O ano de 2024 começou com a vibe lá em cima, aconteceu este mês no Rio de Janeiro, numa arena montada na Praia de Copacabana, o ‘Breaking do Verão’, que na sua terceira edição elevou ainda mais a temperatura na praia carioca. Realizado pelo Grupo Fábrica, o evento foi apresentado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Petrobras. O festival contou com atletas convidados, além dos vencedores nas eliminatórias na competição. Com o intuito de democratizar ainda mais o Breaking do Verão (BDV), pela primeira vez realizou Cyphers em Fortaleza, em setembro, e Manaus, em outubro. No dia 19 de janeiro aconteceu a Cypher Rio. Os vencedores das eliminatórias de cada região competiram no dia 20 e 21 lado a lado com os grandes nomes do Breaking nacional e internacional.
Foram 16 B-Boys e 16 B-Girls. Entre os B-Boys estrangeiros convidados, B-Boy Phil Wizard, atleta Campeão Pan-americano 2023 e integrante da Seleção do Canadá, que conquistou vaga para os Jogos Olímpicos 2024; B-Boy Lil Zoo, natural de Marrocos, que atualmente mora na Áustria e representa o país nas competições, é membro da tripulação do El Mouwahidin e já conquistou o título do Red Bull BC One, em 2018; o japonês B-Boy Hiro10, campeão Freestyle Sessions 2023, em Los Angeles; B-Boy Matita do Chile; B-Boy Lion; B-Boy Wigor (Polônia); B-Boy Norddiamond e B-Boy Grow da Rússia. B-Boy Lil-G, da Venezuela, entrou após a Cypher Rio, ganhando a vaga.
Nos B-Boys brasileiros, os convidados foram: B-Boy Rato, integrante da Seleção Brasileira, mineiro que foi campeão do Breaking do Verão em 2022 e integrante do Brasilprev Breaking Team; B-Boy Luan San, de São Paulo, integrante da Seleção Brasileira, do Time Petrobras e também do Time Brasileiro da Brasilprev; B-Boy Mascot; B-Boy Gabriel; B-Boy Till e o B-Boy Bart, atual vice-campeão do Red Bull BC One Brasil. B-Boy Kley ganhou a vaga passando pela Cypher Rio.
Entre as B-Girls convidadas, nomes internacionais como a russa B-Girl Kastet; a colombiana B-Girl Luma, representante da Seleção da Colômbia e vice-campeã dos Jogos Pan-Americanos 2023; B-Girl Stefani, nascida na Ucrânia e radicada no Reino Unido, atual campeã do Red Bull BC One Last Chance Paris 2023; B-Girl Carlota, representante da seleção da França e campeã do Red Bull BC One Cypher 2022; B-Girl Ana Fúria, da Seleção da Espanha; B-Girl Celestia (Colômbia); B-Girl Kate (EUA) e B-Girl Isis. A B-Girl Vanessa, de Portugal, ganhou a vaga após a Cypher Rio.
Imagem: ® Divulgação
Entre as atletas brasileiras convidadas, a paulista B-Girl Toquinha, integrante da Seleção Brasileira, do Time Petrobras, do Brasilprev Breaking Team e campeã do Red Bull BC One Cypher Brasil 2023; a paraense B-Girl Mini Japa, atual campeã brasileira de Breaking; B-Girl Lívia, medalha de prata no Gymnasiade na França; B-Girl Andressa; B-Girl Ana Raquel e B-Girl Pela. B-Girl Maia ganhou também a vaga na Cypher Rio.
Fernando Bó, idealizador do Breaking do Verão declarou: “Estamos muito felizes com a terceira edição do Breaking do Verão. Pela primeira vez teremos entre os convidados B-Boys e B-Girls vencedores das Cyphers Fortaleza e Manaus, tornando a disputa ainda mais democrática. Também estamos de casa nova, a Praia de Copacabana, em pleno ano de Olimpíadas. Acreditamos que esse movimento será importante para divulgar ainda mais o esporte e torná-lo mais próximo do grande público”.
O time de jurados foi composto pelo árbitro internacional e membro da Comissão de Arbitragem do Departamento de Breaking B-Boy Migaz; B-Boy Rudá, artista trans mineiro que já representou o Brasil em 3 mundiais de Breaking, é coordenador do Núcleo de Pesquisa e História Integrante da Escola Drop Education e dançarino do Cirque du Soleil Bazzar; o colombiano B-Boy Arex; B-Boy Xisco, da Holanda e a B-Girl Movie One, da Espanha. A música é um elemento fundamental para o Breaking, ela quem dá o ritmo às disputas. Durante um campeonato, quem escolhe as faixas é o DJ e o show apresentado é todo pensado no momento presente. No BDV 2024, os DJs à frente dos toca-discos foram Nobunaga, Def e MF.
B-Boy Bart – Imagem: ® Little Shao
E os atletas brasileiros, como foram no Breaking do Verão?
Entre os B-Boys e as B-Girls brasileiras, o único a avançar para as semifinais foi o B-Boy Bart, que deixou a competição após perder do japonês Hiro 10.
Grande destaque da Competição
B-Boy Grom – Imagem: ® Russian Dance Photo
O grande destaque da competição foi o menino russo Ruslan Gromov (18), conhecido como B-Boy Grom, mesmo perdendo do campeão Phil Wizard na semifinal, saiu da arena de batalha aplaudido pelo próprio Phil Wizard e ovacionado pelo público. Grom sem dúvida é um dos grandes nomes da nova geração de breakers pelo mundo.
As batalhas finais do Breaking do Verão aconteceram no dia 21 de janeiro. Após disputa com a colombiana Luma, a russa Kastet foi a grande vencedora, se tornando Bicampeã do Breaking do Verão e conquistou o prêmio de 20 mil reais. No time masculino, o canadense Phil Wizard e o japonês Hiro10 mostraram um Breaking da melhor qualidade, limpo e com bastante técnica, agitaram a arena e levantaram o público, que comemorou a vitória do atual campeão Pan-Americano, Phil Wizard. O canadense levou o ouro no Pan-Americano de Santiago no ano passado e já está garantido nas Olimpíadas pela seleção do Canadá.
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A Mostra de Artes de Diadema é um evento presente no calendário cultural anual realizado na cidade. Com a instituição do Prêmio Cultural Plínio Marcos, foram estabelecidos os seguintes objetivos: difundir as diversas linguagens artísticas existentes na cidade; promover a produção realizada pelos artistas da cidade e oferecer à população um painel da atual criação artística, em suas mais diversas expressões.
A Mostra abrange diversas áreas artísticas, como artes visuais, música, teatro, dança, literatura e audiovisual, proporcionando um amplo panorama da diversidade e talento presentes na comunidade artística de Diadema.
A Mostra ocorre ao longo do mês de setembro, em diversos centros culturais e bibliotecas da cidade. A participação e entrada são gratuitas para todos que queiram participar e desfrutar das diferentes manifestações artísticas. Ao todo são mais de 120 mil reais em prêmios nas mais diversas categorias.
É um evento cultural abrangente e inclusivo, que valoriza a produção artística local e promove o acesso à cultura na cidade. Por meio da Mostra, Diadema se consolidou como um importante polo cultural, destacando-se pelo talento de seus artistas e pela diversidade de suas expressões artísticas.
B-Boy Megaman Imagem: ® The Sarará
Um dos destaques deste ano é a inclusão de uma série de fotografias dedicadas ao universo do Breaking, nova modalidade olímpica de Paris 2024. Esse elemento da Cultura Hip-Hop é uma forma de dança que emergiu das ruas, sendo uma manifestação artística carregada de energia e história. Essa expressão única, que combina movimentos fluidos, a rivalidade e o ranço das ruas e acrobacias impressionantes, é uma fonte inesgotável de inspiração para artistas e observadores. E agora, na Mostra de Artes Diadema 2023, os amantes do Breaking terão a oportunidade de mergulhar nas sutilezas e na intensidade dessa dança através do olhar do Fotográfo Sarará Rodrigues.
A exposição vai oferecer um olhar íntimo e poderoso sobre essa forma de dança vibrante. Cada imagem captura a energia, a paixão e a dedicação dos dançarinos, bem como a atmosfera única que envolve cada movimento. Essas fotografias são mais do que instantâneas; são histórias visuais que narram a jornada e a expressão pessoal de cada artista.
Além de oferecer uma viagem ao mundo desse elemento da Cultura Hip-Hop, a exposição fotográfica também celebra o trabalho e a visão dos próprios fotógrafos. Suas habilidades em capturar momentos fugazes e transformá-los em obras de arte estáticas é uma prova do poder da fotografia como meio de expressão.
Os visitantes da Mostra de Artes Diadema 2023 serão convidados a explorar a exposição de fotografias e a se deixar envolver pelas histórias contadas por trás de cada imagem. Será uma oportunidade única para apreciar a dança em sua forma mais pura e visceral, por meio do olhar sensível e artístico dos fotógrafos.
Portanto, prepare-se para uma experiência visual e emocional única na Mostra de Artes Diadema 2023. A exposição de fotografias de Breaking é apenas um dos muitos destaques que aguardam os visitantes, prometendo enriquecer ainda mais a celebração da arte e da cultura em nossa cidade.
