“Pushing Progression: Breaking” mostra como a nova modalidade olímpica saiu das ruas do Bronx para o mundo.
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Que tal aproveitar o mês que celebra 50 anos da cultura Hip-Hop para mergulhar nesse universo e conhecer diferentes histórias? Em clima de celebração, na última terça-feira (8) estreou um episódio inédito do documentário “Pushing Progression: Breaking”, que retrata a evolução do Breaking que a menos de 1 ano vai ser nova modalidade olimpica no maior evento multiesportivo do planeta. O conteúdo está disponível de forma gratuita na Red Bull TV, por meio do link: www.redbull.com/br-pt/episodes/pushing-progression-s1-e7
Lenda da cena Hip-Hop e dono de hits que marcaram gerações, o rapper Busta Rhymes se juntou a alguns dos principais B-Boys e B-Girls do mundo no sétimo episódio da série. Por lá, exploram como o Breaking saiu das ruas do distrito de Bronx, região periférica de Nova York, emergiu como um estilo de dança no final dos anos sessenta, e como prosperou por mais de uma década antes de fazer sua estreia na cultura mainstream em 1984. Na ocasião, 100 breakers se apresentaram na cerimônia de abertura do maior evento esportivo do mundo, o que impulsionou o Breaking globalmente. Os breakers entrevistados no documentário apontam que a modalidade mudou muito desde o seu surgimento no Bronx. “Estamos em território novo com o Breaking, onde nunca estivemos antes”, avalia o B-Boy canadense Phil Wizard. A americana Logistx, campeã mundial em 2021, também fala sobre suas expectativas com relação ao avanço da modalidade nos próximos anos: “Vai ser cada vez mais competitivo. Com essa competitividade, espero que permaneçamos uma cultura unificada”.
Referências da cena protagonizam a produção, como os B-Boys Lilou, bicampeão mundial; Phil Wizard, integrante do Red Bull BC One All Stars, um dos maiores grupos de Breaking do planeta; Alien Ness, americano renomado mundialmente na cena e Shigekix, campeão mundial em 2020; e as B-Girls Logistx, campeã mundial em 2021 e Ami, primeira B-Girl a se tornar campeã mundial do Red Bull BC One, em 2018.
E os brasileiros?
Imagem: ® Little Shao / Red Bull
Em outubro, os vencedores da etapa nacional do Red Bull BC One, a B-Girl Toquinha e o B-Boy Leony, irão representar o Brasil em Roland-Garros, em Paris, na Last Chance Cypher [ uma espécie de filtro com campeões de cyphers feitas no mundo todo ] – em busca de uma vaga na Final Mundial do campeonato. O Brasil terá também outros dois representantes que passaram direto para a Final Mundial: B-Boy Allef, grande destaque no cenário de Breaking mundial por ter um estilo próprio repleto de musicalidade, originalidade e personalidade, e B-Girl Maia, campeã nacional de 2022 que acumula diversos títulos e premiações. Ambos foram classificados como wildcards, convites feitos para aquecer ainda mais as batalhas e são os dois primeiros brasileiros a garantirem vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2023.
Imagem em destaque: ® Little Shao / Red Bull
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Quem é B-Boy, B-Girl ou se interessa pelo elemento Breaking, seja como cultura e agora também como esporte, já começa cada ano com as datas da Red Bull BC One bloqueadas na agenda. É quase uma tradição de quem acompanha a cena. São três dias de confraternização, de cyphers e encontros de B-Boys e B-Girls de várias idades, etnias, estados do Brasil e até de outros países, onde todos têm o objetivo de dançar muito, trocar aquela vibe e passar pelas seletivas, chegando na grande final que abre as portas para um filtro na last chance e depois para a final mundial que esse ano será na França. Mas, poucos sabem como começou essa história que esse ano completa 20 anos! O Portal Breaking World foi atrás de alguns arquivos históricos e olha: senta que lá vem história…
Uma breve retrospectiva até os dias de hoje…
Depois de surgir em Nova York no fim da década de 70, a cultura Hip-Hop se espalhou rapidamente pelo mundo todo, tornando-se uma potência da música, dança, arte e moda. No Brasil, no início da década de 80, dançarinos começaram a se reunir na estação São Bento do Metrô de São Paulo – onde nasceu o rap paulista – para treinar passos deBreaking e batalhar. Como parte dessa ascensão da cultura Hip-Hop pelo mundo, surgiu, em 2004, na Suíça, o Red Bull BC One, com uma proposta diferente dos campeonatos de Breaking já realizados até aquele momento: as batalhas passaram a ser individuais. Assim, tornou-se a primeira competição do mundo com batalhas 1×1. O evento principal da Red Bull foi realizado pela primeira vez em 2004 em Biel, na Suíça, no formato anual, ocorrendo sempre em um local diferente: em 2005 ocorreu em Berlin ( Alemanha); em 2006 na América do Sul, em São Paulo (Brasil); em 2007 foi em Johanesburgo (África do Sul) ; em 2008 ocorreu em Paris (França); em 2009, a competição foi no local com maior história e relevância dentro da cultura Breaking, a cidade de Nova Iorque (Estados Unidos); em 2010 em Tóquio (Japão); em 2011 desembarcou em Moscou (Rússia); em 2012 novamente no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro; em 2013 em Seul (Coreia do Sul); em 2014 o evento retornou à França, em Paris, pela segunda vez; em 2015 foi em Roma (Itália); em 2016 o evento retorna ao Japão, agora na cidade de Nagoya; em 2017 muda-se para Países Baixos, em Amsterdã e foi nesse ano que acontece um marco importante que abriria a porta para a participação feminina nessa história. B-Girl Ayumi se tornou a primeira mulher a chegar nas finais da competição no top 16, competindo com o B-Boy Kill.
Em 2018, é a segunda vez que a Suíça recebe o evento após a primeira edição, mas desta vez em Zurique e nela temos então a B-Girl Ami, que foi a primeira vencedora na categoria feminina do Red Bull BC One; em 2019 ocorreu em Mumbai (índia); Em 2020 foi a vez da Áustria, pela primeira vez na história do BC One; em 2022 a competição voltou à cidade de Nova Iorque e agora, em 2023, novamente na França, na cidade do solo sagrado de Roland Garros. O lendário complexo de quadras de tênis em Paris será transformado no maior palco de Breaking do planeta, onde os melhores B-Boys e B-Girls do mundo vão batalhar pelo cobiçado título de melhor breaker do mundo e, nesse ano, mais um marco feminino, temos a primeira B-Girl brasileira convidada diretamente pela Red Bull para competir na grande final mundial sem passar pela last chance. Estamos falando da B-Girl Maia.
2023 e lá se foram 20 anos!
Red Bull BC One Cypher Brazil 2023 Imagem: ® Breaking World
Com a história de um evento consolidado, esse ano a Red Bull só teve motivos para comemorar os 20 anos. E claro, no Brasil, a comemoração foi grande, regada a muito Breaking, Samba e na terra da garoa teve o comando dos DJ’s MF, DJ Pow e a DJ Miya-B. Foram 4 eliminatórias correndo pelos seguintes estados brasileiros: Belém (PA) onde os ganhadores foram B-Boy Arroz e B-Girl Lívia, Brasília (DF) B-Girl Ana e B-Boy Khaled, Rio de Janeiro (RJ) B-Girl Toquinha e B-Boy Dotado e, em São Paulo (SP), B-Girl Marininha e B-Boy Branco.
Em São Paulo, o evento depois de 17 anos voltou ao Memorial da América Latina e, além da eliminatória de São Paulo, da Final Nacional (onde os campeões foram B-Girl Toquinha e B-Boy Leony), teve também a Cypher Latam. Trata-se da primeira eliminatória da América Latina dentro do Red Bull BC One Camp Brazil. Foi destinada a B-Boys e B-Girls de países latino-americanos que não possuem edições próprias do Red Bull BC One. Os B-Boys Alexis e Matita, e as B-Girls Luma e Carito, foram classificados para a Final Mundial como wildcards. Os ganhadores foram B-Girl Luma e B-Boy Rick.
Red Bull BC One Cypher São Paulo 2023 Imagem: ® Breaking World
Espaço de todos e viva a renovação!
