Pensando em quem compete nas “Battles” virtuais, a conhecida FabGirl preparou um manual com algumas dicas para quem pretende mergulhar fundo no mundo dos campeonatos virtuais. Ela escreveu: “Decidi criar o manual quando eu percebi mudanças no meu olhar na hora de julgar 86 B-Girls/B-Boys selecionados para o “TKOTN – The King Of The Night”, também porque participei de uma batalha show on-line. Trago no manual alguns pontos de vista de quem esteve dos dois lados, além da minha visão de produtora criativa”.
E a B-Girl continua: “É óbvio que a forma de análise do virtual/on-line para o físico/off-line tem diferenças enormes, mas para além da análise artística, percebi que outros aspectos dificultaram bastante no momento em que eu analisava os vídeos. Logo, a qualidade do conteúdo audiovisual de quem competia teve muita relevância na análise, algumas pessoas certamente foram mais prejudicadas por não saberem como usar seus equipamentos do que por seus repertórios. Não identifico falhas nos eventos, acredito que tudo agora é um grande teste, uma preparação para o que está por vir. Portanto, quem já estiver fazendo testes, talvez terá um diferencial competitivo no novo mercado de eventos virtuais que possivelmente deve se consolidar daqui para frente ou não. Não existe certo ou errado ou uma resposta única para tudo que estamos vivendo. Mas, acredito que as produções devem olhar para seus empreendimentos, principalmente do ponto de vista de quem compete, de quem faz o show acontecer, de quem precisa gravar vídeo, postar ou enviar, etc. Se B-Girls/B-Boys conseguem produzir melhores vídeos, quem sai ganhando é a própria produção ao fazer uma entrega profissional e de qualidade para sua audiência/público. Até porque a logística é outra. Então, vale a pena colher informações com B-Girls/B-Boys, júri e público em geral, para entender a melhor forma de enfrentar os desafios impostos por esse momento que estamos vivendo.”
Para quem não sabe, antes de ser reconhecido como um dos melhores rappers da história, Tupac Shakur dançava no grupo “Digital Underground”, que foi um grupo de Rap de Oakland, Califórnia, fundado em 1987 por Gregory, Tupac Shakur e Jacobs, conhecido como “Shock-G”.
Shock-G passou a maior parte de sua juventude em Nova York, sendo fortemente influenciado pelo Funk dos anos 1970, então, começou a se envolver com música criando um estilo de Rap na West Side (Costa Oeste).
O grupo foi formado para prestar uma homenagem aos ativistas sociais do “Black Panthers” (Panteras Negras), que tinha todas as ligações com a família de Tupac.
B-Boy Tupac dançando na “Digital Underground”
A mãe de Tupac, Afeni Shakur, fazia parte deste famoso grupo político, um movimento que lutava contra o preconceito aos afro-americanos. Afeni estava grávida de Tupac quando foi presa. Seu padrasto, Mutulu Shakur, foi sentenciado a 60 anos de cadeia por roubar um carro e matar a vítima. Isso teve um grande impacto na vida Tupac, que cresceu sem a figura paterna ao seu lado. Nas ruas, os únicos modelos em que Tupac podia se espelhar eram os traficantes e cafetões.
No final da década de 1980, o “Digital Underground” alcança um grande sucesso com o álbum “Sex Packets”, que chega a ganhar Disco de Platina e a receber comentários positivos da crítica. Tupac também ajudava a carregar equipamentos e algumas vezes teve a chance de cantar com o grupo. Ele se tornou dançarino aos 19 anos, quando o grupo conseguiu o primeiro sucesso com “The Humpty Dance”, em 1990. A faixa chegou ao 11º lugar na parada “Hot 100” da “Billboard”, além do primeiro lugar no chart de Rap da revista.
Dono de uma carreira meteórica e de um talento único que iria impactar o mundo para sempre, suas primeiras letras eram notáveis e revelaram a tendência para sua personalidade violenta. Em uma música que fez parte da trilha sonora do filme “Nothing But Trouble” chamada “Same Song”, Tupac conheceu o sucesso pela primeira vez e não parou mais! Em 1995, o Rapper foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher em um hotel.
Talentoso e polêmico, Tupac se tornaria uma lenda do Rap em muito pouco tempo.
Segundo Pac, a mulher, que ele havia conhecido em uma boate, teria feito sexo oral nele em plena pista de dança e teria ido com ele para um hotel por livre e espontânea vontade. Shakur disse que tudo não passou de uma armação. Em fevereiro do mesmo ano, devido a tal fato, Tupac foi sentenciado a quatro anos e meio de prisão por estupro, embora tivesse negado veementemente. Pouco depois do ocorrido, Tupac havia levado cinco tiros em um assalto ocorrido em um estúdio de Nova York. Tupac deu informações em detalhes sobre o ocorrido em uma entrevista para “Vibe”. O astro começou a cumprir sua pena no presídio de Clinton.
Pouco depois, seu multiplatinado “Me against the world” é lançado. Tupac entra para a história como o único artista a ter um álbum em primeiro nas paradas estando preso. “Este sempre será meu álbum favorito”, disse ele a uma entrevista. Enquanto os guardas provocavam na cadeia dizendo que Tupac não era mais o mesmo, ele ria e dizia: “Meu álbum é número 1 no país inteiro e apenas bateu Bruce Springsteen no topo da Billboard”. Após quase onze meses na prisão, Tupac foi liberado, logo depois de ter feito um acordo com Suge Knight, o cabeça do “Death Row Records”. Suge pagou a fiança de 1.4 milhões de dólares. Em troca, o artista deveria lançar 3 álbuns pela sua gravadora. Imediatamente após sair da prisão, Tupac começou a trabalhar em um novo álbum. Em fevereiro de 1996, ele lança seu quarto álbum, “All eyes on me”, o primeiro álbum duplo da história do Rap. O sucesso foi tremendo e vendeu mais de 9 milhões de cópias e é considerado por muitos o melhor álbum do gênero. Em meio a tanto sucesso, Tupac foi assassinado em 1996, quando saía de uma luta de seu amigo Mike Tyson.
Tupac com Mike Tyson um pouco antes de sua trágica morte.
Logo após sua morte, a “Death Row” lança o álbum “The Don Killuminati”, com o pseudônimo de “Makavell”. A capa traz um 2Pac crucificado, com uma coroa de espinhos na cabeça e um mapa das principais gangues do país. Em janeiro de 1997, a “Gramercy Pictures” lança “Gridlock’d”, um filme em que Tupac interpreta um viciado em drogas e que foi bem aceito pela crítica, recebendo inúmeros elogios. Seu último filme, “Gang Related”, seria lançado meses depois. Antes de morrer, Tupac deixou centenas de músicas gravadas na época de “Death Row”. A maioria foi lançada em álbuns póstumos como “Better Dayz”, “Until the end of time”, “Loyal to the game” e em seu último póstumo “Pac’s Life”. Tupac é o Rapper que mais vendeu álbuns na história. Sua morte até hoje continua a ser motivo de discussão, não só pela forma que foi mas principalmente no mundo das grandes gravadoras onde o artista vende mais discos morto do que vivo.
