Tendo o Rap como estilo predominante, festival com programação gratuita e a preços populares acontecerá no dia 16/04 e contará com alguns dos maiores nomes da cena nacional, em quatro palcos espalhados pela região
BK, Marcelo D2, Cynthia Luz, MV Bill, Drik Barbosa, BNegão, o duo Abronca e outros importantes nomes do Rap brasileiro vão ocupar diferentes palcos no bairro da Lapa, na Zona Central do Rio de Janeiro, para shows gratuitos ou a preços acessíveis, durante o festival Lapa pela Lapa, que acontecerá no dia 16 de abril, domingo. Além das performances musicais, o evento promoverá debates acerca de temas relacionados à música, carreira e direitos autorais, com profissionais de cada área.
Com apresentação e patrocínio master de Budweiser e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa, através da Lei de Incentivo à Cultura, o festival Lapa pela Lapa é uma idealização da agência OLGA e realização em sociedade com as agências V3A e SRCOM. O festival conta com a parceria da UBC – União Brasileira de Compositores, do Selina, da Rádio Mix, da Mobees, da Virgin Music Brasil e da associação Salve Lapa.
“O projeto Lapa pela Lapa foi criado com a intenção de valorizar o Rio de Janeiro e, por consequência, um dos bairros mais tradicionais da cidade. Nossa inspiração nasceu a partir de festivais norte-americanos que utilizam as estruturas das cidades para entregar uma rica programação aos presentes. Acreditamos que eventos como esses movimentam bastante o mercado local e empreendedores, além de valorizar artistas e criar experiências únicas para o público. A Bud acreditou e apostou em nosso projeto e estamos muito felizes em poder proporcioná-lo aos cariocas e a todos que quiserem participar. Nesta primeira edição, optamos por fazer com artistas da cena do Rap nacional, dando luz à cultura urbana que aflora por todo o Brasil. ”, declara Mateus Simões, sócio-diretor da Agência Olga.
Para Abel Gomes, sócio e CCO da SRCOM, “A Lapa é o coração pulsante da boêmia e da cultura carioca. O Rio precisa de projetos como esse, que valorizam e colocam em holofote os lugares que amamos e vibram nossa essência. Vamos levar música, arte e entretenimento para esse bairro tão querido pelos cariocas e turistas”.
Um dia inteiro com diversas apresentações musicais concomitantes e muita troca de conteúdo, abrigadas em um dos bairros mais tradicionais da cidade maravilhosa, é o que propõe o festival, que contará com atividades que se iniciam às 14h e vão até as 23h. Serão cinco palcos/espaços na região: Espaço UBC – Arco Íris, Palco Bud – Fundição Progresso, Palco Arcos – Arcos da Lapa, Espaço Virgin Music Brasil e Casa Salve Lapa.
O palco nos Arcos da Lapa receberá shows gratuitos de MV Bill com a rapper e irmã Kmila CDD, BNegão, Drik Barbosa, Lourena e Felipe Flip, a partir das 15 horas. Nos intervalos, DJs do movimento Ademafia assumem as carrapetas do evento, com muito Hip-Hop. O coletivo também estará à frente do som nos intervalos do Palco Bud – Fundição Progresso, que contará com shows de Marcelo D2, BK, Cynthia Luz, Gavi e o duo Abronca, formado pelas rappers My e Jay, a partir das 16h30, e terá ingressos populares. O evento irá destinar 10% do lucro e todas as doações de alimentos dos ingressos sociais para a Associação São Martinho, localizada na Lapa.
A Fundição ainda abrigará o Espaço Virgin Music Brasil, que proporcionará shows gratuitos de novos talentos da cena do Rap, como PK freestyle, Ramonzin, Young Mafia e Juju Rude (que se apresenta com o Bloco Afroreggae). Nos intervalos, o público poderá desfrutar de todo o balanço do DJ Marcelinho da Lua, um dos mais prestigiados da cidade. A programação terá início às 15h30.
O Arco-Íris, casa que existe há mais de meio século na Lapa, receberá o Espaço UBC, com encontros gratuitos de diferentes profissionais da música, que vão debater, a partir das 14h, sobre quatro assuntos principais: Novas tendências da cena da música urbana; Mulheres na música urbana; Direito autoral: da execução pública ao digital; e Planejamento de carreira. A curadoria é do rapper Marcão Baixada, agitador cultural de destaque na região da Baixada Fluminense, premiado em eventos como o Take Back the Mic, em Miami, e outros.
Os debates acerca da participação das mulheres na música urbana vêm de encontro à proposta do Lapa pela Lapa em proporcionar uma maior equidade de gênero no line-up. O evento traz uma grande representatividade feminina entre as atrações.O Lapa pela Lapa também contará com uma rica programação no Centro Cultural Tá na Rua, do grupo homônimo dirigido por Amir Haddad, que contará com diversas atividades e manifestações de artistas do bairro, organizadas pela associação Salve Lapa, como Roda Cultural KGL, show com MC Funkero e Live Paint com Minero Tattoo.
PROGRAMAÇÃO – LAPA PELA LAPA
Dia 16 de abril de 2023
Espaço UBC – Arco Íris (Gratuito)
14h às 14h45 – Novas tendências da cena da música urbana
Pablo Bispo (Compositor e produtor musical) Mayara Almeida (Consultora de Diversidade e Inclusão – Sony Music) Mediação: Letícia Nunes (Gestora de Conteúdo – Globo)
15h às 15h45 – Mulheres na música urbana
Larinhx (DJ, produtora musical, compositora e cantora) Taísa Machado (Diretora artística Estude o Funk) Mediação: Juliana Wanderley (Planejadora de conteúdo – TASTEMAKERS e colaboradora da revista Brasa Mag)
16h às 16h45 – Direito autoral: da execução pública ao digital
Anderson “OVO” (A&R – ONErpm Publishing) Vanessa Shutt (Novos Negócios – UBC) Mediação: Alice Corrêa (Comunicação e Conteúdo – Música & Negócios)
17h às 17h45 – Planejamento de carreira
Gabriel Marinho (Head de Estratégia de Catálogo – Sony Music) Marcão Baixada (Rapper, compositor e produtor musical) Mediação: Marcele Oliveira (Comunicadora – Circo Voador)
Local: Arco-Íris (Av. Mem de Sá, 72 – Centro) Horário: das 14h às 17h45
Palco Arcos – Arcos da Lapa (Gratuito)
15h às 15h30 – Felipe Flip 16h às 16h40 – Lourena 17h às 18h – MV Bill + Kmila CDD 18h30 às 19h30 – BNegão 20h às 21h – Drik Barbosa *Intervalos: Ademafia
Serviço:
Local: Arcos da Lapa Horário: das 15h às 21h
Casa Salve Lapa (Gratuito)
17h às 19h – DJ 19h10 às 20h – Batalha de MC´s ( Classificatória ) 20h10 às 21h – DJ 21h às 21h40 – Batalhas ( Finais ) 21h40 às 22h – DJ 22h às 22h30 – Mc Funkero 22h30 às 23h – DJ – Encerramento Graffiti – Live Paint – Trancista: No decorrer da programação musical.
Serviço:
Local: Centro Cultural Tá Na Rua (Av Mem de Sá, 35 – Lapa) Horário: a partir das 17h
Espaço Virgin Music Brasil (Gratuito)
15h30 às 16h – Crespo Music apresenta: Bloco Afroreggae e Juju Rude 16h30 às 17h10 – Ramonzin 17h30 às 18h30 – Young mafia 19h às 20h – PK freestyle 20h30 às 21h30 – Marcelinho da Lua *Intervalos: DJ Set
Serviço:
Local: Espaço Verde da Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24 a 50 – Centro) Horário: das 15h30 às 21h30
Palco Bud – Fundição Progresso
16h30 às 17h – Gavi 17h30 às 18h10 – ABronca 18h30 às 19h30 – Cynthia Luz 20h às 21h – BK’ 21h30 às 22h30 – Marcelo D2 *Intervalos: Ademafia
Serviço:
Local: Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24 a 50 – Centro) Abertura da casa: 16h Ingressos: R$ 40 (meia solidária) / R$ 80 (inteira) Ingressos online na plataforma Ingresse Classificação 18 anos
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Com batida melódica e dançante, o single Emana, a ser lançado no dia 10 de março pelo Coletivo TDC, Torre de Comando, chega com força narrando a vida cotidiana com abordagem positiva, pegada romântica e mensagens de união e superação de diferenças.
