Na última semana, aconteceram em São Paulo, no Instituto Brasileiro de Teatro (IBT), as seletivas para a Red Bull BC One Cypher Brasil. Dessa vez numa versão mais compacta e charmosa, o evento teve mais de 80 B-Boys inscritos e mais de 25 B-Girls que participaram da seletiva para conquistar uma vaga na Cypher Brasil, onde foram escolhidos pelos jurados 15 B-Boys e 15 B-Girls que competiram com os campeões do ano passado, estabelecendo o top 16 melhores do Brasil no ano de 2026.
Sentados nas cadeiras de jurados estavam o B-Boy Pelezinho, que sem dúvida é uma lenda do Breaking brasileiro; a B-Girl Miwa Kozuma, que é uma jurada muito conhecida na Red Bull e na cena do Breaking brasileiro; e o B-Boy Migaz, que também foi jurado nas Olimpíadas de 2024, quando o breaking se tornou modalidade olímpica. No microfone estava Aline AfroBreak e, comandando a festa, o DJ Batata Killa.
O evento começou cedo com o filtro dos B-Boys e, em seguida, teve o filtro das B-Girls. Este ano, a nova geração veio mais forte, sem wild cards, sem convites, e deixou claro que não chegou para brincadeira, conquistando seus espaços com muita dança e sangue nos olhos na Cypher Brasil. Da nova geração entre os veteranos, estavam entre os B-Boys no top 16 o B-Boy Samukinha e o B-Boy Richard; e nas B-Girls, a B-Girl Angel do Brasil e a B-Girl Keké.
Às 15h, as batalhas começaram e o chão estalou! Muito breaking, muita dança e provocações tomaram conta do ambiente. Afinal, é assim desde o início: para quem não sabe, no passado, na gringa, as gangues pararam de se matar para dançar umas contra as outras e resolver suas divergências através da dança. É claro que muitas coisas mudaram através dos anos, mas até hoje batalha é coisa séria, onde existe sangue nos olhos, provocações e onde se adquire o respeito através da dança, seja no âmbito cultural ou esportivo. Neste sábado, algumas batalhas trouxeram essa essência do breaking e foram bem disputadas, pegaram fogo, como as da B-Girl Toquinha e B-Girl Bebeia, B-Girl Toquinha e B-Girl Mini Japa, B-Girl Kabrony e B-Girl Violetta, B-Girl Angel do Brasil e B-Girl Rayssa, B-Boy Richard e B-Boy Ratoev, e B-Boy Zym e B-Boy Flash.
Mas os grandes campeões da Cypher Brasil de 2026 que vão para o Canadá em novembro disputar o mundial são a B-Girl Mini Japa e o B-Boy Zym. Desejamos toda a energia positiva para eles! Já faz muitos anos que o Brasil não traz o cinturão da Red Bull BC One mundial; o Brasil não tem só um “molho” diferente, um gingado diferente, um povo talentoso e de muito valor, também temos sede de vitória! Boa sorte para eles!
O Portal Breaking World agradece à Red Bull BC One por todo o respeito, carinho e parceria com o nosso Portal em todos esses anos! Nos vemos, se Deus quiser, em 2027!
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A semana começou com chuva e quem chegou ao Rio de Janeiro com a intenção de conhecer o famoso “Rio 40°”, participando de um dos campeonatos de breaking mais famosos do Rio de Janeiro e ainda pegar aquela corzinha nas praias cariocas, teve que refazer os planos. Mas, ainda bem, que esse ano o Breaking do Verão não foi na Praia de Copacabana, mas na Fundição Progresso, repetindo a mesma localização do ano de 2025.
O evento começou na quinta-feira (22) com o “Petrobrás Breaking Day”, que foi uma ação social realizada dentro do Breaking do Verão destinada a receber mais de 120 crianças e jovens de projetos sociais patrocinados pela Petrobrás. O evento teve workshop de breaking com Abgrow, B-Boy Kapu e B-Girl Savaz. Houve uma apresentação de Slam e um bate-papo com a galera nova sobre Conscientização e Legado.
Na sexta-feira (23), as portas foram abertas para B-Boys e B-Girls acima de 18 anos de todo o Brasil que puderam participar de uma seletiva para a Prova de Fogo, novidade criada em 2026 que, no final, foi disputada pelos 12 melhores na Cypher Rio com os vencedores das eliminatórias regionais (Belém, Brasília, Porto Alegre e Recife) realizadas anteriormente. Os três melhores B-Boys e B-Girls da Prova de Fogo se juntaram aos 13 breakers que já tinham sido convidados, como um wildcard pelo Breaking do Verão, para a disputa do Mundial.
Segundo o Breaking do Verão, o critério usado pelo curador do evento, B-Boy Pelezinho, para o convite desses b-boys e b-girls que foram direto para o Mundial, incluiu os que sempre participam do evento, ganhadores de outras edições e nomes que estão se destacando. Os ganhadores da Prova de Fogo na sexta-feira foram B-Girl Lua e B-Boy Jazz que, além de se classificarem para o Mundial, levaram cada um R$ 2.000,00 para casa.