Sim, a história é estranha no entanto representativa de um dos nomes mais fortes do que chamamos de “Gangsta Rap”. Tupac era considerado um terrorista como também um dos mais promissores poetas do Hip-Hop. Tupac, que era do signo de gêmeos, tanto foi considerado um B-Boy machista como um talentoso ator. E o Rap? O Rap era sua arte, sua obra prima, o milagre poético que o mundo conheceu!
Fotos: Reprodução
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“O Rap é um dicionário da vida. Ele te dá uma visão ampla de tudo. É sentimento e lógica.” (MC Ryan)
“Se você ama essa cultura, como eu amo essa cultura, diga Hip-Hop, Hip-Hop” ou “Cachorro sapeca mijou no hidrante, o que vocês querem ver? Sangue!”. São com essas frases que começam as “Batalhas de MC’s” no litoral de São Paulo. Um encontro de todos, do antigo com o novo, fazendo uma verdadeira renovação cultural. Mas desde cedo aprendem que o Hip-Hop não é moda e que é necessário ter personalidade e criatividade, fazendo as próprias rimas. As decoradas não são bem-vindas. A cada dia a nova geração chega e acontece com mais força, escrevendo assim seu nome na história.
Mostrar a nova geração da Cultura Hip-Hop, esse também é um dos compromissos do Portal Breaking World, afinal, eles são o futuro e a continuidade da cultura. Nesta matéria, conversamos com o MC Ryan, da cidade de Itanhaém, que foi visto por muito tempo como o menorzinho das Batalhas de MC’s, mas hoje o menino com 15 anos mostra nessa entrevista que ser MC é muito além de segurar um microfone: é necessário ter conhecimento, flow, uma boa métrica, se afastar das drogas, ter sonhos e saber onde deseja chegar. Se liga na entrevista:
BW – Ryan, queria que você falasse um pouco de você e da sua família.
MC Ryan – Eu sou o Ryan da Silva, na rima MC Ryan, tenho 15 anos, moro no litoral de São Paulo, em Itanhaém. Sou filho de uma enfermeira e a profissão do meu pai não sei, pois não tive convivência com ele. Tenho uma irmã chamada Tamires que é técnica em enfermagem.
BW – Nos conte quando e como surgiu o interesse pela rima que é feita por MC’s?
MC Ryan – Bom, a minha família tem diversos gostos musicais, mas Rap quem escutava era minha irmã e meu tio, mas o interesse surgiu realmente quando eu tinha 13 anos, eu ia numa praça e lá rolava Batalha de MC’s. Aqui, nessa época, em Itanhaém, tinha o Big Mike que estava rimando aqui na Cabuçu, aí eu vi aquilo e gostei muito. Cheguei em casa e comecei a pesquisar sobre o assunto, sobre Batalhas de MC’s, foi aí que eu comecei a ver uns garotos da minha idade, o Thiago, o Leozinho, tudo novinho, rimando, aí eu comecei a assistir muita batalha e me espelhei nisso. Eu queria fazer aquilo também. Até que no meio do ano eu já estava fazendo “freestyle” e comecei a rimar na internet por meio de um programa que várias pessoas, de várias batalhas, que até vários MC’s que são famosos começaram lá, e que se chama “Radical”. Aí eu comecei a batalhar, os caras falavam que eu batalhava bem. Mas o primeiro contato que eu tive com uma batalha de fato, ao vivo e em cores, fora do mundo virtual, foi na “Batalha do Secreto”, que acontecia sexta-feira, mas que eu por ser menor de idade tinha muitos problemas por causa do horário, minha mãe ficava preocupada de eu voltar tarde para casa. Mas, mesmo assim, teve um dia que eu fui lá, batalhei e ganhei! Sendo essa a primeira vez que fui campeão numa batalha de rima.
BW – Como você aprendeu a rimar? Rimar não é algo fácil, a pessoa tem que ter a resposta certa na hora certa e pensar muito rápido. Alguém te ajudou nisso ou te ensinou?
MC Ryan – Bom, eu não vou dizer que aprendi de primeira, eu tive muita dificuldade no começo. Eu era um tipo de MC que mandava muito suporte, falava várias vezes “Tá ligado”, “Mano”, mas eu já me sentia chocado pelo simples fato de estar ali rimando, já me sentia feliz. Mas realmente não era fácil, eu tive muita dificuldade no começo de encaixar as rimas no beat, de ter a métrica certa e conseguir pensar numa resposta, mas quando você está rimando e está batendo de frente com um outro MC, parece que sua mente fica automática, o cara manda um ataque e você já tem a resposta. Eu não tive muita ajuda de ninguém. Me lembro que eu conheci o Chad, mas nessa época eu já sabia rimar e ele também sabia. A minha primeira batalha depois que eu ganhei a do Secreto foi eu vs Chad MC, ele me levou para batalhar, mas antes pediu que eu mostrasse o que eu sabia. Então, nós rimamos, os amigos dele gostaram e aí ele me levou em outras batalhas e disse que eu era cria dele (risos), aí eu fui aos poucos me destacando. Mas ajuda de MC’s eu nunca tive, eu sempre fui muito independente. Eu colocava o beat em casa e ia encaixando palavra por palavra.
BW – Alguns MC’s falam que leem dicionário para poder aumentar o vocabulário. Você faz isso?
MC Ryan – Eu não leio muito dicionário não. Mas ajuda, muita gente usa. Eu comecei a batalhar em 2018, nessa época o povo já falava que eu rimava bem. Falavam que eu deveria continuar e aí eu fui me aprofundando nisso.
BW – Onde você mora sempre participou das principais batalhas da cidade. Me fale dessas batalhas? E das principais dificuldades enfrentadas por MC’s que moram em cidades pequenas?
MC Ryan – As principais que eu conheço eram: A “Batalha da Praça”, “Batalha da Consciência”, “Batalha do Secreto”, “Batalha da Pista” e a “Batalha do Quadrado”. Nessa última, vários MC’s conhecidos já encostaram lá. Sobre as dificuldades de morar numa cidade pequena, bate às vezes um desânimo. Mas não só por ser pequena, mas muitas vezes pela falta de apoio das pessoas, da família, tem muita gente que acha que Rap não é futuro, que não dá dinheiro. E realmente, em cidade pequena não rende muito, aqui tem poucos eventos, nenhum apoio, mas no meu caso eu pretendo sair de Itanhaém, ir para outros estados, aqui tem bastante dificuldade. Na caminhada de MC’s você é desmotivado até mesmo por outros MC’s que acompanham o seu progresso, por exemplo, eu fui muito desmotivado pela minha idade, em 2018 eu comecei a me destacar, o povo já falava: “é o menorzinho das batalhas”. Eu já era conhecido e por causa disso gerou um conflito de outros MC’s comigo. Muitas pessoas chegavam a falar que eu ganhava por causa da minha torcida, mas não era por isso, eu me esforçava bastante, ficava rimando por horas, rimando em aplicativos, só para fazer o melhor na batalha.
MC Ryan campeão da “Batalha da Praça”, em Itanhaém (2019)
BW – Você falou de apoio. A sua família apoiava sua arte ou não?