A música conta a história de um homem que quer conquistar uma mulher, mas ela despreza a ideia de se envolver com ele – apesar de mantê-lo sempre por perto para sua conveniência. Mesmo sabendo da furada em que está se metendo, o jovem se entrega a essa paixão de mão única.
“O Emana traz uma estética pós-apocalíptica, ao estilo Mad Max, pra contar o enredo dos personagens. A gente criou um roteiro fora da caixinha da cena Rap, com duas gangues que se enfrentam em uma batalha de dança, com os conflitos, diferenças e reconciliações sendo representados através da expressão corporal dos dançarinos e dançarinas”, comenta Antena, um dos idealizadores do projeto.
“No final da trama, eles se juntam numa grande dança de pacificação. Porque a mensagem é justamente essa, a de que as relações humanas podem ser resolvidas com não-violência, ponderação e amor”, completa Pharrá, também sócio na empreitada.
Criado em 2021 pelos parceiros de música Pharrá (Raphael Paiva), Antena (Antenor Junior) e Kodé (André Lourenço), a TDC nasceu com a proposta de reunir Mc’s, músicos e compositores que convergissem a ideia de disseminação de um rap desconstruído, fora dos padrões do mainstream, misturando ritmos como Funk, MPB, Reggaeton, Reggae, Rock, Pop, entre outros. O conceito da Torre de Comando expressa o propósito do projeto de emanar ideias, informações e levar a essência da música para um grande número de pessoas, como em uma transmissão de rádio ou uma torre de energia que alcança os quatro cantos do país.
A TDC conta com parcerias do cenário do Rap, como o produtor musical Daniel Sydens, que já trabalhou com Cartel Mc’s; o produtor musical Michael Machado, fundador da Universidade Michael Machado; Kodé e Mantena, que foram integrantes do coletivo Primatas B.A.R.; Crock Boy, nova promessa no mundo do trap; e Eduardo Chermond, diretor do selo musical Urca Music.
O Single Emana pode ser encontrado em todas as plataformas digitais.
Valendo pontos de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, o complexo e singular B-Boy Amir, do Cazaquistão, que recentemente esteve no Brasil e a menina B-Girl 671, de apenas 16 anos, da República Popular da China, chegaram ao WDSF Breaking for Gold World Series no Japão preparados com um único objetivo em mente: o primeiro lugar no pódio! E não teve para mais ninguém! O ouro é apenas para os melhores do mundo. Emergindo de um grupo de 180 Breakers de 48 países, diante de uma multidão de 3.000 ingressos esgotados na Convenção de Kitakyushu e Associação de Visitantes em Kokura, cidade de Kitakyushu.
Amir saiu de uma rodada de pré-seleção, onde viu os aspirantes olímpicos Phil Wizard (Canadá), Dany (França), Kid Karam (Grã-Bretanha) e Wigor (Polônia) não conseguirem chegar à fase eliminatória. Numa batalha incrível, superou o lendário B-Boy holandês Menno nas quartas de final, antes de derrotar o favorito da torcida Shigekix (Japão) por 5 a 4 no set decisivo das semifinais, garantindo um confronto pela medalha de ouro contra o B-Boy Jeffro, dos Estados Unidos. Amir fez um trabalho rápido sobre o eventual vice-campeão Jeffro, dominando os dois primeiros sets por 8-1 e 7-2 para ganhar seu lugar de direito no topo do pódio de medalhas. Questionado sobre qual era o segredo de sua performance de ouro, o cazaque de 25 anos disse numa entrevista a WDSF simplesmente: “Faça arte. Seja você mesmo!”. Shigekix, recém-saído do título do All-Japan Breaking no início da semana, que também mostrou a preocupação e preparação dos novos e grandes talentos da nova geração do Breaking no Japão, teve que se contentar com o bronze depois de derrotar o ucraniano Kuzya na batalha pelo terceiro lugar.
B-Girl 671 (Ouro), B-Girl Ami (Prata), B-Girl Anti (Bronze) Imagem: ® Feworks Films
As três melhores B-Girls da WDSF World Rankings também terminaram no pódio em Kitakyushu, são elas: B-Girl 671 derrotando a B-Girl Ami do Japão na final e a B-Girl italiana Anti conquistando o bronze.
A adolescente Liu Qing, mais conhecida como B-Girl 671, que em agosto do ano passado foi campeã no Outbreak Europe realizado na Eslováquia, evento que teve a participação de mais de 30 países, representados por 600 dançarinos de Breaking, esse ano começou com pé direito explodindo mais uma vez com sequências de Power Moves pesados mostrando um novo padrão para as B-Girls do mundo inteiro, com seus movimentos de Power Move e sua energia diferenciada. Ela representa a força e a garra da seleta nova geração de B-Girls que desde cedo focam no pódio, em Kitakyushu ela desbancou a experiente Ami. 671 venceu os dois últimos frames por 7–2, 5–4. Em entrevista ao conceituado portal Olympics.com declarou: “Esta foi a primeira batalha do ano, então estou muito feliz com o resultado. Levamos muito tempo para nos preparar para as batalhas. A Olimpíada é o meu sonho. Espero poder subir no palco olímpico. Claro, quero ganhar uma medalha!”.
No total, 99 B-Boys representando 44 países viajaram para o Japão para a World Series junto com 81 B-Girls de 38 países. “Foi um sucesso, mais do que eu esperava e é por causa de todo o apoio da comunidade Breaking”, disse o juiz principal Katsu One. “Obrigado a todos por terem vindo ao Japão”. O presidente e chefe da Divisão de Breaking do WDSF, B-Boy Bojin, disse: “Este foi um dos melhores eventos de Breaking do WDSF até agora e continuaremos a fazer esse esforço para todos os Breakers, para trazê-los de volta à comunidade”.
E o Brasil?
Seleção Brasileira de Breaking CNDD – (Em pé: Maia, Leony e Mini Japa. Agachados: Luan San, Nathana e Ratoo) Imagem: ® CNDD
Bom, o Brasil esteve presente em Kitakyushu com a Seleção Brasileira de Breaking formada por: B-Boy Leony, B-Boy Luan San, B-Boy Ratoo, B-Girl Nathana, B-Girl Mini Japa e B-Girl Maia. A convocação dos atletas foi feita pelo CNDD – Conselho Nacional de Dança Desportiva. Os atletas foram indicados segundo as posições do ranking nacional.
O Portal Breaking World levantou no Portal da WDSF o Ranking Mundial Olímpico.
Fonte: ® WDSF Olympic Qualification System Ranking List
E, para quem gosta de uma boa notícia, o próximo evento Breaking for Gold World Series está agendado para 14 e 15 de abril, no Rio de Janeiro, aqui no Brasil. Sim, nossos atletas vão competir e poder representar o nosso país em casa. Que a força e a sorte que sempre emana do nosso país tropical esteja com eles! Estamos como sempre na torcida!
