No último final de semana (5), aconteceu em São Paulo, num calor de quase 40 graus, no Parque da Juventude, num espaço conhecido como “O Mundo do Circo”, a Red Bull BC One Cypher Brasil, reunindo B-Boys e B-Girls de todos os cantos do país e até do mundo, misturando também várias gerações e personalidades desse elemento da Cultura Hip-Hop. As filas, que pareciam não ter fim para acessar o local onde seriam as competições, confirmavam que o que não faltava era disposição ao público presente, formado na sua grande maioria também por dançarinos, artistas e esportistas, para assistir algumas das batalhas mais eletrizantes e insanas de 2025, no maior campeonato 1 vs 1 de Breaking do mundo. Esse ano a entrada para o público foi gratuita e reuniu também muitas famílias.
Algumas das grandes surpresas desse ano foram os nomes escolhidos para ganhar os “Wild Cards” (que são os convites diretos da direção do evento para o Top 16 da Final Nacional, sem precisar passar nas qualificatórias e sem ter se classificado pelos critérios normais) e também quem acompanha o evento pode notar uma transição entre gerações, que começou ano passado, em 2024, quando na Cypher Rio de Janeiro, num lugar também conhecido como Circo Voador, foi possível ver a paulistana B-Girl Angel do Brasil, de apenas 14 anos, passar com sangue nos olhos no filtro e batalhando depois com a B-Girl Rá no Top 16 das B-Girls adultas, fazendo história como a mais nova B-Girl a se classificar numa qualificatória da Red Bull BC One no país. Na ocasião, o evento foi julgado pelo B-Boy Lilou, pela jurada FabGirl e pelo jurado B-Boy Migaz. E, logo em seguida, no mesmo ano, na Cypher São Paulo, o B-Boy Jheff do litoral de São Paulo, ganhou o Wild Card para ingressar na nacional, perdendo para o B-Boy Sisan.
B-Boy Samukinha versus B-Boy Onnurb
Esse ano, mais novidades! Tivemos a B-Girl Mary-D, que ficou no Top 8 da Cypher São Paulo, B-Boy Samukinha, que também conquistou na arena seu espaço na Cypher Brasil, ficando entre os 4 primeiros colocados na Cypher Brasília e a B-Girl Keké da mesma crew do B-Boy Jheff, que também ganhou seu Wild Card, perdendo no início da vice-campeã Mini Japa. Vale dizer que todos esses jovens são destaques da nova geração de breakers e fazem parte da Seleção Brasileira Youth. São o futuro do Breaking brasileiro.
B-Boy Taz conquistou o público com seu carisma e energia.
Mas a competição também reuniu nomes bastante conhecidos na cena e consagrados, pela arena passaram: B-Boy Taz e B-Boy Luan, que tocaram fogo no circo! Taz trouxe uma energia contagiante, agitando toda a arquibancada, sendo aplaudido por todos, mesmo os jurados escolhendo o B-Boy Luan como vencedor daquele racha. Em seguida, B-Boy Samuka fez algumas das melhores batalhas da noite, primeiro contra o B-Boy Baby, em seguida Samuka passou e batalhou com o B-Boy Perninha, de quem é muito amigo, os dois deram um grande show, depois contra o B-Boy Onnurb, onde após a battle, antes da decisão dos jurados, foi ovacionado por todo público, que gritavam o nome de Samuka! E, por último, passando para a final, batalhou contra o grande Bicampeão da noite, B-Boy Kley. Ainda passaram por ali o B-Boy Rato EVN que é um grande nome do Breaking brasileiro, B-Boy Iguin, entre outros.
B-Boy Samuka e B-Boy Perninha: Breaking sem limites e amizade que contagia.
Entre as B-Girls veteranas estiveram presentes a B-Girl Maia, que foi a ganhadora da Cypher Brasil de 2024, B-Girl Nathana, B-Girl Ana, B-Girl Bebeia, entre outras. Mas a competição mais esperada da noite ficou entre as B-Girls Mini Japa e Toquinha, que algumas semanas anteriores, já tinham se confrontado em outro evento em Brasília, numa batalha bem pesada e que deu o que falar no meio da cena. E que voltaram a se encontrar na Red Bull Bc One na final, onde B-Girl Toquinha foi a campeã da noite.
Um dos momentos mais esperados da noite: B-Girl Toquinha e Mini Japa batalham pelo troféu das B-Girls.
Uma Homenagem a uma lenda que fez história e abriu caminhos…
B-Boy Pelezinho emocionou-se em homenagem.
Além das disputas da Brasil, o evento marcou também os 20 anos da histórica batalha do B-Boy Pelezinho na Final Mundial de 2005, em Berlim, na Alemanha, um marco na história do Breaking brasileiro. Como jurado que integrou o painel no dia anterior, Pelezinho também celebrou três décadas de trajetória e reforçou o legado do Red Bull BC One para as próximas gerações de dançarinos.
B-Boy Kley e B-Girl Toquinha carimbaram o passaporte para Tóquio.
E agora? Bom, para os campeões o foco está no próximo desafio, em novembro vão representar o Brasil nas etapas internacionais. O novo roteiro agora é Tóquio, Japão, na Final Mundial, onde os brasileiros terão a chance de lutar pelo cinturão da Red Bull BC One Mundial, levantado há 15 anos, também em Tóquio, pelo nosso B-Boy Neguin, que sem dúvida é uma outra verdadeira lenda do Breaking brasileiro.
O Portal Breaking World agradece a Red Bull BC One por toda a atenção, respeito e parceria de sempre. Até 2026!
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Aconteceu no último final de semana, no Circo Voador, na Lapa, um dos bairros mais boêmios e vibrantes da Cidade Maravilhosa, conhecido por seus bares tradicionais, casas noturnas, salões de dança e rodas de samba ao ar livre abaixo dos Arcos da Lapa, a Red Bull BC One Cypher Rio, o evento é o principal campeonato 1×1 da modalidade e nesse ano completa duas décadas de história, o torneio chegou no Rio de Janeiro para uma das seletivas regionais, conhecidas como Cyphers.
Esteve presente o bicampeão mundial B-Boy Lilou, chamado carinhosamente pelos brasileiros de “Lilouzinho”. A grande festa começou com um workshop, no dia 13, na Fundição Progresso, e continuou no dia 14, quando aconteceram as competições, que foram de alto nível com participação de grandes nomes do Breaking brasileiro. No júri, além do francês Lilou, estavam B-Boy Migaz e B-Girl Fab Girl. Apresentando a competição B-Girl e MC Andressa e comandando a festa o DJ Def. Neste ano, o evento ainda contou com a parceria global da Reebok.
Mesmo numa noite fria atípica na cidade do Rio de Janeiro, o Circo Voador tremeu com os filtros e a final masculina pegou fogo entre os B-Boys Kley de Belém do Pará e B-Boy Rato de Uberlândia, que foi o grande campeão da noite. Nas B-Girls, reunindo nova e antiga geração do Breaking o filtro foi bem disputado e a final também foi eletrizante e ficou entre a B-Girl Lua de Ribeirão Preto e B-Girl Nathana, que venceu a competição e que também é de Uberlândia, Minas Gerais.