Não podemos esquecer também que nos palcos do Breaking do Verão esse ano houve uma transição de gerações com participação de B-Boys novos na idade, mas bem conhecidos na cena, como B-Boy Richard e B-Boy Eagle, que participaram da Seletiva da Prova de Fogo, ambos de São Paulo. E ainda houve a presença marcante de B-Boys e B-Girls que fazem parte da Seleção Brasileira de Breaking Youth que, mesmo não tendo idade ainda para competir no evento carioca, prestigiaram a competição e alguns até competiram na Batalha de Crew 5 vs 5. Destaque para B-Boy Samukinha, que é de Goiânia e que chegou na Final do 5 vs 5 junto com sua crew Bairro Feliz; B-Girl Angel do Brasil, que está em primeiro lugar no ranking esportivo oficial paulista e que foi para torcer pelo irmão, que participou da seletiva da Prova de Fogo e , sendo um dos grandes nomes do breaking da nova geração brasileira; e B-Girl Keké, que junto com a Flow Queens também brilhou e foi vista no 5 vs 5. Esses estavam no Breaking do Verão, garantindo que o breaking está mais vivo do que nunca e que o presente já chegou, novo na idade, mas gigante na dança, já é uma realidade, e que o futuro vem com tudo!
No sábado (24), aconteceu a Batalha de Crews 5 vs 5apresentada pela Sprite. A crew Campeã foi The Big Players e ganhou R$ 5.000,00.
No domingo (25), aconteceu o Campeonato Mundial, reunindo muitos nomes internacionais, como B-Girl Kastet, a única bicampeã do Breaking do Verão; B-Girl Vavi, que foi campeã do Breaking do Verão 2025; B-Boy Bumblebee e B-Boy Nord Diamond, todos russos; B-Boy Judas (Argentina); DJibril (Bélgica); Damani (França); B-Girl Swami (México); B-Girl Stefani (Inglaterra); B-Girl Pela (Venezuela); B-Girl Syssy (França) e B-Boy Hiro10 (Japão), que agitaram o palco do Breaking do Verão. Do Brasil, nomes como B-Boy Samuka, B-Boy Perninha, B-Boy Allef, B-Boy Leony, B-Boy Jazz, B-Boy Rato EVN, B-Girl Toquinha, B-Girl Mini Japa, B-Girl Nathana, B-Girl Lívia, B-Girl Karolzinha, entre outros, completaram a festa.
Mas um dos momentos mais esperados da Competição Mundial, sem dúvida, foi a batalha entre Leony e Bumblebee, que teve um sentido de revanche depois que, em 2022, o russo, que tinha acabado de ganhar as Olimpíadas da Juventude, foi eliminado no Breaking do Verão pelo brasileiro e saiu do evento bem aborrecido. Agora, em 2026, Bumblebee volta mais maduro, venceu Leony e chega à final do Breaking do Verão contra o japonês Hiro10, que já tinha ficado em 2º lugar em 2025 e, desta vez, levou a melhor numa batalha épica, mostrando que o topo dos pódios cada vez mais pertence a quem é completo!
No feminino, a grande campeã foi a B-Girl Stefani da Inglaterra.
Alguns colegas da imprensa escreveram “que o Amor venceu!”.
Verdade! Hiro10 e B-Girl Stefani formam um belo casal e conquistaram o lugar mais alto no pódio. Cada um ganhou R$ 20.000,00. O breaking e o amor os uniu! Parabéns a eles!
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No último final de semana (5), aconteceu em São Paulo, num calor de quase 40 graus, no Parque da Juventude, num espaço conhecido como “O Mundo do Circo”, a Red Bull BC One Cypher Brasil, reunindo B-Boys e B-Girls de todos os cantos do país e até do mundo, misturando também várias gerações e personalidades desse elemento da Cultura Hip-Hop. As filas, que pareciam não ter fim para acessar o local onde seriam as competições, confirmavam que o que não faltava era disposição ao público presente, formado na sua grande maioria também por dançarinos, artistas e esportistas, para assistir algumas das batalhas mais eletrizantes e insanas de 2025, no maior campeonato 1 vs 1 de Breaking do mundo. Esse ano a entrada para o público foi gratuita e reuniu também muitas famílias.
Algumas das grandes surpresas desse ano foram os nomes escolhidos para ganhar os “Wild Cards” (que são os convites diretos da direção do evento para o Top 16 da Final Nacional, sem precisar passar nas qualificatórias e sem ter se classificado pelos critérios normais) e também quem acompanha o evento pode notar uma transição entre gerações, que começou ano passado, em 2024, quando na Cypher Rio de Janeiro, num lugar também conhecido como Circo Voador, foi possível ver a paulistana B-Girl Angel do Brasil, de apenas 14 anos, passar com sangue nos olhos no filtro e batalhando depois com a B-Girl Rá no Top 16 das B-Girls adultas, fazendo história como a mais nova B-Girl a se classificar numa qualificatória da Red Bull BC One no país. Na ocasião, o evento foi julgado pelo B-Boy Lilou, pela jurada FabGirl e pelo jurado B-Boy Migaz. E, logo em seguida, no mesmo ano, na Cypher São Paulo, o B-Boy Jheff do litoral de São Paulo, ganhou o Wild Card para ingressar na nacional, perdendo para o B-Boy Sisan.