MC Ryan – Minha família é um caso complicado (risos). Nem sempre eles me apoiaram, começaram mais me apoiar agora. Minha mãe no início olhava meio torto para mim. Eu nasci em São Paulo, morava numa favela, em São Paulo as coisas eram bem diferentes, tinha gente desde pequena indo para o lado errado das coisas e a minha mãe veio para Itanhaém por causa disso. Ela queria uma vida melhor e mais segura para a gente. Ela falava que eu tinha que estudar, que Rap não dava futuro para ninguém, que isso deveria ser um hobby para mim. Mas, na minha visão, nunca foi assim, eu sempre enxerguei o Rap como uma forma de se expressar, eu sou uma pessoa muito complicada, eu reflito muito sobre várias coisas, sobre eu mesmo. Mas agora ela fica feliz por mim, acha que é uma coisa bacana de se fazer porque ela me vê feliz, tanto que no evento do “Prêmio Sabotage” que eu me inscrevi esse ano, ela estava me apoiando. Ela hoje me diz que eu tenho que mostrar a todos o meu trabalho de uma forma diferenciada. Minha avó me apoia muito, às vezes ela muda de lado (risos), mas ela tem alguns motivos e no final das contas eu sei que ela quer o melhor pra mim. Mas quando eu pegar mais fama eu vou lançar uns sons.
BW – Já se sentiu preterido por ser criança?
MC Ryan – Sim, quando existe uma criança numa batalha, normalmente as pessoas não olham como MC e vão te olhar como criança. Mas eu vou falar… Eu nunca rimei decorada numa batalha, sempre improvisei e me esforcei, o meu freestyle sempre foi muito agressivo. Mas sempre teve muito preconceito. Tiveram várias batalhas que eu arranquei grito e aí uma torcida veio falar que eu ganhei as pessoas porque era criança. E isso desmotiva quem é novo! Eu acho esse negócio de preconceito pela idade muito errado!
BW – Nas batalhas existe uma divisão entre batalha de tema e de sangue. De qual você gosta mais?
MC Ryan – De conteúdo de batalha entre conhecimento e sangue eu prefiro sangue, porque conhecimento é basicamente para você testar sua cultura, o que você sabe. A batalha de sangue já é bate volta a pessoa rima com o que desejar, tem “gastação”, eu sou mais de sangue pois é mais liberado.
BW – Nas batalhas rola de tudo, às vezes xingamentos a familiares e outras coisas. Já aconteceu, depois da batalha, de ficar aquele “climão”? Ou quando termina a batalha acaba tudo e as coisas voltam ao normal?
MC Ryan – Sobre os desentendimentos nas batalhas, realmente tem MC’s que um esculacha a família do outro e isso gera brigas. Antes eu era um garoto que falava muito de pederastia, mas com o passar do tempo comecei a usar mais ideologia. Na verdade, eu não era pederasta, apenas rimava em cima do assunto que outros estavam rimando. Mas esse clima depende muito da energia da plateia. Os MC’s também julgam muito o outro pela classe social, às vezes alguns me chamavam de boy, mas ninguém sabe do meu passado, não sabem do esforço que eu tenho que fazer para ser alguém na vida, que minha mãe teve. Minha mãe levantava todos os dias às 3 horas da madrugada para ir trabalhar em São Paulo, mesmo morando aqui no litoral. Hoje, por exemplo, ela foi num dia e só volta no outro. Isso é perigoso e exaustivo, ela é uma grande batalhadora, uma guerreira e eu a amo demais! E por classe social eles nem sabem que eu morava dentro de uma favela e não conhecem a minha história. Mas não ligo para isso!
BW – Na sua opinião, o que é necessário para um MC ser considerado bom?
MC Ryan – Muitos acham que a gastação é uma forma de freestyle, mas eu não concordo não. A essência de um bom MC é ele ter um bom conteúdo nas batalhas. Não ficar falando de pai, de mãe, ter uma mente aberta, ter poesia na cabeça, ter pensamento grande, tem que ser esforçado, tem que ser competitivo e tem que ter amor pelo que faz.
BW – No meio das batalhas rola muita droga? Como você faz para fugir disso?
MC Ryan – Olha, para mim nunca fez sentido as drogas. Eu sempre tive cabeça, desde pequeno eu já tinha uma noção do que eram as drogas. Noção do que era certo ou errado. Tanto que minha mãe não me deixava ir nas batalhas, às vezes, por medo. Pelo simples fato da pessoa usar droga ela já é horrível, está se autodestruindo e desses eu mantenho distância, tendo plena consciência de que aquilo não é certo. Eu nunca tive atração por droga nas batalhas, diversas vezes já trombei com vários MC’s que estavam drogados e muita gente bêbada e isso atrapalha na batalha, algumas vezes chegam pessoas embriagadas atrapalhando e um amigo, o Dodô, que era o responsável pela batalha tomava atitude, dava bronca, mas muitas situações as pessoas não respeitam, às vezes você está batalhando e o cara joga bafo na sua cara de maconha, isso é o cúmulo da falta de respeito ou coisa assim e isso gera conflito. Minha mãe embaçava muitas vezes de eu ir em batalhas por isso, ela sabia que no centro, de sexta-feira, tinha muita gente embriagada, muitas drogas e ela tinha medo do que poderia acontecer. Mas muitas vezes eu insisti e fui. Mas tem que ter cabeça para sair fora dessas coisas!
BW – Entre os MC’s famosos, qual você mais se identifica? E você falou que estava gravando alguma coisa em estúdio, pode falar sobre isso?
MC Ryan – Hoje em dia têm bastante MC’s que eu acho que não tem muito conteúdo, mas que chama a atenção da galera. Mas tem dois que mais me identifico: um é o Dudu MC, ele tem um ótimo flow, conteúdo, a métrica como ele manda as rimas, ele tem toda uma habilidade, aquilo surge naturalmente e o outro é o Thiago MC, que agora foi mais para o Trap, mas gosto muito dele. Assistindo ele batalhando e o Dudu são inspiração! Inclusive muitas pessoas veem semelhança entre eu e o Thiago. Sobre as gravações, eu tenho gravado algumas coisas pelo celular, usando aplicativos profissionais que são usados em estúdios, tem masterização e outros recursos. Eu estou querendo aprender mais sobre esses aplicativos e lançar algumas coisas. Nessa quarentena tenho feito isso.
BW – Quais são seus planos e sonhos para o futuro?
MC Ryan – Meus planos para o futuro é viajar para o Espírito Santo e ir na batalha do “Oh Shit”, em Registro, e lançar um som no estúdio! E se tornar um MC conhecido! E eu ainda quero, quem sabe, lançar um Trap com o Dudu. Esse moleque é muito bom! Ah também quero ser um jogador profissional de “FreeFire” (risos).
BW: O que significa o Rap na sua vida?
MC Ryan – Essa pergunta foi impactante (risos). O Rap é a vida, é o sentimento para mim, é a lógica de tudo. Ele diferencia aquilo que eu vivo nas convivências, no passado. Ele é aquilo que contraria todo o julgamento, o preconceito, o racismo, ele diferencia tudo, é o modo de você viver a vida com mais respeito. Ele é um dicionário da vida. Ele te dá uma visão ampla que temos que ter em relação às pessoas que estão à nossa volta. Existem pessoas que são muito preconceituosas! Esse negócio de preconceito de idade ou qualquer outro tipo de preconceito, uma pessoa que pensa assim, não sabe o que é Rap. O Rap é onde somos todos iguais!