Após a Cypher de Fortaleza, que aconteceu no mês de maio e do Rio de Janeiro em julho, agora a próxima parada da Red Bull BC One é em Belém e em São Paulo, classificam-se seis dançarinos de cada cidade (três da categoria feminina e três da categoria masculina). Da seletiva de São Paulo, mais 8 vencedores (quatro da categoria feminina e quatro da categoria masculina), além de mais 3 wildcards (atletas convidados), somando, assim, 16 competidores que vão batalhar na grande final nacional. As batalhas acontecem em formato mata-mata, em que os participantes dançam em frente a um painel de jurados e têm habilidades como técnica, criatividade, musicalidade e performance avaliadas.
E depois das Cyphers regionais e nacional em dezembro, pela terceira vez o maior evento de Breaking 1×1 mundial vai ter seu título definido no Brasil, depois de 2006 (São Paulo) e 2012, no próprio Rio. A competição volta ao Rio no dia 7 de dezembro, na Arena Jeunesse, reunindo B-Boys e B-Girls de todo o planeta.
E quem pode competir no mundial ou assistir?
Quem pretende competir tem que ser um dos convidados — em 2023 foram 12 B-Boys e 12 B-Girls, os “wildcards”. Eles são escolhidos por um time de especialistas por sua relevância na cena. As vagas restantes para completar a chave de 16 são disputadas na Last Chance Cypher, evento que rola entre os vencedores das cyphers nacionais.
A Mostra de Artes de Diadema é um evento presente no calendário cultural anual realizado na cidade. Com a instituição do Prêmio Cultural Plínio Marcos, foram estabelecidos os seguintes objetivos: difundir as diversas linguagens artísticas existentes na cidade; promover a produção realizada pelos artistas da cidade e oferecer à população um painel da atual criação artística, em suas mais diversas expressões.
A Mostra abrange diversas áreas artísticas, como artes visuais, música, teatro, dança, literatura e audiovisual, proporcionando um amplo panorama da diversidade e talento presentes na comunidade artística de Diadema.
A Mostra ocorre ao longo do mês de setembro, em diversos centros culturais e bibliotecas da cidade. A participação e entrada são gratuitas para todos que queiram participar e desfrutar das diferentes manifestações artísticas. Ao todo são mais de 120 mil reais em prêmios nas mais diversas categorias.
É um evento cultural abrangente e inclusivo, que valoriza a produção artística local e promove o acesso à cultura na cidade. Por meio da Mostra, Diadema se consolidou como um importante polo cultural, destacando-se pelo talento de seus artistas e pela diversidade de suas expressões artísticas.
B-Boy Megaman Imagem: ® The Sarará
Um dos destaques deste ano é a inclusão de uma série de fotografias dedicadas ao universo do Breaking, nova modalidade olímpica de Paris 2024. Esse elemento da Cultura Hip-Hop é uma forma de dança que emergiu das ruas, sendo uma manifestação artística carregada de energia e história. Essa expressão única, que combina movimentos fluidos, a rivalidade e o ranço das ruas e acrobacias impressionantes, é uma fonte inesgotável de inspiração para artistas e observadores. E agora, na Mostra de Artes Diadema 2023, os amantes do Breaking terão a oportunidade de mergulhar nas sutilezas e na intensidade dessa dança através do olhar do Fotográfo Sarará Rodrigues.
A exposição vai oferecer um olhar íntimo e poderoso sobre essa forma de dança vibrante. Cada imagem captura a energia, a paixão e a dedicação dos dançarinos, bem como a atmosfera única que envolve cada movimento. Essas fotografias são mais do que instantâneas; são histórias visuais que narram a jornada e a expressão pessoal de cada artista.
Além de oferecer uma viagem ao mundo desse elemento da Cultura Hip-Hop, a exposição fotográfica também celebra o trabalho e a visão dos próprios fotógrafos. Suas habilidades em capturar momentos fugazes e transformá-los em obras de arte estáticas é uma prova do poder da fotografia como meio de expressão.
Os visitantes da Mostra de Artes Diadema 2023 serão convidados a explorar a exposição de fotografias e a se deixar envolver pelas histórias contadas por trás de cada imagem. Será uma oportunidade única para apreciar a dança em sua forma mais pura e visceral, por meio do olhar sensível e artístico dos fotógrafos.
Portanto, prepare-se para uma experiência visual e emocional única na Mostra de Artes Diadema 2023. A exposição de fotografias de Breaking é apenas um dos muitos destaques que aguardam os visitantes, prometendo enriquecer ainda mais a celebração da arte e da cultura em nossa cidade.
Serviço:
Lançamento: 01 de setembro Horário: 19h30 Local: MASP, Museu Arte Popular Rua Graciosa 300, Centro -Diadema Duração: Todo o mês de setembro Entrada Gratuita
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Esta semana o Rio de Janeiro voltou a sediar, mais uma vez, a Gymnasiade, Olimpíada do Desporto Escolar, que reuniu mais de 2 mil estudantes atletas da categoria sub-15 de 46 países de todos os continentes. O Breaking foi uma das modalidades e claro que o Portal Breaking World esteve presente para cobrir o evento e acompanhar de perto o desempenho de uma nova geração pequena no tamanho ou na idade, mas gigante no talento. A maioria dos atletas filiados na CNDD que foram convocados pela CBDE foram os medalhistas da categoria Kids do Primeiro Campeonato Oficial de Breaking Como Esporte, que aconteceu no ano passado, realizado pelo Conselho de Dança Desportiva.
Coletiva de Imprensa
No dia 18 aconteceu a coletiva de imprensa, o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e vice-presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF em inglês), Antônio Hora Filho, declararou que se forem computadas também todas as equipes de trabalho, as pessoas que acompanham os atletas e familiares, o evento teria envolvido mais de 4 mil pessoas. São dele as palavras: “Nós somos esporte, mas não só esporte. Somos esporte educacional. Nós utilizamos do esporte como uma ferramenta de formação da cidadania e de educação”.
A maior delegação foi a do Brasil, com 404 membros, sendo 323 estudantes atletas – 161 mulheres e 162 homens -, o que para Antônio Hora Filho resulta das ações pró equidade desenvolvidas pela entidade. “Significa dizer que a política de equidade da CBDE vem trazendo efeitos benéficos para a nossa sociedade, incluindo a mulher definitivamente no esporte”.
Hora Filho lembrou que essa é também a maior delegação que o Brasil já apresentou em edições da Gymnasiade. A expectativa do dirigente é garantir um bom resultado. “Nas últimas Gymnasiades sub-18, o Brasil, desde 2013, sempre figura entre os três países com maior número de medalhas no cômputo geral. A nossa expectativa nesse ano foi estar no topo do quadro geral de medalhas, competimos em solo brasileiro, com todo o clima e a torcida. Os atletas não tiveram problemas de adaptação ao clima e pressão psicológica. A nossa delegação esteve bastante numerosa. Nós acreditamos que o Brasil pode voltar ao topo do quadro geral de medalhas. Essa é uma boa perspectiva para que as próximas gerações olímpicas sejam um reflexo dessas competições escolares”, disse o presidente da CBDE.
Milhares de atletas participam da Gymnasíade 2023 no Rio de Janeiro. Imagem: CBDE
Depois do Brasil, a China é a delegação com maior número de integrantes com mais de 200 componentes. O Chile é a terceira, com 164 membros, e os Estados Unidos com 122 inscritos.
Na primeira edição do evento no Brasil, em 2013, a sede foi Brasília. Naquela edição, os estudantes atletas eram da categoria sub-18. “Não podemos esquecer que é do esporte educacional que surgirão os talentos, e nós temos exemplos recentes. A nossa medalhista da ginástica Rebeca [Andrade], que ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas, a primeira medalha internacional que ela ganhou foi em 2013 quando realizamos o Gymnasiade sub-18 em Brasília, e ela se iniciando na sua vida esportiva ganhou a sua primeira medalha internacional na mesma prova que seis anos depois se transformou em campeã olímpica. No desporto escolar, formar atletas é importante, mas formar cidadãos é muito mais importante”, disse Hora Filho.