Imagem em destaque: No pódio, B-Boy Amir (Ouro), B-Boy Jeffro (Prata), B-Boy Shigekix (Bronze) – Imagem: ® Feworks Films
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Na última semana aconteceu no Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a 2ª edição do “Breaking do Verão”. Foram quatro dias intensos, de muito Breaking e também de muito calor, numa semana em que a sensação térmica no Rio de Janeiro chegou às alturas. De acordo com o Centro de Operações Rio, por meio do Sistema Alerta Rio, a sensação térmica chegou a 54°C às 13h30 e a temperatura máxima registrada ficou na casa de 40,3°C. Ambas as marcas são recorde para a estação deste ano e representam o ápice, pelo menos até aqui, de uma sequência de dias em que o carioca experimentou temperaturas cada vez mais quentes. Nesse calor escaldante, aconteceu o evento concebido e realizado pela agência Fábrica, apresentado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Petrobras, e contou com patrocínios das marcas Cheetos, Redley, Sprite e apoios da Red Bull e Dorflex. O Breaking do Verão reuniu não só brasileiros que vieram de todos os cantos do país, mas grandes nomes internacionais da modalidade que integra os jogos de Paris 2024. Estiveram presentes representantes dos seguintes países: Rússia, Alemanha, França, Argentina, Portugal, Estados Unidos, Cazaquistão, Japão e Holanda. Contando com B-Boys e B-Girls convidados, além dos inscritos nas eliminatórias na competição, que aconteceram nos dias 19 e 20 de janeiro. A competição teve a curadoria técnica de Pelezinho, B-Boy que se tornou o responsável por colocar o Brasil no mapa mundial do Breaking. Ao todo, foram 32 atletas que buscaram o título de melhor B-Boy e melhor B-Girl em solo carioca.
B-Boy Lilou foi um dos jurados internacionais do Breaking do Verão 2023 Imagem: ® Breaking World
O time de jurados foi composto por nomes conhecidos. Incluem-se o B-Boy americano RoxRite, o primeiro a somar 100 vitórias no Red Bull BC One All Stars, o B-Boy argelino-francês Lilou, um dos nomes mais emblemáticos da cena Breaking mundial, B-Boy Aranha, que integra os coletivos Style Crew, Tsunami All Stars e Darookies e a também brasileira B-Girl Bibi. Durante o evento, na sexta-feira (20) aconteceu um bate-papo com o CNDD Breaking (Departamento de Breaking do Conselho Nacional de Dança Desportiva) sobre as Olimpíadas 2024 e, no sábado (21), um workshop com o B-Boy argelino-francês Lilou. No Domingo (22) uma novidade foi a Cypher Step One.
B-Girl Kastet (Rússia) e B-Boy Ratoo (Brasil) foram escolhidos pelo júri e levantaram o troféu do BDV 23 Imagem: ® Rudá Albuquerque
Na disputa do título, B-Boy Ratoo, segundo os jurados, venceu o holandês Lee. Após o período de duelo entre o brasileiro e o representante da Holanda, os juízes decretaram a vitória e deram o título para o atleta do Brasil. Entre as mulheres, Kastet fez um duelo internacional com a francesa Sarah Bee e levantou o troféu. Outro campeão foi o brasileiro B-Boy Samuka, na Cypher Step One.
Conheça alguns dos atletas Internacionais que estiveram no Breaking do Verão 2023:
B-Boy Victor Imagem: ® Breaking World
B-Boy Victor: Victor Montalvo é um nome bem conhecido na cena do Breaking. Nascido em Orlando, na Flórida, Victor aprendeu os primeiros passos do Breaking com o pai, um B-Boy mexicano. O B-Boy aumentou a coleção de medalhas e troféus ao conquistar em 2022 o título mundial do Red Bull BC One pela segunda vez. Conquistou também o Campeonato Mundial de Breaking. O evento, organizado pela Federação Mundial de Dança Esportiva (WDSF na sigla em inglês), foi o primeiro grande evento do ciclo que terminará com a estreia olímpica em 2024. Acredita que o importante não é ganhar campeonatos ou dinheiro, mas aprender a dançar, curtir o momento e melhorar com o passar do tempo. “Um bom dançarino deve ser humilde e continuar aprendendo, sempre pensando como um aluno”, diz Victor. “Na dança, não há espaço para ciúme ou ego – você deve apenas ser você e manter-se positivo”, finaliza.
B-Boy Amir Imagem: ® Breaking World
B-Boy Amir: B-Boy Amir, que em 2021 se tornou o primeiro cazaque a vencer a Final Mundial do Red Bull BC One. Amir também foi o primeiro campeão mundial do Red Bull BC One que não estava entre os B-Boys convidados. Ele venceu a cypher do seu país e precisou passar pela Last Chance Cypher, até conquistar o título. A dança sempre foi uma paixão. Vindo de uma cidade pequena, onde não havia onde fazer aulas e aprender, ele começou praticando parkour. Um dia, voltando para casa, viu um cartaz anunciando aulas de Breaking. A família não tinha dinheiro para bancar os treinos, e aí? “Eu usava o dinheiro da merenda para pagar as aulas, e por não comer tinha dor de estômago, era difícil me concentrar na escola”, lembra Amir.
B-Boy Lee Imagem: ® Breaking World
B-Boy Lee: Lee-Lou Demierre já tem quase duas décadas de experiência como B-Boy. É isso mesmo: filho de uma talentosa B-Girl, o holandês, membro da crew Red Bull BC One All Stars foi alimentado com uma mistura de Hip-Hop e Breaking praticamente desde o dia em que nasceu. Assim que deu os primeiros passos, Lee começou a imitar os movimentos de sua mãe. “Não lembro da primeira vez que a vi dançando, eu tinha só dois anos”, conta o B-Boy. “Mas minha mãe foi o começo de algo muito maior e eu provavelmente não teria entrado no mundo do Breaking se não fosse por ela”. Em 2010, Lee se juntou ao The Ruggeds, onde conseguiu rapidamente desenvolver um estilo próprio de dança. A originalidade de seus movimentos, que apresentam uma flexibilidade fora do comum – com destaque para o moinho de vento deslizante de sua autoria – logo mostraram que ele merecia um lugar de relevância entre os membros da crew, da qual faz parte até hoje. “A equipe sempre me motiva a continuar me superando. O nível nos treinos é muito alto e isso me faz querer ficar cada vez melhor”, diz. Entre 2020 e 2022, acumulou uma lista impressionante de vitórias solo em batalhas, como Crashfest 2020, Red Bull BC One E-Battle 2021 e Dutch Breaking Solo B-Boy 2022. Ele também venceu a competição LCB 2×2 2022, com seu companheiro de crew Phil Wizard e o torneio World Breaking 2×2 2022, ao lado do B-Boy Link.
B-Boy Alvin Imagem: ® Breaking World
B-Boy Alvin: Em 2022, o venezuelano participou da Final Mundial do Red Bull BC One. Com movimentos poderosos, Alvin é membro das crews Formless Corp e Team Vinotinto.
B-Boy Sunni Imagem: ® Red Bull
B-Boy Sunni: De Bristol, Inglaterra, B-Boy Sunni começou no Breaking aos 10 anos. Ele lutou por tudo, dormiu em pisos de concreto em Londres e superou lesões para se tornar um Red Bull BC One All Star. Uma de suas maiores inspirações foi o Red Bull BC One All Star, Hong 10. Os destaques da carreira incluem vitórias no Notorious IBE, Unbreakable, Circle Industry, BBIC e Radikal Forze Jam e duas vezes vencedor no UK B-Boy Championship. Ele também chegou às semifinais da competição de dança da TV Got to Dance.
B-Girl Jilou Imagem: ® Breaking World
B-Girl Jilou: B-Girl Jilou nasceu na cidade de Freiburg, na Alemanha, foi criada em Colônia e hoje mora em Berlim. Membro das equipes Nin10do e Jimakeno, ela começou no Breaking em 2006 aos 13 anos de idade. Os professores de Jilou foram B-Girl Maren, B-Boy Mighty Mike, Shabba e Shepherd, de sua primeira equipe, Nin10do. Tem um estilo acrobático e explosivo com muitos freezes flexíveis. Fora do Breaking, ela também organiza e coreografa shows. Jilou foi a grande campeã na competição de B-Girls do Breaking do Verão 2021.