B-Boy Samukinha versus B-Boy Onnurb
Esse ano, mais novidades! Tivemos a B-Girl Mary-D, que ficou no Top 8 da Cypher São Paulo, B-Boy Samukinha, que também conquistou na arena seu espaço na Cypher Brasil, ficando entre os 4 primeiros colocados na Cypher Brasília e a B-Girl Keké da mesma crew do B-Boy Jheff, que também ganhou seu Wild Card, perdendo no início da vice-campeã Mini Japa. Vale dizer que todos esses jovens são destaques da nova geração de breakers e fazem parte da Seleção Brasileira Youth. São o futuro do Breaking brasileiro.
B-Boy Taz conquistou o público com seu carisma e energia.
Mas a competição também reuniu nomes bastante conhecidos na cena e consagrados, pela arena passaram: B-Boy Taz e B-Boy Luan, que tocaram fogo no circo! Taz trouxe uma energia contagiante, agitando toda a arquibancada, sendo aplaudido por todos, mesmo os jurados escolhendo o B-Boy Luan como vencedor daquele racha. Em seguida, B-Boy Samuka fez algumas das melhores batalhas da noite, primeiro contra o B-Boy Baby, em seguida Samuka passou e batalhou com o B-Boy Perninha, de quem é muito amigo, os dois deram um grande show, depois contra o B-Boy Onnurb, onde após a battle, antes da decisão dos jurados, foi ovacionado por todo público, que gritavam o nome de Samuka! E, por último, passando para a final, batalhou contra o grande Bicampeão da noite, B-Boy Kley. Ainda passaram por ali o B-Boy Rato EVN que é um grande nome do Breaking brasileiro, B-Boy Iguin, entre outros.
B-Boy Samuka e B-Boy Perninha: Breaking sem limites e amizade que contagia.
Entre as B-Girls veteranas estiveram presentes a B-Girl Maia, que foi a ganhadora da Cypher Brasil de 2024, B-Girl Nathana, B-Girl Ana, B-Girl Bebeia, entre outras. Mas a competição mais esperada da noite ficou entre as B-Girls Mini Japa e Toquinha, que algumas semanas anteriores, já tinham se confrontado em outro evento em Brasília, numa batalha bem pesada e que deu o que falar no meio da cena. E que voltaram a se encontrar na Red Bull Bc One na final, onde B-Girl Toquinha foi a campeã da noite.
Um dos momentos mais esperados da noite: B-Girl Toquinha e Mini Japa batalham pelo troféu das B-Girls.
Uma Homenagem a uma lenda que fez história e abriu caminhos…
B-Boy Pelezinho emocionou-se em homenagem.
Além das disputas da Brasil, o evento marcou também os 20 anos da histórica batalha do B-Boy Pelezinho na Final Mundial de 2005, em Berlim, na Alemanha, um marco na história do Breaking brasileiro. Como jurado que integrou o painel no dia anterior, Pelezinho também celebrou três décadas de trajetória e reforçou o legado do Red Bull BC One para as próximas gerações de dançarinos.
B-Boy Kley e B-Girl Toquinha carimbaram o passaporte para Tóquio.
E agora? Bom, para os campeões o foco está no próximo desafio, em novembro vão representar o Brasil nas etapas internacionais. O novo roteiro agora é Tóquio, Japão, na Final Mundial, onde os brasileiros terão a chance de lutar pelo cinturão da Red Bull BC One Mundial, levantado há 15 anos, também em Tóquio, pelo nosso B-Boy Neguin, que sem dúvida é uma outra verdadeira lenda do Breaking brasileiro.
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One por toda a atenção, respeito e parceria de sempre. Até 2026!
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Leia na íntegra o Comunicado Oficial enviado hoje pela Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD):
Comunicado Oficial- Comitê Olímpico do Brasil
Prezados,
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comunicou oficialmente que, por conta do limite máximo de 30 a 50 atletas brasileiros e com base nos critérios definidos (histórico de resultados em Jogos Olímpicos da Juventude, Pan-americanos, Mundiais e top 3 em competições internacionais), a modalidade Breaking não foi incluída na lista enviada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para Dakar 2026.
Houve um processo interno de seleção conduzido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), que definiu critérios objetivos para a escolha das modalidades a serem enviadas aos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. Entre os critérios considerados estavam:
– Priorizar modalidades que já tiveram atletas brasileiros(as) participando em edições anteriores dos Jogos Olímpicos da Juventude e que depois conquistaram vagas ou resultados de destaque em Jogos Pan-Americanos ou Jogos Olímpicos, incluindo TOP 12 em Campeonatos Mundiais.
– Priorizar modalidades que já conquistaram medalhas nos Jogos Olímpicos da Juventude.
– Para modalidades que não participaram de edições anteriores dos Jogos ou que não fazem parte do programa olímpico ou pan-americano, considerar como critério principal a conquista de TOP 3 em Campeonatos Pan-Americanos ou Mundiais.