Fotos: Arquivo Pessoal
MC Dodô e MC Ryan na final da "Batalha da Consciência"
MC Ryan na "Batalha da Consciência"
MC Ryan duelando com MC Bob Leal na "Batalha da Consciência"
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Na última semana, o Portal Breaking World conheceu por meio do Campeonato “Breaking La Vecindad” On-line, mais um B-Boy da nova geração que vai dar trabalho nos próximos anos. Conversamos com o B- Boy Takiri e seu pai. Ambos moram em Lausanne, na Suíça. O menino tem apenas 6 anos, mas dança desde que começou a andar. Filho também de B-Boy, Takiri manda uns movimentos de deixar muitos adultos que dançam para trás, sua grande paixão são os “Power Moves”. Confira a entrevista:
BW – Começamos com o pai de Takiri. Conte um pouco sobre a vida de vocês na Suíça. Pelo que entendi, o Breaking é algo de família? Quando começou essa conexão?
Miguel Perez – Sim, o Breaking é a nossa vida. Meu nome é Miguel Perez, sou pai do B-Boy Takiri. Comecei a dançar no final dos anos 1998, tudo começou quando vi algumas pessoas dançando numa discoteca. O que mais chamou minha atenção foram suas acrobacias, os Power Moves. Giravam muito. Faziam moinho de vento. Eu tinha a capacidade de aprender rápido e levei meio ano para aprender todos os movimentos. No final dos 99, conheci a cultura peruana de Hip-Hop, que hoje também faço parte dela. Ali eu aprendi muito do que eu estava dançando. O Breaking no Peru era algo muito incomum no ano 2000. As primeiras competições de Breaking foram realizadas pela “Equipe VS Tripulação”. Em 2001, chegou um suíço meio peruano (risos) que trouxe vídeos com air flare do Peru e vídeos da “Boty 99” e “Boty 2000”. Esse material nos inspirou. Evoluí rapidamente. Depois de 2002, viajei por todo o Peru e partes da América do Sul para compartilhar meu conhecimento de Breaking. Tentando evoluir, em 2007 eu viajei para a Suíça, para dar cursos de Breaking e competir. E de lá eu viajei para a Coréia do Sul, Tailândia. México, etc., carregando o meu Breaking e compartilhando com todos.
BW – Como foi o primeiro contato de Takiri com o Breaking? Quantos anos o B-Boy Takiri tinha e quando começou a dançar?
Miguel Perez – O primeiro contato de B-Boy Takiri com o Breaking começou desde o nascimento, porque sempre o levávamos a todas as competições que participamos. Moramos na Suíça, em Lausanne. Capital olímpica. Sua mãe e seus irmãos nasceram aqui. Takiri começou a dançar desde muito bebê. Desde que ele estava dentro de sua mãe, sempre que havia muita música, ele se mexia muito a ponto de sua mãe ter muita contração.
B-Boy Takiri começou cedo e com 6 anos já faz Power Moves.
BW – Quantos anos tem hoje Takiri, como é seu treino e quem o ensina?
Miguel Perez – Takiri tem 6 anos de idade. Ninguém o ensina. B-Boy Takiri faz isso apenas olhando para nós. Ele é um daqueles garotos que me dizem: “também sei fazer isso” e, se não der certo, ele tentará novamente até dar certo. Mas como ele ainda é uma criança, cuido de criar suas rotinas. Criamos também rotinas de exercícios adaptadas às suas preferências. O Top Rock deixamos para a criatividade e musicalidade do Takiri, trabalhamos muitas transições, queremos que ele flua de maneira original e diferente dos outros.
BW – Como o tempo de Takiri é dividido entre estudos e dança. Quantas vezes por semana treina?
Miguel Perez – No momento, devido a pandemia, ele não tem dever de casa. E seu treinamento é mais espontâneo ou, às vezes, todos os dias 30 minutos em casa. Ou quando vou treinar, ele sempre me acompanha.
BW – Takiri participa de muitos campeonatos de Breaking?
Miguel Perez – Sim, ele participa de muitos eventos. Aqui na Suíça há muitos eventos de Breaking para crianças e existem muitas academias que ensinam Breaking. Por exemplo: “DPC Jam”, “Groove Session” e etc. Todos são eventos grandes, importantes. Participar desses eventos cria confiança e maturidade na dança de B-Boy Takiri.
BW – B-Boy Takiri tem referências na dança?
Miguel Perez – Sim, ele gosta de Michael Jackson, entre outros.
BW – Pelo que entendi, Takiri gosta muito de Power Moves. Quais movimentos que ele mais gosta de fazer?
Miguel Perez – Sim, ele ama Power Moves e adora fazê-los! O moinho de vento é o que mais gosta.
BW – Qual é a coisa mais importante para você sobre o Breaking? O que não pode faltar na vida de um B-Boy ou de uma B-Girl?
Miguel Perez – O importante de um B-Boy é que tenha muita disciplina, tenha um compromisso consigo mesmo e seja motivado para treinar e exceder seus limites, apesar dos problemas do dia a dia, da vida.
BW – O que o Breaking significa na vida de vocês?
Miguel Perez – O Breaking é a nossa vida! Para o Takiri é uma paixão, um estilo de vida.
BW – Como é esse tempo para a Covid-19? Como está a situação na Suíça?
Miguel Perez – A situação é normal, as fronteiras estão abertas para os europeus. As práticas de Breaking nas academias foram suspensas. Mas nunca paramos de treinar, temos um pequeno espaço em casa e treinamos! Fora isso, não foram muitos casos aqui, os hospitais estão bem equipados.
Em tempos de pandemia, B-Boy Takiri treina em sua casa em Lausanne, na Suíça.
BW – O B-Boy Takiri gosta também de participar de campeonatos virtuais?
Miguel Perez – O B-Boy Takiri adora competição virtual. Como ele faz novos amigos ao redor do mundo e um dia espera encontrá-los pessoalmente.
BW – Além de dançar, o que Takiri, B-Boy, gosta de fazer?
Miguel Perez – Quando não está dançando, B-Boy Takiri gosta de jogar futebol.
BW – Vocês conhecem o Brasil? O que você acha dos B-Boys brasileiros?
Miguel Perez – Ainda não tivemos a sorte de conhecer o Brasil. Mas sabemos que tem muitos B-Boys bons no Brasil. Bom nível, muita cultura que contribui para o Breaking.
BW – O que você acha do Breaking se tornar um Esporte Olímpico?
Miguel Perez – Eu, B-Boy Miedoso, pessoalmente não concordo com que o Breaking faça parte dos jogos olímpicos. Breaking é uma cultura, uma arte e uma dança. Mas seria bom levar em conta o poder do Power Move nos jogos olímpicos.
BW – Takiri sonha em ir às Olimpíadas?
Miguel Perez – Nós dançamos 2 vezes para os Jogos Olímpicos e as Olimpíadas de Inverno. A cidade onde vivemos é a capital olímpica.
BW – Como vocês preparam o B-Boy Takiri psicologicamente para competições?