B-Girl Ami Imagem: ® Breaking World
B-Girl Ami: Nascida em Saitama, no Japão, B-Girl Ami foi apresentada pela primeira vez à cultura Hip-Hop e à dança aos seis anos de idade, por sua irmã mais velha, e aos 10 já havia desenvolvido um amor pelo Breaking. Ela seria ensinada por alguns dos melhores B-Boys do Japão, incluindo Katsu-One, Taisuke e Wata. Eles ajudaram Ami a desenvolver o estilo “clean Breaking” pelo qual ela agora é conhecida, com seu fluxo suave, trabalho de pés afiados e movimentos de força explosiva, ajudando-a a ganhar vários títulos. Em 2016, ela venceu a competição Battle of the Year 2×2 B-Girl com sua irmã B-Girl Ayu, e em 2017 ganhou o título Silverback Open B-Girl e a competição Undisputed World B-Boy Series B-Girl. Sua maior conquista até o momento chegou em 2018, quando Ami fez história ao se tornar a primeira B-Girl a vencer o Red Bull BC One World Final. Isso foi logo seguido por se tornar a primeira B-Girl a se juntar ao Red Bull BC One All Stars. “Quando ganhei, senti muito orgulho de representar meu país e a mim mesma”, diz ela. “Na época, eu não estava apenas focada em ganhar o cinturão e fazer história, mas também em me divertir”. Em 2019, Ami foi novamente coroada campeão mundial, desta vez no primeiro WDSF World Breaking Championship. Isso levou a entrevistas com nomes como a Forbes, campanhas publicitárias e convites para julgar competições. Ela também estrelaria uma turnê mundial com o Red Bull BC One All Stars. Atualmente morando na prefeitura de Kanagawa, no Japão, Ami continua treinando cinco ou seis dias por semana e espera ter a oportunidade de mostrar seu talento ao redor do mundo. Ela diz: “Aprendi tantas coisas vendo o mundo que nunca teria aprendido se não tivesse me tornado uma B-Girl. Cada lugar que visitei é uma experiência nova e sempre especial para mim. Eu amo conhecer novos dançarinos. Ainda quero visitar tantos lugares e vivenciar cenas e culturas diferentes”, conclui.
B-Girl Sarah Bee Imagem: ® Reprodução
B-Girl Sarah Bee: Nascida em Dijon, França, B-Girl Sarah Bee é membro da equipe de dança feminina de todos os estilos, Zamounda. Originária da Argélia, Sarah começou a dançar aos 11 anos. No início, ela não se interessou pela Cultura Hip-Hop até que sua irmã começou a dançar. Em um dia de tédio em sua cidade natal, Sarah foi convidada a acompanhar sua irmã na sessão de dança. Sarah foi e naquele dia tudo mudou para ela. A irmã de Sarah, sua amiga e parceira de dança, Manuela, e sua primeira equipe, Figure2style, inspiraram Sarah Bee no começo. Agora, ela compartilha muito com sua crew, Zamounda, misturando tudo, desde Waacking a Popping, Locking e House, gostando de aprender com seus companheiros, que ela considera sua família. Quando se trata de seu estilo de Breaking, Sarah Bee é rápida, dinâmica e destemida em sua expressão e atitude de batalha. E mesmo que Sarah diga que ainda não é perfeita em sua dança, tendo que praticar seus fundamentos e aprender todos os dias, quando ela dança Sarah se expressa plenamente, o que a faz se sentir livre. Sarah venceu a competição 2×2 B-Girl no evento Battle Of The Year de 2008, com Manuela, especialmente porque ninguém derrotou as B-Girls japonesas que competem no evento todos os anos desde então. Ela já dançou com a Madonna duas vezes. Sarah se sente abençoada por acordar todas as manhãs capaz de dançar, viajar, compartilhar e se apresentar como sua carreira e estilo de vida.
B-Girl Kastet Imagem: ® Breaking World
B-Girl Kastet: Nascida e criada na cidade russa de Krasnodar, Natalia Kiliachikhina, também conhecida como B-Girl Kastet, tornou-se uma das destruidoras de maior sucesso do mundo. Foi uma criança ativa que cresceu cantando, dançando e pintando, Kastet começou no Breaking no outono de 2010, quando tinha apenas 12 anos de idade. Na época, ela estava fazendo aulas de dança latina e aprendendo judô, porém, queria experimentar algo que tivesse mais liberdade criativa. Ela decidiu tentar o Breaking e logo se dedicou à forma de arte. Membro da equipe Red Bull BC One All Stars, a maior inspiração de Kastet foi a B-Girl Nadia, uma das melhores B-Girls da Rússia. Ela também desenvolveu suas habilidades graças a seus companheiros de equipe B-Boy Marvel e B-Boy Jerry Metal. Esses nomes ajudaram Kastet a desenvolver o estilo Funk pelo qual ela é conhecida, com sua energia e incrível trabalho de pés, tornando-a uma das dançarinas mais exclusivas da cena. Reconhecida por enfatizar cada movimento e criar passos originais, ela teve muito sucesso internacional. Conquistou seu primeiro título do Red Bull BC One em 2019 e se tornou a primeira competidora da história a defender o título com sucesso, superando a B-Girl Madmax da Bélgica, em uma final épica no ano seguinte, sagrando-se bicampeã mundial. Em 2021, ela ganhou o Campeonato Europeu WDSF de 2021. Tendo alcançado o topo, Kastet ainda continua a desenvolver seu estilo e aprender novos movimentos. Uma grande seguidora da expressão artística, ela quer usar sua criatividade para evoluir constantemente e inspirar outros jovens dançarinos. Kastet ganhou o Breaking do Verão 2023.
B-Girl Carlota Imagem: ® Reprodução
B-Girl Carlota: A B-Girl Carlota começou no Breaking aos seis anos na escola primária, onde conheceu seu treinador, que dava aulas. Ela nasceu em Pertuis, uma cidade no sul da França, mas se mudou para Montpellier para estudar e se aprofundar em uma cidade muito maior e mais aberta a evoluir. Adora movimentos técnicos e não é de ficar parada. Quando pressionada a compartilhar seus próprios objetivos com a dança, ela diz: “Quero evoluir sempre o máximo que puder com meu Breaking e nunca me sentir presa na minha dança”.
B-Girl Carito Imagem: ® Red Bull
B-Girl Carito: Nascida e criada em Buenos Aires, Argentina, Carito é membro da equipe Superpoderosas. Ela viu o Breaking pela primeira vez quando sua irmã, que já estava dançando, a levou a um evento quando criança. Ela, então, conheceu a dança em 2006, quando tinha 15 anos, dizendo que tudo começou porque ela queria ir assistir a uma batalha. A entrada era cara, então ela se inscreveu para competir no concurso B-Girl para entrar no evento de graça, sem saber o que faria quando chegasse a sua vez de dançar. Felizmente, nenhuma outra B-Girl se inscreveu para a batalha naquele dia, então, ela não teve que competir, mas isso a fez começar no Breaking. No final daquele ano, ela conquistou uma qualificação para disputar um campeonato contra B-Girls de outras províncias argentinas. Essa oportunidade levou Carito a começar a procurar mais lugares para treinar, e mesmo que a batalha pelo campeonato não tenha acontecido no final, ela continuou dançando. Carito diz que encontrou no Breaking tudo o que procurava na vida. Não teve ninguém para orientá-la no Breaking, Carito aprendeu em sessões de treinamento compartilhadas observando como os outros dançavam e depois praticando o que via. Mas, para se preparar para a final mundial do Red Bull BC One de 2021, ela pediu conselhos a B-Boy Davis, da equipe Stupi2 Punkys, para ajudá-la a aprimorar seus movimentos. Carito descreve seu estilo de Breaking como “doce rapper ninja” e se orgulha de ter chegado às semifinais e finais nos campeonatos Break Free Worldwide. Ela diz que ser convidada para competir no Red Bull BC One World Final 2021 foi a maior conquista de sua carreira. Fora do intervalo, Carito está estudando direito. Sua filha, irmãs, mãe, equipe e amigos são os mais importantes para ela, Carito diz que continuará dançando e praticando.