Em razão desses critérios e da limitação do número máximo de vagas disponíveis na delegação brasileira, a modalidade Breaking não foi incluída na lista oficial enviada pelo COB ao Comitê Olímpico Internacional (COI).
Sobre a participação no Campeonato Mundial em Porto Diante deste cenário, fica a critério exclusivo das federações e responsáveis subsidiar a participação dos(as) atletas no evento em Porto, mesmo sabendo que não haverá os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026.
Reunião convocatória Convocamos uma reunião oficial com todas as federações e responsáveis técnicos no dia 03/08/2025, às 20h30, para apresentar os detalhes sobre o cancelamento da participação do Breaking do Brasil em Dakar 2026 e tratar dos próximos encaminhamentos. Enviaremos o link da reunião na segunda-feira.
Contamos com a compreensão e parceria de todos.
Atenciosamente, Diretoria de Comunicação
Mais uma nova notícia
Quem ainda desejar participar do Campeonato Mundial de Breaking WDSF – Porto, mesmo sabendo que o Breaking do Brasil não vai estar nos Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar, a Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD) informou em outro comunicado que:
As inscrições para este evento serão realizadas exclusivamente através da Confederação Nacional de Dança Desportiva (CNDD).
Custos e Responsabilidades
É importante destacar que: A organização do evento não cobre despesas e nem a Confederação Nacional de Dança Desportiva – CNDD:
Passagens aéreas ou transporte internacional
Hospedagem (hotel ou acomodações)
Alimentação durante a estadia
Todos os custos logísticos são de responsabilidade dos atletas ou de seus respectivos patrocinadores.
Além da Taxa de Inscrição no valor de 30 euros que deverá ser paga no local do evento.
Comunicado Oficial da Confederação Nacional de Dança Desportiva – CNDD – Imagem ® Reprodução/Breaking World
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Na última quinta-feira (10), a CNDD (Confederação Nacional de Dança Desportiva) anunciou, por meio de uma live no YouTube, os nomes dos atletas convocados para a Seleção Brasileira Youth de Breaking 2025/2026.
Foram escolhidos 9 B-Girls e 12 B-Boys com idade de 13 a 17 anos.
Nomes como B-Boy Samukinha, B-Boy Jheff, B-Girl Angel do Brasil, B-Girl Keké e B-Girl Mary D, que estiveram em Wuxi, na China em 2024 e fizeram parte da primeira seleção e já estão no ranking nacional e internacional da WDSF, foram confirmados nessa nova seleção, assim como outros novos nomes que tiveram uma grande oportunidade de completar o time dos melhores B-Boys e B-Girls da nova geração do Brasil.
O time foi formado para competir nos eventos oficiais e que pontuam para os Jogos da Juventude em Dakar 2026. Desejamos boa sorte para esses atletas!
Confira todos os nomes convocados pela Confederação (em ordem alfabética, conforme divulgado pela entidade em sua live):
B-GIRLs
B-Girl Angel do Brasil (SP) B-Girl Keké (SP) B-Girl Manuzi (SP) B-Girl Mary D (SP) B-Girl Mendes (SP) Emanuelle Rodrigues (RS) Júlia Duarte De Holanda Cavalca (PB) Nycole Dos Santos (SP) Samara Vitória Guedes Dos Santos (PB)
Protestos, polêmica na internet, emoção e participação da nova geração marcaram a estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos.
No último final de semana em uma das praças mais famosas de Paris, Praça da Concórdia, onde tem um famoso obelisco de ponta dourada que domina toda a cidade, aconteceu a estreia do Breaking. No mesmo local onde também foram realizadas as competições do Skate, Ciclismo BMX Freestyle e Basquete 3×3. Uma arena que ficou lotada, a torcida francesa era a esmagadora maioria e vibrou muito com as atletas da casa. Estados Unidos e China estavam atrás, mas com muitas bandeiras. O local foi montado para receber a nova modalidade, inclusive com assentos muito próximos do “palco” para personalidades como Snoop Dogg, que inaugurou o evento, e Bam Adebayo, da NBA.
Na sexta-feira (9) as B-Girls foram as primeiras a duelar na arena, na primeira etapa 16 competidoras foram divididas em quatro grupos. Apenas as duas mais bem avaliadas pelos jurados de cada chave avançaram para as quartas de final. Foi nesse momento da competição que duas B-Girls viraram notícia em todo o mundo. Primeiro, foi a atleta refugiada Manizha Talash, jovem de 21 anos, que fugiu do Afeganistão depois que o Talibã começou a tomar o controle em 2021, ao fazer sua estreia durante a batalha pré-qualificatória, Talash revelou uma capa azul-bebê sob seu suéter estampada com as palavras pedindo a emancipação das mulheres afegãs.
A World DanceSport Federation, que governa o esporte, emitiu uma declaração mais tarde na sexta dizendo que “a B-Girl Talash (EOR) foi desqualificada por exibir um slogan político em seu traje durante a batalha pré-qualificatória”. Ela declarou antes que a competição começasse: “Eu não deixei o Afeganistão porque tenho medo do Talibã ou porque não posso viver no Afeganistão, saí porque quero fazer o que puder pelas meninas no Afeganistão, pela minha vida, meu futuro, por todos”.