Para o presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF), o francês Laurent Petrynka, a participação dos estudantes atletas é mais do que representar a própria modalidade esportiva. “Quando você compete nos eventos da ISF, não está apenas representando o seu esporte, está representando a sua família, a sua cultura, o seu potencial”, disse, acrescentando que uma das razões da ISF em organizar essas competições é desenvolver nos estudantes os verdadeiros valores olímpicos.
Cerimônia de Abertura
A ministra do Esporte, Ana Moser, esteve na cerimônia de abertura no domingo (20). A mascote dessa vez foi um pássaro carioca, chamado Rio, que teve o nome escolhido em uma consulta entre os participantes. A ISF U15 Gymnasiade 2023 apresentou 18 modalidades: tiro com arco, atletismo, badminton, basquete 3×3, boxe, caratê, dança esportiva, esgrima, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, orientação, natação paralímpica, natação, tênis de mesa, tae-kwon-do, wrestling e xadrez.
As competições foram realizadas na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), com encerramento do evento no sábado (26). O retorno das delegações para os seus países está previsto para os dias 27 e 28.
As provas foram disputadas nas arenas cariocas 1 e 2, no Centro Olímpico de Tênis e Vila Olímpica, instalados no Parque Olímpico da Barra da Tijuca; na Arena da Juventude, no Complexo Esportivo de Deodoro; e no Complexo Esportivo da Universidade da Força Aérea (Unifa), em Sulacap. Todos esses equipamentos estão na zona oeste da cidade.
O secretário de estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, incentivou a presença do público lembrando que os ingressos para assistir as competições eram grátis. “A grande oportunidade de convidar a população para vir vibrar e assistir esses atletas competindo. Muitos deles, quando competem fora do Rio, não têm oportunidade de levar um parente para assisti-los, pelo custo, dificuldade logística e pelo calendário. Essa foi uma grande oportunidade de vermos esses atletas competindo e de trazer para perto a comunidade esportiva que o Rio de Janeiro possui, e mais uma vez ocupar essas arenas olímpicas, daquilo de mais marcantes que nós temos que é a alegria e a receptividade do povo brasileiro”, disse.
Como foi a chegada da delegação de Breaking?
B-Girl Angel do Brasil
B-Girl Mary-D
B-Boys Pablo e Samukinha
A Delegação Brasileira Sub 15 composta pelos atletas B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary D (14), B-Boy Samukinha (14) e B-Boy Pablo (13) chegaram ao evento na véspera da Competição (21), enfrentaram alguns problemas como cobrança de taxas aéreas indevidas, atraso na hospedagem, mudança de dias e horários de competições, chão impróprios que causaram feridas e lesões nos atletas, manifestações no meio da competição de alguns responsáveis por atletas que verificaram que alguns nomes não constavam como escritos para competir e ainda mudança de hotel. Problemas diversos onde alguns foram solucionados e outros não. Tirando um pouco do brilho do evento! Uma pena pelo tamanho e importância da Gymnasiade e pelo o que significa eventos desse porte para a nova geração de atletas brasileiros
E a Competição?
Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no Rio de Janeiro pela seleção Sub 15 na Competição o Brasil despontou nas primeiras colocações do mundial, confira:
B-Girl Mary D ficou em3° lugar no individual de B-Girls e na dupla mista;
B-Boy Samukinha em 4° lugar no individual de B-Boys e em3° lugar na dupla mista;
B-Girl Angel do Brasil em 4° lugar no individual de B-Girls e em 4° lugar de duplas mistas;
B-Boy Pablo 5° lugar no individual de B-Boys e 4°na dupla mista
O evento continua até o dia 26 de agosto. A Gymnasiade é organizada pela ISF em parceria com a CBDE, com apoio do Sesc Rio; da Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (FEERJ); do governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer; e do governo federal, por meio do Ministério do Esporte.
Fotos: Breaking World
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
“Pushing Progression: Breaking” mostra como a nova modalidade olímpica saiu das ruas do Bronx para o mundo.
Conteúdo está disponível gratuitamente na Red Bull TV
Que tal aproveitar o mês que celebra 50 anos da cultura Hip-Hop para mergulhar nesse universo e conhecer diferentes histórias? Em clima de celebração, na última terça-feira (8) estreou um episódio inédito do documentário “Pushing Progression: Breaking”, que retrata a evolução do Breaking que a menos de 1 ano vai ser nova modalidade olimpica no maior evento multiesportivo do planeta. O conteúdo está disponível de forma gratuita na Red Bull TV, por meio do link: www.redbull.com/br-pt/episodes/pushing-progression-s1-e7
Lenda da cena Hip-Hop e dono de hits que marcaram gerações, o rapper Busta Rhymes se juntou a alguns dos principais B-Boys e B-Girls do mundo no sétimo episódio da série. Por lá, exploram como o Breaking saiu das ruas do distrito de Bronx, região periférica de Nova York, emergiu como um estilo de dança no final dos anos sessenta, e como prosperou por mais de uma década antes de fazer sua estreia na cultura mainstream em 1984. Na ocasião, 100 breakers se apresentaram na cerimônia de abertura do maior evento esportivo do mundo, o que impulsionou o Breaking globalmente. Os breakers entrevistados no documentário apontam que a modalidade mudou muito desde o seu surgimento no Bronx. “Estamos em território novo com o Breaking, onde nunca estivemos antes”, avalia o B-Boy canadense Phil Wizard. A americana Logistx, campeã mundial em 2021, também fala sobre suas expectativas com relação ao avanço da modalidade nos próximos anos: “Vai ser cada vez mais competitivo. Com essa competitividade, espero que permaneçamos uma cultura unificada”.
Referências da cena protagonizam a produção, como os B-Boys Lilou, bicampeão mundial; Phil Wizard, integrante do Red Bull BC One All Stars, um dos maiores grupos de Breaking do planeta; Alien Ness, americano renomado mundialmente na cena e Shigekix, campeão mundial em 2020; e as B-Girls Logistx, campeã mundial em 2021 e Ami, primeira B-Girl a se tornar campeã mundial do Red Bull BC One, em 2018.
E os brasileiros?
Imagem: ® Little Shao / Red Bull
Em outubro, os vencedores da etapa nacional do Red Bull BC One, a B-Girl Toquinha e o B-Boy Leony, irão representar o Brasil em Roland-Garros, em Paris, na Last Chance Cypher [ uma espécie de filtro com campeões de cyphers feitas no mundo todo ] – em busca de uma vaga na Final Mundial do campeonato. O Brasil terá também outros dois representantes que passaram direto para a Final Mundial: B-Boy Allef, grande destaque no cenário de Breaking mundial por ter um estilo próprio repleto de musicalidade, originalidade e personalidade, e B-Girl Maia, campeã nacional de 2022 que acumula diversos títulos e premiações. Ambos foram classificados como wildcards, convites feitos para aquecer ainda mais as batalhas e são os dois primeiros brasileiros a garantirem vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2023.
Imagem em destaque: ® Little Shao / Red Bull
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
No último final de semana, aconteceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, mais uma etapa do Circuito Mundial do Breaking for Gold World Series. A competição, que conta pontos para o ranking olímpico do Breaking, nova modalidade olímpica de Paris 2024, teve como vencedor o B-Boy Dany, da França, que venceu o B-Boy Phil Wizard, do Canadá, por 2 a 1 na decisão. Na disputa pelo bronze, o B-Boy Shigekix, do Japão, derrotou o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos.
