Mulheres da Cultura Hip-Hop participam da 2ª edição do Empowerment Day, contam suas vivências e refletem sobre alguns temas de empoderamento feminino.
Aconteceu no último dia 3, a gravação de mais uma edição do Empowerment Day, que vai ao ar no próximo dia 8 de março de 2021, no Dia Internacional da Mulher.
Idealizado pela Casa de Cultura Urbana Street House, de São Paulo, o evento que teve início no ano de 2020 e se tornou um marco quando o assunto é empoderamento feminino, esse ano aconteceu de uma forma híbrida devido a pandemia, seguindo os protocolos e as normas de segurança, como parte da semana “Street House Em Ação”, realizada com recursos da Lei Aldir Blanc por meio da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo e do Governo Federal e apoio da CBRB – Confederação Brasileira de Breaking e do Breaking World.
As convidadas dessa edição foram:
Rose MC: Faz parte da cultura desde 1985, Rapper desde 1992, professora de Artes, umas das autoras do livro Perifeminas. Rose faz parte do coletivo Hip Hop All Stars e Clássicas do Hip-Hop.
B-Girl Bia: Beatriz Sena atua na cultura Hip-Hop desde 2012, através da conhecida Crew Street Son e do coletivo Multiforme. B-Girl, dançarina, professora de Educação Física, produtora de eventos e modelo publicitário.
Mel Zabunov: Ela veio de São Bernardo do Campo, formada em Teologia e Jornalismo Cultural. Mel Zabunov é uma vigorosa grafiteira. Resgata em seus trabalhos o empoderamento feminino e todas as suas nuances.
DJ Tati Laser: Ela sempre comanda a festa. Como o nome fala, a DJ Tati é super rápida, daí o apelido “laser”. Idealizadora do projeto As Minas Risca, Tati faz parte do coletivo Applebum DJS e da Hotstepper Crew. Ela ensina a arte dos toca-discos para crianças!
Luciana Mazza: Presente na cultura desde 1986, quando viajava do Rio de Janeiro onde morava para acompanhar e participar da efervescência da Cultura Hip-Hop em São Paulo. Ela é editora do Portal Breaking World, jornalista, cineasta, assessora de imprensa e mãe de B-Boy e de B-Girl.
Juntas, essas mulheres incríveis não se calaram, tomaram conta do bate-papo totalmente empoderadas e falaram sobre diversos temas como preconceito, discriminação, assédio, violência, sobre suas referências e sobre o legado que pretendem deixar para as próximas gerações femininas. Provando que o lugar das mulheres, é onde eles quiserem!
A roda de conversa foi mediada pelo jornalista Marcelo Rebello e a filmagem feita pelo fotógrafo e cinegrafista The Sarará. O evento será exibido na próxima segunda-feira a partir das 14h (horário de Brasília) e depois reprisado no Facebook, no Instagram e no canal de YouTube da Casa de Cultura Urbana Street House (@streethousebrasil).
Fotos: The Sarará / Street House
Mel Zabunov
DJ Tati Laser
B-Girl Bia
Rose MC
Luciana Mazza
The Sarará nos bastidores da gravação
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Um carro estacionado, segundo a polícia, de forma irregular, foi o estopim para uma confusão que terminou com a prisão do cantor MC Salvador da Rima, na tarde deste sábado (27) na zona leste de São Paulo.
Em vídeos que estão circulando pela internet, o artista e um amigo aparecem sendo rendidos por PMs e depois agredidos com mata-leão e chutes.
Tudo começou porque um dos policiais multou o carro que estava estacionado em frente à casa de Salvador.
Ao questionar o motivo da multa, o artista teria discutido com um policial, que deu voz de prisão por desobediência.
Testemunhas contaram, ainda, que a esposa do cantor também foi agredida.
O vídeo, publicado no Instagram do MC Jeh da 6, amigo de Salvador, mostra o MC retirado da própria residência por PMs, já com a camisa rasgada.
Durante a detenção, ele é chutado, imobilizado e enforcado.
A prisão aconteceu por volta das 12h, mas, Salvador só chegou à 67º DP por volta das 13h40, com escoriações no corpo.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que já está apurando o caso.