Serviço:
Lançamento: 01 de setembro Horário: 19h30 Local: MASP, Museu Arte Popular Rua Graciosa 300, Centro -Diadema Duração: Todo o mês de setembro Entrada Gratuita
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Esta semana o Rio de Janeiro voltou a sediar, mais uma vez, a Gymnasiade, Olimpíada do Desporto Escolar, que reuniu mais de 2 mil estudantes atletas da categoria sub-15 de 46 países de todos os continentes. O Breaking foi uma das modalidades e claro que o Portal Breaking World esteve presente para cobrir o evento e acompanhar de perto o desempenho de uma nova geração pequena no tamanho ou na idade, mas gigante no talento. A maioria dos atletas filiados na CNDD que foram convocados pela CBDE foram os medalhistas da categoria Kids do Primeiro Campeonato Oficial de Breaking Como Esporte, que aconteceu no ano passado, realizado pelo Conselho de Dança Desportiva.
Coletiva de Imprensa
No dia 18 aconteceu a coletiva de imprensa, o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e vice-presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF em inglês), Antônio Hora Filho, declararou que se forem computadas também todas as equipes de trabalho, as pessoas que acompanham os atletas e familiares, o evento teria envolvido mais de 4 mil pessoas. São dele as palavras: “Nós somos esporte, mas não só esporte. Somos esporte educacional. Nós utilizamos do esporte como uma ferramenta de formação da cidadania e de educação”.
A maior delegação foi a do Brasil, com 404 membros, sendo 323 estudantes atletas – 161 mulheres e 162 homens -, o que para Antônio Hora Filho resulta das ações pró equidade desenvolvidas pela entidade. “Significa dizer que a política de equidade da CBDE vem trazendo efeitos benéficos para a nossa sociedade, incluindo a mulher definitivamente no esporte”.
Hora Filho lembrou que essa é também a maior delegação que o Brasil já apresentou em edições da Gymnasiade. A expectativa do dirigente é garantir um bom resultado. “Nas últimas Gymnasiades sub-18, o Brasil, desde 2013, sempre figura entre os três países com maior número de medalhas no cômputo geral. A nossa expectativa nesse ano foi estar no topo do quadro geral de medalhas, competimos em solo brasileiro, com todo o clima e a torcida. Os atletas não tiveram problemas de adaptação ao clima e pressão psicológica. A nossa delegação esteve bastante numerosa. Nós acreditamos que o Brasil pode voltar ao topo do quadro geral de medalhas. Essa é uma boa perspectiva para que as próximas gerações olímpicas sejam um reflexo dessas competições escolares”, disse o presidente da CBDE.
Milhares de atletas participam da Gymnasíade 2023 no Rio de Janeiro. Imagem: CBDE
Depois do Brasil, a China é a delegação com maior número de integrantes com mais de 200 componentes. O Chile é a terceira, com 164 membros, e os Estados Unidos com 122 inscritos.
Na primeira edição do evento no Brasil, em 2013, a sede foi Brasília. Naquela edição, os estudantes atletas eram da categoria sub-18. “Não podemos esquecer que é do esporte educacional que surgirão os talentos, e nós temos exemplos recentes. A nossa medalhista da ginástica Rebeca [Andrade], que ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas, a primeira medalha internacional que ela ganhou foi em 2013 quando realizamos o Gymnasiade sub-18 em Brasília, e ela se iniciando na sua vida esportiva ganhou a sua primeira medalha internacional na mesma prova que seis anos depois se transformou em campeã olímpica. No desporto escolar, formar atletas é importante, mas formar cidadãos é muito mais importante”, disse Hora Filho.
Para o presidente da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF), o francês Laurent Petrynka, a participação dos estudantes atletas é mais do que representar a própria modalidade esportiva. “Quando você compete nos eventos da ISF, não está apenas representando o seu esporte, está representando a sua família, a sua cultura, o seu potencial”, disse, acrescentando que uma das razões da ISF em organizar essas competições é desenvolver nos estudantes os verdadeiros valores olímpicos.
Cerimônia de Abertura
A ministra do Esporte, Ana Moser, esteve na cerimônia de abertura no domingo (20). A mascote dessa vez foi um pássaro carioca, chamado Rio, que teve o nome escolhido em uma consulta entre os participantes. A ISF U15 Gymnasiade 2023 apresentou 18 modalidades: tiro com arco, atletismo, badminton, basquete 3×3, boxe, caratê, dança esportiva, esgrima, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, orientação, natação paralímpica, natação, tênis de mesa, tae-kwon-do, wrestling e xadrez.
As competições foram realizadas na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), com encerramento do evento no sábado (26). O retorno das delegações para os seus países está previsto para os dias 27 e 28.
As provas foram disputadas nas arenas cariocas 1 e 2, no Centro Olímpico de Tênis e Vila Olímpica, instalados no Parque Olímpico da Barra da Tijuca; na Arena da Juventude, no Complexo Esportivo de Deodoro; e no Complexo Esportivo da Universidade da Força Aérea (Unifa), em Sulacap. Todos esses equipamentos estão na zona oeste da cidade.
O secretário de estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, incentivou a presença do público lembrando que os ingressos para assistir as competições eram grátis. “A grande oportunidade de convidar a população para vir vibrar e assistir esses atletas competindo. Muitos deles, quando competem fora do Rio, não têm oportunidade de levar um parente para assisti-los, pelo custo, dificuldade logística e pelo calendário. Essa foi uma grande oportunidade de vermos esses atletas competindo e de trazer para perto a comunidade esportiva que o Rio de Janeiro possui, e mais uma vez ocupar essas arenas olímpicas, daquilo de mais marcantes que nós temos que é a alegria e a receptividade do povo brasileiro”, disse.
Como foi a chegada da delegação de Breaking?
B-Girl Angel do Brasil
B-Girl Mary-D
B-Boys Pablo e Samukinha
A Delegação Brasileira Sub 15 composta pelos atletas B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary D (14), B-Boy Samukinha (14) e B-Boy Pablo (13) chegaram ao evento na véspera da Competição (21), enfrentaram alguns problemas como cobrança de taxas aéreas indevidas, atraso na hospedagem, mudança de dias e horários de competições, chão impróprios que causaram feridas e lesões nos atletas, manifestações no meio da competição de alguns responsáveis por atletas que verificaram que alguns nomes não constavam como escritos para competir e ainda mudança de hotel. Problemas diversos onde alguns foram solucionados e outros não. Tirando um pouco do brilho do evento! Uma pena pelo tamanho e importância da Gymnasiade e pelo o que significa eventos desse porte para a nova geração de atletas brasileiros
E a Competição?
Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no Rio de Janeiro pela seleção Sub 15 na Competição o Brasil despontou nas primeiras colocações do mundial, confira:
B-Girl Mary D ficou em3° lugar no individual de B-Girls e na dupla mista;
B-Boy Samukinha em 4° lugar no individual de B-Boys e em3° lugar na dupla mista;
B-Girl Angel do Brasil em 4° lugar no individual de B-Girls e em 4° lugar de duplas mistas;
B-Boy Pablo 5° lugar no individual de B-Boys e 4°na dupla mista
O evento continua até o dia 26 de agosto. A Gymnasiade é organizada pela ISF em parceria com a CBDE, com apoio do Sesc Rio; da Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (FEERJ); do governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer; e do governo federal, por meio do Ministério do Esporte.
Fotos: Breaking World
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“Pushing Progression: Breaking” mostra como a nova modalidade olímpica saiu das ruas do Bronx para o mundo.
Conteúdo está disponível gratuitamente na Red Bull TV
Que tal aproveitar o mês que celebra 50 anos da cultura Hip-Hop para mergulhar nesse universo e conhecer diferentes histórias? Em clima de celebração, na última terça-feira (8) estreou um episódio inédito do documentário “Pushing Progression: Breaking”, que retrata a evolução do Breaking que a menos de 1 ano vai ser nova modalidade olimpica no maior evento multiesportivo do planeta. O conteúdo está disponível de forma gratuita na Red Bull TV, por meio do link: www.redbull.com/br-pt/episodes/pushing-progression-s1-e7
Lenda da cena Hip-Hop e dono de hits que marcaram gerações, o rapper Busta Rhymes se juntou a alguns dos principais B-Boys e B-Girls do mundo no sétimo episódio da série. Por lá, exploram como o Breaking saiu das ruas do distrito de Bronx, região periférica de Nova York, emergiu como um estilo de dança no final dos anos sessenta, e como prosperou por mais de uma década antes de fazer sua estreia na cultura mainstream em 1984. Na ocasião, 100 breakers se apresentaram na cerimônia de abertura do maior evento esportivo do mundo, o que impulsionou o Breaking globalmente. Os breakers entrevistados no documentário apontam que a modalidade mudou muito desde o seu surgimento no Bronx. “Estamos em território novo com o Breaking, onde nunca estivemos antes”, avalia o B-Boy canadense Phil Wizard. A americana Logistx, campeã mundial em 2021, também fala sobre suas expectativas com relação ao avanço da modalidade nos próximos anos: “Vai ser cada vez mais competitivo. Com essa competitividade, espero que permaneçamos uma cultura unificada”.
Referências da cena protagonizam a produção, como os B-Boys Lilou, bicampeão mundial; Phil Wizard, integrante do Red Bull BC One All Stars, um dos maiores grupos de Breaking do planeta; Alien Ness, americano renomado mundialmente na cena e Shigekix, campeão mundial em 2020; e as B-Girls Logistx, campeã mundial em 2021 e Ami, primeira B-Girl a se tornar campeã mundial do Red Bull BC One, em 2018.
E os brasileiros?