Um pódio asiático no Breaking Feminino, Japão (Ouro e Bronze) e China (Prata) Imagem: ® Breaking World
No feminino, as B-Girls 671, da China e Ami, do Japão, encontraram-se novamente na final, repetindo duelo que já tinha acontecido no último Breaking For Gold World Series do Japão, sendo que, dessa vez, a B-Girl Ami levou a melhor ficando com a medalha de ouro e a braba menina 671 com a prata! O bronze foi para outra representante do Japão, a veterana B-Girl Ayumi, que passou pela B-Girl India, dos Países Baixos.
E como foi o desempenho do Brasil?
Bem, o Brasil infelizmente perdeu em casa, deixando o campeonato no primeiro dia de evento. B-Girl Nathana (MG) e B-Girl Toquinha (SP) saíram do Breaking for Gold World Series no Rio de Janeiro já na fase preliminar. B-Boy Luan San (SP), B-Boy Rato (MG) e B-Boy Leony (PA) perderam no Top 64, sendo a paraense Mayara Collins, conhecida como B-Girl Mini Japa, a única do Time Brasil que chegou ao Top 32, onde foi derrotada pela atual campeã Ami, do Japão.
No domingo (16), aconteceu ainda, encerrando o agitado final de semana carioca, o Breaking 3vs3 da CNDD (Conselho Nacional de Dança Desportiva), num lugar lindo, de frente para a praia da Reserva na Barra da Tijuca. O evento foi aberto a todos da Cultura, não valendo pontuação no ranking olímpico. O trio campeão foi: B-Boy Alvin e B-Boy Lil G, ambos da Venezuela e B-Boy Leony, do Brasil.
B-Girl Ami (Japão), medalhista de ouro no Brasil Imagem: ® Breaking World
De olho nas Olimpíadas:
Sobre a próxima etapa do Breaking for Gold World Series, será em Montpellier, na França, nos dias 17 e 18 de maio. Os Campeonatos Europeu, Africano e Pan-Americano também serão realizados no próximo mês. Só ficar de olho aqui no Portal Breaking World e acompanhar tudo que acontece na corrida olímpica para Paris 2024 e no mundo do Breaking.
B-Girl 671 (China) é uma das grandes expoentes da nova geração de B-Girls Imagem: ® Breaking World
Imagem em destaque: Os medalhistas do BfG no Brasil – Imagem: ® Breaking World
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Ele nasceu na Paraíba, na cidade de João Pessoa, mas foi em 2005, com apenas 12 anos, que após assistir um DVD de um campeonato de Breaking decidiu se dedicar de corpo e alma a esse elemento da Cultura Hip-Hop. Cresceu praticando saltos mortais, plantando bananeiras e se dedicando aos movimentos flexíveis, o que o levou a ser um dos caras mais flexíveis do Brasil, claro que estamos falando do Jonas Flex. Neste último mês, ele esteve em São Paulo como jurado e palestrante do campeonato Breaking Combate, onde falou de assuntos bem importantes como viver da dança, lesões e oportunidades para dançarinos. Jonas está de malas prontas para a Europa, onde pretende passar uns 40 dias participando de campeonatos, como World Breaking Classic, The Notorious I.B.E e Outbreak. O Portal Breaking World correu e levou aquele papo com esse mano que, sem dúvida, é uma referência não só na dança, mas na conduta dentro da cena. Confira a entrevista:
BW: Queria que você nos falasse um pouco da sua infância, onde nasceu e cresceu e que lembranças tem dessa época?
Jonas Flex: Nasci e cresci na Paraíba, na cidade de João Pessoa, no bairro do Geisel, toda minha infância foi cercada de aventuras, dentro do meu bairro, andando de bicicleta, soltando pipa, jogando bola, praticando saltos mortais e “plantando bananeira”.
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: Quando teve contato pela primeira vez com a Cultura Hip-Hop? O que mais te chamou a atenção?
Jonas Flex: Desde criança eu sempre tive contato o Hip-Hop, na música e Graffiti e depois de alguns anos, com 12 anos de idade, tive meu primeiro contato com o Breaking, através de um DVD, onde assim que assisti me identifiquei com aqueles movimentos, pois sempre achei que meu corpo pedia isso.
BW: E com o Breaking? Quem foram suas referências e com quem aprendeu a fazer seus primeiros movimentos? Alguém te ensinou? Em que ano foi isso?
Jonas Flex: Minha primeira referência foi o DVD do Red Bull BC One 2005, após assistir eu fui atrás de pessoas que dançavam no meu bairro e acabei encontrando algumas pessoas que estavam iniciando e outras que já dançavam, assim fui criando conexões e comecei a praticar cada dia mais.
BW: Quando começou a se envolver com o Breaking, você teve apoio da sua família?
Jonas Flex: No início não tive tanto apoio, eu era muito novo e ainda estava no ensino fundamental e minha mãe disse que “eu só podia dançar se eu fosse aprovado e no dia que eu reprovasse nunca mais eu colocaria a mão no chão para dançar”, aí, desse jeito, eu me dediquei muito aos meus estudos e consegui finalizar ensino fundamental, médio e superior sem reprovar nenhuma vez, sendo assim, ganhei a confiança dos meus pais e com o tempo eles começaram a me apoiar muito e valorizar o que eu fazia. Hoje eu sou formado em Licenciatura em Dança pela UFPB (universidade Federal da Paraíba).
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: E de onde vem tanta flexibilidade nos movimentos?
Jonas Flex: Quando iniciei no Breaking, eu me identifiquei com os movimentos flexíveis, me alonguei muito junto com o professor de ginástica, que me auxiliava nos alongamentos e me fazia ir além dos meus limites. Sempre achei que seria o cara mais flexível do mundo, mas aí eu alonguei tanto que quase me machucava e resolvi diminuir no alongamento para não ter um problema no futuro, mas ainda fiquei muito flexível até os dias de hoje, ultimamente tenho alongado apenas para manter o que eu já tenho.
BW: Com que idade começou a competir no Breaking? Fale um pouco das principais vitórias e dos principais eventos por onde passou.
Jonas Flex: Minha primeira batalha foi com 13 anos de idade, eu dançava Breaking há menos de um ano, foi uma experiência incrível, mas não me dei bem em relação a vitória, mas me dei bem com a experiência que adquiri, que foi essencial para minha evolução como dançarino, até que o tempo foi passando e fui ficando em vários pódios de terceiro, segundo e primeiro lugar. Ganhamos 5 vezes o Giga B-Boys/B-Girls em Pernambuco, ganhamos 4 vezes o EDCRA na cidade de Exu (PE), ficamos 3 vezes em segundo lugar no Festival Cearense de Hip-Hop em Fortaleza (CE), já participei de vários Red Bull BC One Cypher Brasil, já participei de eventos internacionais como Unidisputed, Crashfast, BBIC no The Notorious IBE Holanda, Breaking It Up Hungria, Outbteak Eslováquia.
BW: Recentemente, você esteve em um grande evento aqui em São Paulo e, numa roda de conversa, falou sobre viver do Breaking aqui no Brasil. Queria que nos contasse a sua experiência, se alguém te apoiou financeiramente, patrocinou e que conselhos você daria para quem pretende viver da dança?