O rapper Salvador da Rima é autor de hits como “Vergonha Pra Mídia” e “Outfit Valioso”, que contam com mais de 200 milhões de visualizações no YouTube.
Foto: Reprodução
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A MTV divulgou a lista de participantes da segunda temporada do De Férias com o Ex Brasil – Celebs, nesta sexta-feira, 26.
O programa protagonizará muitos beijos e muita treta na TV. Ainda sem data definida, as gravações aconteceram em uma mansão na paradisíaca, em janeiro deste ano, em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo.
No elenco, além do B-Boy Neguin, participam nomes como Mariana Godoy, vencedora do The Circle Brasile a sobrinha de Zezé di Camargo, a cantora sertaneja Day Camargo.
O ator Tarso Brandt, que está atualmente no ar na reprise da novela A Força do Querer, será o primeiro homem trans a participar do programa.
Fotos: Divulgação
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O Portal Breaking World foi parceiro de mídia do evento Let ‘s Battle, feito pela Kapella Produções, que aconteceu agora em fevereiro. E, claro, não podíamos deixar de bater um papo bem rápido com o campeão do evento, o B-Boy Kley, que é de Belém do Pará. Para quem não conhece, o mano é dançarino, professor, capoeirista e coreógrafo, hoje com 27 anos, representa a Sheknah Crew, Kley dança não é de hoje, já tem uma caminhada pesada dentro e fora do país. Em 2010, participou da Battle of the Year Brasil, entre outros muitos eventos. Em 2016, foi escolhido pela bailarina e coreógrafa Deborah Colker para trabalhar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro, vale conferir esse bate-papo:
BW: Queria que você falasse um pouco sobre você, sobre a sua história?
Kley: Sou o Cleidson Seabra de Almeida, mas conhecido como B-Boy Kley, tenho 27 anos, faço parte da Sheknah Crew, de Belém do Pará, onde fui nascido e criado.
BW: Quando e como teve o primeiro contato com a Cultura Hip-Hop?
Kley: Comecei a dançar Breaking tinha 12 anos de idade, era um adolescente que estava buscando se encontrar no mundo artístico. Naquela época, não sabia se eu ia ser um jogador de futebol ou alguma profissão ligada a arte ou ao esporte. E o Hip-Hop, o Breaking me abraçou e me acolheu.
BW: Fale um pouco do seu currículo artístico e um pouco da sua caminhada na dança?
Kley: Aprendi a dançar Breaking na Escola Frei Daniel, que fica no Guamá, bairro de Belém do Pará, depois passei a fazer parte da Sheknah Crew. Após alguns anos dedicados ao Breaking fui me destacando em alguns eventos. Em 2010, participei daBattle of the Year Brasil e no mesmo ano fui campeão do evento Hip-Hop no Meio do Mundo, realizado no Amapá. Em 2012, depois de uma audição, passei a fazer parte do Grupo de Rua de Niterói, com eles viajei para vários países, a companhia de dança fazia apresentações pela Europa e pelo Continente Asiático. Em 2016, fui selecionado pela coreógrafa Deborah Colker para trabalhar na abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro.
Kley sagrou-se campeão da Let’s Battle On-Line 2021
BW: Com toda essa pandemia, como foi participar do Let´s Battle de uma forma on-line?
Kley: Sou um artista, continuo na luta, pra mim foi muito importante ter participado da Let´s Battle, era um momento propício, com batalhas on-line, não foi fácil, foi dificil é uma nova forma de se apresentar, de mostrar a arte que normalmente estávamos acostumados, em apresentar em público, então, tudo foi muito novo e diferente. Dessa vez, foi através de uma plataforma virtual, mas foi maravilhoso e me sinto muito agraciado por ter sido o campeão.
BW: Quais são seus planos para o futuro?
Kley: Eu pretendo treinar muito para no futuro representar a minha Crew num mundial como a Red Bull BC One e até mesmo a Olimpíada, entramos num patamar olímpico e isso vai ser muito legal, representar o meu bairro, a minha cidade e o meu país, além de todos aqueles que acreditam na minha dança!
BW: Deixe uma mensagem para quem está lendo essa entrevista:
Kley: Eu só agradeço por lerem a minha história, agradeço ao portal por essa troca de ideias, agradeço ao Let´s Battle pela oportunidade! Muito obrigado!