A nova geração do Breaking do Rio e de São Paulo marcou presença no evento Imagem: ® Breaking World
Fora os competidores nacionais e internacionais, DJ’s, artistas e jornalistas presentes não poderíamos deixar de registrar a presença da nova geração do Breaking do Rio de Janeiro e de São Paulo, que já vem colecionando medalhas e troféus escrevendo a própria história e conquistando o seu espaço. Mesmo não podendo competir no Breaking do Verão devido à idade, pois no regulamento do evento só era permitido acima de 18 anos, eles prestigiaram a competição e iluminaram as Cyphers, lembrando a todos que o futuro já chegou! Destaque para a Cypher Kids do Rio de Janeiro e, de São Paulo, B-Boy Eagle (Dream Kids Brazil), B-Boy Richard e ainda B-Girl Angel do Brasil (Dream Kids Brazil) e B-Girl Mary-D (Street Breakers Crew) ambas medalhistas do Kids no Primeiro Campeonato de Breaking como Esporte da CNDD (Conselho Nacional de Dança Desportiva), realizado em 2022, também em São Paulo.
O Portal Breaking World agradece à organização toda atenção direcionada ao nosso veículo durante o tempo que estivemos na cobertura da 2ª edição do importante Breaking do Verão! Parabenizamos os competidores e ganhadores. Estamos na torcida para que o Brasil mantenha os mesmos resultados por nós registrados no Rio de Janeiro também nos eventos internacionais e, claro, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Imagem em destaque: fotomontagem ® Breaking World
B-Boy Ratoo
Imagem: ® Breaking World
B-Girl Carito
Imagem: ® Breaking World
B-Boy Pelezinho
Imagem: ® Breaking World
B-Girl Kastet
Imagem: ® Rudá Albuquerque
B-Girl Kastet e B-Boy Ratoo
Imagem: ® Rudá Albuquerque
B-Boy Victor
Imagem: ® Breaking World
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Evento une esporte, música e cultura urbana no Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca
Que o berço do Breaking no Brasil sempre será na cidade de São Paulo, coração cultural do Brasil, é incontestável. Mas o Rio de Janeiro, terra de gente alegre e charmosa, tem se destacado no último ano com alguns eventos de esporte e cultura urbana de sucesso. Exemplo é o Breaking do Verão, que aconteceu em 2022 em Madureira e, agora em 2023, volta maior e com força total no Velódromo do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. Com o dobro de dias em relação à última edição, o evento contará com B-Boys e B-Girls convidados, além dos inscritos nas eliminatórias do campeonato, que acontecem nos dias 19 e 20 de janeiro. A competição internacional de Breaking une esporte, música e cultura urbana num único lugar e na curadoria técnica tem o incrível B-Boy Pelezinho, que cresceu em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, se tornando um dos responsáveis por colocar o Brasil no mapa mundial da modalidade. O evento é apresentado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e Petrobras, patrocínio de Cheetos e Redley e apoio da Red Bull e Dorflex.
B-Boy Lilou é um dos jurados internacionais confirmados no evento Imagem: ® Breaking World
Para quem pretende conhecer um pouco mais sobre esse elemento da Cultura Hip-Hop, que agora também é esporte e que tem sua estreia como modalidade olímpica marcada para Paris 2024, o Breaking do Verão é uma boa oportunidade e eu, Luciana Mazza, como carioca que mora em São Paulo há mais de 20 anos e Editora do Portal Breaking World, estarei no evento para conferir cada detalhe.
São de Fernando Bó, idealizador do Breaking do Verão, as palavras: “A segunda edição do Breaking do Verão chega ainda mais forte para dar mais visibilidade a essa nova modalidade olímpica. Estamos trazendo os melhores B-Boys e B-Girls do mundo que estão se destacando em competições internacionais. Além dos convidados, abrimos vagas para quem quiser participar, se tornando um evento mais democrático através de eliminatórias. Acreditamos que essa competição irá fazer com que as pessoas conheçam mais a fundo a cultura e o que está por trás dessa dança desportiva. O Breaking é uma ferramenta de transformação fortíssima e queremos trazer esse olhar para as pessoas”.
B-Girl Ami é um dos destaques do evento Imagem: ® Red Bull
Ao todo são 32 atletas em busca do título de melhor B-Boy e melhor B-Girl da 2º edição do Breaking do Verão. Destes, 12 são atletas internacionais, como o americano Victor, campeão do Red Bull BC One Word Final e representante da Seleção Americana de Breaking e Red Bull BC One All Stars, o cazaquistanês Amir, Campeão do Red Bull BC One World Final 2021, a alemã Jilou, atual campeã do Breaking do Verão e representante da Seleção Alemã de Breaking, a americana Logistx, campeã mundial e representante do Underground Flow, BreakinMIA e Red Bull BC One All Stars e a japonesa Ami, campeã do Red Bull Bc One World Final 2018 e atual campeã do World Breaking Championship Korea.
B-Girl Maia é a atual campeã da Red Bull BC One Cypher Brazil na categoria B-Girls Imagem: ® Breaking World
Entre os competidores nacionais, o evento traz nomes como o paraense Leony, atual campeão do Breaking de Verão e da Red Bull Cypher Brazil, B-Boy Luan e B-Girl Toquinha, campeões do primeiro campeonato de Breaking como esporte da CNDD (Conselho Nacional de Dança Desportiva) e B-Girl Maia, campeã da Red Bull Cypher Brazil. Compondo o time de jurados, o campeonato conta com 2 nomes internacionais e 1 nacional, entre eles o B-Boy argelino-francês Lilou, um dos nomes mais emblemáticos da cena Breaking mundial.
Sem dúvida o chão vai estalar nesse grande evento carioca que promete grandes emoções. Confira a programação completa aqui no Portal Breaking World (abaixo) e nas redes sociais @breakingwordloficial.
SERVIÇO
2° Breaking do Verão Local: Velódromo do Parque Olímpico Endereço: Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca/RJ Ingresso Gratuito Classificação Livre
Imagem em destaque: B-Boy Victor – ® RedBull
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Neste mês aconteceu no Centro de Eventos de Barueri o 2º Street Festival, o evento, que teve sua primeira edição em 2021, em plena pandemia, num formato híbrido e foi um sucesso na cidade de São Paulo, agora em 2022, a Street House, organizadora do festival, escolheu a cidade de Barueri, que sempre foi destaque nacional por sua vocação empreendedora e inovadora, gerando oportunidades para a democratização e utilização dos espaços públicos para o desenvolvimento da arte e hábitos esportivos e culturais nas ruas, nos bairros, criando novas sociabilidades e permitindo que crianças, jovens e adultos compartilhem conhecimento e o Dia Mundial do Hip-Hop para reunir todos os elementos dessa cultura. O primeiro dia de festival começou alegre, recebendo um grande número de crianças que participaram da competição de Breaking Kids 1×1 e, também os dançarinos, que participaram das competições de Breaking adulto que aconteceram no formato “Seven to Smoke”. No Kids, os jurados foram B-Girl Angel do Brasil, B-Boy Eagle e B-Boy Marcin, todos os três são dançarinos de Breaking que treinam em Barueri e representam a cidade em campeonatos nacionais e internacionais.
Imagem: Nanah D`Luize
Na competição de adultos, os jurados foram B-Boy Suco do Projeto Hip-Hop Educa, B-Girl Bia e B-Boy Sonek, que também é dançarino e professor de Breaking em Barueri. Nos toca-discos quem comandou a festa foi DJ Ninja e DJ Piu Robson e no microfone o MC Lula. Na modalidade Kids, o 1º lugar ficou com o B-Boy DN do Projeto 1 Mais 1 Faz a Diferença, em 2º lugar B-Girl Estrela Cadente, do mesmo projeto e em 3º lugar B-Girl Bia, aluna de Breaking de Barueri. Na competição de adultos 1×1, o ganhador foi o B-Boy Luizika, da Família Rua Crew. No feminino, B-Girl Nico ganhou a premiação!