Jonas Flex: Esse é um dos assuntos mais complicados e delicados para mim, pois viver bem trabalhando com dança aqui onde eu moro em João Pessoa, para mim foi e ainda está sendo impossível, tive que buscar outros meios para conseguir realizar “meus sonhos” e pagar meus boletos. Abri uma empresa e hoje trabalho com moda Street Wear, mas para quem realmente quer viver da dança, eu aconselho se dedicar bastante, mas sempre ter dois caminhos, para caso um caminho não dê certo, você tenha o outro, assim transformando os dois caminhos em um e não se tornar um “dançarino frustrado”.
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
BW: Nos últimos anos vivemos muitas mudanças, o Breaking virou uma modalidade olímpica. Como você vê todas essas mudanças, cultura versus esporte e a forma que vem sendo trabalhado no Brasil. Olhando o cenário mundial estamos preparados para subir num pódio?
Jonas Flex: O Breaking nos Jogos Olímpicos é de extrema importância, pois trará muita visibilidade e valorização para o Esporte/Dança, gerando emprego e patrocínio de grandes empresas para os B-Boys/B-Girls, sendo assim, alcançaremos o tão sonhado “Viver bem de dança no Brasil” algo que eu espero dizer um dia, hoje é possível para mim.
BW: Verdade que esse ano você vai para fora? Quais são seus planos? Por que países pretende passar? E por quanto tempo pretende ficar fora do Brasil?
Jonas Flex: Vou passar 40 dias na Europa, onde estarei participando de vários eventos, como World Breaking Classic, The Notorious I.B.E e Outbreak e, claro, fazendo aquele network, criando uma conexão com novos amigos e aprendendo um pouco da cultura de cada país que estarei passando.
BW: Jonas, você é um B-Boy bem experiente e já gravou vários tutoriais que têm ajudado B-Boys e B-Girls espalhados pelo Brasil. Outro assunto que você tocou na roda de conversa no evento aqui em São Paulo, foi sobre o “perigo das lesões”. Nos fale um pouco sobre esse assunto e se existe uma forma de se cuidar mais e de diminuir os riscos?
Jonas Flex: Esse é um assunto que eu posso falar, pois sou a prova viva. Infelizmente, para quem não sabe, eu sempre eu fiz Street Show, por 10 anos, como dependente, para completar minha renda, ou seja, se eu não dançasse no semáforo de trânsito e na orla da praia, eu ficaria sem dinheiro para se manter, o que foi um pensamento muito triste da minha parte, pois poderia ter pego outro trabalho para poupar meu corpo; no semáforo de trânsito eram, em média, 80 entradas com flares e handhops e isso foi desgastando meu corpo, principalmente a virilha, pois o corpo não aguentou o excesso de exercício físico. Hoje eu evito dançar sem me alongar ou aquecer, para não me lesionar. Muitas vezes você vai em um shopping ou algum passeio e as pessoas falam “Faz um flare aí, ou dá uma entrada para eu gravar” e, assim, na emoção, você acaba fazendo e aquilo pode te custar uma lesão crônica ou tão demorada que pode durar anos e nunca mais ser o mesmo corpo, eu fiquei lesionado da minha virilha por 7 anos, isso tudo porque eu fazia o Street Show na orla de praia sem me alongar e acabei adquirindo essa lesão, e olha que em 2014 eu era um dos caras mais flexíveis do Brasil, mesmo assim não teve jeito, a lesão ficou até 2021 e hoje estabilizou 90%, mas depois de passar por vários médicos, fisioterapia, nada dava jeito, até que desisti de tudo e deixei ver até onde ia e acabou melhorando, talvez por sorte (risos tristes).
Imagem: Little Shao
BW: Em alguns eventos, você tem dançado de luva devido a um suor excessivo nas mãos. Na medicina, isso é chamado de Hiperidrose, é isso? Talvez você não seja o único que passa por esse problema. Pode explicar um pouquinho da sua experiência, do que acontece com você e quais as alternativas para resolver isso?
Jonas Flex: Para quem não sabe, eu tenho esse problema de Hiperidrose, que é um suor excessivo nas mãos, isso me atrapalhou desde o início quando comecei a dançar Breaking, vários eventos eu deixei de participar devido o piso ser muito liso e não dar para mim. Perdi as contas de quantas vezes eu caí ou deixei de fazer meus movimentos devido o piso liso, até que eu fui para o evento Red Bull BC One Fortaleza 2021, onde estava super preparado, com várias entradas e movimentos para ganhar e acabei escorregando no piso e não consegui desenvolver como eu gostaria. Após sair de lá, muito triste, eu fui atrás de um método para solucionar o meu problema, o que eu já deveria ter corrido há muito tempo, tentei várias coisas, como pó magnésio, gesso, entre outros e nada deu certo. Então, fui atrás de uma luva que não deixasse escorregar e fosse confortável para eu dançar. E resolvi meu problema, por enquanto, porém, pretendo fazer essa cirurgia para parar de suar, ela no particular passa de R$ 20.000,00, mas estarei buscando pelo SUS aqui na minha cidade e espero conseguir o mais rápido possível, além disso, eu tenho Ceratocone, um problema de vista que deforma a córnea e fiz a cirurgia de um olho e ainda falta o outro, depois disso estarei 100% para me dedicar ainda mais ao meu Breaking.
BW: Quais são seus planos para o futuro?
Jonas Flex: Meus planos para o futuro, é conseguir viver bem da dança, algo que no fundo eu ainda acredito que será possível, mas também se não der certo, continuarei firme e forte com meu Breaking e trabalhando na minha área de empreendedorismo e me dedicando ao máximo como sempre fui.
BW: Deixe uma mensagem para os leitores do Portal Breaking World?
Jonas Flex: Deixo meu agradecimento ao Portal Breaking World, por poder contar um pouco da minha história, também agradeço a todos vocês que tiraram um tempinho para ler mais sobre mim, que nós do Breaking e da dança no geral, nunca venham a desistir de sonhar, mas nunca fiquem apenas no sonho, vamos realizar, novos tempos estão por vir, foco no trabalho.
Imagem em destaque: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Jonas Flex / Arquivo Pessoal
Imagem: Lucas Matheus
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Sem patrocínio e sem mixer próprio, no DMC World, DJ Erick Jay mostra porque é um campeão e está entre os melhores DJs do mundo
O nome dele é Erick Garcia (41), na cena conhecido como o gigante DJ Erick Jay. Da zona leste de São Paulo direto para o mundo, o DJ Erick Jay, conhecido e respeitado internacionalmente, numa conversa bem sincera entrando pela madrugada com o Portal Breaking World, falou sobre patrocínio, sobre a importância do DJ na Cultura Hip-Hop, sobre persistência, foco, boicote e humilhação. Nesse bate-papo, Erick Jay também explanou sobre sua própria história, contou que começou a trabalhar com 11 anos e na Cultura Hip-Hop entrou dançando, mas logo se decidiu pela arte dos toca discos. São dele as palavras: “Gostava de ir nos bailes, ouvir os scratches nas músicas, ver os DJs tocando. Eles conduziam as pessoas, tinham as pistas nas mãos”. Jay na entrevista mostra porque é um campeão e está entre os melhores DJS do mundo. Em outubro desse ano, ele chegou na final da categoria ‘Battle for World Supremacy’ do DMC 2021 e mais uma vez foi o grande campeão. Na ocasião, devido às dificuldades ocasionadas pela pandemia, competiu com o mixer emprestado de um aluno e mesmo assim o talento venceu a dificuldade! Confira a entrevista:
BW: Erick, seu nome completo, idade, queria que você falasse um pouco da sua infância, parece que você nasceu e cresceu na Zona Leste de São Paulo. Que lembranças tem dessa época? Como era sua vida em família? Foi uma vida difícil?