Fotos: Arquivo Pessoal
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“O acordo ressalta o compromisso do WDSF em dar à comunidade do Breaking as melhores plataformas possíveis para mostrar seus talentos, ao mesmo tempo que ajuda a impulsionar seu desenvolvimento em todo o mundo” (Shawn Tay)
A World DanceSport Federation (WDSF) anunciou a assinatura de uma parceria de quatro anos com a Red Bull GmbH.A aproximação visa promover o desenvolvimento do Breaking em sua jornada olímpica, incluindo o lançamento do “WDSF Breaking for Gold World Tour” que começa em 2021.
A colaboração pretende criar grupos de trabalho dedicados, envolvendo a comunidade do Breaking e a introdução de projetos de desenvolvimento projetados para crescer o Breaking globalmente, com foco particular nos países em desenvolvimento e aqueles com pouca ou nenhuma experiência anterior com o Breaking competitivo.
Mais detalhes vão ser anunciados nas próximas semanas, conforme a evolução da parceria. “O acordo ressalta o compromisso do WDSF em dar à comunidade do Breaking as melhores plataformas possíveis para mostrar seus talentos, ao mesmo tempo que ajuda a impulsionar seu desenvolvimento em todo o mundo”, disse o presidente do WDSF Shawn Tay. “Com a experiência, o know-how e a rede que a Red Bull e a WDSF trazem para a mesa, estamos entusiasmados com o futuro do Breaking como parte do Movimento Olímpico.”
O Comitê Olímpico Internacional (COI) incluiu oficialmente o Breaking no programa de esportes para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, isso aconteceu em dezembro de 2020, após sua estreia bem recebida nos Jogos Olímpicos da Juventude em Buenos Aires 2018. Em 2019, o WDSF World Breaking Championships foi realizado com sucesso em Nanjing, China, com a próxima edição marcada para acontecer neste verão, se a pandemia permitir.
Apesar da pandemia, o Breaking continua crescendo e sua popularidade vem aumentando, sendo incluido nos programas dos Jogos Asiáticos e Jogos Mundiais de 2022 e nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2026, entre outros.
Foto: Divulgação Red Bull
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Letra de RAP emociona e fala do amor e da relação entre pai e filho
Para quem segue e curte o trabalho do B-Boy e MC Lucas Lameu, conhecido como Churcks MC, ele lançou esse mês mais uma música e dessa vez emociona fazendo uma homenagem ao próprio filho Davi, de 4 anos, que vive no Macapá com a mãe.
Churcks mora em São Paulo e o tempo que passa com o filho considera algo sagrado. A música se chama “Jogador Caro”.
Nessa composição, fala do amor entre pai e filho, incentivando os homens a prestar mais atenção e valorizar essa relação. A produção foi uma parceria entre Churcks MC e Mix Matheus, sendo dirigido por por Will Aleixo.
São de Churcks MC as palavras: “Essa letra fala do amor, fala de sonhos, sonho de menino que quer ser jogador de futebol. Mostro que sempre estarei com ele, independente da distância e da circunstância nosso vínculo será eterno”.
O Portal Breaking World, que acompanha o trabalho de Lucas Lameu tem a honra de mostrar aos leitores o vídeo desse novo sucesso:
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No próximo dia 6 de fevereiro, acontece o Let’s Battle. Organizado pela Kapella Produções, o evento será totalmente virtual.
Direcionado a B-Boys e B-Girls paraenses, a competição pretende tocar fogo nas redes sociais, sendo transmitido no Facebook.
Depois de passar por um filtro, 16 nomes do Pará foram selecionados e vão estar batalhando. No time de jurados, três nomes de tirar o fôlego, que escreveram história no Breaking brasileiro: B-Boy Pelezinho, B-Boy Leony e B-Boy Bart. E nas pick-ups Hey Sheknah e Bakugan. O evento será apresentando pelos MC´s Fernando King, Soldierman Avelino e Clebiston Nunes.
São dos organizadores as palavras: “O Let´s Battle é uma iniciativa da Kapella Produções buscando inovar e incentivar a todos que permaneçam em quarentena e isolamento em suas residências neste momento, para não propagar ainda mais o coronavirus. É necessário se prevenir, cuidando da saúde mental e física e é exatamente essa a proposta do nosso evento”.