B-Girl Talash reinvindicando liberdade para as mulheres afegãs.
Sob o governo do Talibã, o Afeganistão se tornou o país mais repressivo do mundo em relação aos direitos das mulheres, de acordo com as Nações Unidas. O grupo islâmico linha-dura fechou escolas secundárias para meninas, proibiu mulheres de frequentar a universidade. A política da moralidade do Talibã também tem como alvo mulheres e meninas, criando um “clima de medo e intimidação”, de acordo com um relatório da ONU publicado no mês passado.
O segundo caso foi da australiana Rachel ‘Raygun’ Gunn. Depois de não conseguir nenhum voto nas três batalhas que disputou, ela foi duramente criticada e muito ironizada nas redes sociais, mesmo após o termino das Olimpíadas. Muitos internautas hostilizaram a atleta, com comparações de seus movimentos com personagens como Homer Simpson e animais como cachorros e dinossauros. Raygun se defendeu. Em entrevista à TV Nine Network, a australiana de 36 anos se mostrou satisfeita com o que apresentou. “Fiz o que faço de melhor, mostrei minha criatividade, meu estilo, um pouco da personalidade australiana, para tentar conquistar um lugar no cenário mundial”. Em uma mensagem no Instagram, Rachel Gunn disse: ”Não tenha medo de ser diferente, vá lá e se represente, você nunca sabe onde isso vai te levar”.
B-Girl Raygun da Austrália faz performance que virou polêmica nas redes sociais e na imprensa
Além das apresentações de Breaking, ela também é professora da Universidade de Sydney e tem doutorado em estudos culturais. Recentemente, ela representou a Austrália no Campeonato Mundial de Breaking em 2021, 2022 e 2023. Autoridades também se manifestaram sobre o caso, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, saiu em defesa da atleta, explanou: “Essa é uma tradição australiana de as pessoas tentarem. Ela tentou representar nosso país e isso é uma coisa boa” – afirmou o político. A comunidade do Breaking se uniu para defender a australiana e a modalidade, Martin Gilian, chefe da arbitragem do Breaking na Olimpíada, comentou sobre as notas recebidas pela B-Girl. Conhecido como MGbility, o juiz explicou que as pontuações da modalidade – que foi avaliada por nove árbitros – são dadas conforme comparações feitas entre o que é apresentado por cada competidor. “Temos cinco critérios no sistema de julgamento comparativo. Só que o nível dela talvez não fosse tão alto quanto o das outras competidoras”, afirmou ao jornal britânico Metro. Para Martin Gilian, Rachel não recebeu votos justamente porque ficou abaixo das demais B-Girls: “Suas concorrentes foram melhores, mas isso não significa que ela foi mal. Ela fez o melhor que pode”. Garantiu que a comunidade do Breaking apoia a professora. “Ela estava apenas tentando trazer algo novo, algo original e que representasse seu país.” Entre os movimentos de Raygun estava um em que ela imitava um canguru, animal símbolo da Austrália. “No Breaking, quando você procura por inovações ou originalidade, sempre procura fora da dança. Artes marciais, como os animais se movem, qualquer coisa”, comentou.
Após as polêmicas, as classificadas foram: Sya Dembélé da França, as japonesas Ami Yussa e Ayumi Fukushima, a holandesa India Sardjoe, as chinesas Liu Qingyi (671) e Ying Zi, a ucraniana Kateryna Pavlenko e Dominika Banevi, da Lituânia. A partir de então, as batalhas passaram a contar com três rounds, em duelos eliminatórios.
No final das competições femininas, quem subiu ao pódio em primeiro lugar foi a B-Girl Ami, do Japão, que ficou com o ouro. Para quem não sabe, Ami foi a primeira mulher a vencer a Red Bull BC One World Final, em 2018. Ganhando novamente em 2023 e agora se tornando a primeira mulher a ganhar uma medalha olímpica de ouro no Breaking mundial. O pódio foi completado pela nova geração, que veio com tudo, a prata foi para a B-Girl lituana Nicka, de apenas 17 anos e o bronze para B-Girl chinesa 671, que é chamada por alguns de “máquina do Breaking” devido a realizar movimentos pouco executados por mulheres.
No domingo (10) foi a vez dos B-Boys, que também agitaram o público presente numa competição bem menos polêmica e também muito bem disputada. Ainda nas classificatórias, um momento emocionante chamou atenção, o B-Boy Hiro10, que é japonês, de apenas 19 anos, após executar um combo de Power Move de grande dificuldade, porém, não suficiente para derrotar o veterano B-Boy Victor, após perceber que deixaria a competição naquele momento, o menino finalizou apresentação chorando, sendo abraçado pelo MC Max e pelo próprio Victor. Ele saiu da arena aplaudido pelo público.