Miguel Perez – Ele é uma criança. Cuidamos para que não sinta o estresse das competições, eu mudo a rotina dele uma semana antes das competições. Então, ele está sempre motivado e animado para competir. Sem medo, sem estresse.
BW – Se B-Boy Takiri pudesse enviar uma mensagem para os B-Boys e B-Girls do Brasil, o que diria?
Takiri – Siga seus sonhos, nunca é tarde para começar, nem muito cedo para começar, veja o meu exemplo. Treine muito para evoluir. Aprenda a ser feliz, ganhando ou perdendo.
Fotos: Arquivo Pessoal
B-Boy Takiri: estilo e boa dança.
B-Boy Takiri adora competir.
B-Boy Takiri treina forte mas não deixa de ser criança;
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Você já ouviu falar em assédio no Breaking? Provavelmente não, afinal, não falamos sobre esse e outros importantes temas relacionados a violências no Breaking.
Mas sim, eles existem e estão presentes nos eventos, nos treinos, na internet e em todo lugar.
Tudo começou após a publicação da renomada B-Girl alemã Jilou [na foto em destaque] publicar um desabafo em seu blog sobre os assédios sofridos ao longo de todos os anos na dança e afirmar: “Eu sei que não sou a única a passar por isso”.
A “Rede Bgirls do Brasil”, que hoje conta com mais de 150 mulheres de todo o país, discutiu o tema e descobriu por meio de trocas de experiências e de uma pesquisa realizada em junho de 2020 pela B-Girl do Rio de Janeiro Amanda Baroni, que a maioria delas já sofreu algum tipo de assédio no Breaking e, boa parte, não soube identificar no momento ocorrido e quando perceberam o ato, não souberam o que fazer. No total, 47 B-Girls de diversos estados do Brasil foram escutadas.
Com base nessas informações, ficou clara a necessidade urgente de criar um material de conscientização e orientação sobre o assédio. Surgiu então o “Guia Antiassédio no Breaking”, um manual didático, de fácil leitura, prático e compacto.
“Esse guia chegou num melhor momento, após décadas de violência na cena do Breaking, nós Mulheres, LGBTQI+ e outras pessoas, podem identificar as violências que sofreram e buscar ajuda e recursos para não silenciar a Cultura da Violência” – comenta Lucilene Santos (B-Girl Lu Afrobreak – arte educadora, pesquisadora e produtora cultural), ao se sentir contemplada, já que o estudo e todo o conteúdo foram dirigidos para todos.
B-Girl Lu Afrobreak
Em menos de uma semana da publicação do material, a repercussão foi muito além do esperado, graças às redes sociais e a união de B-Girls e B-Boys, que reconhecem a importância do tema e a necessidade de compartilhamento desse conteúdo.
Infeliz coincidência, na mesma semana da publicação, um membro de um importante grupo de Rap brasileiro foi acusado de assédio a uma menor de idade em São Paulo, o que trouxe o tema à tona, criando interesse de outros elementos do Hip-Hop em utilizar o guia para consulta.
No guia, além de esclarecimentos sobre todos os principais tipos de assédios, é possível encontrar informações para os B-Boys e público em geral sobre como evitar o assédio, para produtores culturais sobre o que podem fazer para colaborar para gerar uma mudança significativa e onde procurar ajuda, com links de instituições responsáveis de acolhimento em todo o território nacional.
“Nunca paramos para entender o porquê muitas meninas param de dançar, agora sabemos um dos motivos, um dos principais, na verdade” – comenta Amanda Baroni e ainda acrescenta: “A maior parte do assédio é reproduzida pelos B-Boys, mas é importante que as B-Girls saibam o que fazer e os B-Boys, por sua vez, entendam que são parte da solução para reverter esse quadro no Breaking”.
O coletivo prevê uma série de ações de conscientização e, inclusive, a tradução do guia em outros idiomas para compartilhamento em todo o mundo.
Fotos: Sueliton Lima, Reprodução (Imagem em Destaque)
“Entendo o euforismo, mas é normal, a pessoa às vezes treinou o ano inteiro para aquele dia e eu fui o cara com a missão de registrar aquele momento da vida dele.” (Willian Machado)
Fazer sua própria arte clicando num botão, parece algo mágico, conhecer mundos e pessoas diferentes eternizando momentos e movimentos e ainda poder ganhar a vida com isso é o sonho de muitas pessoas que mergulham de cabeça na fotografia. Mas pare tudo se você acha que essa profissão é moleza! Ser fotógrafo não é só viver nas baladas e na night! O trabalho é pesado e a cobrança é grande, cheio de responsabilidades, intenso na frente e por trás dos bastidores, é uma mistura de prazer, de sensibilidade, de olhar artístico, mas de intensa atualização e investimentos em equipamentos e estúdio.
Presente em um mundo de eventos, campeonatos, festas e entretenimento, como todas as profissões a fotografia também tem seus desafios, técnicas e para se tornar um bom profissional é necessário ter conhecimento e saber o que está fazendo.
Então o Portal Breaking World, com muita satisfação, tem o prazer de abrir o espaço e compartilhar com os nossos leitores o trabalho desses profissionais fantásticos que transitam no meio da Cultura Hip-Hop e que registram os melhores momentos dos B-Boys e das B-Girls do nosso país.
Nessa matéria tivemos o prazer de conversar com o fotógrafo Willian Machado, que acaba de inaugurar um novo estúdio. Fotógrafo há 10 anos, ele também está à frente do evento “The King of The Night”. Confira abaixo:
BW – Conte um pouco da sua história, onde nasceu e cresceu? Fale sobre sua família e formação profissional.
Willian Machado – Primeiramente, quero agradecer o convite. Sobre minha história: Meu nome é Willian Machado, tenho 30 anos e sou especialista em imagens de alto impacto. Nasci, cresci e vivo com minha família em São Paulo. Sempre gostei dessa correria da “cidade que nunca para”, tem tudo, 24 horas por dia. Sobre minha formação, me formo na faculdade em 2021 e já vou engatar na Pós, porém, já conclui outros cursos como “Técnico em Informática”, “Técnico em Web Design” e “Técnico em Programação”. Sempre fui dono do meu negócio, então nunca precisei de faculdade, mas eu tenho curiosidade em conhecer a área forense da fotografia e para isso precisa ter a faculdade de fotografia, pois a matéria vem na pós. Concluí muitos cursos de fotografia também, porém o que mais me deu orgulho em concluir foi o da “Cinemasters International”, esse sim foi um divisor de águas na minha carreira.
BW – Quando e como começou a se interessar pela fotografia? Onde aprendeu a fotografar?
Willian Machado – Essa história é bem interessante: como pode ver, sempre fui da área de informática e marketing, mas no início de 2010 eu já estava cansado do meu trabalho, meu lado artístico falava mais alto, então ocorreu a festa de 15 anos de uma prima minha e lá vi uma equipe de fotógrafos operando, ali eu decidi que eu queria trabalhar envolvido nessa área, então peguei o contato da empresa, enviei um e-mail para o dono sem currículo e falando que eu era muito bom com “Photoshop” e que eu queria trabalhar porque eu odiava o meu trabalho. O e-mail era assim mesmo, com essas palavras, (risos), e aí o dono me respondeu, pediu para eu fazer um teste e iniciei na semana seguinte.