Imagem: ® Little Shao / Red Bull
Em outubro, os vencedores da etapa nacional do Red Bull BC One, a B-Girl Toquinha e o B-Boy Leony, irão representar o Brasil em Roland-Garros, em Paris, na Last Chance Cypher [ uma espécie de filtro com campeões de cyphers feitas no mundo todo ] – em busca de uma vaga na Final Mundial do campeonato. O Brasil terá também outros dois representantes que passaram direto para a Final Mundial: B-Boy Allef, grande destaque no cenário de Breaking mundial por ter um estilo próprio repleto de musicalidade, originalidade e personalidade, e B-Girl Maia, campeã nacional de 2022 que acumula diversos títulos e premiações. Ambos foram classificados como wildcards, convites feitos para aquecer ainda mais as batalhas e são os dois primeiros brasileiros a garantirem vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2023.
Imagem em destaque: ® Little Shao / Red Bull
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Quem é B-Boy, B-Girl ou se interessa pelo elemento Breaking, seja como cultura e agora também como esporte, já começa cada ano com as datas da Red Bull BC One bloqueadas na agenda. É quase uma tradição de quem acompanha a cena. São três dias de confraternização, de cyphers e encontros de B-Boys e B-Girls de várias idades, etnias, estados do Brasil e até de outros países, onde todos têm o objetivo de dançar muito, trocar aquela vibe e passar pelas seletivas, chegando na grande final que abre as portas para um filtro na last chance e depois para a final mundial que esse ano será na França. Mas, poucos sabem como começou essa história que esse ano completa 20 anos! O Portal Breaking World foi atrás de alguns arquivos históricos e olha: senta que lá vem história…
Uma breve retrospectiva até os dias de hoje…
Depois de surgir em Nova York no fim da década de 70, a cultura Hip-Hop se espalhou rapidamente pelo mundo todo, tornando-se uma potência da música, dança, arte e moda. No Brasil, no início da década de 80, dançarinos começaram a se reunir na estação São Bento do Metrô de São Paulo – onde nasceu o rap paulista – para treinar passos deBreaking e batalhar. Como parte dessa ascensão da cultura Hip-Hop pelo mundo, surgiu, em 2004, na Suíça, o Red Bull BC One, com uma proposta diferente dos campeonatos de Breaking já realizados até aquele momento: as batalhas passaram a ser individuais. Assim, tornou-se a primeira competição do mundo com batalhas 1×1. O evento principal da Red Bull foi realizado pela primeira vez em 2004 em Biel, na Suíça, no formato anual, ocorrendo sempre em um local diferente: em 2005 ocorreu em Berlin ( Alemanha); em 2006 na América do Sul, em São Paulo (Brasil); em 2007 foi em Johanesburgo (África do Sul) ; em 2008 ocorreu em Paris (França); em 2009, a competição foi no local com maior história e relevância dentro da cultura Breaking, a cidade de Nova Iorque (Estados Unidos); em 2010 em Tóquio (Japão); em 2011 desembarcou em Moscou (Rússia); em 2012 novamente no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro; em 2013 em Seul (Coreia do Sul); em 2014 o evento retornou à França, em Paris, pela segunda vez; em 2015 foi em Roma (Itália); em 2016 o evento retorna ao Japão, agora na cidade de Nagoya; em 2017 muda-se para Países Baixos, em Amsterdã e foi nesse ano que acontece um marco importante que abriria a porta para a participação feminina nessa história. B-Girl Ayumi se tornou a primeira mulher a chegar nas finais da competição no top 16, competindo com o B-Boy Kill.
Em 2018, é a segunda vez que a Suíça recebe o evento após a primeira edição, mas desta vez em Zurique e nela temos então a B-Girl Ami, que foi a primeira vencedora na categoria feminina do Red Bull BC One; em 2019 ocorreu em Mumbai (índia); Em 2020 foi a vez da Áustria, pela primeira vez na história do BC One; em 2022 a competição voltou à cidade de Nova Iorque e agora, em 2023, novamente na França, na cidade do solo sagrado de Roland Garros. O lendário complexo de quadras de tênis em Paris será transformado no maior palco de Breaking do planeta, onde os melhores B-Boys e B-Girls do mundo vão batalhar pelo cobiçado título de melhor breaker do mundo e, nesse ano, mais um marco feminino, temos a primeira B-Girl brasileira convidada diretamente pela Red Bull para competir na grande final mundial sem passar pela last chance. Estamos falando da B-Girl Maia.
2023 e lá se foram 20 anos!
Red Bull BC One Cypher Brazil 2023 Imagem: ® Breaking World
Com a história de um evento consolidado, esse ano a Red Bull só teve motivos para comemorar os 20 anos. E claro, no Brasil, a comemoração foi grande, regada a muito Breaking, Samba e na terra da garoa teve o comando dos DJ’s MF, DJ Pow e a DJ Miya-B. Foram 4 eliminatórias correndo pelos seguintes estados brasileiros: Belém (PA) onde os ganhadores foram B-Boy Arroz e B-Girl Lívia, Brasília (DF) B-Girl Ana e B-Boy Khaled, Rio de Janeiro (RJ) B-Girl Toquinha e B-Boy Dotado e, em São Paulo (SP), B-Girl Marininha e B-Boy Branco.
Em São Paulo, o evento depois de 17 anos voltou ao Memorial da América Latina e, além da eliminatória de São Paulo, da Final Nacional (onde os campeões foram B-Girl Toquinha e B-Boy Leony), teve também a Cypher Latam. Trata-se da primeira eliminatória da América Latina dentro do Red Bull BC One Camp Brazil. Foi destinada a B-Boys e B-Girls de países latino-americanos que não possuem edições próprias do Red Bull BC One. Os B-Boys Alexis e Matita, e as B-Girls Luma e Carito, foram classificados para a Final Mundial como wildcards. Os ganhadores foram B-Girl Luma e B-Boy Rick.
Red Bull BC One Cypher São Paulo 2023 Imagem: ® Breaking World
Espaço de todos e viva a renovação!
Se todos prestigiaram o evento, lógico que não passou batido a renovação e a presença da nova geração já conquistando seu espaço nas competições e também nas cyphers. No Rio de Janeiro, B-Boy Richard (18) chegou na semifinal; B-Boy Marcin (18) chegou no top 8 no Rio de Janeiro e no top 16 na Cypher São Paulo. B-Boy Eagle (16) participou competindo pela primeira vez das duas regionais. E não menos importante, nas Cyphers da Red Bull BC One de São Paulo B-Girl Angel do Brasil (13), B-Girl Mary-D (14) e a pequena B-Girl Nicck mostraram a força da nova geração.
Foram 3 dias intensos e de muitas atividades para todos os estilos e gostos vejam o que rolou:
Exposições fotográficas internacionais de Martha Cooper e Nika Kramer:
Imagem: ® Breaking World
Que em suas histórias se dedicaram a capturar com suas lentes o Breaking como movimento, apresentando sua evolução ao longo dos anos e colocando, sobretudo, as B-Girls em foco. As artistas vêm trabalhando em parceria desde 2010, em livros e documentários sobre a cena. Elas estiveram presentes no evento com a exposição “Evolution of a Revolution”. Martha Cooper é conhecida por fotografar a arte urbana de Nova Iorque desde a década de 70, quando a cultura Hip-Hop nasceu nos subúrbios nova-iorquinos, e mergulhou sem medo nas vibrantes cenas de Breaking e Graffiti. Suas fotografias se tornaram símbolos, preservando a arte, determinação e resiliência do movimento ao redor do mundo. Nika Kramer, por sua vez, é uma contadora de histórias visual, cujas lentes revelam a profundidade emocional e energia vibrante do Breaking. Com um olhar atento para capturar movimentos fora de série, Nika dá uma nova dimensão à narrativa. Suas fotografias capturam a essência da jornada de cada B-Girl, evocando uma sensação de conexão e admiração. Outro grande nome da fotografia internacional que esteve presente foi o fotógrafo Little Shao que com seus clicks abrilhantou ainda mais o evento. Little Shao faz parte do time de fotógrafos da Red Bull BC One e já colaborou com marcas como Nike, PSG, Yves Saint Laurent, Kenzo, Kia, entre outras.
Workshops nacionais e Internacionais:
Esse ano, nomes conhecidos como a B-Girl FabGirl, B-Boy Foguete e também grandes nomes internacionais como B-Boy Lee, B-Boy Jey, B-Boy Junior, B-Boy Menno, B-Boy Lilzoo e B-Girl Kastet deram workshops nas regionais da Red Bull BC One. Durante o workshop da B-Girl Kastet, que estava lotado, ela declarou: “Esse foi o workshop que dei com maior número de pessoas até hoje”.
Outras Batalhas e Competições
Batalha do Chinelo:
Criada pelo B-Boy Pelezinho para o evento IBE, um festival que celebra a Cultura Hip-Hop na Holanda. A batalha voltou pela terceira vez para o Brasil. A dinâmica é simples: cada B-Boy e B-Girl tem que batalhar sem deixar o chinelo voar do pé! O grande ganhador foi o venezuelano B-Boy Alvin.
Batalha do Passinho está em casa:
Inspirado no Break Down The House com um tempero brasileiro, que mistura House com Passinho, em uma batalha inédita. A musicalidade, recheado de funk brasileiro, desafia os dançarinos nesse novo conceito, enquanto os jurados têm a missão de escolher a melhor dupla. A disputa é simples: uma dupla, composta por um dançarino de House e um dançarino de Passinho, batalha contra a outra. Ao contrário da última edição, neste ano teve uma eliminatória para formar as Top 8 duplas finalistas. Os campeões foram a dupla Pieigyh e André Oliveira.