DJ Erick Jay: Eu sou o Erick Garcia mais conhecido como DJ Erick Jay, sou da Zona Leste de São Paulo, tenho 41 anos de idade. Minha infância foi difícil, não foi nada fácil comecei a trabalhar cedo com 11 anos, estudava e trabalhava em ferro velho, entregava papel, cuidava de carro, entregava jornal, foi aí que aos 11 anos, a Cultura Hip-Hop entrou na minha vida. Eu comecei dançando e depois de um bom tempo que eu fui me tornar DJ. Eu vi os DJs do Hip-Hop e também da cena eletrônica. Eu dançava, então, gostava de colar nos bailes Black e nos bailes de música eletrônica, foi aí que começou minha carreira e meu foco em ser DJ, porque eu gostava muito, a forma como o DJ conduzia e tinha a pista na mão.
Erick Jay começou na Cultura Hip-Hop aos 11 anos, já foi B-Boy, dançou na São Bento e hoje é um dos melhores DJs do mundo Imagem: Arquivo Pessoal
BW: Sua família era ligada a arte também ou não?
DJ Erick Jay: Em casa meu pai era DJ, ele tinha muitos discos, muitos VHS, muita fita gravada de músicas, ele colocava as músicas no rádio e eu cresci ouvindo música e isso ajudou muito também. Minha família sempre gostou muito de música, meu pai e minha mãe. Eu cresci ouvindo Antena 1, Alpha FM até que eu descobri a Metrô FM, que tocava Rap e eu ficava ligado nas rádios.
BW: Quando começou o seu interesse pela Cultura Hip-Hop? Quando rolou o primeiro contato com a Cultura?
DJ Erick Jay: Meu interesse pelo Hip-Hop começou aos 11 anos, eu ouvia os Raps e também gostava de dança, então, eu queria dançar Breaking, eu lembro como se fosse ontem, eu vi meu irmão assistindo um filme chamado Beat Street com os amigos na sala e eu falei: “Caramba! Que louco!”. E foi ali que começou minha paixão pela dança, pelo Breaking e mais tarde eu fui para o DJ.
BW: Você começou dançando? Era B-Boy? Nos conte isso…
DJ Erick Jay: Dentro da cultura, um dos primeiros contatos com a Cultura Hip-Hop foi com a dança, em 1991. E eu dançava mesmo, eu ia para a São Bento. Eu também ia para os bailes, dançava muito mesmo.
BW: Os bailes que você frequentava, os grandes DJs… Quais foram suas referências? E o que mais te fascinava em tudo isso? Quando decidiu de fato ser DJ?
DJ Erick Jay: Eu fui um cara privilegiado de ter crescido nos anos 90, nos bailes de equipes onde tinham vários DJs, tinha o Grandmaster Duda, o Ney, o Luciano, tinha o Mister, o Katatau, Silvinho, tinha vários… eu via os caras tocarem e queria ser igual a eles! E o domínio de pista que eles tinham eu achava louco! Eles foram minhas influências iniciais, depois vieram outras. Mas os DJs de baile foram eles! A magia que tem das mixagens não só nos bailes Black, mas nos eletrônicos também. Tinha o Marc, o Patife, tinham muitos caras que eram bons! Eu gostava muito de ver os caras tocarem, então, eu acredito que cresci na melhor época! Tudo isso me incentivou demais a ser DJ.
Flyer oficial comemorativo da conquista do brasileiro no maior campeonato mundial de DJs do mundo Imagem: DMC World
BW: Erick, fale da importância dos DJs entre todos os outros elementos da Cultura Hip-Hop?
DJ Erick Jay: O DJ é o principal e o primeiro elemento da Cultura Hip-Hop. O DJ tem que estar na dança, o DJ tem que estar com os MC’s, o DJ tem que estar no Graffiti, então, isso é um fato, o DJ é quem aparece primeiro na Cultura Hip-Hop, lembremos do Kool Herc. O tempo vai passando e às vezes vamos sendo menos valorizados, mas o DJ é o principal elemento da Cultura Hip-Hop.
BW: Nos conte sobre o início de sua carreira como DJ. Com quem aprendeu a arte dos toca-discos? E o que foi um diferencial na sua vida para que você chegasse onde chegou?
DJ Erick Jay: Eu comecei um pouco tarde na arte dos toca discos, no final dos anos 90 fui incentivado pelo meu professor, que era o DJ Zulu, que me ensinou todos os meus toques para eu chegar onde eu cheguei, graças ao respeito que eu tive aos DJs que vieram antes de nós, foram eles que pavimentaram a estrada para nós e eu fui longe pois sempre respeitei quem começou antes de mim. O respeito sempre será a chave para chegar em algum lugar! Desde o início foi difícil, eu comecei como DJ de quermesse, de aniversário, de casamento, como a maioria dos DJs da minha época começaram, mas depois eu quis umas paradas a mais, eu quis ir para o mundo, entrei no Hip-Hop DJ, que é feito pela 4P, no ano de 2002, que era para revelar os talentos, esse campeonato era feito pelo KL Jay e pelo Xis da 4P, evento que revelou vários talentos na história do Hip-Hop e eu fui um deles! Do Hip-Hop DJ para o mundo!
BW: Você atuou por anos como o DJ do programa Manos e Minas (TV Cultura) e o programa ‘Gringos Podcast‘, ao lado de Kamau e também do apresentador Ney Gringos. Nos fale dessa experiência?
DJ Erick Jay: Eu trabalhei durante 10 anos no Programa Manos e Minas na TV. Único programa dedicado a Cultura Hip-Hop, foi uma experiência muito legal porque eu tinha liberdade, eu que cuidava da trilha sonora do programa e tinha o meu momento também, depois, eu comecei a ser repórter, eu entrevistava a galera, foi uma experiência que me permitiu dar continuidade e aí fui convidado para ser apresentador do Gringos Podcast, que também era dedicado a galera do Hip-Hop, a experiência foi muito legal!
Segundo Erick Jay é necessário foco contínuo para grandes conquistas Imagem: DMC World
BW: O tempo de pandemia tem sido muito difícil para você? Verdade que um de seus alunos teve que te emprestar o mixer, que classifica como o “coração” do toca-discos, para competir no DMC World, por que você teve que vender o seu equipamento para conseguir segurar as contas?
DJ Erick Jay: Sim, no começo da pandemia eu tive que vender o meu mixer, porque eu fiquei um bom tempo sem trabalho, aí, eu entrei num campeonato para conseguir outro e nesse tempo eu treinei num mixer emprestado de um aluno meu, o Henrique! E outros DJs me emprestaram também, para que eu pudesse me dedicar, eu sei, que para alguns falaram que eu estava caído, segundo o que eu fiquei sabendo, o mal de algumas pessoas é achar que as coisas não chegam até nós! Essa minha situação serviu como inspiração, o meu caso. Eu estava sem mixer, eu peguei um mixer emprestado duas semanas e ganhei um campeonato mundial e fiquei em terceiro em outra categoria, ou seja, algo inédito sem patrocínio, sem nada mesmo, sendo on-line, que bom que para várias pessoas isso foi um incentivo e que pena que para outras, para a minoria, isso foi um motivo de sátira, falaram: “Olha o Erick Jay, teve que vender os bagulhos, está caidão… Olha, ele está quebrado!”. Pelo menos, eu pus minha família em primeiro lugar, vendi minhas coisas para ajudar minha família, meus amigos, enfim, mas faz parte, né? Mas eu ganhei um título mundial a mais para minha carreira e fiquei em terceiro no DMC World, maior campeonato de DJs do mundo e ganhei os equipamentos de volta… e aí???