Falando sobre o pódio masculino, o B-Boy Phil Wizard, que ganhou o ouro teve duas vitórias e um empate durante a fase de classificação. Já nos mata-matas, o canadense conseguiu três triunfos por 3 rounds a 0. Na decisão, o campeão teve um excelente desempenho diante do francês Dany Dann que levou a prata e recebeu 23-4 na votação dos juízes. Na decisão do bronze, o americano Victor venceu o B-Boy japonês Shigekix por 3 rounds a 0 (20-7).
B-Boy Phill Wizard, o primeiro a ganhar uma medalha de ouro olímpica no Breaking
E não teve brasileiro nas olimpíadas?
Realmente, o Brasil não teve representantes no Breaking masculino nem feminino. B-Boy Leony e B-Girl Mini Japa que foram os únicos brasileiros que disputaram vagas em Shanghai, na República Popular da China e em Budapeste, Hungria, no Olympic Qualifier Series (OQS) não conseguiram se classificar, ficando em 31° e 34° lugares no ranking, respectivamente. Nesta última fase eliminatória, se classificavam 10 B-Girls e 10 B-Boys entre os 40 participantes em cada modalidade.
Mas, no time de jurados do Breaking das olimpíadas tivemos um brasileiro, o B-Boy Migaz, que é membro de um dos grupos de Breaking mais tradicionais e conceituados do país, DF Zulu Breakers, que existe desde 1989. Migaz é reconhecido como um dos melhores árbitros internacionais de Breaking e, desde 2021, é julgador da WDSF.
B-Boy Migaz, jurado brasileiro nas Olimpíadas de Paris 2024
Outro nome brasileiro que brilhou em Paris foi de Samuel Henrique, mais conhecido como B-Boy Samuka, do Distrito Federal, ele faz parte do grupo ILL-Abilities, composto por dançarinos com deficiência, de vários países. Samuka encheu o Brasil de orgulho se apresentando nos Jogos Olímpicos. Para quem não se lembra, ele também em junho fez uma apresentação que viralizou com vídeo em programa de televisão dos EUA, o America´s Got Talent, onde deu salto mortal com apenas uma perna mostrando que o nosso país, mesmo não tendo se classificado nessa olimpíada, é um celeiro de grandes talentos!
Grupo ILL-Abilities, destaque para o brasileiro B-Boy Samuka (à direita, na foto)
Teremos Breaking nas próximas olimpíadas?
Bom, a notícia que temos é que o Breaking, modalidade surgida nas ruas dos bairros pobres de Nova York na década de 1970, teve seu futuro olímpico interrompido antes mesmo de completar um ciclo. Com o encerramento do evento em Paris no último domingo, novamente várias publicações saíram informando que a nova modalidade não fará mais parte do programa olímpico em Los Angeles 2028. A decisão surpreende e entristece quem ama essa cultura que também é esporte, mas não coloca um ponto final. A modalidade pode retornar em outras edições, no futuro, a depender do desejo das próximas cidades-sede dos Jogos Olímpicos.
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B-Boy Xandin e B-Boy Luan na Cypher SP na Casa do Hip-Hop de Diadema
Faltando dias para o Breaking estrear nas olimpíadas em Paris (França), aqui no Brasil, após passar por Fortaleza, Rio de Janeiro e Belém, aconteceu neste último final de semana, na Casa do Hip-Hop de Diadema (Centro Cultural Canhema), localizado na Zona Sudeste da Grande São Paulo, na Região Metropolitana, a Red Bull BC One Cypher São Paulo.
O espaço é conhecido por ser a primeira Casa do Hip-Hop do Brasil, inaugurada em 1999. O evento regional, que aconteceu no sábado (03) reuniu B-Boys e B-Girls de várias regiões do Brasil e até de outros países. Os ganhadores da Cypher São Paulo foram B-Boy Xandin, que é de Goiânia e que já tinha ganhado a Cypher Brasília por duas vezes no passado e que em 2021 levou a Cypher Brasil, avançando para a Last Chance Cypher, na Polônia. No feminino, a grande campeã foi a B-Girl Rá, da Flow Queens Crew.
B-Girl Rá e B-Boy Xandin, ganhadores da Red Bull BC One Cypher SP
No domingo (04), foi a vez da Red Bull BC One Cypher Brasil, que aconteceu no Auditório Ibirapuera, dentro do Parque Ibirapuera. Um dos lugares de lazer mais tradicionais e frequentados pelos paulistanos, o parque para muitos é o pulmão da capital paulista e foi inaugurado em agosto de 1954. O evento reuniu os ganhadores e classificados de cada regional num grande campeonato, quem comandou a festa foi a DJ Miya B e nas cadeiras de jurados dois grandes nomes estiveram presentes B-Boy Lil G da Venezuela e B-Boy Neguin, que até hoje é o único brasileiro a vencer a prestigiada final da BC One Worlds em 2010, tornando-se o primeiro sul-americano a atingir esse feito.
B-Boy Neguin, único brasileiro campeão da Red Bull BC One
Os ganhadores da Cypher Brasil foram B-Girl Maia, que se sagrou bicampeã pois já tinha ganhado o evento em 2023 e o B-Boy Kley da Tsunami All Stars Crew.
