marco feminino, temos a primeira B-Girl brasileira convidada diretamente pela Red Bull para competir na grande final mundial sem passar pela last chance. Estamos falando da B-Girl Maia.
2023 e lá se foram 20 anos!
Red Bull BC One Cypher Brazil 2023 Imagem: ® Breaking World
Com a história de um evento consolidado, esse ano a Red Bull só teve motivos para comemorar os 20 anos. E claro, no Brasil, a comemoração foi grande, regada a muito Breaking, Samba e na terra da garoa teve o comando dos DJ’s MF, DJ Pow e a DJ Miya-B. Foram 4 eliminatórias correndo pelos seguintes estados brasileiros: Belém (PA) onde os ganhadores foram B-Boy Arroz e B-Girl Lívia, Brasília (DF) B-Girl Ana e B-Boy Khaled, Rio de Janeiro (RJ) B-Girl Toquinha e B-Boy Dotado e, em São Paulo (SP), B-Girl Marininha e B-Boy Branco.
Em São Paulo, o evento depois de 17 anos voltou ao Memorial da América Latina e, além da eliminatória de São Paulo, da Final Nacional (onde os campeões foram B-Girl Toquinha e B-Boy Leony), teve também a Cypher Latam. Trata-se da primeira eliminatória da América Latina dentro do Red Bull BC One Camp Brazil. Foi destinada a B-Boys e B-Girls de países latino-americanos que não possuem edições próprias do Red Bull BC One. Os B-Boys Alexis e Matita, e as B-Girls Luma e Carito, foram classificados para a Final Mundial como wildcards. Os ganhadores foram B-Girl Luma e B-Boy Rick.
Red Bull BC One Cypher São Paulo 2023 Imagem: ® Breaking World
Espaço de todos e viva a renovação!
Se todos prestigiaram o evento, lógico que não passou batido a renovação e a presença da nova geração já conquistando seu espaço nas competições e também nas cyphers. No Rio de Janeiro, B-Boy Richard (18) chegou na semifinal; B-Boy Marcin (18) chegou no top 8 no Rio de Janeiro e no top 16 na Cypher São Paulo. B-Boy Eagle (16) participou competindo pela primeira vez das duas regionais. E não menos importante, nas Cyphers da Red Bull BC One de São Paulo B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary-D (14) e a pequena B-Girl Nicck mostraram a força da nova geração.
Foram 3 dias intensos e de muitas atividades para todos os estilos e gostos vejam o que rolou:
Exposições fotográficas internacionais de Martha Cooper e Nika Kramer:
Imagem: ® Breaking World
Que em suas histórias se dedicaram a capturar com suas lentes o Breaking como movimento, apresentando sua evolução ao longo dos anos e colocando, sobretudo, as B-Girls em foco. As artistas vêm trabalhando em parceria desde 2010, em livros e documentários sobre a cena. Elas estiveram presentes no evento com a exposição “Evolution of a Revolution”. Martha Cooper é conhecida por fotografar a arte urbana de Nova Iorque desde a década de 70, quando a cultura Hip-Hop nasceu nos subúrbios nova-iorquinos, e mergulhou sem medo nas vibrantes cenas de Breaking e Graffiti. Suas fotografias se tornaram símbolos, preservando a arte, determinação e resiliência do movimento ao redor do mundo. Nika Kramer, por sua vez, é uma contadora de histórias visual, cujas lentes revelam a profundidade emocional e energia vibrante do Breaking. Com um olhar atento para capturar movimentos fora de série, Nika dá uma nova dimensão à narrativa. Suas fotografias capturam a essência da jornada de cada B-Girl, evocando uma sensação de conexão e admiração. Outro grande nome da fotografia internacional que esteve presente foi o fotógrafo Little Shao que com seus clicks abrilhantou ainda mais o evento. Little Shao faz parte do time de fotógrafos da Red Bull BC One e já colaborou com marcas como Nike, PSG, Yves Saint Laurent, Kenzo, Kia, entre outras.