BW: Hoje você é reconhecido internacionalmente. É tetracampeão mundial e está entre os melhores DJs do mundo, nos fale dos principais eventos que competiu e de suas premiações e colocações. Em especial dos últimos eventos, onde levou pela terceira vez o DMC World Supremacy 2021. Você se considera exigente consigo mesmo? Qual o segredo do seu sucesso?
DJ Erick Jay: Eu sempre gostei da competição. Sempre gostei de testar as minhas habilidades, não ser limitado, então, é por isso que gosto de competir. Campeonato é uma opção a mais que o DJ tem e participar do DMC para mim sempre foi um sonho, desde quando eu via as fitas VHS, vendo Marlboro, MC Jack e o Cuca disputarem e representarem o Brasil e depois eu tive a benção de realizar o meu sonho, quando voltou para o Brasil em 2008, 2009, que eu fui representando o Brasil durante 10 anos e nesses 10 anos eu ganhei o meu primeiro título mundial em 2016, no DMC World Supremacy, fui para a Polônia no final do ano e ainda ganhei no IDA World, que é o segundo maior campeonato de DJs, ganhei também. Em 2019, veio mais um título, o DMC on-line, eram mais de 300 DJs, passei nas eliminatórias, fui para a final e ganhei! E fui para a final mundial e fiquei em terceiro, aí agora, em outubro de 2021, ganhei mais um título pela Supremacy e fiquei em terceiro lugar no solo, coisa que só DJs da elite ficam, tipo, os DJs americanos, os japoneses, os franceses, só eles ficam, porque tem patrocínios e eu sem nada cheguei onde eles chegaram e fora outros campeonatos que participei e fui convidado, um que é em New York, esse foi muito legal, pois também fui convidado para dar uma palestra numa das maiores escolas de DJs do mundo. E eu dei um workshop lá, foi algo muito louco! Fui com o Kamau, que fala inglês muito bem e lá eu contei a realidade dos DJs daqui. Falei que aqui com um mixer compramos um carro e que não temos patrocínio. O segredo do sucesso é treinar e se dedicar! Se dedicar sempre! Estar sempre atualizado, sempre estar ligado no passado, também o foco é que é mais importante, independente das dificuldades. Eu fui boicotado, fui humilhado, até por gente da Cultura Hip-Hop, só que eu mantive o meu foco, fiquei sozinho, ninguém quis me apoiar, mas eu continuei no foco, independente da área que você atua, se você quer passar em Harvard, se quer ser o melhor advogado, tenha foco, quer ser o melhor cientista, estuda e tenha foco. Foco é tudo! Enquanto alguns se divertem, você está focado! E o tempo prova quem são as pessoas!
BW: Algumas pessoas justificam resultados negativos pela ausência de apoio e estrutura dada pelo país. Você superou tudo isso e ganhou dos gringos…. Nos fale dessa experiência de superação?
DJ Erick Jay: Ah, infelizmente as marcas não querem saber dos DJs do Brasil! Isso porque são os maiores consumidores dos produtos deles! O Brasil, por ser um país de terceiro mundo, é tirado mesmo! As coisas só mudam quando tiver um cara mesmo que seja um representante brasileiro lá no time de qualquer marca deles para falar: “não, no meu pais tem mercado, os caras compram, tem muita festa e lá tem mercado sim! O dia que tiver, aí as coisas vão mudar para os DJs daqui, caso contrário, vai passar anos e sempre vai continuar dessa forma, eu achei que quando ganhasse algum título mundial mudaria alguma coisa, mas não mudou. Presidentes das marcas sabem da nossa existência e cumprimentam a gente, nos seguem na rede social para disputar com os caras, mas não apoiam a gente! Interessante para eles são os caras que estão fora, nós não! Precisamos ser guerreiros! A nossa motivação para ganhar campeonatos tem que ser bem maior que a deles!
Superação: vendeu os equipamentos, foi difamado por alguns, mas não se abateu: ganhou e conquistou tudo novamente Imagem: DMC World
BW: Quais são seus planos para 2022? O que deseja ainda conquistar?
DJ Erick Jay: Em 2022 eu quero trabalhar bastante, recuperar todo o tempo perdido, quero fazer o meu disco, quero participar de campeonatos também, continuar plantando a semente, sendo influência e motivação para outros DJs que venham, para que nunca desistam dos seus objetivos, independente do que ele faça na vida, tudo que fizer, faça com dedicação, com foco!
BW: Deixe um recado para os leitores do Portal Breaking World.
DJ Erick DJ: Um grande abraço a todos os leitores do Portal Breaking World. Estamos juntos! O Breaking tem que ser também muito valorizado, também salvou muitas vidas, tirou muita gente das ruas e hoje estamos nas Olimpíadas, que passo magnifico. Abraços, é nós! (sic)
Imagem em destaque: DMC World
E teve Brasil no pódio: o tetracampeão Erick Jay conquista o mundo mais uma vez! Imagem: Arquivo Pessoal
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
O ano de 2022 vai começar a todo vapor apresentando o que existe de melhor na arte, no bom gosto e no empreendedorismo urbano. No dia 28 e 29 de janeiro de 2022, acontece no Parque Municipal Dom José, na cidade de Barueri/SP, o Festival de Artes e Empreendedorismo Urbano (FAEU), que é um festival multicultural que propõe fortalecer a economia criativa dos empreendedores do setor de cultura urbana, Hip-Hop, streetwear e também dos artistas como B-Girls, B-Boys, grafiteiros, DJ’s e MC’s da Grande São Paulo. O evento se expressa por meio de múltiplas linguagens artísticas e apresenta um setor em constante crescimento com características alternativas ligadas à cultura urbana, sendo palco para novos talentos, abrindo espaços para novas ideias e tendências nas áreas das artes, música, dança, moda e gastronomia, oferecendo oportunidade aos artistas participantes e marcas independentes para promover, comercializar e viabilizar as suas criações.
O FAEU acontece com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Proac-Editais e tem como produtores Chalana Oliveira, conhecida como B-Girl Lana e Eder Devesa (B-Boy Dunda), são dele as palavras: “Estou contando os dias para voltar com o Breaking Combate e justamente dentro do Festival FAEU, que estará reunindo vários elementos da cultura urbana, é muito gratificante representar o Breaking nesse festival. Embora estamos cientes que ainda estamos em uma pandemia, contudo colocamos limites de participantes, tivemos uma imensa procura quando abrimos as inscrições, em menos de 24 horas tivemos mais de 90 inscritos, isso mostra o tanto que o Breaking Combate é querido na cena, fiquei muito mais animado…”. O festival ainda recebe apoio de alguns parceiros como da Associação Raso de Catarina, Street House Cultura e Esportes Urbanos e do Portal Breaking World.