Se todos prestigiaram o evento, lógico que não passou batido a renovação e a presença da nova geração já conquistando seu espaço nas competições e também nas cyphers. No Rio de Janeiro, B-Boy Richard (18) chegou na semifinal; B-Boy Marcin (18) chegou no top 8 no Rio de Janeiro e no top 16 na Cypher São Paulo. B-Boy Eagle (16) participou competindo pela primeira vez das duas regionais. E não menos importante, nas Cyphers da Red Bull BC One de São Paulo B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary-D (14) e a pequena B-Girl Nicck mostraram a força da nova geração.
Foram 3 dias intensos e de muitas atividades para todos os estilos e gostos vejam o que rolou:
Exposições fotográficas internacionais de Martha Cooper e Nika Kramer:
Imagem: ® Breaking World
Que em suas histórias se dedicaram a capturar com suas lentes o Breaking como movimento, apresentando sua evolução ao longo dos anos e colocando, sobretudo, as B-Girls em foco. As artistas vêm trabalhando em parceria desde 2010, em livros e documentários sobre a cena. Elas estiveram presentes no evento com a exposição “Evolution of a Revolution”. Martha Cooper é conhecida por fotografar a arte urbana de Nova Iorque desde a década de 70, quando a cultura Hip-Hop nasceu nos subúrbios nova-iorquinos, e mergulhou sem medo nas vibrantes cenas de Breaking e Graffiti. Suas fotografias se tornaram símbolos, preservando a arte, determinação e resiliência do movimento ao redor do mundo. Nika Kramer, por sua vez, é uma contadora de histórias visual, cujas lentes revelam a profundidade emocional e energia vibrante do Breaking. Com um olhar atento para capturar movimentos fora de série, Nika dá uma nova dimensão à narrativa. Suas fotografias capturam a essência da jornada de cada B-Girl, evocando uma sensação de conexão e admiração. Outro grande nome da fotografia internacional que esteve presente foi o fotógrafo Little Shao que com seus clicks abrilhantou ainda mais o evento. Little Shao faz parte do time de fotógrafos da Red Bull BC One e já colaborou com marcas como Nike, PSG, Yves Saint Laurent, Kenzo, Kia, entre outras.
Workshops nacionais e Internacionais:
Esse ano, nomes conhecidos como a B-Girl FabGirl, B-Boy Foguete e também grandes nomes internacionais como B-Boy Lee, B-Boy Jey, B-Boy Junior, B-Boy Menno, B-Boy Lilzoo e B-Girl Kastet deram workshops nas regionais da Red Bull BC One. Durante o workshop da B-Girl Kastet, que estava lotado, ela declarou: “Esse foi o workshop que dei com maior número de pessoas até hoje”.
Outras Batalhas e Competições
Batalha do Chinelo:
Criada pelo B-Boy Pelezinho para o evento IBE, um festival que celebra a Cultura Hip-Hop na Holanda. A batalha voltou pela terceira vez para o Brasil. A dinâmica é simples: cada B-Boy e B-Girl tem que batalhar sem deixar o chinelo voar do pé! O grande ganhador foi o venezuelano B-Boy Alvin.
Batalha do Passinho está em casa:
Inspirado no Break Down The House com um tempero brasileiro, que mistura House com Passinho, em uma batalha inédita. A musicalidade, recheado de funk brasileiro, desafia os dançarinos nesse novo conceito, enquanto os jurados têm a missão de escolher a melhor dupla. A disputa é simples: uma dupla, composta por um dançarino de House e um dançarino de Passinho, batalha contra a outra. Ao contrário da última edição, neste ano teve uma eliminatória para formar as Top 8 duplas finalistas. Os campeões foram a dupla Pieigyh e André Oliveira.
Batalha de Footwork:
Criada pela página no Instagram @footworkerz, a Batalha Footworkers veio para o Brasil pela primeira vez este ano e consiste em desafiar os dançarinos a fazerem os passos com as mãos, sustentando o peso do corpo. Dividida em etapas, começando pela escolha dos Top 16 e, a partir disso, as oitavas, quartas, semis e final. Toda essa dinâmica teve aproximadamente duas horas de duração. O campeão foi o B-Boy Nachito.
Batalha Crashfest:
Esse novo conceito é basicamente uma Cypher, em que a proposta é que os dançarinos se joguem e façam os seus Powers Moves mais explosivos e imprevisíveis. B-Boy Tawfiq selecionou alguns B-Boys e B-Girls para participarem, mas qualquer pessoa poderia se inscrever nas eliminatórias. Essa batalha não teve uma ordem, a ideia foi ser uma Cypher aberta em que cada um entra no seu momento. E não tem jurados! Os vencedores foram escolhidos pelo B-Boy Tawfiq com base em elementos como: quem se jogou mais e fez os Power Moves mais explosivos e quem foi melhor nas questões técnicas e qualidade de movimento. O campeão foi o B-Boy Rex.
E como foi a final nacional?
A final Nacional trouxe alguns momentos especiais, primeiro, no Top 16, a participação do B-Boy Megaman com seu estilo totalmente diferenciado levantou o público presente e saiu aplaudido mesmo não tendo avançado, segundo os jurados, na batalha contra o B-Boy Leony, atual campeão. Outro momento especial foi a final de B-Girls, que foi entre duas moradoras do bairro de Perus, em São Paulo, B-Girl Keka e B-Girl Toquinha (campeã). O retorno do B-Boy Bart, após recuperação de uma cirurgia, também foi uma ótima notícia. Bart disputou a final com o pentacampeão B-Boy Leony, que apesar de acumular títulos nacionais ainda busca a conquista do cinturão no mundial que há 13 anos foi levantado pelo B-Boy Neguin (único brasileiro a conquistar o título máximo da Red Bull BC One até hoje).
E quando será o Mundial?
B-Girl Toquinha (SP) e B-Boy Leony (PA) Imagem: ® Fabio Piva / Red Bull
A Red Bull BC One Mundial acontece em Paris, no dia 21 de outubro, em Roland Garros. Esta será a terceira vez que Paris sediará a Final Mundial do Red Bull BC Onee a mais especial, porque acontece um ano antes de Paris abrigar a estreia do Breaking nas Olimpíadas.
Desejemos “Bonna Sorte” a dupla de campões brasileiros, B-Boy Leony e B-Girl Toquinha, que vão disputar a Last Chance Cypher e tentar uma vaga na Final Mundial. Vibrações positivas para eles!
Galeria dos Campeões da Red Bull BC One
2022
2021
2020
2019
2018
2017
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
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Aconteceu no último final de semana (27 e 28 de maio), o evento Breaking for Gold Pan American Championship em Santiago, no Chile. Organizado pela World Dance Sport Federation (WDSF), o campeonato foi mais um evento que somou os cobiçados pontos para as Olimpíadas de Paris 2024. No masculino, o pódio foi ocupado em 1° lugar por Phil Wizard, do Canadá, que levou a melhor sobre o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos, que ficou em 2º lugar vencendo o primeiro round por 9 a 0. Depois de uma rodada intermediária muito mais apertada (5 a 4), Phil Wizard mudou para outra marcha na rodada 3 para reivindicar uma vitória, indiscutível, convincente, com outra decisão unânime (9 a 0). Completando o pódio de medalhas estava B-Boy Victor, dos Estados Unidos, que terminou em 3º lugar com uma vitória sobre o compatriota Gravity na Batalha pelo Bronze.
No feminino, a grande campeã foi a B-Girl Luma. A colombiana foi levada ao limite o tempo todo, mas acabou conseguindo uma vitória apertada na rodada decisiva da final das B-Girls sobre a B-Girl Sunny, dos EUA, que ficou em 2º lugar. Já a norte-americana Logistx derrotou a canadense Tiff na batalha pela medalha de bronze.