Batalha de Footwork:
Criada pela página no Instagram @footworkerz, a Batalha Footworkers veio para o Brasil pela primeira vez este ano e consiste em desafiar os dançarinos a fazerem os passos com as mãos, sustentando o peso do corpo. Dividida em etapas, começando pela escolha dos Top 16 e, a partir disso, as oitavas, quartas, semis e final. Toda essa dinâmica teve aproximadamente duas horas de duração. O campeão foi o B-Boy Nachito.
Batalha Crashfest:
Esse novo conceito é basicamente uma Cypher, em que a proposta é que os dançarinos se joguem e façam os seus Powers Moves mais explosivos e imprevisíveis. B-Boy Tawfiq selecionou alguns B-Boys e B-Girls para participarem, mas qualquer pessoa poderia se inscrever nas eliminatórias. Essa batalha não teve uma ordem, a ideia foi ser uma Cypher aberta em que cada um entra no seu momento. E não tem jurados! Os vencedores foram escolhidos pelo B-Boy Tawfiq com base em elementos como: quem se jogou mais e fez os Power Moves mais explosivos e quem foi melhor nas questões técnicas e qualidade de movimento. O campeão foi o B-Boy Rex.
E como foi a final nacional?
A final Nacional trouxe alguns momentos especiais, primeiro, no Top 16, a participação do B-Boy Megaman com seu estilo totalmente diferenciado levantou o público presente e saiu aplaudido mesmo não tendo avançado, segundo os jurados, na batalha contra o B-Boy Leony, atual campeão. Outro momento especial foi a final de B-Girls, que foi entre duas moradoras do bairro de Perus, em São Paulo, B-Girl Keka e B-Girl Toquinha (campeã). O retorno do B-Boy Bart, após recuperação de uma cirurgia, também foi uma ótima notícia. Bart disputou a final com o pentacampeão B-Boy Leony, que apesar de acumular títulos nacionais ainda busca a conquista do cinturão no mundial que há 13 anos foi levantado pelo B-Boy Neguin (único brasileiro a conquistar o título máximo da Red Bull BC One até hoje).
E quando será o Mundial?
B-Girl Toquinha (SP) e B-Boy Leony (PA) Imagem: ® Fabio Piva / Red Bull
A Red Bull BC One Mundial acontece em Paris, no dia 21 de outubro, em Roland Garros. Esta será a terceira vez que Paris sediará a Final Mundial do Red Bull BC Onee a mais especial, porque acontece um ano antes de Paris abrigar a estreia do Breaking nas Olimpíadas.
Desejemos “Bonna Sorte” a dupla de campões brasileiros, B-Boy Leony e B-Girl Toquinha, que vão disputar a Last Chance Cypher e tentar uma vaga na Final Mundial. Vibrações positivas para eles!
Galeria dos Campeões da Red Bull BC One
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Bob Burnquist Imagine Tour será realizado em São Paulo e Brasília e contará com shows de Supla, Colomy e André Frateschi.
A primeira parada do tour será realizada hoje e amanhã (10 e 11) na capital paulista, no Centro Esportivo Tietê, que recebe o Desafio Vert Pro. Este será o primeiro evento de Vert, após a inauguração da nova pista, considerada pelo próprio anfitrião como: “a melhor pista de Half da história do Brasil”. Ainda vai acontecer shows, oficinas e rodas de conversa sobre temas como tecnologia, inovação, sustentabilidade e cidadania – e tudo gratuito. Na semana seguinte, nos dias 17 e 18, a segunda parada do tour será em Brasília, mantendo a proposta em todas as praças.
“Vamos celebrar a arte de andar de skate! Inspirar skatistas e o público com a mágica e energia criativa do skate, que vai muito além do aspecto esportivo. Tudo isso de forma inclusiva, diversa, gratuita e sustentável”, comemora Bob.
Junto com Burnquist, skatistas ilustres irão marcar presença, como a jovem Raicca Ventura, atual sexta melhor skatista do mundo na modalidade park, Rony Gomes e outros nomes de peso do Vert Pro Brasileiro. No palco, a diversão é garantida com as apresentações de Supla e da banda Colomy. E, em um formato inovador, onde o palco é a pista, o multitalentoso André Frateschi montou um show especialmente para os skatistas irem com tudo na competição de VERT!
O público contará ainda com o Game Box Banco do Brasil, um espaço gratuito para os gamers. Por fim, não poderia faltar arte urbana. Muito Grafitti, obras de arte do próprio Bob, além de rodas de conversa sobre economia criativa. Tudo foi pensado para proporcionar uma experiência impactante e construtiva, seja para os visitantes curiosos ou para os amantes do skate e sua cultura.
O evento é uma parceria inédita entre Banco do Brasil e Instituto Skate Cuida, do skatista Bob Burnquist, que tem elevado o skate a um novo patamar desde o começo de sua carreira. A experiência busca inspirar, educar e transformar através de ações sociais e culturais.
Imagem: Flavio Samelo
Serviço – BB IMAGINE SKATE TOUR:
Datas: 10 e 11 de Junho (sábado e domingo)
Local: Centro Esportivo do Tietê
Horário: 11h às 19h
Imagem: Arquivo Pessoal
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Aconteceu no último final de semana (27 e 28 de maio), o evento Breaking for Gold Pan American Championship em Santiago, no Chile. Organizado pela World Dance Sport Federation (WDSF), o campeonato foi mais um evento que somou os cobiçados pontos para as Olimpíadas de Paris 2024. No masculino, o pódio foi ocupado em 1° lugar por Phil Wizard, do Canadá, que levou a melhor sobre o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos, que ficou em 2º lugar vencendo o primeiro round por 9 a 0. Depois de uma rodada intermediária muito mais apertada (5 a 4), Phil Wizard mudou para outra marcha na rodada 3 para reivindicar uma vitória, indiscutível, convincente, com outra decisão unânime (9 a 0). Completando o pódio de medalhas estava B-Boy Victor, dos Estados Unidos, que terminou em 3º lugar com uma vitória sobre o compatriota Gravity na Batalha pelo Bronze.
No feminino, a grande campeã foi a B-Girl Luma. A colombiana foi levada ao limite o tempo todo, mas acabou conseguindo uma vitória apertada na rodada decisiva da final das B-Girls sobre a B-Girl Sunny, dos EUA, que ficou em 2º lugar. Já a norte-americana Logistx derrotou a canadense Tiff na batalha pela medalha de bronze.
O Brasil, apesar de contar com um número reforçado de atletas, como B-Boy Luan San, B-Boy Rato EVN, B-Boy Baby, B-Boy Kapu, B-Girl Nathana, B-Girl Mini Japa, B-Girl Toquinha, B-Girl Fran e B-Girl Karolzinha, todos convocados pelo Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) do Time Brasileiro e, ainda, os atletas independentes B-Boy Flash, B-Boy Flip, B-Boy Pé, B-Boy Lucca 9, B-Boy Naldo, B-Boy Gênesis, B-Boy Suav, B-Boy Robin One, B-Boy Bergkam, B-Boy Kley, B-Boy Zym, B-Boy Toddy, B-Girl Savaz, B-Boy Homem Elástico, B-Girl Dedessa, B-Girl Pekena, B-Girl Manu Aparecida, B-Girl Lua, B-Girl Nay e B-Girl Mi não avançaram nas competições. Na disputa entre as B-Girls, o Brasil parou no Top16, disputado em “round robin” com 4 grupos. A B-Girl brasileira melhor classificada foi Toquinha, na 10ª posição.
Atletas escolhidos pela Diretoria de Breaking CNDD para compor a Seleção Brasileira de Breaking – Imagem: Reprodução
Para o Top 8 apenas dois brasileiros se classificaram: B-Boy Leony, da Seleção Brasileira de Breaking da CNDD, que perdeu os dois rounds para o norte-americano Victor, que terminou a competição com a medalha de bronze, enquanto o brasileiro ficou na 7ª colocação. E o B-Boy Kley, que representou o Brasil como atleta independente, e perdeu para Phil Wizard. Na disputa que valia vaga entre os 4 melhores, Phill Wizard, do Canadá, que encerrou o mês de maio no topo, vencendo o evento Breaking for Gold World Series em Montpellier França e também agora o Breaking for Gold Pan American Championship Chile, ganhou do brasileiro nos 2 rounds. B-Boy Kley ficou na 8ª posição.
No pódio masculino, B-Boy Phil Wyzard do Canadá (Ouro), B-Boy Jeffro dos EUA (Prata) e B-Boy Victor dos EUA (Bronze) – Imagem: Reprodução
De olho no Ranking Olímpico e nos próximos eventos:
Phil Wizard ampliou sua liderança sobre B-Boy Dany, da França, e agora está no topo do quadro de líderes globais com 3.750 pontos contra 2.800 de Dany. Luma, por sua vez, quebrou o Top 10 com sua apresentação em Santiago. Seus 1.660 pontos a colocam em 9º lugar, com a B-Girl 671, da República da China, no topo com 3.500 pontos.
