Série sobre o Hip-Hop em SP, idealizada por OsGêmeos, estreou na última quinta-feira no YouTube da Pinacoteca de São Paulo
A Pinacoteca de São Paulo lançou semana passada uma série audiovisual chamada “Segredos”, idealizada pelos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, que contam a história do Hip-Hop brasileiro por meio das lembranças dos artistas que fizeram parte dessa efervescência, desde 1980. A série foi dividida em quatro episódios e vai ser disponibilizada no YouTube da Pinacoteca (https://www.youtube com/user/MuseuPinacoteca) todas as quintas, às 20h.
A cada episódio, OsGêmeos recebem convidados diferentes que fazem parte do movimento para relembrar a trajetória de cada um e contá-la às novas gerações. Desta maneira, pretendem demonstrar como o Hip-Hop se transformou em uma das manifestações artísticas e culturais mais relevantes no Brasil, sendo determinante na vida dos que fizeram e fazem parte dele, não apenas por introduzi-los ao Rap, ao Breaking e ao Graffiti, mas pelas amizades que surgiram nos eventos da São Bento, berço do movimento em São Paulo, e que continuam até hoje.
Os encontros acontecem no vagão de um trem, imaginado pelos artistas e montado no ateliê dos dois. Declararam numa entrevista para o Estadão: “É uma cápsula do tempo que nos leva de volta à década de 80 para reviver a nossa história e a dos nossos amigos, que é a própria história do Hip-Hop”, conta Gustavo. Dentro desta máquina do tempo se revela, por exemplo, que o DJ KL Jay, do Racionais MC’s, foi dançarino de Breaking nos anos 1980. Os próprios irmãos, conhecidos no mundo inteiro graças ao Graffiti, contam que dançaram Breaking e cantaram Rap. “Todo mundo fazia um pouco de tudo”, diz Otávio.
Gustavo e Otávio Pandolfo, mundialmente conhecidos como “OsGêmeos”
A ideia de documentar a história do movimento é antiga, mas fazer isso por meio de uma série documental surgiu durante a montagem da exposição “OsGêmeos: Segredos”, no ano 2020. A exposição pretendia, inicialmente, fazer oficinas de Hip-Hop com jovens para incentivar a arte, mas a ideia foi abortada após o surgimento da pandemia do coronavírus. Foi aí que a série surgiu. O resultado é visto de uma maneira tão positiva pelos artistas que eles contam que “é só o começo de uma grande história”, mas não revelam o que têm em mente. O futuro promete revelar segredos…
Segundo Jochen Volz, o diretor-geral da Pinacoteca, a intenção é que o documentário também tenha uma finalidade educadora e possa servir para fomentar aulas, oficinas e debates. “O documentário foi montado de maneira bastante didática para ser visto por todos os públicos e para que os jovens, estudantes, possam aprender sobre a história do Hip-Hop e dos seus próprios artistas”, afirma Volz.
Segundo os irmãos, as entrevistas do documentário foram feitas sem um roteiro. Com improviso, histórias que não conheciam, mesmo com mais de 35 anos de amizade com a maioria dos entrevistados, foram reveladas por meio do relato de convidados como: Thaíde, KL Jay, Erick Jay, Edi Rock, Rooneyoyo e Nelson Triunfo.
Fotos: Divulgação Pinacoteca/OsGêmeos
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Para quem não sabe, antes de ser reconhecido como um dos melhores rappers da história, Tupac Shakur dançava no grupo “Digital Underground”, que foi um grupo de Rap de Oakland, Califórnia, fundado em 1987 por Gregory, Tupac Shakur e Jacobs, conhecido como “Shock-G”.
Shock-G passou a maior parte de sua juventude em Nova York, sendo fortemente influenciado pelo Funk dos anos 1970, então, começou a se envolver com música criando um estilo de Rap na West Side (Costa Oeste).
O grupo foi formado para prestar uma homenagem aos ativistas sociais do “Black Panthers” (Panteras Negras), que tinha todas as ligações com a família de Tupac.
