Com inscrições abertas a partir do dia 28, o Red Bull BC One seleciona os maiores talentos para representar o Brasil na Final Mundial.
Evento também realizará um ‘mini festival’ da cultura Hip-Hop
Faltam apenas dois anos para a estreia do Breaking em Paris, o Red Bull BC One 2022, maior campeonato mundial da modalidade, está prestes a começar. Com seletivas marcadas para as cidades de Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Brasília (DF) e São Paulo (SP) durante o mês de julho, a competição procura os melhores B-Boys e B-Girls do país. As inscrições podem ser feitas pelo site redbull.com/bcone-br, a partir do dia 28 de junho, ou no próprio local do evento, por ordem de chegada.
De cada seletiva, as chamadas Cyphers, sairão quatro vencedores, dois de cada categoria (feminina e masculina), que passarão à próxima fase: a Final Nacional, que reunirá 16 B-Boys e 16 B-Girls, em São Paulo, e que consagrará um B-Boy e uma B-Girl para representarem o Brasil em Nova Iorque, berço do Hip-Hop. Por lá, os finalistas disputarão a Last Chance Cypher, evento do qual participam todos os vencedores das Cyphers regionais do mundo, antes de se classificarem para a grande Final Mundial, dia 12 de novembro de 2022.
B-Girl Sarah Bee – Imagem: Leo Rosas
Red Bull BC One Camp – imersão no Hip-Hop com referências do Brasil e do mundo
Paralelamente à Cypher e Final Nacional, acontece também o Red Bull BC One Camp, entre os dias 29 e 31 de julho, na Streetopia (Rua Luís Coelho, 323 – Consolação, São Paulo – SP). Com três dias de programações especiais, o público poderá vivenciar uma imersão ao mundo do Breaking por meio de workshops, apresentações, oficinas de danças e batalhas de exibição, com grandes nomes nacionais e internacionais da modalidade.
Entre a programação, acontecerá a Batalha do Chinelo, criada pelo B-Boy Pelezinho, em que participantes deverão performar calçando os chinelos e com um grande desafio: não deixar que eles saiam dos pés. O Camp ainda contará com a batalha Bonnie & Clyde, que acontece entre duplas, a Passinho House, uma mistura de ritmos tradicionais no Brasil, nunca feita antes, que terá Neguin no júri ao lado de Celly e Nenê, e a batalha entre Tsunami e The Ruggets, duas das mais temidas crews do mundo, além de workshops ministrados por Kapela, Sarah Bee, Lilou, Little Shao, Arthur Fiu e outras referências da cena.
B-Boy Kapela – Imagem: Romina Amato
E-Battles
O campeonato mundial conta com mais de 60 eventos qualificatórios em 30 países diferentes. Entretanto, para as cidades sem qualificatórias, há também uma chance de participação no torneio através das E-Battles, em que os participantes enviam vídeos de até um minuto performando os seus melhores movimentos. Pela primeira vez na história, os vencedores das E-Battles avançam direto à etapa mundial, sem precisar passar pela Last Chance Cypher. O resultado sai dia 22 de junho.
Este ano, mais de 91 países participaram dessa fase da competição, sendo cerca de 30% dos inscritos do Brasil, país com o maior número de inscrições.
B-Boy Lilou – Imagem: Little Shao
Se ligue nas datas!
Em 2022, o Red Bull BC One conta com Cyphers Regionais, Final Nacional e Final Mundial, além do Red Bull BC One E-Battle e do Red Bull BC One Camp. Confira, abaixo, as principais datas para não perder nada do evento:
22/06: Anúncio dos finalistas do Red Bull BC One E-Battle
Com curadoria de Kamau e presença de PK Freestyle, Clara Lima e Bob 13, a decisão do Red Bull FrancaMente acontece neste sábado (30)
Rimando até a final! Com os 16 finalistas já selecionados e a postos para duelos cheios de criatividade e improviso, chegou a hora da grande Final Nacional do Red Bull FrancaMente, um dos principais campeonatos de rima do país. Em sua terceira edição, o torneio tem como palco um local icônico da capital paulista: o Auditório Ibirapuera, projetado por Oscar Niemeyer. Em um clima que mistura muita cultura de rua, música e arte, grandes talentos nacionais do Rap se reunirão neste sábado (30), às 19h, em uma espécie de “ringue lírico” em busca do título nacional.
Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento será comandado por Rashid, um dos mais importantes nomes do rap no Brasil que, de modo especial, retorna ao local que foi o seu berço na cultura Hip-Hop, porém, dessa vez, como apresentador.
Imagem: Red Bull Content Pool
“Vejo essa experiência como continuidade, uma forma de fortalecer ainda mais o elo entre minha geração de MC’s de batalha e a geração de agora – que é incrível. Simbolicamente, é como ver um ciclo se completando, já que um dia eu fui um desses talentos ali esperando minha vez de rimar”, relembra Rashid que, atualmente, conta com mais de 1 milhão de ouvintes mensais nas plataformas de áudio e acaba de lançar o single “Pílula Vermelha, Pílula Azul”, que inicia uma nova fase na carreira dele. “Quando a gente olha em volta e percebe a quantidade de artistas que foram revelados nas batalhas, fica fácil entender o tamanho da importância disso. Quanto mais estrutura nossos talentos tiverem, mais longe eles e elas chegarão”, finaliza.
Com curadoria de Kamau, o torneio ainda conta com um júri de peso e grandes referências da cena avaliarão os competidores: Bob13, Clara Lima, Slim Rimografia, Léo Cezário e Jupitter Paz. O cantor PK Freestyle comandará a apresentação do chaveamento, e a dupla Carol Anchieta e Mamuti ficará à frente da transmissão ao vivo do evento para o público que não puder comparecer presencialmente, por meio do Youtube.com/RedBullFrancaMente, e também no Tik Tok @redbullbr.
Imagem: Red Bull Content Pool
Reunindo talentos de norte a sul do Brasil, o evento, que conta com patrocínio do Spotify, passou por cidades como Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP), polos que foram sede das seletivas regionais da competição, de onde saíram 10 finalistas, que se juntarão aos wildcards – convites especiais que selecionam alguns nomes com base em desempenho e forte participação na cena – na grande Final.