Também estavam em disputa duas vagas para a Olympic Qualifier Series (OQS), onde 40 B-Girls e 40 B-Boys vão competir pelas vagas de qualificação para Paris 2024, em três eventos organizados em três cidades-sede diferentes em todo o mundo no próximo ano. Além disso, os breakers também estavam competindo por quatro vagas de cota para os Jogos Pan-Americanos de 2023, a serem realizados em Santiago, de 20 de outubro a 5 de novembro. Nesse evento do Chile, no total, 91 B-Boys e 52 B-Girls de 16 países participaram do campeonato, que foi apoiado pelo financiamento da Solidariedade Olímpica e do Ministério do Esporte do Chile. “Este foi o primeiro campeonato Pan Americano de Breaking, mas claramente não será o último, pois este fim de semana mostrou o nível excepcional de talento que existe em toda a região”, disse o presidente da WDSF, Shawn Tay.
A competição foi supervisionada pelo juiz principal Katsu One e pelo presidente MG. Os nove juízes foram Cros One, Migaz, Babyson, Gizmo, Jess, Manny, Intact, Tito e Kazuhiro. Os DJs Batata Killa e Web comandaram os toca-discos, com Max e Pita Star como MC’s. A seguir, no calendário de competições do WDSF, estão dois eventos da Série Internacional Breaking For Gold (Montreal, de 3 a 4 de junho e Madri, de 17 a 18 de junho) e a estreia do Breaking nos Jogos Europeus na Polônia, de 26 a 27 de junho.
No pódio feminino, B-Girl Luma da Colômbia (Ouro), B-Girl Sunny dos EUA (Prata) e B-Girl Logistx dos EUA (Bronze)
O Portal Breaking World continua acompanhando todo o circuito olímpico. E torcemos para que o Brasil atinja melhores resultados nas próximas competições.
Imagem em destaque: Reprodução
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Foi com essa energia do bem que Denílson Alves dos Santos (26), de Guaianazes, zona leste de São Paulo, na Cultura Hip-Hop conhecido como B-Boy Baby, conversou com o Portal Breaking World, falando de sua história e caminhada no Breaking e na vida!
Nesse papo falou sobre família, Breaking cultura e esporte, sobre grandes eventos do passado, essência, referências, treinos, lesões e principalmente a respeito de ser manter estável, psicologicamente, emocionalmente e financeiramente! “O mundo precisa de pessoas boas e o resto é consequência” é dele essa reflexão que desejamos que inspire você, leitor, a ser sempre pelo certo, pelo bem, nunca desistindo dos seus sonhos. Continuar é o foco, por mais difíceis que as coisas possam parecer! Fé no corre!
Confira essa entrevista que acabou de sair do forno:
BW: Queria que você nos falasse seu nome completo, idade e nos contasse um pouco da sua infância: onde nasceu e cresceu? Foi uma infância tranquila ou houve dificuldades? Que lembranças tem dessa época?
Baby: Eu sou Denílson Alves dos Santos, tenho 26 anos. Sou de Guaianazes, zona leste de São Paulo. Minha infância foi tranquila em alguns aspectos, foi uma infância bem vivida. Eu brinquei bastante, tive muitas amizades, joguei muita bola, andei muito de bicicleta. Brincava bastante com as brincadeiras da época que tinha, mas também houve dificuldades, sim. Eu sou de uma família humilde, periférica, mas meus pais nunca deixaram faltar nada, porque os meus pais sempre fizeram correria para ter. Meu pai é pedreiro e a minha mãe cuidava da casa. Eu tenho uma irmã autista, então, essa minha irmã depende muito da minha mãe. As duas são bem grudadas, tenho irmãos também. Então, foi bacana o tempo da escola, mas eu não tinha uma autoestima muito legal, por ser um preto e tal, sofri muito bullying com o cabelo que eu tenho. Mas foi na minha infância que eu conheci o Breaking!
De família humilde e periférica, Baby sofreu bullying mas o Breaking o ajudou a superar os problemas de autoestima. Imagem: ® Arquivo Pessoal
BW: Como foi isso? Quando surgiu o amor pelo Breaking? Onde aprendeu? Teve alguém que te ensinou os primeiros movimentos?
Baby: A partir daí comecei a ter minha personalidade e escolher esse caminho. Eu conheci a Cultura Hip-Hop entre 2008 e 2009, foi por meio do DVD Red Bull BC One 2005 muitas pessoas começaram através desse DVD, tinha um amigo meu que tinha um irmão que dançava Breaking e esse amigo nosso trouxe esse DVD para gente e através daí começou o encanto pelo Breaking. Fomos para rua tentar fazer os passos iguais dos dançarinos dessa época, que são conhecidos hoje mundialmente e até então encontrávamos uma divulgação aqui numa escola do meu bairro, onde estava acontecendo aulas de Hip-Hop e aí foi o meu primeiro contato com o Breaking e com os fundamentos, com pessoas me ensinando, foi a partir daí e até hoje essa pessoa que me ensinou os primeiros passos, o B-Boy Jean, até hoje somos muito amigos, somos da mesma crew e através daí eu fui tendo outros mestres. Fui conhecendo outras pessoas e outros lugares de treino. E assim foi fluindo!
BW: Existiram pessoas que foram referência na dança para você aqui ou fora do país?
Baby: Sim, existiram diversas referências para iniciar minha carreira e de início como foi pelo DVD da Red Bull daquela época, tiveram algumas pessoas, eu sempre gostei de coisas de flexibilidade, gostava do Lilou. No Brasil, tive muitas referências com o pessoal da Gangstyle, que era uma crew de muita referência, inclusive eu fiz parte dessas crew também. O Lula foi uma referência. O B-Boy Megaman foi uma grande inspiração, no início e até hoje.
B-Boy Baby foi um dos destaques da última edição do Breaking Combate, um dos mais tradicionais campeonatos do país. Imagem: ® The Sarará
BW: Na sua família você é o único que dança? Teve apoio da família quando começou a dançar?
Baby: Na verdade não. Quando eu comecei o meu irmão Denis também estava lá no Brasileiro, nós começamos juntos, na mesma época, então, vivemos os mesmos momentos e hoje em dia ele continua dançando, somos da mesma crew, moramos juntos e continuamos dançando até hoje. Referente ao apoio, na época, né, por ser algo novo e por eu vir de uma família antiga que não tinha muita informação, eu era proibido de treinar pelo meu pai. Eu ia treinar escondido às vezes, sabe? Eu dançava escondido porque o Breaking não tinha como, eu estou aqui até hoje. Com o tempo, fui recebendo apoio, no decorrer dos anos fui envelhecendo, meu pai foi vendo que não era exatamente isso que ele pensava. Na época, falava de Hip-Hop pensava na rua, em coisas erradas. Mas isso era falta de informação que depois chegou.
BW: De onde surgiu o nome Baby que você usa até hoje na dança?
Baby: Esse apelido é bem antigo, eu era chamado de Baby bem antes de dançar, era um apelido que eu não gostava, na verdade, foi meu irmão que me apelidou com esse nome. Eu era novinho, era bem chorão, então, por causa da “Família Dinossauro” (risos) me apelidaram de “Baby”. Eu não gostava, mas ficou e está aí até hoje!
BW: Quando começou de fato a competir? Nos fale dos eventos que foram os mais especiais até hoje na sua vida e porque te marcaram…
Baby: Quando eu comecei, mesmo não tendo nível para competir, eu sempre gostei da energia da competição. Das batalhas e dos desafios! Então, eu comecei bem cedo nas batalhas, 2010 eu já batalhava! Mas as que mais me marcaram foram Rival vs Rival 2015, Master Crews, onde fomos finalistas, eu fazia parte da Gangstyle na época, foi em 2013. Mas no Rival eu competi ao lado meu irmão Smoke e tinham várias duplas de alto nível e eu lembro que enfrentamos também duplas de outros países, foi muita gente de fora, então, foi muito marcante, porque o Rival vs Rival era um evento que nós acompanhamos muito no início da nossa carreira e é um evento que sinto falta até hoje, foi importante para nossa carreira e sempre foi um evento de alto nível nacional. Tem muita história, muita trajetória e todo um emocional. Estava eu e meu irmão, então, foi um momento muito nosso! Foi bacana essa experiência!
BW: Você, Baby, sempre tem uma grande torcida nos eventos, nos fale sobre essas pessoas, sobre sua crew e como é a relação de vocês.
Baby: Sobre as torcidas, eu acho bacana! Principalmente os meus amigos, minha crew é um sentimento bem real nesse momento! Eu acredito que conheçam a minha história, talvez achem que vai chegar junto nessa energia, eu sempre busco transmitir uma boa energia em todo lugar que eu estou, então, eu não vou falar que sempre foi dessa forma, mas é uma essência que temos de amizade, muito de alegria, de festa, principalmente minha crew que acompanha o meu crescimento e ficam felizes por isso e as pessoas que são reais comigo da Cultura também ficam felizes, porque eu tenho uma trajetória no Breaking, eu já passei por diversas situações também na minha vida, então, quem conhece a minha história fica feliz quando consigo coisas! E muitos que estão no meio da bagunça viveram muitas coisas comigo, têm uma relação de amizade. Quando eu estava com o Hip-Hop no Vagão, trabalhava muito nos vagões em São Paulo, fazendo muito trabalho artístico, então, sempre tivemos uma energia alta, compartilhando boas coisas! São amizades antigas, vivemos muitas coisas juntos além do Breaking, tanto coisas boas como ruins. É uma conexão que acaba gerando num momento de alegria com amizades antigas e também amizades que chegaram agora!
Este mês B-Boy Baby foi o campeão do RV Power, em Diadema. Imagem: ® Breaking World
BW: Como você vê os eventos que acontecem hoje em dia no Brasil? Você já competiu fora do país?