BW – No início quem foram suas referências? Quantos anos você tem de fotografia?
Willian Machado – Eu era diagramador de álbuns e tinha contato direto com fotógrafos de diferentes estilos, então eu perguntava tudo para eles e fui tomando gosto por fotografar, pegava câmera emprestada e saía clicando, minhas referências eram eles mesmos. Em uma dessas tentativas, um jovem falou que eu era ruim, que eu nunca iria saber fotografar e isso me motivou a ser ótimo no que eu fazia e a construir meu próprio estúdio. Sempre fui muito estudioso, não no colégio, mas depois do colégio sempre estudei muito o que eu queria aprender, então eu lia muito revistas de fotografia, pois não tinha informação no YouTube como tem hoje. Hoje tenho 10 anos de fotografia desde o primeiro “click” e até hoje não parei de estudar, estou sempre me reinventando. Pode parecer clichê, mas minhas referências são artistas de diversas áreas, o mundo me inspira, literalmente.
B-Boy Luan na Freestyle Session
BW – Quando começou sua relação com a Cultura Hip-Hop? Em que ano começou efetivamente a trabalhar dentro da cultura?
Willian Machado – Eu estou inserido na Cultura Hip-Hop desde novinho, sou da época que quem tinha uma volta de “flare” era o Mestre da Cypher de quermesse. Eu comecei a trabalhar com a cultura em 2013 mesmo, foi onde meu nome foi lançado inicialmente dentro do Breaking como fotógrafo e depois fui sendo contratado para fotografar todos os elementos e não parei até hoje. Trabalhei alguns anos com o Mestrão Thaíde, também tive a honra de fotografar “Hip-Hop Cultura de Rua” no Teatro Municipal [de São Paulo].
BW – Qual foi o primeiro evento de Breaking que fotografou?
Willian Machado – Meu primeiro evento foi a famosa “Jam Olido”, me lembro de juntar meus amigos e irmos juntos pedir ao Frank Ejara para fotografar o evento, não tinham fotos como as nossas naquela época, éramos a primeira geração com aquele estilo agressivo de fotografias de Breaking aqui no Brasil, claro que não fomos os primeiros fotógrafos de Breaking, mas ali, em 2013, plantamos a ideia de mídia profissional nos eventos. Era uma escassez muito grande no Brasil e antes de decidirmos ir para a “Jam Olido”, nós vimos a oportunidade de negócio, depois desse evento, ficamos 1 ano sem fotografar Breaking, então meus amigos decidiram ir para outros nichos da fotografia. Em 2014, fui contratado pela “Freestyle Session” e “Racha Na Arena”, no mesmo ano, ganhei patrocínio da “New Era Brasil” e eles me colocaram no “Red Bull BC One SP”, no meio do ano eu já tinha montado meu primeiro estúdio fotográfico em São Paulo e fui convidado para ter minha exposição fotográfica “O Breaking” e a dar palestras sobre a mesma. Minha vida mudou completamente por ter acreditado em um público que muitos não acreditavam.
BW – Fotografar dançarinos exige uma técnica especial? Como saber a hora certa de dar “aquele click”?
Willian Machado – Tem que saber sobre a dança! Como sempre digo aos meus alunos, você tem que saber o ápice do movimento e isso serve para tudo o que você fotografar. Tem que entender sobre o tempo também, pois mesmo que a sua câmera tenha um clique rápido, um dia você pode não ter essa câmera em um momento específico e aí não saberá clicar o tempo certo do movimento.
BW – Quantos B-Boys e B-Girls, em média, você já fotografou até hoje?
Willian Machado – Até o presente momento, fotografei na Holanda, Peru, Argentina e Brasil, não sei quantos campeonatos, festivais e shows que tinham centenas de B-Boys e B-Girls, não tem como eu fazer essa conta (risos). Mas foram muitos eventos e muitos dançarinos.
B-Boy Neguin na Red Bull BC One (Holanda)
BW – O fotógrafo é o cara mais procurado depois dos eventos e das battles pelos dançarinos? Como você trata isso?
Willian Machado – Eu entendo o euforismo, mas é normal, a pessoa às vezes treinou um ano inteiro para aquele momento e eu fui o cara com a missão de registrar aquele momento único da vida dela. Eu sempre procuro entregar o mais rápido possível e sempre tento pelo menos uma foto boa de quem compete, independentemente do nível técnico, como eu falei, aquele momento é importante para quem está ali.
BW – O que você procura captar nas imagens dos dançarinos quando está fotografando?
Willian Machado – Ambientação, composição, movimento único e detalhe.
BW – É grande a procura do seu trabalho para books e material de divulgação de dançarinos de Breaking?
Willian Machado – Bastante! Recebemos mensalmente dançarinos de Breaking em meu estúdio, porém eu entendo a economia dentro da cultura, então todos os dançarinos têm descontos, formas facilitadas de pagamento em meus ensaios, sejam eles em estúdio ou externos.
BW – Eventos de Breaking são bons pagadores? Você já teve algum problema?
Willian Machado – Como cada fotógrafo tem o seu valor, o que pode ser ruim pra mim, pode ser bom para outros e vice-versa, porém não tenho do que reclamar, sempre fui bem pago, bem recepcionado e muito querido entre os meus clientes, tanto que eu estou com eles até hoje (risos).
BW – Você é o responsável pelo evento “The King of the Night”, correto? Fale sobre ele.
Willian Machado – Essa ideia original foi de um amigo, aí ele me chamou para fazer parte, depois chamei mais dois amigos e o “TKOTN” virou uma empresa mesmo. Depois de um tempo, alguns desses amigos se desligaram da empresa e hoje tem apenas Eu e o DJ Camilo como donos, mais a equipe técnica.
BW – Quantas edições já aconteceram?
Willian Machado – Ele é anual e iniciou em 2016, porém tem as etapas, então não sei ao certo quantas edições tivemos (risos).
BW – Agora, nesse momento de pandemia, a maioria dos eventos se tornaram virtuais. Você pretende fazer também um evento virtual? O que acha sobre os eventos on-line que estão acontecendo? É uma tendência?
Willian Machado – O “The King of the Night” está acontecendo on-line e quem está no comando é o DJ Camilo Barbosa, este ano tive que me ausentar pois o lançamento do meu curso on-line de fotografia era na mesma semana, então, não tinha como eu participar da organização, mas o Camilo deu o sangue e está saindo tudo perfeito. Estou acompanhando.
Willian Machado inaugura novo estúdio em São Paulo
BW – Recentemente, você falou sobre uma reforma no seu estúdio para melhor atender os dançarinos. Fez um estúdio pensando neles. Nos conte as novidades?
Willian Machado – Meu estúdio era pequeno ao meu ver e eu precisava de algo amplo e com pé-direito alto para os saltos e powers, então, optamos por sair do último andar e ir para o piso Térreo da Lux Studio e lá montamos tudo do zero. O melhor é que quem montou tudo foi eu e a minha namorada Carol Barrios, nós não temos problema em pôr a mão na massa, levamos o “Skin in the game” a sério. Toda a iluminação será colocada no teto, também pelas laterais, para dar ainda mais espaço aos atletas. Sou grato a Cultura então faço o que posso para que a experiência deles em meu estúdio seja incrível. Até energéticos servimos em nossas reuniões de Briefing pois sei que eles curtem bastante.