O Red Bull FrancaMente é a versão em língua portuguesa do Red Bull Batalla, uma das maiores competições de Rap do mundo, que acontece em países de língua hispânica há mais de 15 anos e chega a receber mais de 17 mil inscritos por ano.
Imagem: Red Bull Content Pool
Confira os finalistas
Seletiva São Paulo:
Tubarão Teaga
Seletiva Salvador:
Gorete MCGomes
Seletiva Belo Horizonte:
Neo Martzinn
Seletiva Porto Alegre:
Nicolas Walter MC Cruel
Seletiva Fortaleza:
Tonhão Mandacaru
Wild Cards:
Bl4ck MC Yoga Fampa WinniT Jump Magrão
Imagem: Red Bull Content Pool
SERVIÇO
Red Bull FrancaMente
Data: 30 de abril de 2022
Horário: Abertura às 17h/ Início do show às 19h
Local: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera, São Paulo – SP, 04094-050
Ingresso: Gratuito
Imagem em Destaque: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Aconteceu no último final de semana, em Barueri, o Festival de Artes e Empreendedorismo Urbano (FAEU), com total sucesso de público e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Proac-Editais e da Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri. O FAEU foi um festival multicultural que fortaleceu a economia criativa dos empreendedores do setor de cultura urbana, Hip-Hop, streetwear e também dos artistas como B-Girls, B-Boys, grafiteiros, DJ’s e MC’s da Grande São Paulo. O evento se expressou por meio de múltiplas linguagens artísticas e apresentou um setor em constante crescimento com características alternativas ligadas à cultura urbana, sendo palco para novos talentos, abriu espaços para novas ideias e tendências nas áreas das artes, música, dança, moda e gastronomia, ofereceu oportunidade aos artistas participantes e marcas independentes que puderam promover, comercializar e viabilizar as suas criações.
Visào parcial do público presente, com várias famílias prestigiando o festival.
Quem desejava conhecer mais sobre a Cultura Hip-Hop e sobre seus elementos pode aproveitar a grande oportunidade! O primeiro dia do festival (22) foi de aprendizado, dedicado aos Workshops. Dentro do Espaço Cultural Luiz Fernandes, que fica na Aldeia de Barueri, diversos artistas de vários cantos do Brasil e até de fora compareceram e participaram das palestras oferecidas gratuitamente. Nomes como João Carlos, coach esportivo do Atleta Campeão, B-Boy Jonasflex, B-Boy Pulga, o MC Nauí e Ale, da FMS, foram os nomes convidados a palestrar e dividir suas vivências com os participantes.
João Carlos, do Atleta Campeão e os participantes da palestra “Escute a batida do seu coração”.
No dia seguinte (23), o tempo amanheceu bonito no Parque Municipal Dom José e quem gosta e pratica o Breaking ou quem desejava conhecer mais sobre essa nova modalidade olímpica de Paris 2024 não ficou de fora! O evento começou às 13h com os filtros e batalhas de B-Boys, depois, veio um desfile de marcas urbanas, em seguida, a competição Kids, com a presença de crianças que são a esperança do Breaking brasileiro nos próximos Jogos da Juventude e nas Olimpíadas, depois veio a disputa de B-Girls, mostrando a força das mulheres brasileiras dentro da Cultura Hip-Hop e do Esporte Urbano e por fim, a Batalha de MC´s, que finalizou o evento com chave de ouro. No total, foram mais de 200 participantes, entre B-Boys, B-Girls e Kids. Os grandes campeões do evento foram: No Kids, em 1º lugar a B-Girl Angel do Brasil (12), que com uma personalidade forte e com uma presença marcante na competição agitou o público presente. Angel, que treina em Barueri e tem apoio da cidade, já coleciona prêmios nacionais e internacionais. Em 2020, ficou em 2º lugar no E-Fise Montpellier, da França e em 2021, em 1º lugar no All Dance Brazil. Em 2022, começou o ano sendo homenageada pelo Prêmio Arte em Movimento e agora o 1º lugar no Breaking Combate. Angel faz parte da Dream Kids Brazil. Nas B-Girls, a grande vencedora foi a paraense Mayara Colins, conhecida como Mini Japa, que em 2018 ganhou a Red Bull BC One Cypher Brazil e representou o país no mundial da Suíça. Japa faz parte da Amazon Crew. Nos B-Boys, o vencedor foi o mineiro Gilberto Araújo, mais conhecido como B-Boy Rato, que até pouco tempo morava no exterior e tem se destacado em grandes eventos no cenário nacional e internacional. Julgando essa competição, estavam os dançarinos: B-Boy Kustelinha, da Bauru Breakers, B-Girl Lu, da Afrobreak e o B-Boy JonasFlex. da Supreme Boyz Crew. E comandando a festa DJ Conrado e Anderson BBMCs.
Campeões do Breaking Combate 2022: B-Girl Angel do Brasil (Categoria Kids – Barueri/SP), B-Girl Mini Japa (Categoria B-Girls – Belém/PA) e B-Boy Rato (Categoria B-Boys – Uberlândia/MG)
Na batalha de rimas, o vencedor da noite foi o MC Big Mike, que no final de 2021 foi um dos 3 grandes ganhadores da BDA 5 anos. O evento foi apresentado por Bob 13. E na difícil tarefa de julgar os competidores: MC Nauí, de Brasília e o MC Koel, de São Paulo deram conta de escolher os campeões.
MC Big Mike foi o campeão do MC Combate em uma final disputadíssima.
O Festival de Artes Urbanas e o Breaking Combate ainda tiveram o apoio do Portal Breaking World, que foi a mídia oficial do evento, da Associação Raso da Catarina, da Street House Cultura e Esportes Urbanos, da Urban Roosters e da Monster Energy. E registrando o evento, o fotógrafo The Sarará.
Outro grande destaque do evento foi o grafiteiro Sotaq, que em sua arte fez uma homenagem durante o evento a Cindy Campbell e seu irmão, o grande DJ jamaicano Kool Herc, considerado o “Pai do Hip-Hop”.
O grafiteiro Sotaq e o mural em homenagem a Cindy Campbell e Kool Herc, precursores do movimento Hip-Hop mundial.