Baby: Com mais estrutura, mais oportunidades, as premiações melhoraram, mas sinto que perdeu a essência… Hoje em dia não vejo mais uma essência como antigamente, que existia muitas crews, hoje em dia não tem muitos eventos de crew, antigamente víamos as crews como família, cada família no seu canto, todo mundo com as camisas iguais, fazendo grito de guerra e isso se perdeu com o tempo, porque a estrutura, valores, não é ruim ter uma premiação alta, porque precisamos disso também para sobreviver, isso é um trabalho, que exige uma dedicação muito grande, leva anos… Mas a essência se foi um pouco e hoje é tudo diferente… Hoje é mais estrutura “hype”, mais a imagem, mas a essência real foi perdida e referente a competir fora do país, sim, já morei fora, morei em Santiago do Chile e eu competi e ganhei alguns títulos por lá. O meu primeiro título internacional foi o Surbreakers, foi bem bacana, foi em 2019, ganhamos também passagem para uma competição em Porto Rico, que não foi possível por causa da pandemia. Foi bem bacana, porque morei um ano lá e tive experiência também como arte-educador além do Breaking.
BW: Como são os seus treinos? Quantas vezes na semana e quantas horas treina? Como você descreve a sua dança?
Baby: Hoje em dia os meus treinos são mais conscientes. Eu tive algumas lesões no decorrer dos anos por falta de informação e teimosia também, confesso. Eu pratico Yoga, alongo pela manhã, faço minhas meditações, busco me centrar bastante. Também faço fortalecimentos específicos, fisioterapias com banda elástica, malho sempre, houve uma necessidade de ter um preparado de atleta, mesmo antes de ter sido anunciado como esporte olímpico, atendendo as necessidades do meu corpo. O Breaking eu treino de 2 a 3 horas, somando tudo pode dar 5 a 6 horas de trabalho corporal. Antigamente, eu me movimentava bastante, também trabalhava no vagão, fazia shows, também tinha ensaios, eu sempre busquei treinar o meu Breaking fora as outras atividades. Sempre me mantenho ativo e com os treinos em dia. Descrever a minha dança vai muito com a minha realidade de vida, as minhas dificuldades, as minhas guerras internas e busco essas inspirações da minha família. Minha maior inspiração é a minha família, pelo que os meus pais correram e eu busco muito essa questão. Às vezes treino todos os dias, ando de bicicleta e às vezes descanso.
Consciência para evitar lesões e evoluir sempre. Imagem: ® Breaking World
BW: O Breaking, que sempre foi um elemento da Cultura Hip-Hop, agora também virou esporte e será a nova modalidade olímpica de Paris 2024. Você participou do Primeiro Campeonato de Breaking como Esporte da CNDD. Como você vê todas essas mudanças de cultura para esporte?
Baby: O Breaking nunca vai deixar de ser cultura, mesmo estando inserido nos jogos olímpicos, estamos nas próximas olimpíadas agora também. Eu acho que ele segue como cultura, mas expandiu para o esporte e isso é bom, porque será mais visto pela mídia, pelas pessoas antigas também que viam de uma forma ruim e agora vão entender que é algo profissional, porque quando falamos esporte mostra que é algo profissional e dentro da cultura é profissional também, então, acho que é uma boa expansão, mas ele sempre vai seguir sendo cultura, expande para o esporte e vêm as oportunidades.
BW: Na sua opinião quais são as reais chances do Brasil nas Olimpíadas de 2024? Hoje em dia seu foco são as Olimpíadas? Como tem se preparado para esse grande evento? Quais são seus planos para o futuro?
Baby: Na minha opinião o Brasil tem chance, estamos mais próximos com a organização e o top 3 que rolou na CNDD foi bom, mesmo que eu queira estar preciso entender que os que estão à frente de mim são pessoas que às vezes já percorreram o que eu estou percorrendo, é uma questão de processos, aprendizados e experiências. Mas se eu tiver oportunidade de ir, vou dar o meu máximo, hoje em dia tenho me preparado bastante, busco ser mais consciente em diversas coisas, sigo treinando, aprendendo muitas coisas e buscando novas oportunidades, apoios e cuido do meu interno, que é o mais importante. Os meus planos para o futuro são saúde minha e ao meu redor, minha família, meus pais, cuidar da saúde deles, então, essas oportunidades eu busco entregar o melhor para a minha família e isso me mantém estável. Tanto psicologicamente, quanto emocionalmente e financeiramente!
Priorizar a saúde e a família para continuar tendo êxito como dançarino e atleta de Breaking. Imagem: ® Reprodução
BW: Deixe uma mensagem para os leitores do Portal Breaking World e para quem acompanha a sua dança.
Baby: Primeiramente, gratidão pela oportunidade, pela consideração do meu trabalho e trajetória. Feliz em poder compartilhar um pouco da minha história com vocês, é de grande importância para mim tudo isso! Tô ligado que existem muitas pessoas que não acreditam no meu corre, até sentir minha energia e meu Breaking! Porém, sei que tenho muito o que melhorar e trabalhar na minha dança. Eu sou muito grato por aqueles que acreditam realmente nisso aqui, isso me motiva a seguir! Independentemente de qualquer situação, não deixe de acreditar no seu potencial, não… Aprenda com os seus erros, trabalhe em cima disso, escute seu coração e nutra-se com todos os aprendizados possíveis! Seja leal consigo mesmo, só você sabe o coração que você tem… A humanidade precisa de boas pessoas, foque nisso e o restante virá como consequência… Muita fé no corre!
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Valendo pontos de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, o complexo e singular B-Boy Amir, do Cazaquistão, que recentemente esteve no Brasil e a menina B-Girl 671, de apenas 16 anos, da República Popular da China, chegaram ao WDSF Breaking for Gold World Series no Japão preparados com um único objetivo em mente: o primeiro lugar no pódio! E não teve para mais ninguém! O ouro é apenas para os melhores do mundo. Emergindo de um grupo de 180 Breakers de 48 países, diante de uma multidão de 3.000 ingressos esgotados na Convenção de Kitakyushu e Associação de Visitantes em Kokura, cidade de Kitakyushu.
Amir saiu de uma rodada de pré-seleção, onde viu os aspirantes olímpicos Phil Wizard (Canadá), Dany (França), Kid Karam (Grã-Bretanha) e Wigor (Polônia) não conseguirem chegar à fase eliminatória. Numa batalha incrível, superou o lendário B-Boy holandês Menno nas quartas de final, antes de derrotar o favorito da torcida Shigekix (Japão) por 5 a 4 no set decisivo das semifinais, garantindo um confronto pela medalha de ouro contra o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos. Amir fez um trabalho rápido sobre o eventual vice-campeão Jeffro, dominando os dois primeiros sets por 8-1 e 7-2 para ganhar seu lugar de direito no topo do pódio de medalhas. Questionado sobre qual era o segredo de sua performance de ouro, o cazaque de 25 anos disse numa entrevista a WDSF simplesmente: “Faça arte. Seja você mesmo!”. Shigekix, recém-saído do título do All-Japan Breaking no início da semana, que também mostrou a preocupação e preparação dos novos e grandes talentos da nova geração do Breaking no Japão, teve que se contentar com o bronze depois de derrotar o ucraniano Kuzya na batalha pelo terceiro lugar.
B-Girl 671 (Ouro), B-Girl Ami (Prata), B-Girl Anti (Bronze) Imagem: ® Feworks Films
As três melhores B-Girls da WDSF World Rankings também terminaram no pódio em Kitakyushu, são elas: B-Girl 671 derrotando a B-Girl Ami do Japão na final e a B-Girl italiana Anti conquistando o bronze.
A adolescente Liu Qing, mais conhecida como B-Girl 671, que em agosto do ano passado foi campeã no Outbreak Europe realizado na Eslováquia, evento que teve a participação de mais de 30 países, representados por 600 dançarinos de Breaking, esse ano começou com pé direito explodindo mais uma vez com sequências de Power Moves pesados mostrando um novo padrão para as B-Girls do mundo inteiro, com seus movimentos de Power Move e sua energia diferenciada. Ela representa a força e a garra da seleta nova geração de B-Girls que desde cedo focam no pódio, em Kitakyushu ela desbancou a experiente Ami. 671 venceu os dois últimos frames por 7–2, 5–4. Em entrevista ao conceituado portal Olympics.com declarou: “Esta foi a primeira batalha do ano, então estou muito feliz com o resultado. Levamos muito tempo para nos preparar para as batalhas. A Olimpíada é o meu sonho. Espero poder subir no palco olímpico. Claro, quero ganhar uma medalha!”.
No total, 99 B-Boys representando 44 países viajaram para o Japão para a World Series junto com 81 B-Girls de 38 países. “Foi um sucesso, mais do que eu esperava e é por causa de todo o apoio da comunidade Breaking”, disse o juiz principal Katsu One. “Obrigado a todos por terem vindo ao Japão”. O presidente e chefe da Divisão de Breaking do WDSF, B-Boy Bojin, disse: “Este foi um dos melhores eventos de Breaking do WDSF até agora e continuaremos a fazer esse esforço para todos os Breakers, para trazê-los de volta à comunidade”.
E o Brasil?
Seleção Brasileira de Breaking CNDD – (Em pé: Maia, Leony e Mini Japa. Agachados: Luan San, Nathana e Ratoo) Imagem: ® CNDD
Bom, o Brasil esteve presente em Kitakyushu com a Seleção Brasileira de Breaking formada por: B-Boy Leony, B-Boy Luan San, B-Boy Ratoo, B-Girl Nathana, B-Girl Mini Japa e B-Girl Maia. A convocação dos atletas foi feita pelo CNDD – Conselho Nacional de Dança Desportiva. Os atletas foram indicados segundo as posições do ranking nacional.