O Brasil, apesar de contar com um número reforçado de atletas, como B-Boy Luan San, B-Boy Rato EVN, B-Boy Baby, B-Boy Kapu, B-Girl Nathana, B-Girl Mini Japa, B-Girl Toquinha, B-Girl Fran e B-Girl Karolzinha, todos convocados pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) do Time Brasileiro e, ainda, os atletas independentes B-Boy Flash, B-Boy Flip, B-Boy Pé, B-Boy Lucca 9, B-Boy Naldo, B-Boy Gênesis, B-Boy Suav, B-Boy Robin One, B-Boy Bergkam, B-Boy Kley, B-Boy Zym, B-Boy Toddy, B-Girl Savaz, B-Boy Homem Elástico, B-Girl Dedessa, B-Girl Pekena, B-Girl Manu Aparecida, B-Girl Lua, B-Girl Nay e B-Girl Mi não avançaram nas competições. Na disputa entre as B-Girls, o Brasil parou no Top16, disputado em “round robin” com 4 grupos. A B-Girl brasileira melhor classificada foi Toquinha, na 10ª posição.
Atletas escolhidos pela Diretoria de Breaking CNDD para compor a Seleção Brasileira de Breaking – Imagem: Reprodução
Para o Top 8 apenas dois brasileiros se classificaram: B-Boy Leony, da Seleção Brasileira de Breaking da CNDD, que perdeu os dois rounds para o norte-americano Victor, que terminou a competição com a medalha de bronze, enquanto o brasileiro ficou na 7ª colocação. E o B-Boy Kley, que representou o Brasil como atleta independente, e perdeu para Phil Wizard. Na disputa que valia vaga entre os 4 melhores, Phill Wizard, do Canadá, que encerrou o mês de maio no topo, vencendo o evento Breaking for Gold World Series em Montpellier França e também agora o Breaking for Gold Pan American Championship Chile, ganhou do brasileiro nos 2 rounds. B-Boy Kley ficou na 8ª posição.
No pódio masculino, B-Boy Phil Wyzard do Canadá (Ouro), B-Boy Jeffro dos EUA (Prata) e B-Boy Victor dos EUA (Bronze) – Imagem: Reprodução
De olho no Ranking Olímpico e nos próximos eventos:
Phil Wizard ampliou sua liderança sobre B-Boy Dany, da França, e agora está no topo do quadro de líderes globais com 3.750 pontos contra 2.800 de Dany. Luma, por sua vez, quebrou o Top 10 com sua apresentação em Santiago. Seus 1.660 pontos a colocam em 9º lugar, com a B-Girl 671, da República da China, no topo com 3.500 pontos.
Também estavam em disputa duas vagas para a Olympic Qualifier Series (OQS), onde 40 B-Girls e 40 B-Boys vão competir pelas vagas de qualificação para Paris 2024, em três eventos organizados em três cidades-sede diferentes em todo o mundo no próximo ano. Além disso, os breakers também estavam competindo por quatro vagas de cota para os Jogos Pan-Americanos de 2023, a serem realizados em Santiago, de 20 de outubro a 5 de novembro. Nesse evento do Chile, no total, 91 B-Boys e 52 B-Girls de 16 países participaram do campeonato, que foi apoiado pelo financiamento da Solidariedade Olímpica e do Ministério do Esporte do Chile. “Este foi o primeiro campeonato Pan Americano de Breaking, mas claramente não será o último, pois este fim de semana mostrou o nível excepcional de talento que existe em toda a região”, disse o presidente da WDSF, Shawn Tay.
A competição foi supervisionada pelo juiz principal Katsu One e pelo presidente MG. Os nove juízes foram Cros One, Migaz, Babyson, Gizmo, Jess, Manny, Intact, Tito e Kazuhiro. Os DJs Batata Killa e Web comandaram os toca-discos, com Max e Pita Star como MC’s. A seguir, no calendário de competições do WDSF, estão dois eventos da Série Internacional Breaking For Gold (Montreal, de 3 a 4 de junho e Madri, de 17 a 18 de junho) e a estreia do Breaking nos Jogos Europeus na Polônia, de 26 a 27 de junho.
No pódio feminino, B-Girl Luma da Colômbia (Ouro), B-Girl Sunny dos EUA (Prata) e B-Girl Logistx dos EUA (Bronze)
O Portal Breaking World continua acompanhando todo o circuito olímpico. E torcemos para que o Brasil atinja melhores resultados nas próximas competições.
Imagem em destaque: Reprodução
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Valendo pontos de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, o complexo e singular B-Boy Amir, do Cazaquistão, que recentemente esteve no Brasil e a menina B-Girl 671, de apenas 16 anos, da República Popular da China, chegaram ao WDSF Breaking for Gold World Series no Japão preparados com um único objetivo em mente: o primeiro lugar no pódio! E não teve para mais ninguém! O ouro é apenas para os melhores do mundo. Emergindo de um grupo de 180 Breakers de 48 países, diante de uma multidão de 3.000 ingressos esgotados na Convenção de Kitakyushu e Associação de Visitantes em Kokura, cidade de Kitakyushu.
Amir saiu de uma rodada de pré-seleção, onde viu os aspirantes olímpicos Phil Wizard (Canadá), Dany (França), Kid Karam (Grã-Bretanha) e Wigor (Polônia) não conseguirem chegar à fase eliminatória. Numa batalha incrível, superou o lendário B-Boy holandês Menno nas quartas de final, antes de derrotar o favorito da torcida Shigekix (Japão) por 5 a 4 no set decisivo das semifinais, garantindo um confronto pela medalha de ouro contra o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos. Amir fez um trabalho rápido sobre o eventual vice-campeão Jeffro, dominando os dois primeiros sets por 8-1 e 7-2 para ganhar seu lugar de direito no topo do pódio de medalhas. Questionado sobre qual era o segredo de sua performance de ouro, o cazaque de 25 anos disse numa entrevista a WDSF simplesmente: “Faça arte. Seja você mesmo!”. Shigekix, recém-saído do título do All-Japan Breaking no início da semana, que também mostrou a preocupação e preparação dos novos e grandes talentos da nova geração do Breaking no Japão, teve que se contentar com o bronze depois de derrotar o ucraniano Kuzya na batalha pelo terceiro lugar.
B-Girl 671 (Ouro), B-Girl Ami (Prata), B-Girl Anti (Bronze) Imagem: ® Feworks Films
As três melhores B-Girls da WDSF World Rankings também terminaram no pódio em Kitakyushu, são elas: B-Girl 671 derrotando a B-Girl Ami do Japão na final e a B-Girl italiana Anti conquistando o bronze.
A adolescente Liu Qing, mais conhecida como B-Girl 671, que em agosto do ano passado foi campeã no Outbreak Europe realizado na Eslováquia, evento que teve a participação de mais de 30 países, representados por 600 dançarinos de Breaking, esse ano começou com pé direito explodindo mais uma vez com sequências de Power Moves pesados mostrando um novo padrão para as B-Girls do mundo inteiro, com seus movimentos de Power Move e sua energia diferenciada. Ela representa a força e a garra da seleta nova geração de B-Girls que desde cedo focam no pódio, em Kitakyushu ela desbancou a experiente Ami. 671 venceu os dois últimos frames por 7–2, 5–4. Em entrevista ao conceituado portal Olympics.com declarou: “Esta foi a primeira batalha do ano, então estou muito feliz com o resultado. Levamos muito tempo para nos preparar para as batalhas. A Olimpíada é o meu sonho. Espero poder subir no palco olímpico. Claro, quero ganhar uma medalha!”.
No total, 99 B-Boys representando 44 países viajaram para o Japão para a World Series junto com 81 B-Girls de 38 países. “Foi um sucesso, mais do que eu esperava e é por causa de todo o apoio da comunidade Breaking”, disse o juiz principal Katsu One. “Obrigado a todos por terem vindo ao Japão”. O presidente e chefe da Divisão de Breaking do WDSF, B-Boy Bojin, disse: “Este foi um dos melhores eventos de Breaking do WDSF até agora e continuaremos a fazer esse esforço para todos os Breakers, para trazê-los de volta à comunidade”.
E o Brasil?
Seleção Brasileira de Breaking CNDD – (Em pé: Maia, Leony e Mini Japa. Agachados: Luan San, Nathana e Ratoo) Imagem: ® CNDD
Bom, o Brasil esteve presente em Kitakyushu com a Seleção Brasileira de Breaking formada por: B-Boy Leony, B-Boy Luan San, B-Boy Ratoo, B-Girl Nathana, B-Girl Mini Japa e B-Girl Maia. A convocação dos atletas foi feita pelo CNDD – Conselho Nacional de Dança Desportiva. Os atletas foram indicados segundo as posições do ranking nacional.