São de Eder Devesa e de Chalana, organizadores do Festival de Artes Urbanas e do Breaking Combate, as palavras: “O evento foi um sucesso! Mais uma edição que superou a nossa expectativa, depois de alguns anos sem a realização do Breaking Combate devido a pandemia, sentimos no olhar, na vibração das B-Girls, B-Boys e do público, nesse dia incrível, a alegria das pessoas. Foi um reencontro épico, divertido e, claro, os combates pegaram fogo, tivemos combates de alto nível nas três modalidades, Baby, B-Girl e B-Boy. Recebemos participantes de vários estados e até de fora do país, isso foi muito gratificante, reunir todos os elementos do Hip-Hop em um só evento não é fácil e isso aconteceu, celebrar essa cultura serve como combustível para seguirmos em frente e a cada edição melhorar…”.
A nova geração foi destaque no evento, mostrando que o futuro do Breaking já está presente e chega com tudo!
Estiveram prestigiando o evento o Secretário de Cultura e Turismo de Barueri Jean Gaspar e alguns jornalistas que já acompanham as edições do Breaking Combate.
Foi difícil apagar as luzes e desmontar o piso de madeira, sabendo que por ali passaram tantos artistas singulares. O evento foi contagiante e a sensação é de dever cumprido! E sabem de uma coisa? Queremos mais!
Fotos: The Sarara e Cadu Barbosa
Galeria dos Campeões 2022
B-Girl Angel do Brasil mostra o cinturão que conquistou na competição, na categoria Kids, representando a cidade de Barueri/SP
MC Big Mike mandou bem nas rimas e conquistou vaga e passagens para competição internacional da FMS
B-Girl Mini Japa foi o destaque na categoria B-Girls, levando o cinturão para o Pará
B-Boy Rato conquistou o primeiro lugar na categoria B-Boys, levando o cinturão para Minas Gerais
Nos próximos dias 19 e 20 de fevereiro acontece no Parque Madureira, que fica entre os bairros de Madureira e Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro, o evento “Breaking do Verão”. A ideia é mostrar o estilo de dança Breaking que estreia como modalidade olímpica em Paris 2024 e conta com alguns patrocínios: Redley, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Red Bull e Dorflex.
São de Fernando Bó, idealizador do evento, as palavras: O “Breaking do Verão” chega para dar mais visibilidade a essa nova modalidade olímpica sem perder a verdade. Acreditamos que essa competição irá fazer com que as pessoas conheçam mais a fundo a cultura e o que está por trás dessa dança desportiva. O Breaking é uma ferramenta de transformação fortíssima e queremos trazer esse olhar para as pessoas”, conclui.
Para Pelezinho, que é um dos grandes nomes do Breaking no país e que se tornou o responsável por colocar o Brasil no mapa mundial do Breaking, sendo o primeiro brasileiro a participar de um campeonato internacional, “o Breaking do Verão é um evento internacional que será um marco. Terá a participação de 32 atletas, sendo 16 B-Boys e 16 B-Girls”.
Estreia amanhã (23), contemplado pelo Prêmio “Raimundo Geraldo Saraiva Pereira” da Prefeitura Municipal de Manacapuru, com apoio do Governo Federal, Ministério do Turismo e da Secretaria Especial da Cultura, Fundo Nacional de Cultura do Amazonas, o documentário “Laboratório pela Beira Breaking” dirigido por Maykon Andrade e pela Nativos Crew Produções.
O laboratório apresenta relatos, vivências e superação do dançarino Ediomar Queiroz, conhecido no meio artístico como B-Boy Tchantcho, ele compartilha experiências de toda sua trajetória na dança. As gravações tiveram início no ano de 2021 por Chamel Flores e a estreia será amanhã às 12h. Você pode assistir abaixo:
Laboratório pela Beira Breaking
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Sem patrocínio e sem mixer próprio, no DMC World, DJ Erick Jay mostra porque é um campeão e está entre os melhores DJs do mundo
O nome dele é Erick Garcia (41), na cena conhecido como o gigante DJ Erick Jay. Da zona leste de São Paulo direto para o mundo, o DJ Erick Jay, conhecido e respeitado internacionalmente, numa conversa bem sincera entrando pela madrugada com o Portal Breaking World, falou sobre patrocínio, sobre a importância do DJ na Cultura Hip-Hop, sobre persistência, foco, boicote e humilhação. Nesse bate-papo, Erick Jay também explanou sobre sua própria história, contou que começou a trabalhar com 11 anos e na Cultura Hip-Hop entrou dançando, mas logo se decidiu pela arte dos toca discos. São dele as palavras: “Gostava de ir nos bailes, ouvir os scratches nas músicas, ver os DJs tocando. Eles conduziam as pessoas, tinham as pistas nas mãos”. Jay na entrevista mostra porque é um campeão e está entre os melhores DJS do mundo. Em outubro desse ano, ele chegou na final da categoria ‘Battle for World Supremacy’ do DMC 2021 e mais uma vez foi o grande campeão. Na ocasião, devido às dificuldades ocasionadas pela pandemia, competiu com o mixer emprestado de um aluno e mesmo assim o talento venceu a dificuldade! Confira a entrevista:
BW: Erick, seu nome completo, idade, queria que você falasse um pouco da sua infância, parece que você nasceu e cresceu na Zona Leste de São Paulo. Que lembranças tem dessa época? Como era sua vida em família? Foi uma vida difícil?
DJ Erick Jay: Eu sou o Erick Garcia mais conhecido como DJ Erick Jay, sou da Zona Leste de São Paulo, tenho 41 anos de idade. Minha infância foi difícil, não foi nada fácil comecei a trabalhar cedo com 11 anos, estudava e trabalhava em ferro velho, entregava papel, cuidava de carro, entregava jornal, foi aí que aos 11 anos, a Cultura Hip-Hop entrou na minha vida. Eu comecei dançando e depois de um bom tempo que eu fui me tornar DJ. Eu vi os DJs do Hip-Hop e também da cena eletrônica. Eu dançava, então, gostava de colar nos bailes Black e nos bailes de música eletrônica, foi aí que começou minha carreira e meu foco em ser DJ, porque eu gostava muito, a forma como o DJ conduzia e tinha a pista na mão.