Imagem: Vanessa Curci
Principais atrações do Festival
Breaking Combate
O Breaking Combate é uma batalha de Breaking, nova modalidade olímpica de Paris 2024. O evento, já consagrado, é um dos principais encontros anuais de Breaking no cenário nacional, em sua 6ª edição apresenta batalhas no formato 1vs1 masculino, 1vs1 feminino e a modalidade “Baby Combate” 1vs1, para crianças de 7 a 13 anos. O Breaking Combate vem conquistando seu espaço no calendário mundial das batalhas de Breaking e já recebeu participantes de diversos países, como Holanda, Grécia, Portugal, Itália, Chile, Venezuela, Argentina, Peru, etc. Nesta edição, o prêmio para os campeões será em dinheiro. B-Boying: 1º Lugar R$ 1.200,00 mais troféu cinturão, 2º Lugar R$ 300,00 mais troféu. B-Girling: 1º Lugar R$ 1.200,00 mais troféu cinturão. 2º Lugar R$ 300,00 mais troféu e Baby 1º Lugar R$500,00 mais troféu cinturão, 2º Lugar R$100,00 mais troféu. E 3º ao 8º Lugar R$ 50,00. E na responsabilidade de julgar esses breakers: B-Boy Herculess da Momentum Crew vindo diretamente de Portugal, B-Boy Kustelinha da Bauru Breakers e B-Girl Lu da crew Afrobreak, ambos brasileiros.
Batalha de Rima
Serão 16 MC’s que se enfrentarão no formato de eliminatória simples. O público tem um papel fundamental na escolha dos vencedores. Além de muita rima de qualidade, o diferencial será a premiação, onde o MC que se consagrar campeão(ã) irá com tudo pago para a Argentina acompanhar a FMS Argentina e realizar um intercâmbio artístico em um dos campeonatos mais importantes de língua espanhola, realizado pela Urban Roosters.
Nas redes sociais, principalmente no YouTube, as batalhas de rimas somam milhões de seguidores e visualizações, mostrando que é um segmento que está em plena expansão.
Espaço Graffiti
Um painel de Graffiti será produzido pelo o artista Sotaq durante o evento. O público, além de poder presenciar todo o processo de construção ao vivo, também terá a oportunidade de aprender técnicas básicas de Graffiti, durante o evento, que serão ensinadas pelo grafiteiro.
Espaço Criar e Aprender
No dia 28, serão ministradas palestras e roda de bate-papo com um empreendedor e artistas convidados. Além disso, serão realizados workshops de Breaking e de MC, com o objetivo de proporcionar novos conhecimentos e também de aprimoramento artístico.
Desfile de moda
Será um momento muito especial para os expositores apresentarem suas marcas, tendências de vestuário e acessórios da cena Hip-Hop.
Expositores
Um espaço com expositores diversificados, trabalhos feitos por grafiteiros e outros artistas urbanos como roupas, quadros, acessórios e muito mais. Os empreendedores interessados em expor no evento devem preencher um formulário no site www.festivalfaeu.com.br.
Espaço Gastronomia
O Espaço Gastronomia contará com uma gama de empreendimentos culinários escolhidos com todo o cuidado e carinho que oferecerão diversos estilos de refeições para o público do festival, contemplando comidas brasileiras, internacionais, vegetariana, vegana, etc.
Com tantas atrações em um único festival, o evento que vai pegar fogo nesse verão de 2022 é uma grande oportunidade para o público em geral conhecer mais sobre a cultura das ruas, suas manifestações, seus elementos e sua moda. E ficar por dentro dos detalhes do novo esporte olímpico Breaking e seus atletas, que será a novidade de Paris 2024.
Imagem: Vanessa Curci
Serviço
Local:
Parque Municipal Dom José Barueri/SP
Dia:
28 e 29/01/2022
Horário:
13h
Entrada Franca
Imagem em destaque: Vanessa Curci
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Atletas brasileiros ficam fora do pódio no mundial da WDSF e perdem na competição de crew na Battle Pro
Enquanto o final de semana foi festivo para alguns países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Cazaquistão e, claro, França, que assumiram o papel principal na história do Breaking como modalidade olímpica e já começaram a levar para casa medalhas de ouro, prata e bronze, o Brasil, coadjuvante dessa história, não teve muitos motivos para comemorar.
A delegação brasileira de Breaking embarcou para a França no último dia 30, para competir no primeiro torneio internacional como modalidade olímpica. O evento era o World Breaking Championship (WBC), primeiro campeonato oficial 1×1 (um contra um), produzido pela Breaking For Gold da WDSF (World Dance Sport Federation), que aconteceu no Théâtre du Châtelet, em Paris, no dia 4 de dezembro.
Para quem desconhece, o World Breaking Championship é um campeonato que acontece na China, na cidade de Nanquim. Porém, por causa da pandemia, a competição foi levada para a Europa. O torneio é uma qualificação para o campeonato mundial da IWGA (Internacional World Games Association), que acontece no Alabama (EUA), em julho de 2022 e que faz parte do ranking mundial que soma pontos para a qualificatória olímpica Paris 2024.
Para essa viagem, foram indicados (não houve seletivas) e escolhidos pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e seus diretores de Breaking os atletas: as mineiras Isabela Rocha, conhecida como B-Girl Itsa e Nathana Venâncio (B-Girl Nathana), que é uma das apostas da Everlast; o paulista Luan Carlos dos Santos (B-Boy Luan San) e, por último, o mineiro Gilberto Araújo, conhecido como B-Boy Rato, que substituiu em cima da hora o B-Boy Ratin, que já tinha sido divulgado no flyer do evento, porém não participou.
Na véspera do evento, frases de efeitos e fotos nos principais pontos turísticos da França não faltaram nas redes sociais dos atletas e do próprio Conselho Nacional de Dança Desportiva, que inclusive chegou a postar que “os atletas brasileiros estavam preparados e bem vestidos para o WDSF World Breaking Championship!”. B-Girl Nathana ainda postou: “Todo esforço tem a sua recompensa”. Recompensa essa que não veio, nem para ela e nem para a maioria dos atletas escolhidos pela CNDD, pois na competição feminina, ambas as brasileiras não avançaram para a fase eliminatória. Nathana ficou na fase preliminar (filtro), Itsa foi eliminada na fase de grupos pela B-Girl Jilou, da Alemanha.
No masculino, B-Boy Rato perdeu na fase de grupos. Ele caiu na chave dos B-Boys Shigekix, do Japão e Phil Wizard, do Canadá. Ambos estão entres os melhores do mundo e o canadense, inclusive, foi vice-campeão do Red Bull BC One deste ano.
O B-Boy Luan San foi o que teve melhor performance do time e avançou um pouco mais no evento. Chegou nas quartas de final, onde ele competiu com o B-Boy Gun, da Rússia. Na semifinal, enfrentou o estadunidense Victor, sendo derrotado por 2 rounds a 0. Na briga pelo terceiro lugar, Luan ficou de fora do pódio, perdendo para Amir, atual campeão do Red Bull BC One e ganhador da medalha de bronze do mundial. Vale lembrar que na primeira edição do mundial da WDSF, que aconteceu em 2019, o B-Boy Luan San foi o único brasileiro presente, terminando na 23° posição.
O torneio deu premiação de 1.900 euros para o vencedor, 1.500 para o vice, 500 para terceiro, 400 para quarto e quinto lugar e 300 até o oitavo lugar.
No dia seguinte (5), o time brasileiro ainda participou de mais uma competição na França, a 20° edição da Battle Pro, na categoria Crew vs Crew. Além dos 4 atletas, complementaram o “Team Brazil” os B-Boys Mixa, Migaz, Dinho Still, Bokão (Vinicius Manzon) e Bispo Street Breakers. O resultado não foi diferente e nem favorável ao Brasil, perderam a disputa para a Last Squad da França, não avançando no evento.
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!