O Let´s Battle foi selecionado pelo Edital de Cultural Urbana Periférica (Lei Aldir Blanc, do Pará) tem o apoio cultural do Governo do Estado, Ministério de Turismo e do Governo Federal. E alguns parceiros, entre eles o Portal Breaking World. Segundo Clebiston, existe o desejo de mais para a frente fazer eventos abertos a todos os estados do Brasil, então, quem gosta de bons eventos é só ficar ligado nas redes sociais do Let’s Battle e, é claro, no Portal Breaking World.
Foto: Divulgação
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Itsa revive trajetória na série e fase em que optou pela dança como profissão
Apaixonada por dança desde criança, Isabela Rocha, hoje conhecida como a B-Girl Itsa, não imaginava que sua paixão pelo Breaking viraria, de fato, uma profissão. Ela mostrava talento vencendo batalhas locais de dança e chamava a atenção de muita gente com seu gingado único, mas sua família sonhava mesmo em vê-la em um emprego estável e tradicional.
Quebrando preconceitos e barreiras, apostou todas as fichas na dança, tornando-se campeã brasileira de Breaking, bailarina na mais famosa companhia do mundo, o Cirque du Soleil, e sendo postulante do país nos Jogos Olímpicos, em Paris-2024. As nuances desse momento-chave na vida de Itsa são tema de um dos episódios da segunda temporada de “Until 18 – O Momento de Decisão”, disponível gratuitamente pela Red Bull TV, por meio do link www.redbull.com.br/until18.
“Quando comecei a dançar, descobri que posso ter atitude, posso ser quem eu quero ser”, afirma Itsa. “Ter a minha história nessa série, que foge de padrões e estereótipos, é bem importante para a sociedade, inclusive para as próximas gerações saberem que podem buscar o lugar e a posição (profissional, ideológica, artística) que quiserem. Todos temos o direito de criar e expressar a arte que sentimos e vivemos”, finaliza.
Ao longo do episódio, Itsa narra os seus dramas, dificuldades, batalhas diárias e, principalmente, o momento simbólico em que lutou pelo seu sonho e alcançou seus objetivos, transformando-se em artista do Cirque du Soleil e sendo uma das expoentes do Breaking no país, modalidade que estreará no maior evento multiesportivo do mundo, em Paris, no ano de 2024.
Além da mineira, outros personagens também contam as suas histórias na série ‘Until 18 – O Momento da Decisão’, como a vitoriosa e jovem skatista Yndiara Asp; o youtuber Flakes Power; o comentarista de games Gustavo Melão; o ciclista campeão mundial Henrique Avancini e a tricampeã mundial de Kitesurf Bruna Kajiya. O conceito do projeto é brasileiro e foi dirigido por Isadora Canela e Hugo Haddad.
B-Girl Itsa foi campeã brasileira de Breaking na Red Bull BC One, em 2019 e é bailarina do Cirque du Soleil
Sobre a série
A série “Until 18 – O Momento de Decisão” reúne atletas, artistas e personalidades de destaque em profissões pouco comuns para relembrar como eles lidaram com as decisões profissionais no final da adolescência e desbravaram um novo caminho na passagem para a vida adulta. Na temporada de estreia, a história da cantora Tássia Reis, do skatista Sandro Dias e do atleta de e-sports Yoda, entre outros. A recém-lançada segunda temporada já está disponível na Red Bull TV, com relatos de nomes como a skatista Yndiara Asp, do ciclista Henrique Avancini e da dançarina de Breaking Itsa.
Sobre a Red Bull TV
A Red Bull TV é um canal global de entretenimento digital com programação disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Combinando eventos ao vivo, uma extensa biblioteca On Demand e os melhores momentos de eventos que incluem esportes, festivais de música, séries originais, longas-metragens e documentários. A Red Bull TV oferece uma experiência de visualização envolvente pelo site redbull.tv, assim como em seu aplicativo ou via Smart TV.
Fotos: Divulgação Red Bull TV
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O documentário ‘Nem Eu Sei Tudo’, da Ancora Produções, de Bento Gonçalves, foi premiado no “Docs Without Borders Film” Festival nos Estados Unidos. O projeto, que integra o Fundo Municipal de Cultura, conta a história do coletivo de Hip-Hop Nest Panos.