Erick Jay começou na Cultura Hip-Hop aos 11 anos, já foi B-Boy, dançou na São Bento e hoje é um dos melhores DJs do mundo Imagem: Arquivo Pessoal
BW: Sua família era ligada a arte também ou não?
DJ Erick Jay: Em casa meu pai era DJ, ele tinha muitos discos, muitos VHS, muita fita gravada de músicas, ele colocava as músicas no rádio e eu cresci ouvindo música e isso ajudou muito também. Minha família sempre gostou muito de música, meu pai e minha mãe. Eu cresci ouvindo Antena 1, Alpha FM até que eu descobri a Metrô FM, que tocava Rap e eu ficava ligado nas rádios.
BW: Quando começou o seu interesse pela Cultura Hip-Hop? Quando rolou o primeiro contato com a Cultura?
DJ Erick Jay: Meu interesse pelo Hip-Hop começou aos 11 anos, eu ouvia os Raps e também gostava de dança, então, eu queria dançar Breaking, eu lembro como se fosse ontem, eu vi meu irmão assistindo um filme chamado Beat Street com os amigos na sala e eu falei: “Caramba! Que louco!”. E foi ali que começou minha paixão pela dança, pelo Breaking e mais tarde eu fui para o DJ.
BW: Você começou dançando? Era B-Boy? Nos conte isso…
DJ Erick Jay: Dentro da cultura, um dos primeiros contatos com a Cultura Hip-Hop foi com a dança, em 1991. E eu dançava mesmo, eu ia para a São Bento. Eu também ia para os bailes, dançava muito mesmo.
BW: Os bailes que você frequentava, os grandes DJs… Quais foram suas referências? E o que mais te fascinava em tudo isso? Quando decidiu de fato ser DJ?
DJ Erick Jay: Eu fui um cara privilegiado de ter crescido nos anos 90, nos bailes de equipes onde tinham vários DJs, tinha o Grandmaster Duda, o Ney, o Luciano, tinha o Mister, o Katatau, Silvinho, tinha vários… eu via os caras tocarem e queria ser igual a eles! E o domínio de pista que eles tinham eu achava louco! Eles foram minhas influências iniciais, depois vieram outras. Mas os DJs de baile foram eles! A magia que tem das mixagens não só nos bailes Black, mas nos eletrônicos também. Tinha o Marc, o Patife, tinham muitos caras que eram bons! Eu gostava muito de ver os caras tocarem, então, eu acredito que cresci na melhor época! Tudo isso me incentivou demais a ser DJ.
Flyer oficial comemorativo da conquista do brasileiro no maior campeonato mundial de DJs do mundo Imagem: DMC World
BW: Erick, fale da importância dos DJs entre todos os outros elementos da Cultura Hip-Hop?
DJ Erick Jay: O DJ é o principal e o primeiro elemento da Cultura Hip-Hop. O DJ tem que estar na dança, o DJ tem que estar com os MC’s, o DJ tem que estar no Graffiti, então, isso é um fato, o DJ é quem aparece primeiro na Cultura Hip-Hop, lembremos do Kool Herc. O tempo vai passando e às vezes vamos sendo menos valorizados, mas o DJ é o principal elemento da Cultura Hip-Hop.
BW: Nos conte sobre o início de sua carreira como DJ. Com quem aprendeu a arte dos toca-discos? E o que foi um diferencial na sua vida para que você chegasse onde chegou?
DJ Erick Jay: Eu comecei um pouco tarde na arte dos toca discos, no final dos anos 90 fui incentivado pelo meu professor, que era o DJ Zulu, que me ensinou todos os meus toques para eu chegar onde eu cheguei, graças ao respeito que eu tive aos DJs que vieram antes de nós, foram eles que pavimentaram a estrada para nós e eu fui longe pois sempre respeitei quem começou antes de mim. O respeito sempre será a chave para chegar em algum lugar! Desde o início foi difícil, eu comecei como DJ de quermesse, de aniversário, de casamento, como a maioria dos DJs da minha época começaram, mas depois eu quis umas paradas a mais, eu quis ir para o mundo, entrei no Hip-Hop DJ, que é feito pela 4P, no ano de 2002, que era para revelar os talentos, esse campeonato era feito pelo KL Jay e pelo Xis da 4P, evento que revelou vários talentos na história do Hip-Hop e eu fui um deles! Do Hip-Hop DJ para o mundo!
BW: Você atuou por anos como o DJ do programa Manos e Minas (TV Cultura) e o programa ‘Gringos Podcast‘, ao lado de Kamau e também do apresentador Ney Gringos. Nos fale dessa experiência?
DJ Erick Jay: Eu trabalhei durante 10 anos no Programa Manos e Minas na TV. Único programa dedicado a Cultura Hip-Hop, foi uma experiência muito legal porque eu tinha liberdade, eu que cuidava da trilha sonora do programa e tinha o meu momento também, depois, eu comecei a ser repórter, eu entrevistava a galera, foi uma experiência que me permitiu dar continuidade e aí fui convidado para ser apresentador do Gringos Podcast, que também era dedicado a galera do Hip-Hop, a experiência foi muito legal!
Segundo Erick Jay é necessário foco contínuo para grandes conquistas Imagem: DMC World
BW: O tempo de pandemia tem sido muito difícil para você? Verdade que um de seus alunos teve que te emprestar o mixer, que classifica como o “coração” do toca-discos, para competir no DMC World, por que você teve que vender o seu equipamento para conseguir segurar as contas?
DJ Erick Jay: Sim, no começo da pandemia eu tive que vender o meu mixer, porque eu fiquei um bom tempo sem trabalho, aí, eu entrei num campeonato para conseguir outro e nesse tempo eu treinei num mixer emprestado de um aluno meu, o Henrique! E outros DJs me emprestaram também, para que eu pudesse me dedicar, eu sei, que para alguns falaram que eu estava caído, segundo o que eu fiquei sabendo, o mal de algumas pessoas é achar que as coisas não chegam até nós! Essa minha situação serviu como inspiração, o meu caso. Eu estava sem mixer, eu peguei um mixer emprestado duas semanas e ganhei um campeonato mundial e fiquei em terceiro em outra categoria, ou seja, algo inédito sem patrocínio, sem nada mesmo, sendo on-line, que bom que para várias pessoas isso foi um incentivo e que pena que para outras, para a minoria, isso foi um motivo de sátira, falaram: “Olha o Erick Jay, teve que vender os bagulhos, está caidão… Olha, ele está quebrado!”. Pelo menos, eu pus minha família em primeiro lugar, vendi minhas coisas para ajudar minha família, meus amigos, enfim, mas faz parte, né? Mas eu ganhei um título mundial a mais para minha carreira e fiquei em terceiro no DMC World, maior campeonato de DJs do mundo e ganhei os equipamentos de volta… e aí???