O Portal Breaking World levantou no Portal da WDSF o Ranking Mundial Olímpico.
Fonte: ® WDSF Olympic Qualification System Ranking List
E, para quem gosta de uma boa notícia, o próximo evento Breaking for Gold World Series está agendado para 14 e 15 de abril, no Rio de Janeiro, aqui no Brasil. Sim, nossos atletas vão competir e poder representar o nosso país em casa. Que a força e a sorte que sempre emana do nosso país tropical esteja com eles! Estamos como sempre na torcida!
Imagem em destaque: No pódio, B-Boy Amir (Ouro), B-Boy Jeffro (Prata), B-Boy Shigekix (Bronze) – Imagem: ® Feworks Films
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Na última semana aconteceu no Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a 2ª edição do “Breaking do Verão”. Foram quatro dias intensos, de muito Breaking e também de muito calor, numa semana em que a sensação térmica no Rio de Janeiro chegou às alturas. De acordo com o Centro de Operações Rio, por meio do Sistema Alerta Rio, a sensação térmica chegou a 54°C às 13h30 e a temperatura máxima registrada ficou na casa de 40,3°C. Ambas as marcas são recorde para a estação deste ano e representam o ápice, pelo menos até aqui, de uma sequência de dias em que o carioca experimentou temperaturas cada vez mais quentes. Nesse calor escaldante, aconteceu o evento concebido e realizado pela agência Fábrica, apresentado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Petrobras, e contou com patrocínios das marcas Cheetos, Redley, Sprite e apoios da Red Bull e Dorflex. O Breaking do Verão reuniu não só brasileiros que vieram de todos os cantos do país, mas grandes nomes internacionais da modalidade que integra os jogos de Paris 2024. Estiveram presentes representantes dos seguintes países: Rússia, Alemanha, França, Argentina, Portugal, Estados Unidos, Cazaquistão, Japão e Holanda. Contando com B-Boys e B-Girls convidados, além dos inscritos nas eliminatórias na competição, que aconteceram nos dias 19 e 20 de janeiro. A competição teve a curadoria técnica de Pelezinho, B-Boy que se tornou o responsável por colocar o Brasil no mapa mundial do Breaking. Ao todo, foram 32 atletas que buscaram o título de melhor B-Boy e melhor B-Girl em solo carioca.
B-Boy Lilou foi um dos jurados internacionais do Breaking do Verão 2023 Imagem: ® Breaking World
O time de jurados foi composto por nomes conhecidos. Incluem-se o B-Boy americano RoxRite, o primeiro a somar 100 vitórias no Red Bull BC One All Stars, o B-Boy argelino-francês Lilou, um dos nomes mais emblemáticos da cena Breaking mundial, B-Boy Aranha, que integra os coletivos Style Crew, Tsunami All Stars e Darookies e a também brasileira B-Girl Bibi. Durante o evento, na sexta-feira (20) aconteceu um bate-papo com o CNDD Breaking (Departamento de Breaking do Conselho Nacional de Dança Desportiva) sobre as Olimpíadas 2024 e, no sábado (21), um workshop com o B-Boy argelino-francês Lilou. No Domingo (22) uma novidade foi a Cypher Step One.
B-Girl Kastet (Rússia) e B-Boy Ratoo (Brasil) foram escolhidos pelo júri e levantaram o troféu do BDV 23 Imagem: ® Rudá Albuquerque
Na disputa do título, B-Boy Ratoo, segundo os jurados, venceu o holandês Lee. Após o período de duelo entre o brasileiro e o representante da Holanda, os juízes decretaram a vitória e deram o título para o atleta do Brasil. Entre as mulheres, Kastet fez um duelo internacional com a francesa Sarah Bee e levantou o troféu. Outro campeão foi o brasileiro B-Boy Samuka, na Cypher Step One.
Conheça alguns dos atletas Internacionais que estiveram no Breaking do Verão 2023:
B-Boy Victor Imagem: ® Breaking World
B-Boy Victor: Victor Montalvo é um nome bem conhecido na cena do Breaking. Nascido em Orlando, na Flórida, Victor aprendeu os primeiros passos do Breaking com o pai, um B-Boy mexicano. O B-Boy aumentou a coleção de medalhas e troféus ao conquistar em 2022 o título mundial do Red Bull BC One pela segunda vez. Conquistou também o Campeonato Mundial de Breaking. O evento, organizado pela Federação Mundial de Dança Esportiva (WDSF na sigla em inglês), foi o primeiro grande evento do ciclo que terminará com a estreia olímpica em 2024. Acredita que o importante não é ganhar campeonatos ou dinheiro, mas aprender a dançar, curtir o momento e melhorar com o passar do tempo. “Um bom dançarino deve ser humilde e continuar aprendendo, sempre pensando como um aluno”, diz Victor. “Na dança, não há espaço para ciúme ou ego – você deve apenas ser você e manter-se positivo”, finaliza.
B-Boy Amir Imagem: ® Breaking World
B-Boy Amir: B-Boy Amir, que em 2021 se tornou o primeiro cazaque a vencer a Final Mundial do Red Bull BC One. Amir também foi o primeiro campeão mundial do Red Bull BC One que não estava entre os B-Boys convidados. Ele venceu a cypher do seu país e precisou passar pela Last Chance Cypher, até conquistar o título. A dança sempre foi uma paixão. Vindo de uma cidade pequena, onde não havia onde fazer aulas e aprender, ele começou praticando parkour. Um dia, voltando para casa, viu um cartaz anunciando aulas de Breaking. A família não tinha dinheiro para bancar os treinos, e aí? “Eu usava o dinheiro da merenda para pagar as aulas, e por não comer tinha dor de estômago, era difícil me concentrar na escola”, lembra Amir.
B-Boy Lee Imagem: ® Breaking World
B-Boy Lee: Lee-Lou Demierre já tem quase duas décadas de experiência como B-Boy. É isso mesmo: filho de uma talentosa B-Girl, o holandês, membro da crew Red Bull BC One All Stars foi alimentado com uma mistura de Hip-Hop e Breaking praticamente desde o dia em que nasceu. Assim que deu os primeiros passos, Lee começou a imitar os movimentos de sua mãe. “Não lembro da primeira vez que a vi dançando, eu tinha só dois anos”, conta o B-Boy. “Mas minha mãe foi o começo de algo muito maior e eu provavelmente não teria entrado no mundo do Breaking se não fosse por ela”. Em 2010, Lee se juntou ao The Ruggeds, onde conseguiu rapidamente desenvolver um estilo próprio de dança. A originalidade de seus movimentos, que apresentam uma flexibilidade fora do comum – com destaque para o moinho de vento deslizante de sua autoria – logo mostraram que ele merecia um lugar de relevância entre os membros da crew, da qual faz parte até hoje. “A equipe sempre me motiva a continuar me superando. O nível nos treinos é muito alto e isso me faz querer ficar cada vez melhor”, diz. Entre 2020 e 2022, acumulou uma lista impressionante de vitórias solo em batalhas, como Crashfest 2020, Red Bull BC One E-Battle 2021 e Dutch Breaking Solo B-Boy 2022. Ele também venceu a competição LCB 2×2 2022, com seu companheiro de crew Phil Wizard e o torneio World Breaking 2×2 2022, ao lado do B-Boy Link.
B-Boy Alvin Imagem: ® Breaking World
B-Boy Alvin: Em 2022, o venezuelano participou da Final Mundial do Red Bull BC One. Com movimentos poderosos, Alvin é membro das crews Formless Corp e Team Vinotinto.
B-Boy Sunni Imagem: ® Red Bull
B-Boy Sunni: De Bristol, Inglaterra, B-Boy Sunni começou no Breaking aos 10 anos. Ele lutou por tudo, dormiu em pisos de concreto em Londres e superou lesões para se tornar um Red Bull BC One All Star. Uma de suas maiores inspirações foi o Red Bull BC One All Star, Hong 10. Os destaques da carreira incluem vitórias no Notorious IBE, Unbreakable, Circle Industry, BBIC e Radikal Forze Jam e duas vezes vencedor no UK B-Boy Championship. Ele também chegou às semifinais da competição de dança da TV Got to Dance.
B-Girl Jilou Imagem: ® Breaking World
B-Girl Jilou: B-Girl Jilou nasceu na cidade de Freiburg, na Alemanha, foi criada em Colônia e hoje mora em Berlim. Membro das equipes Nin10do e Jimakeno, ela começou no Breaking em 2006 aos 13 anos de idade. Os professores de Jilou foram B-Girl Maren, B-Boy Mighty Mike, Shabba e Shepherd, de sua primeira equipe, Nin10do. Tem um estilo acrobático e explosivo com muitos freezes flexíveis. Fora do Breaking, ela também organiza e coreografa shows. Jilou foi a grande campeã na competição de B-Girls do Breaking do Verão 2021.