B-Boy Kley e B-Girl Maia na Red Bull BC One Cypher Brazil
Red Bull BC One 2024 – De olho na nova geração
Esse ano a Red Bull BC One teve um olhar especial para a nova geração.
Na Cypher Rio de Janeiro, pela primeira vez no Brasil, uma B-Girl tão nova de apenas 14 anos, paulista, chamada Chaya Gabor, conhecida como B-Girl Angel do Brasil participou do filtro, passou e conquistou, batalhando com sangue nos olhos, o direito de competir entre as Top 16 B-Girls adultas do evento na cidade carioca. Depois, batalhou com a atual campeã da Cypher São Paulo, B-Girl Rá. O evento teve como jurados o B-Boy argelino-francês Lilou e de Brasília B-Girl Fabgirl e o B-Boy Migaz, que é o único brasileiro escolhido como árbitro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
B-Girl Angel do Brasil (14) competindo na Red Bull BC One Cypher RJ
Na Cypher São Paulo, situação semelhante aconteceu o jovem Jhefferson Tavares (16), conhecido como B-Boy Jheff de Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo, que passou no filtro e competiu com o B-Boy Xandin e, mesmo perdendo do veterano, teve a sorte de, através da desistência de um B-Boy, ganhar uma nova oportunidade dos jurados, participando da Cypher Brasil onde acabou perdendo novamente do B-Boy Sisan.
Outro destaque da nova geração foi a B-Girl Kabrony do Pará, irmã da B-Girl Mini Japa; a menina trouxe todo o charme e a dança do norte do Brasil para a competição. Competiu com a B-Girl Fran na nacional, que na ocasião levou a melhor.
B-Girl Kabrony de Belém do Pará
O futuro brilhou na Red Bull BC One 2024! Não há como negar que em todo o mundo a nova geração pede passagem e chega cada vez mais cedo com tudo!
Red Bull BC One World Final RJ
Depois das regionais e da nacional, agora a próxima parada é no dia 07 de dezembro de 2024, quando o Brasil receberá pela terceira vez a fase global da maior competição de Breaking 1×1 do mundo.
A primeira passagem do campeonato pelo Brasil para uma final global foi em 2006, em São Paulo, no Memorial da América Latina. O Rio de Janeiro também já recebeu o torneio em 2012 e essa será a segunda vez que a capital carioca irá sediar a etapa decisiva do evento, celebrando o Breaking e os 20 anos de história do campeonato. Quem serão os grandes campeões dessa edição? Está curioso? Então não fique de fora, corra e garanta o seu ingresso no site https://www.ingresse.com/red-bull-bc-one/
O Portal Breaking World esteve na cobertura de todas as regionais e da Cypher Brazil.
Agradecemos a Red Bull toda a atenção com o nosso Portal!
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Aconteceu no último final de semana, no Circo Voador, na Lapa, um dos bairros mais boêmios e vibrantes da Cidade Maravilhosa, conhecido por seus bares tradicionais, casas noturnas, salões de dança e rodas de samba ao ar livre abaixo dos Arcos da Lapa, a Red Bull BC One Cypher Rio, o evento é o principal campeonato 1×1 da modalidade e nesse ano completa duas décadas de história, o torneio chegou no Rio de Janeiro para uma das seletivas regionais, conhecidas como Cyphers.
Esteve presente o bicampeão mundial B-Boy Lilou, chamado carinhosamente pelos brasileiros de “Lilouzinho”. A grande festa começou com um workshop, no dia 13, na Fundição Progresso, e continuou no dia 14, quando aconteceram as competições, que foram de alto nível com participação de grandes nomes do Breaking brasileiro. No júri, além do francês Lilou, estavam B-Boy Migaz e B-Girl Fab Girl. Apresentando a competição B-Girl e MC Andressa e comandando a festa o DJ Def. Neste ano, o evento ainda contou com a parceria global da Reebok.
Mesmo numa noite fria atípica na cidade do Rio de Janeiro, o Circo Voador tremeu com os filtros e a final masculina pegou fogo entre os B-Boys Kley de Belém do Pará e B-Boy Rato de Uberlândia, que foi o grande campeão da noite. Nas B-Girls, reunindo nova e antiga geração do Breaking o filtro foi bem disputado e a final também foi eletrizante e ficou entre a B-Girl Lua de Ribeirão Preto e B-Girl Nathana, que venceu a competição e que também é de Uberlândia, Minas Gerais.
Após a Cypher de Fortaleza, que aconteceu no mês de maio e do Rio de Janeiro em julho, agora a próxima parada da Red Bull BC One é em Belém e em São Paulo, classificam-se seis dançarinos de cada cidade (três da categoria feminina e três da categoria masculina). Da seletiva de São Paulo, mais 8 vencedores (quatro da categoria feminina e quatro da categoria masculina), além de mais 3 wildcards (atletas convidados), somando, assim, 16 competidores que vão batalhar na grande final nacional. As batalhas acontecem em formato mata-mata, em que os participantes dançam em frente a um painel de jurados e têm habilidades como técnica, criatividade, musicalidade e performance avaliadas.