BW: Hoje você é reconhecido internacionalmente. É tetracampeão mundial e está entre os melhores DJs do mundo, nos fale dos principais eventos que competiu e de suas premiações e colocações. Em especial dos últimos eventos, onde levou pela terceira vez o DMC World Supremacy 2021. Você se considera exigente consigo mesmo? Qual o segredo do seu sucesso?
DJ Erick Jay: Eu sempre gostei da competição. Sempre gostei de testar as minhas habilidades, não ser limitado, então, é por isso que gosto de competir. Campeonato é uma opção a mais que o DJ tem e participar do DMC para mim sempre foi um sonho, desde quando eu via as fitas VHS, vendo Marlboro, MC Jack e o Cuca disputarem e representarem o Brasil e depois eu tive a benção de realizar o meu sonho, quando voltou para o Brasil em 2008, 2009, que eu fui representando o Brasil durante 10 anos e nesses 10 anos eu ganhei o meu primeiro título mundial em 2016, no DMC World Supremacy, fui para a Polônia no final do ano e ainda ganhei no IDA World, que é o segundo maior campeonato de DJs, ganhei também. Em 2019, veio mais um título, o DMC on-line, eram mais de 300 DJs, passei nas eliminatórias, fui para a final e ganhei! E fui para a final mundial e fiquei em terceiro, aí agora, em outubro de 2021, ganhei mais um título pela Supremacy e fiquei em terceiro lugar no solo, coisa que só DJs da elite ficam, tipo, os DJs americanos, os japoneses, os franceses, só eles ficam, porque tem patrocínios e eu sem nada cheguei onde eles chegaram e fora outros campeonatos que participei e fui convidado, um que é em New York, esse foi muito legal, pois também fui convidado para dar uma palestra numa das maiores escolas de DJs do mundo. E eu dei um workshop lá, foi algo muito louco! Fui com o Kamau, que fala inglês muito bem e lá eu contei a realidade dos DJs daqui. Falei que aqui com um mixer compramos um carro e que não temos patrocínio. O segredo do sucesso é treinar e se dedicar! Se dedicar sempre! Estar sempre atualizado, sempre estar ligado no passado, também o foco é que é mais importante, independente das dificuldades. Eu fui boicotado, fui humilhado, até por gente da Cultura Hip-Hop, só que eu mantive o meu foco, fiquei sozinho, ninguém quis me apoiar, mas eu continuei no foco, independente da área que você atua, se você quer passar em Harvard, se quer ser o melhor advogado, tenha foco, quer ser o melhor cientista, estuda e tenha foco. Foco é tudo! Enquanto alguns se divertem, você está focado! E o tempo prova quem são as pessoas!
BW: Algumas pessoas justificam resultados negativos pela ausência de apoio e estrutura dada pelo país. Você superou tudo isso e ganhou dos gringos…. Nos fale dessa experiência de superação?
DJ Erick Jay: Ah, infelizmente as marcas não querem saber dos DJs do Brasil! Isso porque são os maiores consumidores dos produtos deles! O Brasil, por ser um país de terceiro mundo, é tirado mesmo! As coisas só mudam quando tiver um cara mesmo que seja um representante brasileiro lá no time de qualquer marca deles para falar: “não, no meu pais tem mercado, os caras compram, tem muita festa e lá tem mercado sim! O dia que tiver, aí as coisas vão mudar para os DJs daqui, caso contrário, vai passar anos e sempre vai continuar dessa forma, eu achei que quando ganhasse algum título mundial mudaria alguma coisa, mas não mudou. Presidentes das marcas sabem da nossa existência e cumprimentam a gente, nos seguem na rede social para disputar com os caras, mas não apoiam a gente! Interessante para eles são os caras que estão fora, nós não! Precisamos ser guerreiros! A nossa motivação para ganhar campeonatos tem que ser bem maior que a deles!
Superação: vendeu os equipamentos, foi difamado por alguns, mas não se abateu: ganhou e conquistou tudo novamente Imagem: DMC World
BW: Quais são seus planos para 2022? O que deseja ainda conquistar?
DJ Erick Jay: Em 2022 eu quero trabalhar bastante, recuperar todo o tempo perdido, quero fazer o meu disco, quero participar de campeonatos também, continuar plantando a semente, sendo influência e motivação para outros DJs que venham, para que nunca desistam dos seus objetivos, independente do que ele faça na vida, tudo que fizer, faça com dedicação, com foco!
BW: Deixe um recado para os leitores do Portal Breaking World.
DJ Erick DJ: Um grande abraço a todos os leitores do Portal Breaking World. Estamos juntos! O Breaking tem que ser também muito valorizado, também salvou muitas vidas, tirou muita gente das ruas e hoje estamos nas Olimpíadas, que passo magnifico. Abraços, é nós! (sic)
Imagem em destaque: DMC World
E teve Brasil no pódio: o tetracampeão Erick Jay conquista o mundo mais uma vez! Imagem: Arquivo Pessoal
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O ano de 2022 vai começar a todo vapor apresentando o que existe de melhor na arte, no bom gosto e no empreendedorismo urbano. No dia 28 e 29 de janeiro de 2022, acontece no Parque Municipal Dom José, na cidade de Barueri/SP, o Festival de Artes e Empreendedorismo Urbano (FAEU), que é um festival multicultural que propõe fortalecer a economia criativa dos empreendedores do setor de cultura urbana, Hip-Hop, streetwear e também dos artistas como B-Girls, B-Boys, grafiteiros, DJ’s e MC’s da Grande São Paulo. O evento se expressa por meio de múltiplas linguagens artísticas e apresenta um setor em constante crescimento com características alternativas ligadas à cultura urbana, sendo palco para novos talentos, abrindo espaços para novas ideias e tendências nas áreas das artes, música, dança, moda e gastronomia, oferecendo oportunidade aos artistas participantes e marcas independentes para promover, comercializar e viabilizar as suas criações.