O Portal Breaking World levantou no Portal da WDSF o Ranking Mundial Olímpico.
Fonte: ® WDSF Olympic Qualification System Ranking List
E, para quem gosta de uma boa notícia, o próximo evento Breaking for Gold World Series está agendado para 14 e 15 de abril, no Rio de Janeiro, aqui no Brasil. Sim, nossos atletas vão competir e poder representar o nosso país em casa. Que a força e a sorte que sempre emana do nosso país tropical esteja com eles! Estamos como sempre na torcida!
Imagem em destaque: No pódio, B-Boy Amir (Ouro), B-Boy Jeffro (Prata), B-Boy Shigekix (Bronze) – Imagem: ® Feworks Films
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O Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD), realizou neste mês, o primeiro Campeonato Brasileiro de Breaking como esporte, que aconteceu no Centro Cultural Tendal da Lapa, na cidade de São Paulo, nos dias 18 e 19 de novembro, já dando início a fase de ranqueamento nacional para o ciclo olímpico de Paris 2024.
O evento contou com a presença e participação de mais de 150 atletas, de 18 estados, das cinco regiões do país. No primeiro dia a pré-seleção das categorias 1 vs 1 masculino e feminino trouxe novas revelações do cenário nacional, não só na categoria adulto, mas também na categoria Kids, que competiram e subiram no pódio na mesma noite!
Imagem: Jack Moraes
No segundo dia, foi a hora do Top 8, onde os melhores atletas B-Boys e B-Girls adultos do Brasil também disputaram o pódio.
Uma grande novidade foi a estreia do sistema de julgamento oficial no Brasil, o Departamento de Breaking da CNDD trouxe alguns dos principais árbitros internacionais e também membros da equipe de gerenciamento de eventos da qualificação para Paris 2024, da World Dance Sport Federation (WDSF), entidade internacional responsável pela regulamentação do Breaking e da Dança Desportiva, filiada ao Comitê Olímpico Internacional. Foram eles: Max Oliveira (Portugal), MG (Eslováquia), Bojin (China), Kadoer (Espanha), Dora (Hungria) e Migaz (Brasil).
Imagem: Jack Moraes
Na categoria Kids subiram no pódio na primeira noite de evento: B-Boy Samukinha (14) de Goiás que conquistou a medalha de ouro. E, de São Paulo, B-Girl Mary D (12) ficou com a medalha de prata e a B-Girl Angel do Brasil (12) com a medalha de bronze.
Imagem: Breaking World
Na categoria feminina adulto, as campeãs foram: B-Girl Toquinha, de São Paulo, ficou com a medalha de ouro, a B-Girl Mini Japa de Belém do Pará conquistou a medalha de prata e o bronze ficou também em São Paulo, com a B-Girl Fran.
No masculino, os campeões foram: B-Boy Luan San de São Paulo com a medalha de ouro, B-Boy Leony levou para o Belém do Pará a medalha de prata e o bronze foi para Minas Gerais com o B-Boy Rato EVN.
Imagem: Divulgação CNDD
Algumas personalidades do esporte e da dança desportiva estiveram presentes para prestigiar o Campeonato: Arthur Bittencourt (gestor do COB), Anders Pettersson (Membro do Conselho COB e Presidente CBDN), Diogo Silva (medalhista olímpico, membro da CACOB e padrinho da modalidade Breaking no Brasil), Patric Tebaldi (Presidente do CNDD), Dra. Soraya, Maricelia, Carla Lazzazera, Marcos Pena e William Miyashiro (membros da diretoria do CNDD), além da diretoria das federações de Breaking do estado do Amapá, São Paulo e Brasília.
O Campeonato Brasileiro de Breaking foi um marco e trouxe um diferencial, onde o Brasil foi pioneiro, apresentando um evento com regramento esportivo agregando a parte cultural, onde o público pode vivenciar e conhecer o Breaking como esporte na sua pura essência cultural.
Imagem: Breaking World
Imagem: Breaking World
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Quem esteve no Streetopia, que fica próximo da Avenida Paulista, coração cultural do Brasil, neste último final de semana ou acompanhou as diversas lives, entre elas a do Portal Breaking World, pode testemunhar que: “O bagulho foi louco!”. Expressão muito usada dentro da Cultura Hip-Hop para expressar algo que foi muito bom e com o astral lá em cima. Depois de passar por Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Brasília (DF), um dos maiores campeonatos mundiais de Breaking, o Red Bull BC One, neste último final de semana aterrissou em São Paulo, reunindo toda a galera, da nova geração aos Old School, na cidade que é indiscutivelmente o berço do Breaking Brasileiro.
B-Girl Dedessa e B-Boy Zym, campeões da Red Bull BC One Cypher São Paulo Imagem: ® Nanah D’Luize
No dia 29, aconteceu a Cypher São Paulo que foi a última seletiva regional, onde B-Boys e B-Girls passaram por um filtro. De lá, saíram quatro finalistas – dois da categoria feminina e dois da masculina, os ganhadores foram B-Boy Zym e B-Girl Dedessa, que garantiram a vaga na final nacional do Red Bull BC One, que aconteceu no domingo (31), quando, então, os 32 melhores B-Boys e B-Girls do país se enfrentam numa competição insana e com total participação do público presente para conseguir o título de campeão e campeã nacional. Os campeões foram B-Boy Leony e B-Girl Maia, ambos conseguiram a vaga para representar o Brasil em Nova Iorque na etapa mundial, que acontece no dia 12 de novembro. B-Boy Leony, que se tornou tetracampeão, declarou em entrevista: “O tetracampeonato veio agora, em 2022. O tempo todo estava com meu filho na cabeça e isso me deu mais força”, diz o paraense, pai do pequeno João Miguel, de dois anos. “Treinei muito para chegar até aqui e agora só quero comemorar”, completa. Maia, que no ano de 2021 chegou na semifinal, também se pronunciou: “Ano passado não teve público e este ano a energia da galera me contagiou. Fui de coração aberto, me diverti e em nenhum momento fiquei pensando em ganhar”, concluiu agora a campeã.
Vale também destacar a diferenciada e incrível participação do B-Boy Allef, que ganhou na semifinal do B-Boy Bart e depois foi para a final com o B-Boy Leony, conquistando a torcida do público presente! Que chegaram a pedir um terceiro round na semifinal!
B-Boy Bart e B-Boy Allef Imagem: ® The Sarará
Paralelo às competições, aconteceram nos três dias de evento muitas emoções no Red Bull BC One Camp Brazil, um evento com programações bem variadas, que convidou todo o público presente para uma verdadeira imersão no mundo da Cultura Hip-Hop. Na programação, houve muitas cyphers com participação de várias gerações do Breaking nacional, exposição fotográfica e de jaquetas com a reconhecida fotógrafa Martha Cooper, famosa por fotografar a arte urbana de Nova Iorque desde a década de 70, quando a Cultura Hip-Hop nasceu nos subúrbios nova-iorquinos, após seis anos de sua última passagem pelo país. Em parceria com o artista visual catarinense Wagner Wagz, as obras da fotógrafa fizeram parte de uma exposição durante os três dias de evento, onde foram estampadas em jaquetas confeccionadas e pintadas artesanalmente por Wagz.
Também houve workshops nacionais e internacionais, como do conhecido B-Boy Lilou, da B-Girl Sarah Bee, DJ Kapela e do importante fotógrafo Little Shao.
Além disso, oficinas de dança, batalhas “Bonnie & Clyde”, que pegou fogo entre a dupla carioca B-Girl Savaz e B-Boy Adriano e a dupla nordestina B-Girl Lorinha e B-Boy Suicida.
Também teve a diferente “Batalha do Chinelo”, criada pelo B-Boy Pelezinho para o evento IBE, na Holanda, a Batalha do Chinelo rolou pela segunda vez no Brasil. Os participantes não podiam deixar o chinelo sair do pé enquanto dançam Breaking. E quem levou a melhor na parada foi o B-Boy Bart.