Imagem: Nanah D`Luize
Passado as competições de Breaking, foi a vez da palestra do Coach Esportivo João Carlos Gaião da Academia Atleta Campeão, que é uma plataforma on-line voltada para o treinamento mental de atletas de competição, que vem conquistando cada vez mais atletas e treinadores de diversas modalidades esportivas e e-sports do Brasil e do mundo, que falou especificamente sobre ter uma mente de um atleta campeão, foi uma oportunidade de muito aprendizado para quem participou e um momento de adquirir mais confiança e sanar dúvidas.
Imagem: Breaking World
Ainda no mesmo dia, o Street Festival recebeu Mano T, Vitão RM, Duque-R e o SP Hip-Hop All Stars, uma festa comandada pelo DJ Heliobranco, recebendo nomes de peso como Elly, que é um dos fundadores do conhecido e pioneiro grupo DMN.
Imagem: Breaking World
E encerrando as atividades do primeiro dia, foi a vez da tão esperada Batalha de DJ´s Masculina, onde o grande ganhador foi o DJ Raylan. Durante todo o dia, aconteceram no festival as exposições “Breaking e suas expressões” do fotógrafo The Sarará, ” Olhares em Foco” da fotógrafa Nanah D´Luize, a exposição de jaquetas grafitadas de Fabiano Minu, live paint de graffiti da Cheira Tinta Crew e da Alquimia de Barueri e as barraquinhas de artesanatos e gastronomia urbana e vegana. Outros destaques do evento foram a presença da marca Pixa-In, da Ibotirama Records e a atuação da Clínica Reactive de fisioterapia, dando assistência a todos os dançarinos presentes durante os dois dias de evento.
Imagem: Nanah D`Luize
No segundo dia, o Street Festival recebeu mais convidados. Foi a vez das competições de Breaking nas modalidades de duplas e crews (grupos) e a Batalha Tik Battle, quem comandou a festa foi o DJ Insano. E a dupla ganhadora foi o B-Boy Thiago Vieira e a B-Girl Furacão. Nas crews, o 1º lugar ficou para a SG Crew. Na Tik Battle, ficou com o título o dançarino Wender. Ainda se apresentaram no Barueri Street Festival os artistas Adonis Maia, DJ Malo, João Bazílio, Naipe-Z, Sorriso Nogueira, Sied Mob, e de Barueri a DJ Grazi Flores e o Projeto Art Lab. Quem também marcou presença foi a Cheira Tinta Crew, palestrando sobre o Graffiti como inspiração e transformação e contando um pouco da trajetória deste elemento da cultura urbana na cidade de Barueri. Finalizando o segundo dia, teve a Batalha de DJ´s Feminina, julgada por Tati Laser e Lisa Bueno e a grande ganhadora foi a DJ Miya B, que se sagrou bicampeã da Street Battle DJ’s.
Imagem: Breaking World
São de Marcelo e Luciana, da Street House e organizadores do festival, as palavras: “Assim como o primeiro Street Festival em São Paulo, que foi épico, a segunda edição, desta vez em Barueri, também escreveu suas páginas trazendo acima de tudo o passado e a esperança no futuro! O evento cumpriu o seu objetivo de reunir todos os elementos da Cultura Hip-Hop numa festa, com uma ótima estrutura e com foco nos detalhes! A presença das crianças no primeiro dia encheu nossos corações de alegria, nos dando a certeza que o Hip-Hop e todos os seus elementos resistem e continuam nas gerações futuras! Quem não é da cultura e visitou o evento teve a chance de conhecer um pouquinho mais sobre o Breaking, novo esporte olímpico de Paris 2024! Agradecemos a Deus, ao Prefeito de Barueri Rubens Furlan, ao Secretário de Cultura Jean Gaspar, ao Coordenador de Projetos Diogo Bueno pelo apoio concedido e a todas as pessoas, coach e artistas que participaram dessa edição do Street Festival, sejam trabalhando, organizando ou dançando, agradecemos ao MC, aos jurados, aos dançarinos, os rappers, os DJ’s, os grafiteiros e as marcas que acreditaram no nosso evento. Agradecemos aos mestres da fotografia Nanah D´Luize, The Sarará e Cadú Araújo, que através dos seus olhares eternizaram mais uma vez o Street Festival! Que orgulho de vocês, reunimos os melhores fotógrafos, com os melhores clicks da cena! Temos a sensação de dever cumprido e o gostinho de queremos mais! O Street Festival continua! Até 2023!”.
Imagem: Nanah D`Luize
Imagem: Nanah D`Luize
Imagem: Breaking World
Imagem: Nanah D`Luize
Imagem: Breaking World
Imagem: DJ Piu
Imagem: Breaking World
Imagem: Breaking World
Imagem: Breaking World
Imagem: Breaking World
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O Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD), realizou neste mês, o primeiro Campeonato Brasileiro de Breaking como esporte, que aconteceu no Centro Cultural Tendal da Lapa, na cidade de São Paulo, nos dias 18 e 19 de novembro, já dando início a fase de ranqueamento nacional para o ciclo olímpico de Paris 2024.
O evento contou com a presença e participação de mais de 150 atletas, de 18 estados, das cinco regiões do país. No primeiro dia a pré-seleção das categorias 1 vs 1 masculino e feminino trouxe novas revelações do cenário nacional, não só na categoria adulto, mas também na categoria Kids, que competiram e subiram no pódio na mesma noite!
Imagem: Jack Moraes
No segundo dia, foi a hora do Top 8, onde os melhores atletas B-Boys e B-Girls adultos do Brasil também disputaram o pódio.
Uma grande novidade foi a estreia do sistema de julgamento oficial no Brasil, o Departamento de Breaking da CNDD trouxe alguns dos principais árbitros internacionais e também membros da equipe de gerenciamento de eventos da qualificação para Paris 2024, da World Dance Sport Federation (WDSF), entidade internacional responsável pela regulamentação do Breaking e da Dança Desportiva, filiada ao Comitê Olímpico Internacional. Foram eles: Max Oliveira (Portugal), MG (Eslováquia), Bojin (China), Kadoer (Espanha), Dora (Hungria) e Migaz (Brasil).
Imagem: Jack Moraes
Na categoria Kids subiram no pódio na primeira noite de evento: B-Boy Samukinha (14) de Goiás que conquistou a medalha de ouro. E, de São Paulo, B-Girl Mary D (12) ficou com a medalha de prata e a B-Girl Angel do Brasil (12) com a medalha de bronze.
Imagem: Breaking World
Na categoria feminina adulto, as campeãs foram: B-Girl Toquinha, de São Paulo, ficou com a medalha de ouro, a B-Girl Mini Japa de Belém do Pará conquistou a medalha de prata e o bronze ficou também em São Paulo, com a B-Girl Fran.
No masculino, os campeões foram: B-Boy Luan San de São Paulo com a medalha de ouro, B-Boy Leony levou para o Belém do Pará a medalha de prata e o bronze foi para Minas Gerais com o B-Boy Rato EVN.
Imagem: Divulgação CNDD
Algumas personalidades do esporte e da dança desportiva estiveram presentes para prestigiar o Campeonato: Arthur Bittencourt (gestor do COB), Anders Pettersson (Membro do Conselho COB e Presidente CBDN), Diogo Silva (medalhista olímpico, membro da CACOB e padrinho da modalidade Breaking no Brasil), Patric Tebaldi (Presidente do CNDD), Dra. Soraya, Maricelia, Carla Lazzazera, Marcos Pena e William Miyashiro (membros da diretoria do CNDD), além da diretoria das federações de Breaking do estado do Amapá, São Paulo e Brasília.
O Campeonato Brasileiro de Breaking foi um marco e trouxe um diferencial, onde o Brasil foi pioneiro, apresentando um evento com regramento esportivo agregando a parte cultural, onde o público pode vivenciar e conhecer o Breaking como esporte na sua pura essência cultural.