O FAEU acontece com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Proac-Editais e tem como produtores Chalana Oliveira, conhecida como B-Girl Lana e Eder Devesa (B-Boy Dunda), são dele as palavras: “Estou contando os dias para voltar com o Breaking Combate e justamente dentro do Festival FAEU, que estará reunindo vários elementos da cultura urbana, é muito gratificante representar o Breaking nesse festival. Embora estamos cientes que ainda estamos em uma pandemia, contudo colocamos limites de participantes, tivemos uma imensa procura quando abrimos as inscrições, em menos de 24 horas tivemos mais de 90 inscritos, isso mostra o tanto que o Breaking Combate é querido na cena, fiquei muito mais animado…”. O festival ainda recebe apoio de alguns parceiros como da Associação Raso de Catarina, Street House Cultura e Esportes Urbanos e do Portal Breaking World.
Imagem: Vanessa Curci
Principais atrações do Festival
Breaking Combate
O Breaking Combate é uma batalha de Breaking, nova modalidade olímpica de Paris 2024. O evento, já consagrado, é um dos principais encontros anuais de Breaking no cenário nacional, em sua 6ª edição apresenta batalhas no formato 1vs1 masculino, 1vs1 feminino e a modalidade “Baby Combate” 1vs1, para crianças de 7 a 13 anos. O Breaking Combate vem conquistando seu espaço no calendário mundial das batalhas de Breaking e já recebeu participantes de diversos países, como Holanda, Grécia, Portugal, Itália, Chile, Venezuela, Argentina, Peru, etc. Nesta edição, o prêmio para os campeões será em dinheiro. B-Boying: 1º Lugar R$ 1.200,00 mais troféu cinturão, 2º Lugar R$ 300,00 mais troféu. B-Girling: 1º Lugar R$ 1.200,00 mais troféu cinturão. 2º Lugar R$ 300,00 mais troféu e Baby 1º Lugar R$500,00 mais troféu cinturão, 2º Lugar R$100,00 mais troféu. E 3º ao 8º Lugar R$ 50,00. E na responsabilidade de julgar esses breakers: B-Boy Herculess da Momentum Crew vindo diretamente de Portugal, B-Boy Kustelinha da Bauru Breakers e B-Girl Lu da crew Afrobreak, ambos brasileiros.
Batalha de Rima
Serão 16 MC’s que se enfrentarão no formato de eliminatória simples. O público tem um papel fundamental na escolha dos vencedores. Além de muita rima de qualidade, o diferencial será a premiação, onde o MC que se consagrar campeão(ã) irá com tudo pago para a Argentina acompanhar a FMS Argentina e realizar um intercâmbio artístico em um dos campeonatos mais importantes de língua espanhola, realizado pela Urban Roosters.
Nas redes sociais, principalmente no YouTube, as batalhas de rimas somam milhões de seguidores e visualizações, mostrando que é um segmento que está em plena expansão.
Espaço Graffiti
Um painel de Graffiti será produzido pelo o artista Sotaq durante o evento. O público, além de poder presenciar todo o processo de construção ao vivo, também terá a oportunidade de aprender técnicas básicas de Graffiti, durante o evento, que serão ensinadas pelo grafiteiro.
Espaço Criar e Aprender
No dia 28, serão ministradas palestras e roda de bate-papo com um empreendedor e artistas convidados. Além disso, serão realizados workshops de Breaking e de MC, com o objetivo de proporcionar novos conhecimentos e também de aprimoramento artístico.
Desfile de moda
Será um momento muito especial para os expositores apresentarem suas marcas, tendências de vestuário e acessórios da cena Hip-Hop.
Expositores
Um espaço com expositores diversificados, trabalhos feitos por grafiteiros e outros artistas urbanos como roupas, quadros, acessórios e muito mais. Os empreendedores interessados em expor no evento devem preencher um formulário no site www.festivalfaeu.com.br.
Espaço Gastronomia
O Espaço Gastronomia contará com uma gama de empreendimentos culinários escolhidos com todo o cuidado e carinho que oferecerão diversos estilos de refeições para o público do festival, contemplando comidas brasileiras, internacionais, vegetariana, vegana, etc.
Com tantas atrações em um único festival, o evento que vai pegar fogo nesse verão de 2022 é uma grande oportunidade para o público em geral conhecer mais sobre a cultura das ruas, suas manifestações, seus elementos e sua moda. E ficar por dentro dos detalhes do novo esporte olímpico Breaking e seus atletas, que será a novidade de Paris 2024.
Imagem: Vanessa Curci
Serviço
Local:
Parque Municipal Dom José Barueri/SP
Dia:
28 e 29/01/2022
Horário:
13h
Entrada Franca
Imagem em destaque: Vanessa Curci
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Atletas brasileiros ficam fora do pódio no mundial da WDSF e perdem na competição de crew na Battle Pro
Enquanto o final de semana foi festivo para alguns países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Cazaquistão e, claro, França, que assumiram o papel principal na história do Breaking como modalidade olímpica e já começaram a levar para casa medalhas de ouro, prata e bronze, o Brasil, coadjuvante dessa história, não teve muitos motivos para comemorar.
A delegação brasileira de Breaking embarcou para a França no último dia 30, para competir no primeiro torneio internacional como modalidade olímpica. O evento era o World Breaking Championship (WBC), primeiro campeonato oficial 1×1 (um contra um), produzido pela Breaking For Gold da WDSF (World Dance Sport Federation), que aconteceu no Théâtre du Châtelet, em Paris, no dia 4 de dezembro.
Para quem desconhece, o World Breaking Championship é um campeonato que acontece na China, na cidade de Nanquim. Porém, por causa da pandemia, a competição foi levada para a Europa. O torneio é uma qualificação para o campeonato mundial da IWGA (Internacional World Games Association), que acontece no Alabama (EUA), em julho de 2022 e que faz parte do ranking mundial que soma pontos para a qualificatória olímpica Paris 2024.