E a incrível batalha de exibição entre duas grandes crews do mundo, a Squadron Crew, diretamente do sul da Califórnia e a brasileira Tsunami All Stars. Essa foi a chance de ver alguns dos melhores B-Boys do mundo em ação, em uma batalha de exibição em que eles mostraram o melhor que sabem fazer. Do lado da equipe californiana Squadron Crew estiveram Luigi, Phil, Pnut e Stripes. Do outro lado, Bart, Neguin, Allmax e Sinistro representaram a força brasileira pela Tsunami All Stars.
Squadron Crew versus Tsunami All Stars Imagem: ® Breaking World
O evento no Brasil foi um sucesso, deixando um gostinho de “queremos muito mais”! E agora, o que acontece com os brasileiros que ganharam a Red Bull BC One 2022?
Bom, o próximo desafio é a Last Chance Cypher, onde Leony e Maia lutam por uma vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2022, que acontece dia 12 de novembro, em Nova York. Existem duas formas de fazer parte da competição: a primeira é por convite e a segunda é vencendo a Last Chance Cypher, que é disputada por campeões nacionais do mundo todo.
Imagem: ® Divulgação Red Bull BC One
Todos os anos, alguns breakers são escolhidos pelo seu excelente nível e peso na cena do Breaking. Esses B-Boys e B-Girls fazem parte automaticamente dos 16 participantes da Final Mundial. Pode ser que, dos 16 competidores, em um ano tenha apenas uma ou duas vagas remanescentes, mas esse número pode até quadruplicar dependendo do número de breakers convidados. Estamos na torcida pelos nossos representantes!
O Portal Breaking World agradece a todos que acompanharam as transmissões nesses três dias! Estamos juntos família! E a Red Bull BC One pelo respeito com a imprensa e pela oportunidade de mais uma vez registrar esse evento espetacular.
Imagem em destaque: ® Breaking World
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“Queria mostrar ao mundo a beleza de nossa cultura. No meu ambiente, meus pais e amigos nunca levaram o Breaking a sério, então, eu encontrei uma maneira de mostrar a eles que éramos super-heróis” (Little Shao)
Ele é de família vietnamita mas nasceu em Paris, cidade conhecida como a capital europeia da Arte ou Cidade das Luzes, que durante séculos e até hoje ainda recebe de braços abertos as mentes mais complexas, iluminadas, incríveis e brilhantes nas diversas vertentes das artes. Thinh Souvannarath, mais conhecido como Little Shao, escreveu seu nome na história mostrando toda sua paixão pelo Breaking através de seus cliques, evidenciando a beleza da Cultura Hip-Hop e dos seus elementos. Desde o início, esteve totalmente envolvido na cena underground. Passou toda a infância nos subúrbios de Paris, onde conheceu o Hip-Hop. Aos 14 anos começou no Breaking. Entrava em batalhas e também fotografava e testemunhava os principais eventos de Breaking. À medida em que se aprofundou, sentiu que havia falta de documentação fotográfica. Naquele momento, começou a analisar todas as fotografias que tinha tirado ao longo da sua caminhada. Decidiu que queria mostrar a sua visão da cena. Queria produzir registros de Breaking melhores do que qualquer outra coisa que já tinha sido feito na vida e levar a fotografia de dança para outro nível. Uau! E não é que ele conseguiu?! Essa semana durante a Red Bull BC One em São Paulo, o Portal Breaking World teve a oportunidade de conversar com Shao e apresentar para vocês, breakers, essa entrevista exclusiva e super especial, confira abaixo:
BW: Eu gostaria que você nos falasse sobre suas origens, onde você nasceu e cresceu. O que veio primeiro em sua vida, o amor pela fotografia ou o amor pelo Breaking? Quando e como isso aconteceu?
Little Shao: Minha origem é vietnamita, mas nasci em Paris, França, depois que meus pais se mudaram para lá para trabalhar. Eu cresci em bairros difíceis, mas meus pais me mantiveram muito focado na escola, mesmo que eu passasse todas as minhas noites e fins de semana brincando ao ar livre. Eu tinha um grande interesse em tudo, como esportes, vários jogos e atividades que me levaram a me apaixonar por Breaking, por volta de 1997. Esta foi definitivamente minha primeira paixão e a fotografia veio mais tarde, como um suporte para isso, como uma forma de arte que era fortemente ligada à dança, para captar e hipnotizar esta cultura. Isso acontece especialmente porque senti que queria mostrar ao mundo a beleza de nossa cultura. No meu ambiente, meus pais e amigos nunca levaram o Breaking a sério, então, eu encontrei uma maneira de mostrar a eles que éramos super-heróis… (risos).
Francês de família vietnamita, Little Shao se tornou referência na fotografia Imagem: ®Arquivo Pessoal
BW: Houve referências ou alguma pessoa especial na dança ou na fotografia que o encorajou a continuar e fazer o que faz com tanta perfeição e excelência?
Little Shao: Acho que minhas referências estavam realmente fora do nosso mundo da dança. Lembro que minha referência era Davehill, um fotógrafo que tinha um render específico de fotografia que se aproximava da pintura, da publicidade. Claro que mais tarde, quando vi as imagens do Red Bull BC One, sonhei em me tornar fotógrafo um dia para este evento e adicionar minha visão a ele, trazendo minha visão a bordo. Acho que minha perseverança, trabalho duro e mentalidade B-Boy me fizeram querer ser o melhor.
BW: Quando você decidiu se dedicar totalmente à fotografia? Foi difícil escolher entre o Breaking e a fotografia?
Little Shao: Em 2007, terminei meus estudos na Escola de Negócios de Paris, com especialização em Finanças. Comecei a trabalhar como consultor no mercado de bolsa de valores e foi realmente o momento em que não consegui encontrar tempo e motivação para praticar, para manter meu nível de Breaking no topo da batalha, então, fiz a escolha preguiçosa de fotografar mais batalhas de Breaking. Essa foi uma maneira de eu permanecer na minha paixão. A fotografia começou a ganhar força para mim entre 2010 e 2012, decidi mudar completamente e me dedicar como fotógrafo profissional em 2012. Todas as minhas escolhas sempre foram difíceis, mas segui meu coração.
O B-Boy que virou fotógrafo mundialmente reconhecido Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Ser um B-Boy te ajuda a entender e capturar melhor os momentos e sentimentos de cada dançarino que você fotografa?
Little Shao: Sim, claro! Isso ajuda na sua conexão com as pessoas, as formas, os códigos que a gente tem na cultura é superimportante. Quando eu estava dançando, sempre fui superexigente com minhas formas e meu estilo, então, acho que queria refletir isso nas minhas fotos, é claro.
BW: A ausência de registros como documentação fotográfica de Breaking o motivou a intensificar seu trabalho, mostrar tudo o que aconteceu e sua visão da cena?
Little Shao: Sim, naquela época a internet não era o que é hoje, então, acho que era mais fácil não ser mimado e era mais fácil para mim desenvolver minha visão, porque como um B-Boy você sempre quer ser único, não copiar as pessoas. Graças aos meus estudos e dinâmica na escola, por volta de 2005/2006, minha atenção já estava em torno das plataformas sociais, então, eu meio que usei isso para divulgar minhas fotos e documentar nossa cultura.
Little Shao na Red Bull BC One Camp Brazil 2022 Imagem: ® The Sarará
BW: Aqui no Brasil temos bons fotógrafos, mas as condições de trabalho ainda são muito difíceis para a grande maioria. Como estão as coisas no país em que você mora? Conte-nos sobre sua rotina de trabalho, reconhecimento, valorização profissional e, claro, amor pela fotografia?
Little Shao: Ser artista é difícil também no meu país por causa dos números. Eu sinto que temos um acesso mais fácil a equipamentos e tecnologia, mas porque todos podem ter, traz muita competição e para poder viver como artista você realmente precisa ser o melhor. Quando você tem muita concorrência e fotógrafos, o valor cai. Lutei muito pelo meu reconhecimento e valorização profissional, por ter uma forte estratégia de marketing. A chave é como fazer as pessoas entenderem sobre seu custo, sua qualidade, seu profissionalismo e experiência.
BW: Como começou sua jornada na fotografia? Em todos esses anos, houve alguma foto especial que ficou imortalizada em sua carreira? Você pode falar sobre eles?