E depois das Cyphers regionais e nacional em dezembro, pela terceira vez o maior evento de Breaking 1×1 mundial vai ter seu título definido no Brasil, depois de 2006 (São Paulo) e 2012, no próprio Rio. A competição volta ao Rio no dia 7 de dezembro, na Arena Jeunesse, reunindo B-Boys e B-Girls de todo o planeta.
E quem pode competir no mundial ou assistir?
Quem pretende competir tem que ser um dos convidados — em 2023 foram 12 B-Boys e 12 B-Girls, os “wildcards”. Eles são escolhidos por um time de especialistas por sua relevância na cena. As vagas restantes para completar a chave de 16 são disputadas na Last Chance Cypher, evento que rola entre os vencedores das cyphers nacionais.
Nova geração deu um show na batalha kids, dando esperança que dias melhores estão a caminho para o Breaking brasileiro
Faltando menos que um mês para as Olimpíadas de Paris, onde o Breaking estreia como uma das novas modalidades que vai atrair a curiosidade de milhares de jovens para esse grande evento mundial, a dança de rua, por vezes marginalizada no passado, mas que agora virou esporte olímpico, tem despertado interesse da sociedade e principalmente de grandes empresários e marcas que resolveram acreditar e investir nesse elemento da Cultura Hip-Hop.
Aqui no Brasil, aconteceu no último dia 22, no Plaza Shopping Carapicuíba o tradicional evento Breaking Combate, que na ocasião completou 11 anos de muita arte e como de costume, a competição reuniu os melhores B-Boys e B-Girls de todo o Brasil e até de outros países como da República Dominicana e da Argentina, além de sempre revelar grandes talentos da nova geração. O evento, produzido por Eder Devesa (B-Boy e DJ Dunda) e por Chalana Oliveira começou com um workshop gratuito animado do jurado B-Boy Megaman onde participaram dançarinos brasileiros e estrangeiros.
No início da tarde começaram os filtros. Os jurados convidados para julgar as competições foram: B-Girl Bia, B-Boy Allan Jackass e B-Boy Megaman. No microfone, B-Boy Lula mandou muito bem o recado e quem comandou a festa foi o DJ Insano.
O primeiro filtro do dia foi do Baby Combate, que esse ano teve mais de 18 crianças inscritas de até 13 anos, que se deslocaram de diversas partes do Brasil para participar do campeonato, que sempre teve a tradição de ser palco para pequenos grandes talentos brasileiros. Eles deram um show e trouxeram esperança de dias melhores para o Breaking brasileiro. Segundo Eder Devesa, organizador do evento, “as crianças são o futuro! E como na maioria dos esportes tudo começa na base!”.
Exemplo presente na competição é a menina B-Girl Angel do Brasil, que começou a frequentar o evento com 5 anos e que, em 2023 e 2024 foi bicampeã. Esse ano, após as batalhas babys, ela entregou o cinturão para a B-Girl Manuzyh, de Porto Ferreira (SP), que conquistou o primeiro lugar no Baby Combate, numa batalha bem disputada contra o B-Boy Triax, que ficou com o segundo lugar e que também participa do evento desde muito pequeno.
B-Girl Angel cresceu e, já com 14 anos, participou da competição de B-Girls chegando nas quartas de final.
Nas competições femininas, além da Angel, nomes como B-Girl Lua (campeã de 2023), B-Girl Lorinha, B-Girl Bebeia, B-Girl July (Argentina), B-Girl Duda, B-Girl Furacão, B-Girl Matea, entre outras, batalharam na busca da vitória, mas a grande campeã de 2024 foi a B-Girl Lorinha, que no filtro mandou um pião de tirar o fôlego do público presente e numa batalha contra a B-Girl July se sagrou campeã.
Entre os B-Boys a competição foi grande, pesada, mas o grande vencedor desse ano foi o B-Boy Hebrom que recebeu o cinturão do Breaking Combate das mãos do B-Boy Zeus (Campeão de 2023).
Durante todo o evento, quem passou pelo local pode sentir a energia dessa cultura incrível chamada Hip-Hop, que vem das ruas e que atualmente está presente no maior evento esportivo do mundo: as Olimpíadas! Além de conhecer mais sobre o mundo dos B-Boys e das B-Girls, quem se aproximou pode prestigiar obras feitas ao vivo pelo grafiteiro Sotaq. O Breaking Combate, que foi um dos eventos mais esperados do ano, cumpriu mais uma vez sua missão, sendo épico em 2024. Foi um prazer para o Portal Breaking World cobrir mais esse grande evento! Que venham outras edições!
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Infelizmente, o Brasil não terá atletas na estreia do Breaking em Paris em 2024.
Nem B-Boy Leony e nem B-Girl Mini Japa passaram da primeira fase da última seletiva da modalidade, o Olympic Qualifier Series, realizado em Budapeste, na Hungria.
No masculino, Leony perdeu do sul-coreano Hong 10. No feminino, Mini Japa foi derrotada pela japonesa B-Girl Ami Yuasa.
Confira abaixo a lista dos B-Boys e B-Girls classificados no último OQS na Hungria para os jogos olímpicos:
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