Para essa viagem, foram indicados (não houve seletivas) e escolhidos pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e seus diretores de Breaking os atletas: as mineiras Isabela Rocha, conhecida como B-Girl Itsa e Nathana Venâncio (B-Girl Nathana), que é uma das apostas da Everlast; o paulista Luan Carlos dos Santos (B-Boy Luan San) e, por último, o mineiro Gilberto Araújo, conhecido como B-Boy Rato, que substituiu em cima da hora o B-Boy Ratin, que já tinha sido divulgado no flyer do evento, porém não participou.
Na véspera do evento, frases de efeitos e fotos nos principais pontos turísticos da França não faltaram nas redes sociais dos atletas e do próprio Conselho Nacional de Dança Desportiva, que inclusive chegou a postar que “os atletas brasileiros estavam preparados e bem vestidos para o WDSF World Breaking Championship!”. B-Girl Nathana ainda postou: “Todo esforço tem a sua recompensa”. Recompensa essa que não veio, nem para ela e nem para a maioria dos atletas escolhidos pela CNDD, pois na competição feminina, ambas as brasileiras não avançaram para a fase eliminatória. Nathana ficou na fase preliminar (filtro), Itsa foi eliminada na fase de grupos pela B-Girl Jilou, da Alemanha.
No masculino, B-Boy Rato perdeu na fase de grupos. Ele caiu na chave dos B-Boys Shigekix, do Japão e Phil Wizard, do Canadá. Ambos estão entres os melhores do mundo e o canadense, inclusive, foi vice-campeão do Red Bull BC One deste ano.
O B-Boy Luan San foi o que teve melhor performance do time e avançou um pouco mais no evento. Chegou nas quartas de final, onde ele competiu com o B-Boy Gun, da Rússia. Na semifinal, enfrentou o estadunidense Victor, sendo derrotado por 2 rounds a 0. Na briga pelo terceiro lugar, Luan ficou de fora do pódio, perdendo para Amir, atual campeão do Red Bull BC One e ganhador da medalha de bronze do mundial. Vale lembrar que na primeira edição do mundial da WDSF, que aconteceu em 2019, o B-Boy Luan San foi o único brasileiro presente, terminando na 23° posição.
O torneio deu premiação de 1.900 euros para o vencedor, 1.500 para o vice, 500 para terceiro, 400 para quarto e quinto lugar e 300 até o oitavo lugar.
No dia seguinte (5), o time brasileiro ainda participou de mais uma competição na França, a 20° edição da Battle Pro, na categoria Crew vs Crew. Além dos 4 atletas, complementaram o “Team Brazil” os B-Boys Mixa, Migaz, Dinho Still, Bokão (Vinicius Manzon) e Bispo Street Breakers. O resultado não foi diferente e nem favorável ao Brasil, perderam a disputa para a Last Squad da França, não avançando no evento.
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Aconteceu no último domingo, em Rio Claro, mais uma edição da Batalha da Amizade que se repete desde 2002, organizada por Luiz Zangão Cruz, mais conhecido como B-Boy Índio. O evento, que já é tradicional e bem conhecido na cena, reuniu B-Boys, B-Girls e MC´s de varios localidades do Brasil, que participaram da Batalha de MC e da Batalha de Breaking 1vs1.
Para quem desconhece, o trabalho da Casa da Amizade vai bem além dos eventos. Índio o ano inteiro desenvolve trabalhos sociais, como distribuição de marmitas, de roupas e resgate de jovens envolvidos com drogas. Além disso, na Casa da Amizade ainda têm as aulas que ensinam sobre alguns elementos da Cultura Hip-Hop como o Rap, o Graffiti e o Breaking. Também ensinam Street Dance!
Esse ano, o evento teve um gosto especial de liberdade após todas as restrições vividas por todos com a pandemia! Na Batalha de MC´s, nomes como Mendz, Shawlin, Bigode e Caldas se enfrentaram, mas a final foi pesada entre o paulistano de apenas 14 anos, Eagle e o jovem HZ, que foi o ganhador da noite e levou R$ 500,00 para casa.
No Breaking, B-Boys e B-Girls de gerações diferentes batalharam valendo uma premiação de R$ 1.000,00. No filtro, passaram 16 nomes que competiram entre si e foram julgados pelo B-Boy Brunão, jurado dessa Batalha. A final foi entre B-Boy Kley e B-Boy Sinistro, que foi o Campeão. Esteve presente visitando o evento o Secretário de Cultura de Rio Claro, Dalberto Christofoletti.
Secretário de Cultura de Rio Claro, Dalberto Christofoletti compareceu a Batalha da Amizade, que foi realizada com recursos da Lei Aldir Blanc.
O Portal Breaking World marcou presença e conversou com o B-Boy Índio sobre o clima cultural e familiar do evento, ele que falou: “Em todos esses anos eu vi muitas atitudes erradas, falta de união dentro do Hip-Hop e na vida em geral. Muita gente falando mal do próprio irmão da cultura, o sistema maltratando seres humanos, então, eu vi que poderia fazer algo diferente que trouxesse mais amor e oportunidades para as pessoas e a Batalha da Amizade é exatamente isso!”.
O evento foi um sucesso e ano que vem o Portal Breaking World já deixa confirmada a presença!
Fotos: Breaking World
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“O último brasileiro e sul-americano que ganhou o mundial da Red Bull BC One foi o B-Boy Neguin, há 11 anos.”
Aconteceu neste último final de semana, na quinta-feira (4), a Last Chance da Red Bull BC One e no sábado (6) a grande Final Mundial da Red Bull BC One. O evento aconteceu na Ergo Arena, em Gdańsk, na Polônia, onde os brasileiros B-Boy Xandin, de Anápolis, Goiás e a B-Girl Itsa, mineira que foi duas vezes ganhadora da Cypher Brasil (2019 e 2021), foram eliminados na primeira etapa (filtro). B-Boy Bart, que foi direto como wildcard (convidado) deixou o evento nas quartas de final. Ele declarou para uma equipe da TV Globo: “O plano que eu elaborei, não consegui executar aqui. Eu errei na terceira entrada, mas estou contente com o que eu fiz. Agora, é seguir em frente. Já estou pensando no que está por vir”.
No caso de Itsa e Bart, a situação foi quase um repeteco do que já tinha acontecido em 2019, antes da pandemia, em Mumbai, na Índia, evento onde B-Boy Menno se tornou o primeiro tricampeão do campeonato mundial de Breaking Red Bull BC One. Bart participou também da E-Battle em 2021, onde perdeu para o B-Boy Lee, da Holanda.