Little Shao: Comecei a fotografar muitos retratos para dançarinos franceses. Esses dançarinos começaram a viajar muito e usaram minhas fotos para se comunicar, o que me levou a ser convidado como fotógrafo para grandes eventos. Acho que, quando fiz o Urban Dance Camp, achei uma boa ideia fazer fotos criativas misturando dançarinos de todos os ambientes. Misturei bailarinos de coreografias famosas com breakers, com dançarinos de street style, etc… essas fotos viralizaram nas redes sociais porque eu trouxe um estilo diferente, com fotos que chamaram a atenção das pessoas. A estreia do Juste também foi um grande evento que cobri e me ajudou muito. Alguns anos depois, todos esses dançarinos começaram a dançar e coreografar grandes artistas da música, foi quando tive a chance de clicar e colaborar com Justin Bieber, Madonna, etc…
B-Boy Leony, campeão da Red Bull BC One Cypher Brazil 2022 Imagem: ® Little Shao
BW: Como você vê o fato do Breaking se tornar um esporte olímpico? Teremos clicks de Little Shao nas Olimpíadas de Paris?
Little Shao: Sim, eu escutei que meu nome foi cogitado para ser o fotógrafo principal de Breaking nas Olimpíadas, mas nada é certo, então, eu tenho que verificar esse ponto (risos). Nunca sabemos o que pode acontecer… você pode ser o melhor, mas se um amigo do amigo do organizador estiver por perto, essa pessoa pode ser recomendada e não você. Mas para ser honesto, eu ficaria super-honrado de registrar o primeiro evento de Breaking nas Olimpíadas, especialmente porque é na minha cidade! Mas eu acho que o Red Bull BC One é o melhor evento para fotografar.
BW: Você já esteve no Brasil outras vezes? O que você acha do nosso país?
Little Shao: Acho que essa é a minha 6ª ou 7ª vez… vim muito para o Rio e esta é apenas a minha segunda vez em São Paulo. Eu realmente amo este país. Minha primeira vez aqui foi na final mundial do Red Bull BC One, em 2012, e foi um choque para mim. Foi a minha melhor experiência. Eu já atirei com a minha câmera em muitos brasileiros (risos).
B-Boy Menno, campeão mundial da Red Bull BC One 2017 Imagem: ® Little Shao
BW: Esta semana aconteceu um workshop no Red Bull BC One aqui em São Paulo, conte-nos sobre o que apresentou aos brasileiros…
Little Shao: Fiz o possível para compartilhar minhas motivações e inspirar as pessoas. Se eu consegui apenas dar um vislumbre de motivação que tenho em minha alma para eles, então foi um sucesso!
BW: Qual é a sua mensagem para as pessoas que amam seu trabalho e o têm como referência?
Little Shao: Sem Arte, a vida é seca! (risos)
A editora do portal Breaking World, jornalista Luciana Mazza e o fotógrafo Little Shao na Red Bull BC One 2022 Imagem: ® Breaking World
Imagem em destaque: ®Piltosh
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Ele nasceu na Paraíba, na cidade de João Pessoa, mas foi em 2005, com apenas 12 anos, que após assistir um DVD de um campeonato de Breaking decidiu se dedicar de corpo e alma a esse elemento da Cultura Hip-Hop. Cresceu praticando saltos mortais, plantando bananeiras e se dedicando aos movimentos flexíveis, o que o levou a ser um dos caras mais flexíveis do Brasil, claro que estamos falando do Jonas Flex. Neste último mês, ele esteve em São Paulo como jurado e palestrante do campeonato Breaking Combate, onde falou de assuntos bem importantes como viver da dança, lesões e oportunidades para dançarinos. Jonas está de malas prontas para a Europa, onde pretende passar uns 40 dias participando de campeonatos, como World Breaking Classic, The Notorious I.B.E e Outbreak. O Portal Breaking World correu e levou aquele papo com esse mano que, sem dúvida, é uma referência não só na dança, mas na conduta dentro da cena. Confira a entrevista:
BW: Queria que você nos falasse um pouco da sua infância, onde nasceu e cresceu e que lembranças tem dessa época?
Jonas Flex: Nasci e cresci na Paraíba, na cidade de João Pessoa, no bairro do Geisel, toda minha infância foi cercada de aventuras, dentro do meu bairro, andando de bicicleta, soltando pipa, jogando bola, praticando saltos mortais e “plantando bananeira”.
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: Quando teve contato pela primeira vez com a Cultura Hip-Hop? O que mais te chamou a atenção?
Jonas Flex: Desde criança eu sempre tive contato o Hip-Hop, na música e Graffiti e depois de alguns anos, com 12 anos de idade, tive meu primeiro contato com o Breaking, através de um DVD, onde assim que assisti me identifiquei com aqueles movimentos, pois sempre achei que meu corpo pedia isso.
BW: E com o Breaking? Quem foram suas referências e com quem aprendeu a fazer seus primeiros movimentos? Alguém te ensinou? Em que ano foi isso?
Jonas Flex: Minha primeira referência foi o DVD do Red Bull BC One 2005, após assistir eu fui atrás de pessoas que dançavam no meu bairro e acabei encontrando algumas pessoas que estavam iniciando e outras que já dançavam, assim fui criando conexões e comecei a praticar cada dia mais.
BW: Quando começou a se envolver com o Breaking, você teve apoio da sua família?
Jonas Flex: No início não tive tanto apoio, eu era muito novo e ainda estava no ensino fundamental e minha mãe disse que “eu só podia dançar se eu fosse aprovado e no dia que eu reprovasse nunca mais eu colocaria a mão no chão para dançar”, aí, desse jeito, eu me dediquei muito aos meus estudos e consegui finalizar ensino fundamental, médio e superior sem reprovar nenhuma vez, sendo assim, ganhei a confiança dos meus pais e com o tempo eles começaram a me apoiar muito e valorizar o que eu fazia. Hoje eu sou formado em Licenciatura em Dança pela UFPB (universidade Federal da Paraíba).
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: E de onde vem tanta flexibilidade nos movimentos?
Jonas Flex: Quando iniciei no Breaking, eu me identifiquei com os movimentos flexíveis, me alonguei muito junto com o professor de ginástica, que me auxiliava nos alongamentos e me fazia ir além dos meus limites. Sempre achei que seria o cara mais flexível do mundo, mas aí eu alonguei tanto que quase me machucava e resolvi diminuir no alongamento para não ter um problema no futuro, mas ainda fiquei muito flexível até os dias de hoje, ultimamente tenho alongado apenas para manter o que eu já tenho.
BW: Com que idade começou a competir no Breaking? Fale um pouco das principais vitórias e dos principais eventos por onde passou.
Jonas Flex: Minha primeira batalha foi com 13 anos de idade, eu dançava Breaking há menos de um ano, foi uma experiência incrível, mas não me dei bem em relação a vitória, mas me dei bem com a experiência que adquiri, que foi essencial para minha evolução como dançarino, até que o tempo foi passando e fui ficando em vários pódios de terceiro, segundo e primeiro lugar. Ganhamos 5 vezes o Giga B-Boys/B-Girls em Pernambuco, ganhamos 4 vezes o EDCRA na cidade de Exu (PE), ficamos 3 vezes em segundo lugar no Festival Cearense de Hip-Hop em Fortaleza (CE), já participei de vários Red Bull BC One Cypher Brasil, já participei de eventos internacionais como Unidisputed, Crashfast, BBIC no The Notorious IBE Holanda, Breaking It Up Hungria, Outbteak Eslováquia.
BW: Recentemente, você esteve em um grande evento aqui em São Paulo e, numa roda de conversa, falou sobre viver do Breaking aqui no Brasil. Queria que nos contasse a sua experiência, se alguém te apoiou financeiramente, patrocinou e que conselhos você daria para quem pretende viver da dança?
Jonas Flex: Esse é um dos assuntos mais complicados e delicados para mim, pois viver bem trabalhando com dança aqui onde eu moro em João Pessoa, para mim foi e ainda está sendo impossível, tive que buscar outros meios para conseguir realizar “meus sonhos” e pagar meus boletos. Abri uma empresa e hoje trabalho com moda Street Wear, mas para quem realmente quer viver da dança, eu aconselho se dedicar bastante, mas sempre ter dois caminhos, para caso um caminho não dê certo, você tenha o outro, assim transformando os dois caminhos em um e não se tornar um “dançarino frustrado”.