B-Boy Tupac dançando na “Digital Underground”
A mãe de Tupac, Afeni Shakur, fazia parte deste famoso grupo político, um movimento que lutava contra o preconceito aos afro-americanos. Afeni estava grávida de Tupac quando foi presa. Seu padrasto, Mutulu Shakur, foi sentenciado a 60 anos de cadeia por roubar um carro e matar a vítima. Isso teve um grande impacto na vida Tupac, que cresceu sem a figura paterna ao seu lado. Nas ruas, os únicos modelos em que Tupac podia se espelhar eram os traficantes e cafetões.
No final da década de 1980, o “Digital Underground” alcança um grande sucesso com o álbum “Sex Packets”, que chega a ganhar Disco de Platina e a receber comentários positivos da crítica. Tupac também ajudava a carregar equipamentos e algumas vezes teve a chance de cantar com o grupo. Ele se tornou dançarino aos 19 anos, quando o grupo conseguiu o primeiro sucesso com “The Humpty Dance”, em 1990. A faixa chegou ao 11º lugar na parada “Hot 100” da “Billboard”, além do primeiro lugar no chart de Rap da revista.
Dono de uma carreira meteórica e de um talento único que iria impactar o mundo para sempre, suas primeiras letras eram notáveis e revelaram a tendência para sua personalidade violenta. Em uma música que fez parte da trilha sonora do filme “Nothing But Trouble” chamada “Same Song”, Tupac conheceu o sucesso pela primeira vez e não parou mais! Em 1995, o Rapper foi acusado de abusar sexualmente de uma mulher em um hotel.
Talentoso e polêmico, Tupac se tornaria uma lenda do Rap em muito pouco tempo.
Segundo Pac, a mulher, que ele havia conhecido em uma boate, teria feito sexo oral nele em plena pista de dança e teria ido com ele para um hotel por livre e espontânea vontade. Shakur disse que tudo não passou de uma armação. Em fevereiro do mesmo ano, devido a tal fato, Tupac foi sentenciado a quatro anos e meio de prisão por estupro, embora tivesse negado veementemente. Pouco depois do ocorrido, Tupac havia levado cinco tiros em um assalto ocorrido em um estúdio de Nova York. Tupac deu informações em detalhes sobre o ocorrido em uma entrevista para “Vibe”. O astro começou a cumprir sua pena no presídio de Clinton.
Pouco depois, seu multiplatinado “Me against the world” é lançado. Tupac entra para a história como o único artista a ter um álbum em primeiro nas paradas estando preso. “Este sempre será meu álbum favorito”, disse ele a uma entrevista. Enquanto os guardas provocavam na cadeia dizendo que Tupac não era mais o mesmo, ele ria e dizia: “Meu álbum é número 1 no país inteiro e apenas bateu Bruce Springsteen no topo da Billboard”. Após quase onze meses na prisão, Tupac foi liberado, logo depois de ter feito um acordo com Suge Knight, o cabeça do “Death Row Records”. Suge pagou a fiança de 1.4 milhões de dólares. Em troca, o artista deveria lançar 3 álbuns pela sua gravadora. Imediatamente após sair da prisão, Tupac começou a trabalhar em um novo álbum. Em fevereiro de 1996, ele lança seu quarto álbum, “All eyes on me”, o primeiro álbum duplo da história do Rap. O sucesso foi tremendo e vendeu mais de 9 milhões de cópias e é considerado por muitos o melhor álbum do gênero. Em meio a tanto sucesso, Tupac foi assassinado em 1996, quando saía de uma luta de seu amigo Mike Tyson.
Tupac com Mike Tyson um pouco antes de sua trágica morte.
Logo após sua morte, a “Death Row” lança o álbum “The Don Killuminati”, com o pseudônimo de “Makavell”. A capa traz um 2Pac crucificado, com uma coroa de espinhos na cabeça e um mapa das principais gangues do país. Em janeiro de 1997, a “Gramercy Pictures” lança “Gridlock’d”, um filme em que Tupac interpreta um viciado em drogas e que foi bem aceito pela crítica, recebendo inúmeros elogios. Seu último filme, “Gang Related”, seria lançado meses depois. Antes de morrer, Tupac deixou centenas de músicas gravadas na época de “Death Row”. A maioria foi lançada em álbuns póstumos como “Better Dayz”, “Until the end of time”, “Loyal to the game” e em seu último póstumo “Pac’s Life”. Tupac é o Rapper que mais vendeu álbuns na história. Sua morte até hoje continua a ser motivo de discussão, não só pela forma que foi mas principalmente no mundo das grandes gravadoras onde o artista vende mais discos morto do que vivo.