Lançado em 2020, o média-metragem concorreu na categoria “Viagem/Cultura/Artes” no festival, que foi avaliado de maneira remota devido a pandemia e foi premiado com excelência pelo festival norte-americano.
Diferente de outros festivais, o DWBF tem um sistema de avaliação individual, que garante que cada filme possa competir pelos seus próprios méritos, podendo uma categoria inclusive não ter filmes premiados.
Para Fernanda Turchetto, diretora do filme, “receber um prêmio internacional já na nossa primeira produção cinematográfica tanto nos dá a certeza da importância deste documentário para a sociedade, quanto nos empolga ainda mais a continuar produzindo”.
Para o ano de 2021, o documentário pretende concorrer e ser exibido em festivais nacionais. “No mês de dezembro, fomos convidados para participar do Festival de Dança Mova-Se, de Manaus, onde foi exibido em uma sala de cinema independente e fizemos um bate-papo virtual com os presentes”, conta Pedrinho Festa, produtor cultural do projeto, que completa: “A mensagem do “Nem Eu Sei Tudo” é a transformação que o Hip-Hop promove, vamos propagá-la o máximo possível”.
Fotos: Divulgação Nest Panos
Fernanda Turchetto, diretora do filme
Pedrinho Festa, produtor cultural do projeto
"Nem Eu Sei Tudo" conta a história do Nest Panos
DWBF é um dos mais prestigiados prêmios de cinema nos EUA
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A madrugada do dia 13 de dezembro era para ser animada para Rafael Ferreira dos Santos (35) mais conhecido como Primo Break, e sua esposa Beatriz (25), conhecida como Dedé. Eles foram a comemoração de um aniversário de uma amiga e do outro lado da rua estava acontecendo uma festa de Hip-Hop.
Rafael saiu da comemoração por um tempo, dizendo que ia fumar, acredita-se que Rafael tenha atravessado a rua em direção à festa de Hip-Hop para dançar, era o que mais gostava de fazer e, nesse momento, foi atropelado por um carro, que fugiu sem prestar nenhum socorro.
Passado um tempo, Dedé foi a procura do marido e o encontrou caído no chão, mas estava lúcido, então, desesperada, começou a pedir ajuda para as pessoas que estavam em volta, mas muitos tiveram medo de ajudar, então, um rapaz veio até ela e disse que poderia levá-los ao hospital.
Dedé ligou para a irmã de Rafael, Andrea, que estava em casa com marido e filhos dormindo, acordou com o barulho do celular despertando e seu marido observou que alguém estava ligando insistentemente. Era Dedé, a cunhada de Andrea, irmã do Primo Break que estava ligando desde às 5h, tinham umas dez ligações perdidas, então, ela recebeu a notícia que o irmão tinha sido atropelado e que estava no hospital, mas que aparentemente estava bem.
Rafael (Primo Break) foi vítima de um atropelamento no último dia 13. O motorista fugiu do local.
Mas ela continuou falando com a cunhada, que estava nervosa e começou a desconfiar que ele poderia estar mais grave do que ela tinha falado. Andreia se arrumou, pegou um Uber de uma moça conhecida e foi de São Bernardo do Campo, onde mora, até o hospital. Antes passou na mãe, que já sabia o que tinha acontecido, a ideia de Andrea era, chegando no hospital, levar o irmão para São Bernardo. Ele tinha sido socorrido no Hospital Tiradentes. Andrea já tinha perdido outro irmão, em 2013, num acidente de moto e aquilo começou a passar na cabeça e ela pensava: “Eu não posso perder outro irmão”. E aí, junto com a cunhada, de Uber, foram para o hospital.