Recepção do novo estúdio de Willian Machado
BW – Já realizou exposições do seu trabalho ou pretende realizar?
Willian Machado – Tenho minha exposição fotográfica “O Breaking” desde 2014 sendo exposta ano a ano em pontos específicos da cidade de São Paulo, porém, agora em 2020, devido a pandemia, me reuni com a curadoria e decidimos estruturar de forma virtual, com linha cinematográfica para melhor experiência do espectador. “O Breaking – Virtual Tour” será lançada agora em agosto.
BW – Quais são seus planos para o futuro?
Willian Machado – Expandir ainda mais e continuar investindo em “equity private” de terceiros.
BW – Diante da realidade que estamos vivendo, enfrentando uma pandemia, como você está programando o seu trabalho para os próximos meses?
Willian Machado – O ano de 2020 já acabou praticamente, a maioria dos nossos contratos com eventos foram redefinidos para 2021. Nós continuamos fechando contratos mensalmente, porém as datas se iniciam em janeiro de 2021, mas no estúdio trabalhamos para muitas marcas, artistas, influencers, então sentimos a crise de inicial apenas, mas não desmantelou nosso cronograma de marketing e investimentos. O mundo mudou e nos reinventamos rapidamente, com isso continuamos a crescer em meio à crise.
BW – O que significam a Cultura Hip-Hop e o Breaking para você?
Willian Machado – Amor!
Fotos: Willian Machado e Carol Barrios
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Difícil achar um B-Boy ou uma B-Girl que nunca tenha se lesionado. Quem dança sabe dos reais riscos que corre, das lesões que podem acontecer a qualquer momento. Mas ao contrário do que muitos pensam, viver lesionado não é normal! Uma distensão, um entorse, o famoso “dei um jeito” na virilha, no ombro, no pulso, no pescoço ou “virei” o pé, o joelho, pode simbolizar problemas a caminho e como consequência deixar as pessoas meses sem treinar e dançar, o que abala a performance e o emocional da maioria dos dançarinos.
Acabar com as lesões talvez seja algo impossível. Como o Breaking é feito de treino e repetição, movimentos feitos de forma errada, treinos em local inapropriado, quedas, torções e sobrecarga são algumas das causas mais comuns das lesões.
Pés, tornozelos, joelhos e coluna são as partes do corpo que mais costumam sofrer quando um dançarino se lesiona. No Breaking é comum ocorrer também o deslocamento do fluxo e as rupturas sucessivas. Os pulos e os freezes são movimentos nos quais as articulações são golpeadas bruscamente por posições angulares. As lesões decorrentes da prática do Breaking apresentam semelhanças com lesões que ocorrem em atividades atléticas sem orientação adequada.
Mas calma, não se desespere, nem tudo está perdido! Segundo o Dr. Raphael Monteiro, médico traumato-ortopedista que se especializou em medicina esportiva e tem muitos pacientes dançarinos, inclusive de Breaking, a boa notícia é que as lesões decorrentes do Breaking são quase todas evitáveis, por meio da utilização de protetores das articulações, como joelheira e cotoveleira, superfície adequada e orientação de um profissional qualificado.
Seguir alguns cuidados também pode ajudar. Veja algumas dicas abaixo:
Alongamento correto é importante na hora de prevenir lesões.
Atenção no Aquecimento e Alongamento. Você sabe a diferença entre os dois?
A diferença entre essas duas técnicas é justamente o seu objetivo. O aquecimento tem como função aumentar a circulação sanguínea e, com isso, distribuir mais nutrientes e oxigênio para os tecidos. Isso é necessário antes de qualquer atividade física, para que todo o corpo consiga oferecer o melhor desempenho durante a prática.
Além disso, o aquecimento é uma forma de se evitar uma mudança abrupta do metabolismo corporal, para que ele não saia do completo sedentarismo diretamente para os exercícios intensos. Isso também acaba evitando problemas durante o treino, como o cansaço excessivo logo no início.
Já o alongamento está relacionado com a prevenção de lesões e aumento da mobilidade da articulação. O estiramento muscular, em menor proporção dos tendões e ligamentos, ajuda na movimentação de forma global. Então, agora que você já sabe a diferença, é necessário por em prática! Nada de dançar frio, nem nos treinos ou em campeonatos, o aquecimento e o alongamento preparam o corpo para o esforço que será feito durante a dança. Invista tempo nesse preparo. Quanto mais aquecido e alongado estiver, melhor desempenho o dançarino terá e menos possibilidade de lesões. O alongamento deve ser feito no início e no final de cada treino.
Além da dança é importante fortalecer a musculatura.
Fortalecimento da Musculatura:
O Breaking trabalha todo o corpo. Mas alguns músculos podem desenvolver-se mais que os outros. O resultado é o aumento do risco de certas lesões. Então, todo dançarino deveria praticar, além da dança, outra atividade física que fortaleça os grupos musculares que são menos trabalhados. Musculação sem exageros, pilates, capoeira, são modalidades bastante indicadas para proporcionar esse equilíbrio. O fortalecimento muscular previne lesões na dança e também protege os tendões e os ossos. Essa proteção extra é ótima para, quando acontecerem as quedas de mau jeito e movimentos realizados de forma incorreta, por exemplo, o corpo conseguir evitar a lesão.
Conheça seus limites e evite problemas.
Conheça e esteja em sintonia com seu corpo:
Sabe aquele dia que seu corpo dá um sinal que você não está bem? Dores e fadiga são alertas que devem ser escutados. Ninguém se conhece melhor que você, então esteja sempre alerta. Esses sinais podem indicar algum problema que vai se agravar se não for tratado. O descanso deve ser respeitado. E, se houver alguma lesão já identificada, o tempo de recuperação é fundamental. Ser for necessário, faça fisioterapia, pois uma lesão mal curada se torna um problema por toda a vida e vai influenciar no seu desempenho.
Para quem quer ter alto rendimento na dança, a alimentação é fundamental.
Alimentação e hábitos corretos:
Você é o resultado do que você come. Depois de um treino pesado bate aquela fome e nessa hora é importante repor tudo que foi perdido durante o treino. É fundamental manter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes como o potássio, magnésio e cálcio, que atuam na saúde dos músculos e ossos. Isso ajuda também na recuperação e na cura das lesões. Esqueça refrigerantes e doces. Bebidas alcoólicas, drogas e cigarro não combinam com quem deseja ter um bom rendimento e um bom preparo físico. Uma dieta rica em folhas, legumes, cereais e frutas, com gorduras e carboidratos controlados, já é um bom caminho.
Deu ruim? Procure ajuda especializada.