Sim, a história é estranha no entanto representativa de um dos nomes mais fortes do que chamamos de “Gangsta Rap”. Tupac era considerado um terrorista como também um dos mais promissores poetas do Hip-Hop. Tupac, que era do signo de gêmeos, tanto foi considerado um B-Boy machista como um talentoso ator. E o Rap? O Rap era sua arte, sua obra prima, o milagre poético que o mundo conheceu!
Fotos: Reprodução
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!
Muitos falam da Cultura Hip-Hop, dos seus elementos, outros se acham donos dessa mesma cultura, sem ao menos conhecer suas origens e suas principais ideias, mas se informar sobre o passado é essencial para viver o presente e passar conhecimento de forma correta, construindo o futuro. Falar sobre o começo, é lembrar de Kool Herc, ele era “o cara”! Foi considerado o “Pai do Hip-Hop” na totalidade. Kool fazia Graffiti, era DJ, MC e sua crew dançava.
Quando fazia uma festa, todos estavam lá! Ele foi o primeiro grande DJ, todos dançavam em suas festas, as “Block Partys”, era impossível ficar parado, ele tocava no “Sedgwich Ave”, no Bronx, suas caixas de som eram grandes e a música era escutada de longe. A festa acontecia dentro e fora! Sempre tinham muitas pessoas do lado de dentro e do lado de fora. Era possível, em determinado momento da festa, escutar “Esse é o DJ Kool Herc e você sempre volta para ouvir mais”. Foi nessas festas que nasceu o Hip-Hop. Herc tocava uma parte do disco que tinha um “break down” nele, que hoje é o que chamamos de “Break Beats”. Toda a música do disco saía e ficavam apenas as batidas. Essas batidas eram frenéticas e enlouqueciam as pessoas que estavam escutando. Era um momento muito esperado por todos. Por exemplo, na música de James Brown, quando chegava em “…a clap your hands”, ele repetia, “stomp your feet, stomp your feet”, o nome dessa parte da música se chamava “carrossel” e era nessas horas que os “Breakers” dançavam.
DJ Kool Herc
A palavra B-Boy veio de Kool Herc, deveria ter representado o Bronx, na verdade era “Breaking Boys”. Quando a galera estava “Breaking” nas festas, significava que estavam procurando confusão, eram “Breaking Boys” e “Breaking Girls”. Breaking vem da terminologia de rua. A pergunta: “Por que você está Breaking?”, significava “Por que você está fazendo coisas fora do normal?”. Estar zangado era estar “Breaking”, ou seja, nos dias de hoje seria “estar bravo, está chutando o balde!”. Essa se tornou uma expressão oficial quando Kool Herc usou. Os B-Boys eram “os meninos que quebravam” e as B-Girls eram “as meninas que quebravam”, não tinha nenhuma ligação e não veio dos breaks no disco, como muitos pensam.
O Breaking começou com os seus fundadores da dança, na década de 70. Era algo que aparecia nas festas. A palavra “B-Boying” significa a manifestação corporal do Hip-Hop. Não eram só os pés, mãos em movimento, eram usadas todas as partes do corpo. Cabeça, pescoço, mas intelecto e também caráter. O Breaking nunca foi moda, mas uma arte legítima! Os B-Boys comiam, bebiam, respiravam e pensavam “B-Boying”. Toda vez que se escutava “Sex Machine”, “Just Begun”, “Apache” que era hino de todo B-Boy, era possível ver a música ser sentida no corpo, fazendo esses meninos dançarem, tratava-se de algo mágico, que apenas a música e sua energia faz com as pessoas. Na verdade, foi a música que fez desenvolver todos os estilos e movimentos. O Breaking é Hip-Hop puro! Ken Swift uma vez disse: “O Breaking começou com uns poucos irmãos e irmãs que não se importavam com o que as pessoas pensariam de seus movimentos”. Eram meninos sem dinheiro, que moravam nos guetos, no meio do ambiente urbano. Nas festas, a pessoa entrava fazendo pose, depois descia ao chão. E se os movimentos fossem bons, se formava uma roda em volta para que outro pudesse também entrar e desafiar o mano na dança. Nesse clima, surgem pessoas como os “Nigga Twins”, que dançavam para Herc. Eles desciam até o chão e giravam, foram os primeiros a fazer isso. Chegavam nas festas com charutos e casacos compridos: eles arrebentavam! Dançavam em cima de cimento.