Imagem: Breaking World
Imagem: Breaking World
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Aconteceu no último final de semana, no Ginásio Poliesportivo de São Bernardo do Campo (SP), o 2º World Dancer Experience. O evento foi um intensivão internacional de dança. Inscritos tinham mais de 110 dançarinos de todo o Brasil, de 15 anos de idade em diante, do nível intermediário ao profissional. Nos três dias, essas pessoas trabalharam versatilidade, musicalidade, conhecimento corporal, performance de palco, alma na dança e infinitas coreografias, onde o objetivo era elevar o trabalho artístico a outro nível. Esse ano, nomes internacionais como de Matthew Prescot da Broadway Dance Center, Katie Dablos da Step on Broadway, Ashlé Dawson e Geeg Torres, que protagonizou um dos momentos mais animados do intensivo com o Hip-Hop, trouxeram vivências incríveis e muita experiência aos dançarinos presentes. Alguns nomes nacionais, não menos importantes, também enriqueceram o evento com suas caminhadas, são eles: Jhean Alex, Zeca Rodrigues, Adriana Assaf e Li Kirsch. Nos três dias de evento, o Portal Breaking World esteve presente e pode sentir uma vibe diferente de corpos livres, dançantes, que tinham arte nas veias e que em alguns momentos do intensivo transbordavam e escorriam pelos rostos. Conversamos com o dançarino Ricardo Braune, organizador do WDE, antes do evento. Confiram a entrevista na íntegra:
BW: Há quanto tempo você dança? Qual a sua especialização?
Ricardo Braune: Eu sou Bailarino há 19 anos! Minha especialidade é Jazz Dance.
BW: Como surgiu a ideia de fazer o World Dance Experience? A que público ele é destinado?
Ricardo Braune: A ideia do evento surgiu da nossa própria necessidade de buscar conteúdos internacionais de qualidade, mas conteúdos que realmente aprofundassem e ajudassem o bailarino a ter algum tipo de transformação! Tanto é, que nós dizemos que esse evento não é um workshop e também não é um curso de férias, é uma experiência que vai levar o bailarino ou artista a uma transformação de dentro para fora! É destinado a bailarinos, professores, coreógrafos de Jazz Dance, Ballet Clássico e Hip-Hop, que queriam aprender não apenas sequências, mas que queiram ter algum tipo de transformação na vida e na carreira artística!
BW: A versatilidade na dança é algo fundamental na carreira de um dançarino?
Ricardo Braune: Na minha opinião é! Imagino que não só na minha, a versatilidade é um dos caminhos para que você tenha um corpo mais inteligente e consiga se expressar de várias formas! A versatilidade te dá muitas possibilidades no mercado e até mesmo para quem é mais especialista, ter conhecimentos de outras áreas te permite ter uma dança mais fluida!
BW: O que as companhias de dança nacionais e internacionais esperam hoje de um dançarino?
Ricardo Braune: Acho que não só nas companhias, mas em qualquer trabalho, qualquer contratante espera ter pessoas preparadas para o que vier dentro das propostas! Pessoas íntegras, dispostas e boas! Para isso, é necessário bastante disciplina, estudo, treino e dedicação! E eventos como o WDE podem ajudar muito!
BW: Fale resumidamente tudo que vai acontecer nesses três dias de evento?
Ricardo Braune: São 3 dias muito intensos, onde vamos trabalhar três temas: a Base, a Musicalidade e aquilo que chamamos de Alma! São 4 professores internacionais e 4 professores nacionais, com conteúdos exclusivos para o WDE!
Dançarinos do World Dancer Experience Imagem: ® Luciana Mazza
BW: E os professores, como foram escolhidos?
Ricardo Braune: Selecionamos os profissionais a dedo, de acordo com os objetivos do evento! Foi feito um balanceamento entre os conteúdos para que fosse uma experiência transformadora! Ir para o exterior, ver e fazer as aulas nos EUA, conversar com inúmeros profissionais e decidir cada professor não é uma tarefa simples! Mas foram escolhidos de acordo com a característica de cada um! Principalmente pensando na questão da versatilidade!
BW: O evento conta com a presença de dançarinos de várias modalidades de dança, correto? Como acontece essa interação e até superação de um estilo clássico, por exemplo, se lançar num Hip-Hop ou alguém que é do Hip-Hop fazer o clássico?
Ricardo Braune: É exatamente essa a proposta, quem tem dificuldade em outros estilos, tem que sair da zona de conforto! Tem que se permitir sair da caixinha para poder desfrutar de uma dança mais fluida! Eu, por exemplo, me especializei em Jazz, mas acho que se eu for contar, mais no início da carreira, minha dificuldade maior era Ballet, então, eu fazia muito mais Ballet que Jazz! Ainda deveria manter essa proporção hoje, mais Ballet do que Jazz e claro que o Hip-Hop me ajudaria muito também! Mas é esse o espírito, trabalhar outras possibilidades!
BW: Quais são suas expectativas para esse evento?
Ricardo Braune: Minha expectativa é de muita energia e muita dança! O que mais importa é no final todo mundo inspirado, com sonhos e metas estabelecidas e muita vontade de realizá-los!
Quem não conhecia esse evento ou não pôde ir esse ano, fica aqui uma boa sugestão para 2023. Depois de passar 3 dias de imersão no WDE ficou um gostinho de quero mais! Lembre-se: um dançarino versátil hoje em dia é ser alguém muito valorizado pelas companhias de dança de todo o mundo e ajuda a atuar em diversos segmentos e tipos de apresentação, sendo necessário, além do amor à dança, profissionalismo, técnica, estratégias de linguagem corporal, expressões faciais, musicalidade, disciplina nos treinos, na vida, são questões que ajudam na ascensão de qualquer dançarino, seja clássico ou não. Ter uma agenda atualizada sobre os melhores eventos, como o WDE, pode ajudar muito na preparação e na formação de quem pretende viver da dança! Por isso, fique de olho no que acontece no mundo da dança à sua volta!
Imagens: ® Luciana Mazza
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Quem esteve no Streetopia, que fica próximo da Avenida Paulista, coração cultural do Brasil, neste último final de semana ou acompanhou as diversas lives, entre elas a do Portal Breaking World, pode testemunhar que: “O bagulho foi louco!”. Expressão muito usada dentro da Cultura Hip-Hop para expressar algo que foi muito bom e com o astral lá em cima. Depois de passar por Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Brasília (DF), um dos maiores campeonatos mundiais de Breaking, o Red Bull BC One, neste último final de semana aterrissou em São Paulo, reunindo toda a galera, da nova geração aos Old School, na cidade que é indiscutivelmente o berço do Breaking Brasileiro.
B-Girl Dedessa e B-Boy Zym, campeões da Red Bull BC One Cypher São Paulo Imagem: ® Nanah D’Luize
No dia 29, aconteceu a Cypher São Paulo que foi a última seletiva regional, onde B-Boys e B-Girls passaram por um filtro. De lá, saíram quatro finalistas – dois da categoria feminina e dois da masculina, os ganhadores foram B-Boy Zym e B-Girl Dedessa, que garantiram a vaga na final nacional do Red Bull BC One, que aconteceu no domingo (31), quando, então, os 32 melhores B-Boys e B-Girls do país se enfrentam numa competição insana e com total participação do público presente para conseguir o título de campeão e campeã nacional. Os campeões foram B-Boy Leony e B-Girl Maia, ambos conseguiram a vaga para representar o Brasil em Nova Iorque na etapa mundial, que acontece no dia 12 de novembro. B-Boy Leony, que se tornou tetracampeão, declarou em entrevista: “O tetracampeonato veio agora, em 2022. O tempo todo estava com meu filho na cabeça e isso me deu mais força”, diz o paraense, pai do pequeno João Miguel, de dois anos. “Treinei muito para chegar até aqui e agora só quero comemorar”, completa. Maia, que no ano de 2021 chegou na semifinal, também se pronunciou: “Ano passado não teve público e este ano a energia da galera me contagiou. Fui de coração aberto, me diverti e em nenhum momento fiquei pensando em ganhar”, concluiu agora a campeã.