Sempre busque ajuda de um profissional:
Nos treinos regulares, nada melhor do que ter alguém caminhando junto que entenda não só de Breaking e de alto rendimento (se for esse o seu objetivo) mas que trabalhe junto com conhecimento para alcançá-los. Um profissional formado em Educação Física é o desejável. Praticar movimentos, acrobacias e atividades físicas de forma inadequada pode gerar uma série de problemas também na dança. Dançar exige esforço por parte das articulações e da musculatura, o corpo precisa estar preparado para cada movimento. As lesões acontecem porque muitas vezes, sem orientação alguma, as pessoas acabam fazendo exercícios de maneira inapropriada. Há também casos de pessoas que optam por treinos que estão além dos seus limites físicos. Com o acompanhamento de um profissional, essas “falhas” são eliminadas. Além de indicar as melhores atividades e exercícios, esse cara define a intensidade de como os treinos devem ser realizados. Com isso, as articulações e a musculatura não sofrem esforços excessivos e o risco de lesão é reduzido de maneira bastante significativa. No caso de lesões, procure a orientação de um Médico e um Fisioterapeuta para que a recuperação seja adequada.
A escolha de calçados e roupas vai muito além do “style”.
Sapatos e roupas
Use sapatos apropriados na hora de dançar Breaking. Nem todo mundo pode comprar o tênis perfeito, então, dê preferência ao que se sente mais confortável e firme. Nos brechós, às vezes, encontramos boas opções. Não dance descalço e nem de meias, pois o risco de escorregões e fraturas aumenta. Use roupas confortáveis. E quem curte um “head spin” não esqueça de fazer uso das famosas toucas de giro, escolha a melhor para o seu estilo, pois a lesão do couro cabeludo também é muito comum entre B-Boys e B-Girls. Lembre-se de pelo menos uma vez por semana lavá-la, para que não crie fungos e bactérias. Se cuide, se conheça, se prepare para atingir seus objetivos e dance sem medo e com liberdade! É fato que algumas coisas fazem parte da caminhada de quem dança, mas o uso do bom senso é fundamental. A regra mais importante é: mantenha-se atento ao seu corpo! A dança deve ser um momento de entrega total, de felicidade e não um momento de dor ou uma sessão de tortura. Se o Hip-Hop salvou a sua vida, então, você deve se importar com ela!
Fotos: Reprodução
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“A cultura é incolor. O Hip-Hop é feito de preto, marrom, amarelo, vermelho e branco. A humanidade ganha um museu”. (Afrika Bambaataa)
A construção de um Museu do Hip-Hop é algo que está próximo de ser comemorado pelos amantes dessa cultura! Sim, a iniciativa da construção do “Universal Hip-Hop Museum” colabora para o processo de preservação da memória, reforçando a identidade de um povo, seus hábitos e costumes, destacando o bairro do Bronx, lembrando a origem dessa cultura que nasceu em Nova York.
É por meio dessa instituição que a história será contada para as novas gerações do mundo inteiro. “Até o momento, não existe um lugar físico dedicado à preservação e celebração da história e cultura do Hip-Hop”, disse o diretor executivo do museu, Rocky Bucano. O museu, idealizado por Kurtis Blow, Afrika Bambaataa e Grand Master Melly Mel, buscará garantir que “as histórias possam ser contadas com precisão pelas pessoas que a criaram”, acrescentou Bucano. Outros rappers-produtores-empreendedores tornaram-se parceiros no projeto, incluindo Nas, Ice-T e LL Cool J. A exposição inicial conta as origens da história do Hip-Hop e será substituída a cada seis meses pela próxima etapa do desenvolvimento da cultura. Quando o museu estiver concluído, o espaço de 5.570 metros quadrados contará com exposições interativas e imersivas, shows ao vivo, exibições de filmes e seminários. A inauguração está planejada para marcar 50 anos do Hip-Hop, em 2023.
Rapper L.L. Cool J (parceiro no museu)
Kurtis relata: “A evolução global do Hip-Hop foi alimentada pela sede de paz, união, batalhas de rap animadas e competições de Breaking em parques, centros de recreação e clubes locais. À medida que a cultura se espalhava além das fronteiras do sul do Bronx para a cena noturna de Manhattan, começou a desenvolver mensagens mais fortes que lançavam luz sobre questões sociais de rebelião, racismo, conflito urbano, injustiça social e desigualdade econômica das comunidades urbanas. A moda, poesia, histórias, imagens, música, estilos inovadores de dança e arte de rua eram agora populares nos subúrbios e nas comunidades rurais de todo o país. O apelo do hip hop se espalhou rapidamente por todo o país e depois para o mundo. A experiência imersiva do museu pretende recuperar o passado glorioso da cultura e permitir que o mundo e que todos entendam e entrem no futuro do Hip-Hop. O museu virtual funciona perfeitamente em todos os dispositivos de mídia, para que os clientes possam conhecer as galerias e exposições a qualquer momento e em qualquer lugar do planeta. O Museu do Hip-Hop será onde a cultura vive e prospera.”, conclui.
Interessados em acompanhar as novidades e saber mais informações devem acessar a página oficial do museu https://www.uhhm.org
Fotos: Divulgação
Logomarca do Museu do Hip-Hop
Ambiente interno (representação)
Ambiente interno (representação)
Ambiente interno (representação)
Fachada (Representação)
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Na última semana (27) aconteceu a final do evento latino-americano “Breaking Adictos”.
O campeonato foi on-line, reunindo B-Boys e B-Girls de várias partes do mundo. Vale dizer que o evento, além de receber inscrição de adultos, também abriu as portas para a nova geração, algumas crianças da capital de São Paulo, do litoral paulista e de Goiás também competiram, chegando no Top 16 o B-Boy Marcin, de Catalão/GO, da “Dream Kids Brazil”.
No júri quem decidiu foi o B-Boy Omar, ganhador da “Red Bull BC One 2004”.
A batalha pelo primeiro lugar foi pesadíssima, entre outros dois brasileiros, B-Boy Kleone e B-Boy Saulo, 5 entradas para cada um. Na final, B-Boy Saulo foi o ganhador do evento. Brasil representou!
Foto: Divulgação
Na final, dois brasileiros: Kleone e Saulo
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Richard MacDonald (74) é um dos principais escultores de personalidades da atualidade. Suas esculturas foram apresentadas em centenas de exposições em todo o mundo. Ele se inspira no movimento e nas emoções humanas mais profundas. Se esforça para unir os outros por meio de obras emotivas com senso universal de beleza.
Richard nasceu na Califórnia e estudou no reconhecido “Art Center College of Design”, alcançou destaque internacional recebendo vários prêmios. Uma de suas esculturas em bronze eternizou Kurt Thomas fazendo o movimento “flare”.
Richard, quando soube do falecimento de Kurt, declarou: “Fico triste com as notícias do meu querido amigo, Kurt Thomas. Ele foi o primeiro homem americano a ganhar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial (1978) e considerado um dos maiores ginastas masculinos dos EUA do nosso tempo. Conhecido pelo “Thomas Flare” no cavalo com alças e o “Thomas Salto” no exercício físico, Kurt entrou no cenário esportivo americano como um ginasta de ousada criatividade. Seu atletismo inovador foi a inspiração por trás do “The Flare”, que eu esculpi para os Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta. Sinto-me honrado em tê-lo conhecido e capturado sua memória para sempre”, conclui.
Fotos: Reprodução
Kurt Thomas e Richard MacDonald
MacDonald em seu ateliê
"The Flare" o movimento de Kurt eternizado por Richard
MacDonald finzalizando a obra
Richard MacDonald
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