O chão era de cimento e o piso papelão
Alguns fundamentos:
O “Top Rock” que era feito no início permanece presente até hoje no Top Rock que os breakers fazem. Top Rock é o cartão de visitas, quando o B-Boy apresentava o seu estilo. Havia também outros movimentos, como o Indian Step (Passo de Índio). Mas os movimentos no chão surgiram mesmo entre 1974 e 1975. Spy, do “Crazy Commanders” foi o criador do “Footwork” que é a base do “B-Boying”. Mais tarde, seria adicionado aos fundamentos o “Freeze” (congelamento de movimentos) e, por último, os “Power Moves” (movimentos acrobáticos).
Então, o que se fazia no início foi levado para fora do Bronx, quando surgiram os “Zulu Kings”, que faziam uma combinação de “Sweeps” com passos russos, que a pessoa dobrava os braços e chutava para frente: eram uns passos bem básicos. Um B-Boy que lembrava muito o que se fazia no passado (chamado por alguns de “Old School”) é o Frosty Freeze, o Foootwork não parecia completo sendo associado ao início. É de Pop Master Fabel o comentário: “Ele fazia um estilo que quase nunca vejo ninguém fazer”. No “Zulu Kings”, Beaver (Castor) era o maior nome em “B-Boying”, sem discussão. Durante algum tempo, ninguém era melhor que Beaver, até que chegou Spy (Espião) que ganhou dele. Spy era conhecido como o “Homem Com 1000 Passos”, ele se tornou uma lenda! Usava chapéu vermelho e o cabelo “Black Power” por baixo, tinha uma energia única. Seus movimentos eram muito limpos e fluíam. Qualquer coisa que fazia se tornava singular!
Já Legs fez o “Swipe” no ar, sendo muito original. “Trac2” eram incríveis, se arrumavam para sair, eram como estrelas. Inventaram muitos passos que hoje ainda se vê. O Breaking era considerado underground, até que Herc trouxe tudo para fora, todas as coisas underground, tudo que acontecia nos corredores, dentro das casas, foram levados para a rua. E aí começou a se espalhar pelo mundo todo, já não era algo apenas americano. Batch foi um dos primeiros breakers hispânicos! O estilo dos latinos era chamado de “estilo moreno”. Mas foram os porto-riquenhos que colocaram o Breaking nas costas. A “SalSoul Crew” foi onde todos surgiram. Depois da “SalSoul”, Batch começou a “TBB Crew” que era uma das melhores crews de Breaking. Mas naquela época, alguns foram mortos e outros presos. Certa vez, Batch falou que talvez se não fosse isso eles teriam ganhado muito dinheiro naquela época.
Em 1977, começou a “Rock Steady Crew”, muitos dos membros eram B-Boys super estrelas do Bronx. A “Rock Steady” representava os B-Boys sérios! Mr. Freeze era um dos únicos B-Boys brancos naquela época. Ele andava em todos os cantos e estava em todos os lugares e dizia: “Sou o Mr. Freeze, da Rock Steady Crew!”, e as pessoas gostavam dele. A “Rock Steady Crew” chegou a ter 500 membros e nesse momento, a mídia se interessou por isso. Na época, saiu na revista “National Geografic”, no jornal “New York Times”, no canal de televisão “ABC News”, isso aconteceu em 1980.
Rock Steady Crew
Então, surgiu a “Negril”, a primeira discoteca que era um “Clube do Hip-Hop”, no centro de New York e todos estavam sempre lá. “Negril” escreveu a história do Hip-Hop para o resto do mundo. E nessa época, naquele local, batalhava “Floor Master”, que era uma crew atlética que girava muito e que eventualmente poderia até encontrar seu caminho nos Jogos Olímpicos contra a “Rock Steady Crew”. Mais tarde, a “Floor Master” mudaria o nome para “New York City Breakers” e, sem dúvida, foi a crew que mais comercializou a dança, eles e levaram o Breaking para a grande massa. Em 1984, nos Jogos Olímpicos, a crew se apresentou no evento e também estavam presentes nos grandes programas de televisão americana. Se apresentaram para o Presidente Ronald Reagan. Nessa época, a mídia batizou a dança de “Breakdance”, também foi nessa época que foi feito o primeiro filme de Hip-Hop chamado “Wild Style” (Estilo Selvagem). A ideia era mostrar que todos os elementos eram conectados e faziam parte um do outro no Hip-Hop, capturando a essência! Em 1983, foi a vez do filme “Flash Dance” (Em Ritmo de Embalo) quando a “Rock Steady Crew” foi convidada para participar. No filme, aparecem Ken Swift, Crazy Legs e Frosty Freeze, o mundo conheceu os B-Boys por meio do filme.