Vale lembrar que o primeiro B-Boy brasileiro a participar do mundial da Red Bull BC One foi o B-Boy Pelezinho, em 2005, em Berlim, Alemanha, mas a última vez que o Brasil trouxe para casa o cinturão do mundial da Red Bull BC One foi com o B-Boy Neguin, em 2010, em Tóquio, no Japão. Neguin até hoje é o único B-Boy brasileiro e latino-americano a conseguir esse feito, que já tem 11 anos!
Esse ano, o Last Chance foi a última etapa do evento de Breaking da Red Bull rumo à classificação para a final, que aconteceu no sábado (6), onde os melhores B-Boys e B-Girls do mundo se enfrentaram.
Da Last Chance, as 4 B-Girls que ganharam a vaga foram: Vavi, da Rússia, Ayumi, do Japão, Fenny, da França, e Stefani, do Reino Unido. Entre os B-Boys: Lee, dos Países Baixos, Nori, do Japão, Amir, do Cazaquistão e Johnny Fox, da Espanha garantiram seus lugares na final.
Para se qualificar para a Final Mundial do Red Bull BC One, competidores de mais de 60 eventos classificatórios em 30 países competiram pela oportunidade de representar sua nação ao lado de uma linha de 24 convidados curinga. Este ano, a Final Mundial do Red Bull BC One contou com uma lista completa das 16 meninas, foi a primeira vez desde o início do evento que isso acontece!
A lista final dos 16 primeiros da Final Mundial do Red Bull BC One incluiu: B-Boys Sunni (Reino Unido), Zoopreme (Dinamarca), Lagaet (França), Thomaz (Polônia), TawfiQ (Holanda), Xak (Espanha), Wild Jerry (Bielo-Rússia), Shigekix (Japão), Phil Wizard (Canadá), Flea Rock (EUA), Bart (Brasil), Gun (Rússia), Lee (Holanda), Nori (Japão) e Johnny Fox (Espanha).
Nas B-Girls foram: B-Girl Logistx (EUA), Sidi (Grécia), San Andrea (França), Madmax (Bélgica), Paulina (Polônia), Ami (Japão), Kastet (Rússia), Yell (Coreia do Sul), Ayumi (Japão), Fanny (França), Luma (Colômbia), Ram (Japão), Carito (Argentina), Nadia (Reino Unido) e Vavi (Rússia), que lutaram pelo título de campeã mundial.
Numa final emocionante, os grandes ganhadores da Red Bull BC One de 2021 foram: entre as mulheres, B-Girl Logistx dos EUA, ela derrotou a B-Girl Vavi, da Rússia, na final, para se tornar a mais jovem B-Girl a vencer o Mundial da Red Bull BC One, mostrando que não tem como negar que a nova geração tem pressa de chegar e conquistar os pódios mais altos do planeta. São de Logistx as palavras: “Isso é um sonho. Eu literalmente imaginei esse momento tantas vezes. Red Bull BC One é algo que sempre quis ganhar. Eu sinto que não é apenas o cinturão, não é apenas o título, mas o que eu sou, o que represento no chão, os valores e a moral. Obrigado a todos pela energia.”, conclui.
Seu nome de nascimento é Logan Edra, mais conhecida como Logistx, nasceu e foi criada na Califórnia. Ela é uma Red Bull BC One All Star, um membro da equipe do Underground Flow e do Breaking MIA. Como uma artista muito bem articulada, coreógrafa, ela partiu de Cyphers de rua para teatros lotados, televisão, telas e alguns dos palcos mais respeitados em todo o mundo. Logistx adora articular questões sociais e suas próprias emoções por meio de peças de dança. Uma grande conquista em sua carreira de sucesso veio quando ela ganhou o solo de Silverback Open B-Girl 2018. Naquela noite, ela derrotou Sarah Bee da França, duas vezes campeã solo B-Girl do Outbreak Europe, Kate, a então campeã mundial da Red Bull BC One, Ami e B-Girl Jilou, da Alemanha. Depois de sua vitória explosiva, a cena mundial de Breaking conheceu o poder dessa menina, de repente todos sabiam o nome de Logistx.
Ela também venceu a batalha júnior de Seven to Smoke no Radikal Forze Jam, de 2019, em Cingapura e apresentou sua peça solo, Pain is Reality, na Convenção Anual de Breaking, em Londres, Inglaterra. Ela, então, voltou para Los Angeles e no showcase de dança “Arena LA” apresentou a peça solo, Who You Are, que foi coreografada pelo vencedor do Emmy, B-Boy D-Trix. Após sua apresentação, Logistx realizou uma batalha de exibição contra o Red Bull BC One All Stars, com sua equipe Underground Flow e quando a batalha terminou, Ronnie pegou o microfone e disse a Logistx, na frente de todo o público, que o BC One All Stars queria convidá-la para se juntar a eles como seu mais novo e mais jovem membro da tripulação. Este ano é sua segunda aparição depois de 2019.
Entre os B-Boys, o grande ganhador foi o B-Boy Amir, que dominou a batalha contra Phil Wizard, um B-Boy canadense conhecido por seu estilo único, para se tornar o primeiro breaker do Cazaquistão a vencer a Final, ele daclarou: “Eu senti o poder em minha alma e em minha mente. E estou feliz por poder mostrar esse poder aqui, naquele palco”. Originário do Cazaquistão e agora morando na Rússia, Amir tem firmemente colocado seu nome no cenário internacional de última hora, desde a vitória da batalha solo Legits Blast Praga, em 2020, e depois em 2021 na Unbreakable Solo Battle. Com um estilo de Breaking extremamente imprevisível, musical e contundente, o cinturão do Mundial da Red Bull BC One foi dele!
A Red Bull BC One 2021 pós-pandemia foi um sucesso! O nível de dançarinos foi bem elevado! O evento é uma das maiores e mais prestigiadas competições de Breaking individual do mundo, reunindo todos os anos milhares de espectadores e telespectadores on-line.
O Portal Breaking World transmitiu ao vivo a Final Mundial e agradece mais uma vez a oportunidade de participar da cobertura desse grande evento!