B-Girl Ami Imagem: ® Breaking World
B-Girl Ami: Nascida em Saitama, no Japão, B-Girl Ami foi apresentada pela primeira vez à cultura Hip-Hop e à dança aos seis anos de idade, por sua irmã mais velha, e aos 10 já havia desenvolvido um amor pelo Breaking. Ela seria ensinada por alguns dos melhores B-Boys do Japão, incluindo Katsu-One, Taisuke e Wata. Eles ajudaram Ami a desenvolver o estilo “clean Breaking” pelo qual ela agora é conhecida, com seu fluxo suave, trabalho de pés afiados e movimentos de força explosiva, ajudando-a a ganhar vários títulos. Em 2016, ela venceu a competição Battle of the Year 2×2 B-Girl com sua irmã B-Girl Ayu, e em 2017 ganhou o título Silverback Open B-Girl e a competição Undisputed World B-Boy Series B-Girl. Sua maior conquista até o momento chegou em 2018, quando Ami fez história ao se tornar a primeira B-Girl a vencer o Red Bull BC One World Final. Isso foi logo seguido por se tornar a primeira B-Girl a se juntar ao Red Bull BC One All Stars. “Quando ganhei, senti muito orgulho de representar meu país e a mim mesma”, diz ela. “Na época, eu não estava apenas focada em ganhar o cinturão e fazer história, mas também em me divertir”. Em 2019, Ami foi novamente coroada campeão mundial, desta vez no primeiro WDSF World Breaking Championship. Isso levou a entrevistas com nomes como a Forbes, campanhas publicitárias e convites para julgar competições. Ela também estrelaria uma turnê mundial com o Red Bull BC One All Stars. Atualmente morando na prefeitura de Kanagawa, no Japão, Ami continua treinando cinco ou seis dias por semana e espera ter a oportunidade de mostrar seu talento ao redor do mundo. Ela diz: “Aprendi tantas coisas vendo o mundo que nunca teria aprendido se não tivesse me tornado uma B-Girl. Cada lugar que visitei é uma experiência nova e sempre especial para mim. Eu amo conhecer novos dançarinos. Ainda quero visitar tantos lugares e vivenciar cenas e culturas diferentes”, conclui.
B-Girl Sarah Bee Imagem: ® Reprodução
B-Girl Sarah Bee: Nascida em Dijon, França, B-Girl Sarah Bee é membro da equipe de dança feminina de todos os estilos, Zamounda. Originária da Argélia, Sarah começou a dançar aos 11 anos. No início, ela não se interessou pela Cultura Hip-Hop até que sua irmã começou a dançar. Em um dia de tédio em sua cidade natal, Sarah foi convidada a acompanhar sua irmã na sessão de dança. Sarah foi e naquele dia tudo mudou para ela. A irmã de Sarah, sua amiga e parceira de dança, Manuela, e sua primeira equipe, Figure2style, inspiraram Sarah Bee no começo. Agora, ela compartilha muito com sua crew, Zamounda, misturando tudo, desde Waacking a Popping, Locking e House, gostando de aprender com seus companheiros, que ela considera sua família. Quando se trata de seu estilo de Breaking, Sarah Bee é rápida, dinâmica e destemida em sua expressão e atitude de batalha. E mesmo que Sarah diga que ainda não é perfeita em sua dança, tendo que praticar seus fundamentos e aprender todos os dias, quando ela dança Sarah se expressa plenamente, o que a faz se sentir livre. Sarah venceu a competição 2×2 B-Girl no evento Battle Of The Year de 2008, com Manuela, especialmente porque ninguém derrotou as B-Girls japonesas que competem no evento todos os anos desde então. Ela já dançou com a Madonna duas vezes. Sarah se sente abençoada por acordar todas as manhãs capaz de dançar, viajar, compartilhar e se apresentar como sua carreira e estilo de vida.
B-Girl Kastet Imagem: ® Breaking World
B-Girl Kastet: Nascida e criada na cidade russa de Krasnodar, Natalia Kiliachikhina, também conhecida como B-Girl Kastet, tornou-se uma das destruidoras de maior sucesso do mundo. Foi uma criança ativa que cresceu cantando, dançando e pintando, Kastet começou no Breaking no outono de 2010, quando tinha apenas 12 anos de idade. Na época, ela estava fazendo aulas de dança latina e aprendendo judô, porém, queria experimentar algo que tivesse mais liberdade criativa. Ela decidiu tentar o Breaking e logo se dedicou à forma de arte. Membro da equipe Red Bull BC One All Stars, a maior inspiração de Kastet foi a B-Girl Nadia, uma das melhores B-Girls da Rússia. Ela também desenvolveu suas habilidades graças a seus companheiros de equipe B-Boy Marvel e B-Boy Jerry Metal. Esses nomes ajudaram Kastet a desenvolver o estilo Funk pelo qual ela é conhecida, com sua energia e incrível trabalho de pés, tornando-a uma das dançarinas mais exclusivas da cena. Reconhecida por enfatizar cada movimento e criar passos originais, ela teve muito sucesso internacional. Conquistou seu primeiro título do Red Bull BC One em 2019 e se tornou a primeira competidora da história a defender o título com sucesso, superando a B-Girl Madmax da Bélgica, em uma final épica no ano seguinte, sagrando-se bicampeã mundial. Em 2021, ela ganhou o Campeonato Europeu WDSF de 2021. Tendo alcançado o topo, Kastet ainda continua a desenvolver seu estilo e aprender novos movimentos. Uma grande seguidora da expressão artística, ela quer usar sua criatividade para evoluir constantemente e inspirar outros jovens dançarinos. Kastet ganhou o Breaking do Verão 2023.
B-Girl Carlota Imagem: ® Reprodução
B-Girl Carlota: A B-Girl Carlota começou no Breaking aos seis anos na escola primária, onde conheceu seu treinador, que dava aulas. Ela nasceu em Pertuis, uma cidade no sul da França, mas se mudou para Montpellier para estudar e se aprofundar em uma cidade muito maior e mais aberta a evoluir. Adora movimentos técnicos e não é de ficar parada. Quando pressionada a compartilhar seus próprios objetivos com a dança, ela diz: “Quero evoluir sempre o máximo que puder com meu Breaking e nunca me sentir presa na minha dança”.
B-Girl Carito Imagem: ® Red Bull
B-Girl Carito: Nascida e criada em Buenos Aires, Argentina, Carito é membro da equipe Superpoderosas. Ela viu o Breaking pela primeira vez quando sua irmã, que já estava dançando, a levou a um evento quando criança. Ela, então, conheceu a dança em 2006, quando tinha 15 anos, dizendo que tudo começou porque ela queria ir assistir a uma batalha. A entrada era cara, então ela se inscreveu para competir no concurso B-Girl para entrar no evento de graça, sem saber o que faria quando chegasse a sua vez de dançar. Felizmente, nenhuma outra B-Girl se inscreveu para a batalha naquele dia, então, ela não teve que competir, mas isso a fez começar no Breaking. No final daquele ano, ela conquistou uma qualificação para disputar um campeonato contra B-Girls de outras províncias argentinas. Essa oportunidade levou Carito a começar a procurar mais lugares para treinar, e mesmo que a batalha pelo campeonato não tenha acontecido no final, ela continuou dançando. Carito diz que encontrou no Breaking tudo o que procurava na vida. Não teve ninguém para orientá-la no Breaking, Carito aprendeu em sessões de treinamento compartilhadas observando como os outros dançavam e depois praticando o que via. Mas, para se preparar para a final mundial do Red Bull BC One de 2021, ela pediu conselhos a B-Boy Davis, da equipe Stupi2 Punkys, para ajudá-la a aprimorar seus movimentos. Carito descreve seu estilo de Breaking como “doce rapper ninja” e se orgulha de ter chegado às semifinais e finais nos campeonatos Break Free Worldwide. Ela diz que ser convidada para competir no Red Bull BC One World Final 2021 foi a maior conquista de sua carreira. Fora do intervalo, Carito está estudando direito. Sua filha, irmãs, mãe, equipe e amigos são os mais importantes para ela, Carito diz que continuará dançando e praticando.
A nova geração do Breaking do Rio e de São Paulo marcou presença no evento Imagem: ® Breaking World
Fora os competidores nacionais e internacionais, DJ’s, artistas e jornalistas presentes não poderíamos deixar de registrar a presença da nova geração do Breaking do Rio de Janeiro e de São Paulo, que já vem colecionando medalhas e troféus escrevendo a própria história e conquistando o seu espaço. Mesmo não podendo competir no Breaking do Verão devido à idade, pois no regulamento do evento só era permitido acima de 18 anos, eles prestigiaram a competição e iluminaram as Cyphers, lembrando a todos que o futuro já chegou! Destaque para a Cypher Kids do Rio de Janeiro e, de São Paulo, B-Boy Eagle (Dream Kids Brazil), B-Boy Richard e ainda B-Girl Angel do Brasil (Dream Kids Brazil) e B-Girl Mary-D (Street Breakers Crew) ambas medalhistas do Kids no Primeiro Campeonato de Breaking como Esporte da CNDD (Conselho Nacional de Dança Desportiva), realizado em 2022, também em São Paulo.
O Portal Breaking World agradece à organização toda atenção direcionada ao nosso veículo durante o tempo que estivemos na cobertura da 2ª edição do importante Breaking do Verão! Parabenizamos os competidores e ganhadores. Estamos na torcida para que o Brasil mantenha os mesmos resultados por nós registrados no Rio de Janeiro também nos eventos internacionais e, claro, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Imagem em destaque: fotomontagem ® Breaking World
B-Boy Ratoo
Imagem: ® Breaking World
B-Girl Carito
Imagem: ® Breaking World
B-Boy Pelezinho
Imagem: ® Breaking World
B-Girl Kastet
Imagem: ® Rudá Albuquerque
B-Girl Kastet e B-Boy Ratoo
Imagem: ® Rudá Albuquerque
B-Boy Victor
Imagem: ® Breaking World
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