Em 1984, muitas crews começaram a se separar. “Rock Steady Crew”, “Dynamics”, foi nesse ano que foi feito o filme “Beat Street” (A Loucura do Ritmo). Esse filme deu continuidade ao “Wild Style” no sentido de mostrar a cultura Hip-Hop de New York. Nesse ano, também, morreu o B-Boy Matt, do “New York City Breakers”, num acidente de moto. Nessa época, muitos passaram dificuldades, traficavam, alguns foram assassinados, presos. Outros se dedicaram a outras coisas e trabalhos.
A mídia começa a destacar o Rap, pois na verdade eles podiam vender discos que as pessoas poderiam levar para casa, enquanto que com o Breaking isso não acontecia. Os B-Boys abriram as portas para o Rap. Muitos Rappers foram criticados por não manter a essência, por esquecerem os B-Boys em seus vídeo clipes, colocando mulheres nuas da cultura e por cada vez mais visar uma indústria milionária.
Mas o Breaking não foi uma febre passageira, ele continuou e todo dia apareciam em cada canto do mundo novos B-Boys e B-Girls. O Breaking continuava sendo vida, arte, dança e um estilo de vida. Mos Def dizia: “Não há diferença entre Ken Swift e Baryshnikov: a dança em suas diferentes expressões é sentimento. E isso é louco!”.
Nos aniversários da “Rock Steady” todos compareciam, de todas as partes do mundo. Eles vinham para batalhar! A verdade é que o Hip-Hop não estaria onde está se não existissem as batalhas. Se alguém quisesse batalhar, você tinha que respeitar, afinal, as brigas foram trocadas pelas batalhas nas rodas. Mas em relação aos excessos, são de Crazy Legs as palavras: “Se uma pessoa não consegue se controlar numa batalha, então não merece ser chamado de B-Boy”.
O tempo parecia areia e ia embora pelos dedos, outros dias chegaram e uma nova geração do Breaking nascia. Certa vez, Spy disse: “Eu os vejo e acho que estão fazendo coisas belas e criativas”. Outros da “New York City Breakers” declararam: “Toda geração tem a sua criatividade e energia para mostrar” e, ainda, “Estou feliz que já paguei as minhas dívidas. Tenho 31 anos, agora deixem os meninos batalharem!”.
E Crazy Legs: “Todos os B-Boys pelo mundo devem continuar, pois somos o passado, eles são o futuro e todos juntos somos o presente. Vamos dançar!”.
Afrika Bambaataa, que foi o fundador do “Zulu Nation”, que tinha como princípio as bases do Hip-Hop, exortou: “Paz, amor, união e diversão foram os responsáveis pela existência do verdadeiro espírito do Hip-Hop. Qualquer coisa diferente disso não é Hip-Hop! Discriminação de qualquer espécie não é Hip-Hop”, ele falava: “O Hip-Hop não é só coisa de negros e de latinos. Venham todos, participem! Não trata-se de raças, nem cor, estamos falando de habilidade, de sentimento e de ideologia”.
Esse texto foi escrito por meio de pesquisas e testemunhais de quem viveu essa época. Fotos: Reprodução
Ilustração de Kool Herc
DJ Kool Herc
The Soult Bronx
The Soult Bronx
DJ GrandMaster Flash
DJ GrandMaster Flash
Run DMC
Savage Skulls Gang
The Soult Bronx
The Soult Bronx
The Soult Bronx 1970's
Graffiti e Breaking no Metrô
The Soult Bronx 1980´s
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
Briga de Gangs 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
The Soult Bronx 1980's
VAMOS COMPARTILHAR?
E aí, gostou da matéria? Confira mais de nossas notícias!