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: Nos últimos anos vivemos muitas mudanças, o Breaking virou uma modalidade olímpica. Como você vê todas essas mudanças, cultura versus esporte e a forma que vem sendo trabalhado no Brasil. Olhando o cenário mundial estamos preparados para subir num pódio?
Jonas Flex: O Breaking nos Jogos Olímpicos é de extrema importância, pois trará muita visibilidade e valorização para o Esporte/Dança, gerando emprego e patrocínio de grandes empresas para os B-Boys/B-Girls, sendo assim, alcançaremos o tão sonhado “Viver bem de dança no Brasil” algo que eu espero dizer um dia, hoje é possível para mim.
BW: Verdade que esse ano você vai para fora? Quais são seus planos? Por que países pretende passar? E por quanto tempo pretende ficar fora do Brasil?
Jonas Flex: Vou passar 40 dias na Europa, onde estarei participando de vários eventos, como World Breaking Classic, The Notorious I.B.E e Outbreak e, claro, fazendo aquele network, criando uma conexão com novos amigos e aprendendo um pouco da cultura de cada país que estarei passando.
BW: Jonas, você é um B-Boy bem experiente e já gravou vários tutoriais que têm ajudado B-Boys e B-Girls espalhados pelo Brasil. Outro assunto que você tocou na roda de conversa no evento aqui em São Paulo, foi sobre o “perigo das lesões”. Nos fale um pouco sobre esse assunto e se existe uma forma de se cuidar mais e de diminuir os riscos?
Jonas Flex: Esse é um assunto que eu posso falar, pois sou a prova viva. Infelizmente, para quem não sabe, eu sempre eu fiz Street Show, por 10 anos, como dependente, para completar minha renda, ou seja, se eu não dançasse no semáforo de trânsito e na orla da praia, eu ficaria sem dinheiro para se manter, o que foi um pensamento muito triste da minha parte, pois poderia ter pego outro trabalho para poupar meu corpo; no semáforo de trânsito eram, em média, 80 entradas com flares e handhops e isso foi desgastando meu corpo, principalmente a virilha, pois o corpo não aguentou o excesso de exercício físico. Hoje eu evito dançar sem me alongar ou aquecer, para não me lesionar. Muitas vezes você vai em um shopping ou algum passeio e as pessoas falam “Faz um flare aí, ou dá uma entrada para eu gravar” e, assim, na emoção, você acaba fazendo e aquilo pode te custar uma lesão crônica ou tão demorada que pode durar anos e nunca mais ser o mesmo corpo, eu fiquei lesionado da minha virilha por 7 anos, isso tudo porque eu fazia o Street Show na orla de praia sem me alongar e acabei adquirindo essa lesão, e olha que em 2014 eu era um dos caras mais flexíveis do Brasil, mesmo assim não teve jeito, a lesão ficou até 2021 e hoje estabilizou 90%, mas depois de passar por vários médicos, fisioterapia, nada dava jeito, até que desisti de tudo e deixei ver até onde ia e acabou melhorando, talvez por sorte (risos tristes).
Imagem: Little Shao
BW: Em alguns eventos, você tem dançado de luva devido a um suor excessivo nas mãos. Na medicina, isso é chamado de Hiperidrose, é isso? Talvez você não seja o único que passa por esse problema. Pode explicar um pouquinho da sua experiência, do que acontece com você e quais as alternativas para resolver isso?
Jonas Flex: Para quem não sabe, eu tenho esse problema de Hiperidrose, que é um suor excessivo nas mãos, isso me atrapalhou desde o início quando comecei a dançar Breaking, vários eventos eu deixei de participar devido o piso ser muito liso e não dar para mim. Perdi as contas de quantas vezes eu caí ou deixei de fazer meus movimentos devido o piso liso, até que eu fui para o evento Red Bull BC One Fortaleza 2021, onde estava super preparado, com várias entradas e movimentos para ganhar e acabei escorregando no piso e não consegui desenvolver como eu gostaria. Após sair de lá, muito triste, eu fui atrás de um método para solucionar o meu problema, o que eu já deveria ter corrido há muito tempo, tentei várias coisas, como pó magnésio, gesso, entre outros e nada deu certo. Então, fui atrás de uma luva que não deixasse escorregar e fosse confortável para eu dançar. E resolvi meu problema, por enquanto, porém, pretendo fazer essa cirurgia para parar de suar, ela no particular passa de R$ 20.000,00, mas estarei buscando pelo SUS aqui na minha cidade e espero conseguir o mais rápido possível, além disso, eu tenho Ceratocone, um problema de vista que deforma a córnea e fiz a cirurgia de um olho e ainda falta o outro, depois disso estarei 100% para me dedicar ainda mais ao meu Breaking.
BW: Quais são seus planos para o futuro?
Jonas Flex: Meus planos para o futuro, é conseguir viver bem da dança, algo que no fundo eu ainda acredito que será possível, mas também se não der certo, continuarei firme e forte com meu Breaking e trabalhando na minha área de empreendedorismo e me dedicando ao máximo como sempre fui.
BW: Deixe uma mensagem para os leitores do Portal Breaking World?
Jonas Flex: Deixo meu agradecimento ao Portal Breaking World, por poder contar um pouco da minha história, também agradeço a todos vocês que tiraram um tempinho para ler mais sobre mim, que nós do Breaking e da dança no geral, nunca venham a desistir de sonhar, mas nunca fiquem apenas no sonho, vamos realizar, novos tempos estão por vir, foco no trabalho.
Imagem em destaque: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Lucas Matheus
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Aconteceu no último final de semana, em Barueri, o Festival de Artes e Empreendedorismo Urbano (FAEU), com total sucesso de público e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Proac-Editais e da Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri. O FAEU foi um festival multicultural que fortaleceu a economia criativa dos empreendedores do setor de cultura urbana, Hip-Hop, streetwear e também dos artistas como B-Girls, B-Boys, grafiteiros, DJ’s e MC’s da Grande São Paulo. O evento se expressou por meio de múltiplas linguagens artísticas e apresentou um setor em constante crescimento com características alternativas ligadas à cultura urbana, sendo palco para novos talentos, abriu espaços para novas ideias e tendências nas áreas das artes, música, dança, moda e gastronomia, ofereceu oportunidade aos artistas participantes e marcas independentes que puderam promover, comercializar e viabilizar as suas criações.
Visào parcial do público presente, com várias famílias prestigiando o festival.
Quem desejava conhecer mais sobre a Cultura Hip-Hop e sobre seus elementos pode aproveitar a grande oportunidade! O primeiro dia do festival (22) foi de aprendizado, dedicado aos Workshops. Dentro do Espaço Cultural Luiz Fernandes, que fica na Aldeia de Barueri, diversos artistas de vários cantos do Brasil e até de fora compareceram e participaram das palestras oferecidas gratuitamente. Nomes como João Carlos, coach esportivo do Atleta Campeão, B-Boy Jonasflex, B-Boy Pulga, o MC Nauí e Ale, da FMS, foram os nomes convidados a palestrar e dividir suas vivências com os participantes.
João Carlos, do Atleta Campeão e os participantes da palestra “Escute a batida do seu coração”.
No dia seguinte (23), o tempo amanheceu bonito no Parque Municipal Dom José e quem gosta e pratica o Breaking ou quem desejava conhecer mais sobre essa nova modalidade olímpica de Paris 2024 não ficou de fora! O evento começou às 13h com os filtros e batalhas de B-Boys, depois, veio um desfile de marcas urbanas, em seguida, a competição Kids, com a presença de crianças que são a esperança do Breaking brasileiro nos próximos Jogos da Juventude e nas Olimpíadas, depois veio a disputa de B-Girls, mostrando a força das mulheres brasileiras dentro da Cultura Hip-Hop e do Esporte Urbano e por fim, a Batalha de MC´s, que finalizou o evento com chave de ouro. No total, foram mais de 200 participantes, entre B-Boys, B-Girls e Kids. Os grandes campeões do evento foram: No Kids, em 1º lugar a B-Girl Angel do Brasil (12), que com uma personalidade forte e com uma presença marcante na competição agitou o público presente. Angel, que treina em Barueri e tem apoio da cidade, já coleciona prêmios nacionais e internacionais. Em 2020, ficou em 2º lugar no E-Fise Montpellier, da França e em 2021, em 1º lugar no All Dance Brazil. Em 2022, começou o ano sendo homenageada pelo Prêmio Arte em Movimento e agora o 1º lugar no Breaking Combate. Angel faz parte da Dream Kids Brazil. Nas B-Girls, a grande vencedora foi a paraense Mayara Colins, conhecida como Mini Japa, que em 2018 ganhou a Red Bull BC One Cypher Brazil e representou o país no mundial da Suíça. Japa faz parte da Amazon Crew. Nos B-Boys, o vencedor foi o mineiro Gilberto Araújo, mais conhecido como B-Boy Rato, que até pouco tempo morava no exterior e tem se destacado em grandes eventos no cenário nacional e internacional. Julgando essa competição, estavam os dançarinos: B-Boy Kustelinha, da Bauru Breakers, B-Girl Lu, da Afrobreak e o B-Boy JonasFlex. da Supreme Boyz Crew. E comandando a festa DJ Conrado e Anderson BBMCs.