Workshops nacionais e Internacionais:
Esse ano, nomes conhecidos como a B-Girl FabGirl, B-Boy Foguete e também grandes nomes internacionais como B-Boy Lee, B-Boy Jey, B-Boy Junior, B-Boy Menno, B-Boy Lilzoo e B-Girl Kastet deram workshops nas regionais da Red Bull BC One. Durante o workshop da B-Girl Kastet, que estava lotado, ela declarou: “Esse foi o workshop que dei com maior número de pessoas até hoje”.
Outras Batalhas e Competições
Batalha do Chinelo:
Criada pelo B-Boy Pelezinho para o evento IBE, um festival que celebra a Cultura Hip-Hop na Holanda. A batalha voltou pela terceira vez para o Brasil. A dinâmica é simples: cada B-Boy e B-Girl tem que batalhar sem deixar o chinelo voar do pé! O grande ganhador foi o venezuelano B-Boy Alvin.
Batalha do Passinho está em casa:
Inspirado no Break Down The House com um tempero brasileiro, que mistura House com Passinho, em uma batalha inédita. A musicalidade, recheado de funk brasileiro, desafia os dançarinos nesse novo conceito, enquanto os jurados têm a missão de escolher a melhor dupla. A disputa é simples: uma dupla, composta por um dançarino de House e um dançarino de Passinho, batalha contra a outra. Ao contrário da última edição, neste ano teve uma eliminatória para formar as Top 8 duplas finalistas. Os campeões foram a dupla Pieigyh e André Oliveira.
Batalha de Footwork:
Criada pela página no Instagram @footworkerz, a Batalha Footworkers veio para o Brasil pela primeira vez este ano e consiste em desafiar os dançarinos a fazerem os passos com as mãos, sustentando o peso do corpo. Dividida em etapas, começando pela escolha dos Top 16 e, a partir disso, as oitavas, quartas, semis e final. Toda essa dinâmica teve aproximadamente duas horas de duração. O campeão foi o B-Boy Nachito.
Batalha Crashfest:
Esse novo conceito é basicamente uma Cypher, em que a proposta é que os dançarinos se joguem e façam os seus Powers Moves mais explosivos e imprevisíveis. B-Boy Tawfiq selecionou alguns B-Boys e B-Girls para participarem, mas qualquer pessoa poderia se inscrever nas eliminatórias. Essa batalha não teve uma ordem, a ideia foi ser uma Cypher aberta em que cada um entra no seu momento. E não tem jurados! Os vencedores foram escolhidos pelo B-Boy Tawfiq com base em elementos como: quem se jogou mais e fez os Power Moves mais explosivos e quem foi melhor nas questões técnicas e qualidade de movimento. O campeão foi o B-Boy Rex.
E como foi a final nacional?
A final Nacional trouxe alguns momentos especiais, primeiro, no Top 16, a participação do B-Boy Megaman com seu estilo totalmente diferenciado levantou o público presente e saiu aplaudido mesmo não tendo avançado, segundo os jurados, na batalha contra o B-Boy Leony, atual campeão. Outro momento especial foi a final de B-Girls, que foi entre duas moradoras do bairro de Perus, em São Paulo, B-Girl Keka e B-Girl Toquinha (campeã). O retorno do B-Boy Bart, após recuperação de uma cirurgia, também foi uma ótima notícia. Bart disputou a final com o pentacampeão B-Boy Leony, que apesar de acumular títulos nacionais ainda busca a conquista do cinturão no mundial que há 13 anos foi levantado pelo B-Boy Neguin (único brasileiro a conquistar o título máximo da Red Bull BC One até hoje).
E quando será o Mundial?
B-Girl Toquinha (SP) e B-Boy Leony (PA) Imagem: ® Fabio Piva / Red Bull
A Red Bull BC One Mundial acontece em Paris, no dia 21 de outubro, em Roland Garros. Esta será a terceira vez que Paris sediará a Final Mundial do Red Bull BC Onee a mais especial, porque acontece um ano antes de Paris abrigar a estreia do Breaking nas Olimpíadas.
Desejemos “Bonna Sorte” a dupla de campões brasileiros, B-Boy Leony e B-Girl Toquinha, que vão disputar a Last Chance Cypher e tentar uma vaga na Final Mundial. Vibrações positivas para eles!
Galeria dos Campeões da Red Bull BC One
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