Vale também destacar a diferenciada e incrível participação do B-Boy Allef, que ganhou na semifinal do B-Boy Bart e depois foi para a final com o B-Boy Leony, conquistando a torcida do público presente! Que chegaram a pedir um terceiro round na semifinal!
B-Boy Bart e B-Boy Allef Imagem: ® The Sarará
Paralelo às competições, aconteceram nos três dias de evento muitas emoções no Red Bull BC One Camp Brazil, um evento com programações bem variadas, que convidou todo o público presente para uma verdadeira imersão no mundo da Cultura Hip-Hop. Na programação, houve muitas cyphers com participação de várias gerações do Breaking nacional, exposição fotográfica e de jaquetas com a reconhecida fotógrafa Martha Cooper, famosa por fotografar a arte urbana de Nova Iorque desde a década de 70, quando a Cultura Hip-Hop nasceu nos subúrbios nova-iorquinos, após seis anos de sua última passagem pelo país. Em parceria com o artista visual catarinense Wagner Wagz, as obras da fotógrafa fizeram parte de uma exposição durante os três dias de evento, onde foram estampadas em jaquetas confeccionadas e pintadas artesanalmente por Wagz.
Também houve workshops nacionais e internacionais, como do conhecido B-Boy Lilou, da B-Girl Sarah Bee, DJ Kapela e do importante fotógrafo Little Shao.
Além disso, oficinas de dança, batalhas “Bonnie & Clyde”, que pegou fogo entre a dupla carioca B-Girl Savaz e B-Boy Adriano e a dupla nordestina B-Girl Lorinha e B-Boy Suicida.
Também teve a diferente “Batalha do Chinelo”, criada pelo B-Boy Pelezinho para o evento IBE, na Holanda, a Batalha do Chinelo rolou pela segunda vez no Brasil. Os participantes não podiam deixar o chinelo sair do pé enquanto dançam Breaking. E quem levou a melhor na parada foi o B-Boy Bart.
E a incrível batalha de exibição entre duas grandes crews do mundo, a Squadron Crew, diretamente do sul da Califórnia e a brasileira Tsunami All Stars. Essa foi a chance de ver alguns dos melhores B-Boys do mundo em ação, em uma batalha de exibição em que eles mostraram o melhor que sabem fazer. Do lado da equipe californiana Squadron Crew estiveram Luigi, Phil, Pnut e Stripes. Do outro lado, Bart, Neguin, Allmax e Sinistro representaram a força brasileira pela Tsunami All Stars.
Squadron Crew versus Tsunami All Stars Imagem: ® Breaking World
O evento no Brasil foi um sucesso, deixando um gostinho de “queremos muito mais”! E agora, o que acontece com os brasileiros que ganharam a Red Bull BC One 2022?
Bom, o próximo desafio é a Last Chance Cypher, onde Leony e Maia lutam por uma vaga na Final Mundial do Red Bull BC One 2022, que acontece dia 12 de novembro, em Nova York. Existem duas formas de fazer parte da competição: a primeira é por convite e a segunda é vencendo a Last Chance Cypher, que é disputada por campeões nacionais do mundo todo.
Imagem: ® Divulgação Red Bull BC One
Todos os anos, alguns breakers são escolhidos pelo seu excelente nível e peso na cena do Breaking. Esses B-Boys e B-Girls fazem parte automaticamente dos 16 participantes da Final Mundial. Pode ser que, dos 16 competidores, em um ano tenha apenas uma ou duas vagas remanescentes, mas esse número pode até quadruplicar dependendo do número de breakers convidados. Estamos na torcida pelos nossos representantes!
O Portal Breaking World agradece a todos que acompanharam as transmissões nesses três dias! Estamos juntos família! E a Red Bull BC One pelo respeito com a imprensa e pela oportunidade de mais uma vez registrar esse evento espetacular.
Imagem em destaque: ® Breaking World
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No próximo sábado (9) começa na Funarte a Exposição “Arte do ABC”, o local é conhecido por ser o berço da indústria automotiva brasileira e palco dos grandes movimentos sociais no final dos anos 1970. Formado por sete municípios da Região Metropolitana de São Paulo, o território também é referência em manifestações artísticas e culturais. Além de abrigar artistas de diferentes linguagens, a região é uma das pioneiras do Punk Rock brasileiro, da cultura do Skate, do Hip-Hop e do cinema nacional. Uma cena underground muito rica, embora desconhecida do público em geral, que acaba enxergando o local muitas vezes de forma estereotipada. Dentro desse contexto, um coletivo de artistas levará à cidade de São Paulo um pouco da variedade cultural da região. Entre eles o fotógrafo The Sarará, que falou para o Portal Breaking World sobre a exposição e suas impressões: “Esta exposição para mim vai ser uma grande alegria, quando recebi o convite do artista Renê Muniz e Betto Damasceno para estar mostrando minha arte que me dedico há mais de 12 anos de estudos, indo em diversos eventos do brasil e vendo a evolução de diversos breakers crescendo em vida e na dança, mostrar um pouco do meu trabalho, de algumas pessoas que venho acompanhando desde do seu início ou meio de suas carreiras, eternizar estas pessoas e expor elas nestas fotografias e mostrar a importância da Cultura Hip-Hop e como o Breaking, que vem da cena underground, vem ganhando seu espaço e eu como fotógrafo quero registrar este cenário e trazer estes “corpos in movimentos” e que vejam esta expressão corporal através do Breaking, que este estudo seja não só para mim, mas para todos que dedicam a sua vida pela dança Breaking e que acredita na sua dança, na sua história e no seu corre.”
Alguns breakers que vão ter suas fotos na exposição comentaram: “É algo super gratificante ter uma foto minha fazendo parte dessa exposição na Funarte, porque eu acompanhei a evolução do Sarará, fizemos parte da mesma crew em 2007, lembro de quando ele fazia fotografia só por hobby, diversão, quando fotografava os eventos e depois se tornou algo muito mais além, sendo a profissão principal dele. Hoje dá aula, ministra palestras. Sempre brinco que ele é o meu fotógrafo oficial. Ele está em todos os meus eventos, está dentro da minha marca. É uma consideração de um puxar o outro! Estou muito feliz e não vejo a hora de ver essa exposição!” comentou B-Boy Amendoim.
A nova geração do Breaking também foi lembrada na exposição, são de B-Girl Angel do Brasil (12) as palavras: “O Sarará acompanha minha carreira desde o início. Eu comecei a dançar com 5 anos, hoje eu tenho 12. Ele registrou vários momentos importantes na minha vida e sempre soube a hora certa de pegar o melhor movimento! Fiquei muito feliz quando ele falou com a minha mãe! Eu vou visitar a exposição e convido a todos para ir também!”
A exposição “Arte do ABC” vai até o dia 31 de julho. Além de Sarará, outros 12 artistas e coletivos vão apresentar suas obras, entre eles: Betto Damasceno, Cafelinas, Cinema do ABC, David Góes, Denner Alves, Flávio Grão, Mauro Yamaguti, Mel Zabunov, Pixote, Renê Muniz, William Pimentel e Zéis. A direção e a produção ficaram por conta de René Muniz; textos e pesquisa, com Isadora Schmitt Caccia; David Góes assina a identidade visual da mostra; Betto Damasceno é o curador e também apresenta alguns trabalhos na exposição, como o artista Renê Muniz. É só colocar na agenda e conferir!
Serviço:
Exposição Arte do ABC: Cultura e Expressão na Grande São Paulo
Abertura: 9 de julho (sábado) | Horário: 16h
Temporada: de 9 a 31 de julho
Visitação: de terça-feira a domingo | Horário: das 14h às 19h
Entrada gratuita
Galeria Flávio de Carvalho e Galeria Mario Schenberg |Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo (SP)
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