Campeões do Breaking Combate 2022: B-Girl Angel do Brasil (Categoria Kids – Barueri/SP), B-Girl Mini Japa (Categoria B-Girls – Belém/PA) e B-Boy Rato (Categoria B-Boys – Uberlândia/MG)
Na batalha de rimas, o vencedor da noite foi o MC Big Mike, que no final de 2021 foi um dos 3 grandes ganhadores da BDA 5 anos. O evento foi apresentado por Bob 13. E na difícil tarefa de julgar os competidores: MC Nauí, de Brasília e o MC Koel, de São Paulo deram conta de escolher os campeões.
MC Big Mike foi o campeão do MC Combate em uma final disputadíssima.
O Festival de Artes Urbanas e o Breaking Combate ainda tiveram o apoio do Portal Breaking World, que foi a mídia oficial do evento, da Associação Raso da Catarina, da Street House Cultura e Esportes Urbanos, da Urban Roosters e da Monster Energy. E registrando o evento, o fotógrafo The Sarará.
Outro grande destaque do evento foi o grafiteiro Sotaq, que em sua arte fez uma homenagem durante o evento a Cindy Campbell e seu irmão, o grande DJ jamaicano Kool Herc, considerado o “Pai do Hip-Hop”.
O grafiteiro Sotaq e o mural em homenagem a Cindy Campbell e Kool Herc, precursores do movimento Hip-Hop mundial.
São de Eder Devesa e de Chalana, organizadores do Festival de Artes Urbanas e do Breaking Combate, as palavras: “O evento foi um sucesso! Mais uma edição que superou a nossa expectativa, depois de alguns anos sem a realização do Breaking Combate devido a pandemia, sentimos no olhar, na vibração das B-Girls, B-Boys e do público, nesse dia incrível, a alegria das pessoas. Foi um reencontro épico, divertido e, claro, os combates pegaram fogo, tivemos combates de alto nível nas três modalidades, Baby, B-Girl e B-Boy. Recebemos participantes de vários estados e até de fora do país, isso foi muito gratificante, reunir todos os elementos do Hip-Hop em um só evento não é fácil e isso aconteceu, celebrar essa cultura serve como combustível para seguirmos em frente e a cada edição melhorar…”.
A nova geração foi destaque no evento, mostrando que o futuro do Breaking já está presente e chega com tudo!
Estiveram prestigiando o evento o Secretário de Cultura e Turismo de Barueri Jean Gaspar e alguns jornalistas que já acompanham as edições do Breaking Combate.
Foi difícil apagar as luzes e desmontar o piso de madeira, sabendo que por ali passaram tantos artistas singulares. O evento foi contagiante e a sensação é de dever cumprido! E sabem de uma coisa? Queremos mais!
Fotos: The Sarara e Cadu Barbosa
Galeria dos Campeões 2022
B-Girl Angel do Brasil mostra o cinturão que conquistou na competição, na categoria Kids, representando a cidade de Barueri/SP
MC Big Mike mandou bem nas rimas e conquistou vaga e passagens para competição internacional da FMS
B-Girl Mini Japa foi o destaque na categoria B-Girls, levando o cinturão para o Pará
B-Boy Rato conquistou o primeiro lugar na categoria B-Boys, levando o cinturão para Minas Gerais
Atletas brasileiros ficam fora do pódio no mundial da WDSF e perdem na competição de crew na Battle Pro
Enquanto o final de semana foi festivo para alguns países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Cazaquistão e, claro, França, que assumiram o papel principal na história do Breaking como modalidade olímpica e já começaram a levar para casa medalhas de ouro, prata e bronze, o Brasil, coadjuvante dessa história, não teve muitos motivos para comemorar.
A delegação brasileira de Breaking embarcou para a França no último dia 30, para competir no primeiro torneio internacional como modalidade olímpica. O evento era o World Breaking Championship (WBC), primeiro campeonato oficial 1×1 (um contra um), produzido pela Breaking For Gold da WDSF (World Dance Sport Federation), que aconteceu no Théâtre du Châtelet, em Paris, no dia 4 de dezembro.
Para quem desconhece, o World Breaking Championship é um campeonato que acontece na China, na cidade de Nanquim. Porém, por causa da pandemia, a competição foi levada para a Europa. O torneio é uma qualificação para o campeonato mundial da IWGA (Internacional World Games Association), que acontece no Alabama (EUA), em julho de 2022 e que faz parte do ranking mundial que soma pontos para a qualificatória olímpica Paris 2024.
Para essa viagem, foram indicados (não houve seletivas) e escolhidos pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e seus diretores de Breaking os atletas: as mineiras Isabela Rocha, conhecida como B-Girl Itsa e Nathana Venâncio (B-Girl Nathana), que é uma das apostas da Everlast; o paulista Luan Carlos dos Santos (B-Boy Luan San) e, por último, o mineiro Gilberto Araújo, conhecido como B-Boy Rato, que substituiu em cima da hora o B-Boy Ratin, que já tinha sido divulgado no flyer do evento, porém não participou.
Na véspera do evento, frases de efeitos e fotos nos principais pontos turísticos da França não faltaram nas redes sociais dos atletas e do próprio Conselho Nacional de Dança Desportiva, que inclusive chegou a postar que “os atletas brasileiros estavam preparados e bem vestidos para o WDSF World Breaking Championship!”. B-Girl Nathana ainda postou: “Todo esforço tem a sua recompensa”. Recompensa essa que não veio, nem para ela e nem para a maioria dos atletas escolhidos pela CNDD, pois na competição feminina, ambas as brasileiras não avançaram para a fase eliminatória. Nathana ficou na fase preliminar (filtro), Itsa foi eliminada na fase de grupos pela B-Girl Jilou, da Alemanha.
No masculino, B-Boy Rato perdeu na fase de grupos. Ele caiu na chave dos B-Boys Shigekix, do Japão e Phil Wizard, do Canadá. Ambos estão entres os melhores do mundo e o canadense, inclusive, foi vice-campeão do Red Bull BC One deste ano.
O B-Boy Luan San foi o que teve melhor performance do time e avançou um pouco mais no evento. Chegou nas quartas de final, onde ele competiu com o B-Boy Gun, da Rússia. Na semifinal, enfrentou o estadunidense Victor, sendo derrotado por 2 rounds a 0. Na briga pelo terceiro lugar, Luan ficou de fora do pódio, perdendo para Amir, atual campeão do Red Bull BC One e ganhador da medalha de bronze do mundial. Vale lembrar que na primeira edição do mundial da WDSF, que aconteceu em 2019, o B-Boy Luan San foi o único brasileiro presente, terminando na 23° posição.
O torneio deu premiação de 1.900 euros para o vencedor, 1.500 para o vice, 500 para terceiro, 400 para quarto e quinto lugar e 300 até o oitavo lugar.
No dia seguinte (5), o time brasileiro ainda participou de mais uma competição na França, a 20° edição da Battle Pro, na categoria Crew vs Crew. Além dos 4 atletas, complementaram o “Team Brazil” os B-Boys Mixa, Migaz, Dinho Still, Bokão (Vinicius Manzon) e Bispo Street Breakers. O resultado não foi diferente e nem favorável ao Brasil, perderam a disputa para a Last Squad da França, não avançando no evento.
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