“Quando chegamos no hospital a moça que nos recebeu foi bem seca, falou que o atendimento seria só na segunda-feira”, conta Andrea. Continuaram conversando e ela ficou sabendo que a gravidade do irmão era grande e que no hospital não tinha cirurgião, observou também que receberam uma etiqueta diferente de todo mundo. Dali, passaram por uma triagem e foram conduzidas a um ambiente onde tinha um cenário de guerra, foi assim que Andrea descreveu: “Muitas pessoas, muita gente doente, acidente, covid, muita movimentação. Tinha gente gritando, porque tinham pessoas de covid junto com pessoas que não estavam ainda contaminadas. Elas entraram na frente de um médico e pediram informação, aí ele respondeu: “O Rafael?”, o médico estava com um papel na mão que parecia a ficha dele, então, ele entrou num outro local”. Aí, Andrea viu o cenário tumultuado que existia, ele a levou para um local mais calmo e começou a explicar que o Primo Break, em relação ao peito, estômago, aparentemente não tinha nada grave, mas explicou que “o problema foi a cabeça, Rafael deu entrada no hospital com um traumatismo craniano, estava saindo muito sangue pelo ouvido e não foi possível estancar a hemorragia e o coração dele começou a falhar, dando uma parada cardiorrespiratória, foi dado o socorro e nós não conseguimos salvá-lo. Então, nós perdemos o Rafael”, disse o médico.
Jow Robotic, Primo Break e B-Girl Naira Sales
Andrea não acreditou, num primeiro momento foi um choque! O mundo acabou para Andrea naquele momento! O médico estava bem abatido também, parecia que eles estavam ali havia dois dias. Faltavam médicos, os que estavam em plantão estavam sobrecarregados. Andrea saiu de lá e quem deu a notícia para cunhada foi a Cintia, que dirigia o Uber. Depois, teve que cuidar de todas as coisas e avisar as pessoas, porque ele era bem conhecido, ele era muito festeiro.
O outro irmão de Rafael chegou, foi ele quem foi à delegacia com um tio fazer o boletim de ocorrência e lá, ele foi orientado que depois teria que voltar ao IML para o reconhecimento do corpo. Em casa, as crianças choravam, os filhos de Andrea e os filhos de Rafael. O menorzinho tinha muita dor de barriga, todos viveram um grande pesadelo.
No dia seguinte, foram ao IML, depois, tiveram que cuidar de várias questões burocráticas em Itaquera e foram avisados que o enterro seria só no dia seguinte. O reconhecimento do corpo só aconteceu à noite e depois o velório, no dia seguinte foi o enterro, onde apareceu bastante gente, foi feito um revezamento para não ter aglomeração, em função do risco alto de contaminação para Covid-19.
Primo Break dava aulas de Breaking em projetos sociais.
Lembranças de um irmão
Andreia fala sobre o Primo Break: “eu conheci três pessoas dentro de um único Rafael: o Rafinha para a minha mãe, o Rafael para os primos e para as pessoas próximas da comunidade onde nós morávamos é o Primo Break que ele se transformou, ele sempre foi uma criança amorosa, respeitosa, nunca foi de responder aos mais velhos. Nós fomos filhos de pais separados, ele ficou carente com isso, sempre buscava afeto, tinha um olhar triste, nunca deu trabalho. Com a separação dos nossos pais eu virei mãe dele. Minha mãe teve que ir à luta para trabalhar e eu tinha 9 anos, Rafael tinha 2 e nosso outro irmão tinha 1 e ainda tinha o André, que era o mais velho. Então, o Rafinha ficou um tempão comigo. Ele dançava muito bem! Nós sempre gostamos de dançar. Ele já dançava com 6 anos, ele já tinha muito gingado, ele tinha uma grande percepção musical, chegou a estudar música. Os próprios professores elogiavam a afinidade dele com a música, mas eu nunca tive dinheiro para investir nele. Passaram-se muitos anos e quando eu vi uma apresentação do Rafael nós ficamos encantados, não era algo terreno. Eu fiquei emocionada com a apresentação dele num teatro, na hora que terminou eu levantei, eu gritei: “É meu irmão, é meu irmão!”, e quando ele me viu, nós dois começamos a chorar. Eu sempre tive uma revolta do porquê as Danças Urbanas não são algo bem remunerado, nunca houve incentivo, outras danças são bem remuneradas, você vê um Ballet, as pessoas pagam para assistir, mas para esses meninos do Breaking, não. E ele foi se envolvendo com a dança, passou o tempo ele casou, teve os filhos e eu vivia dizendo para ele: você tem que parar, porque você não é remunerado, sua família precisa de dinheiro, as crianças precisam comer, Rafa… E ele dizia que não conseguia deixar as outras crianças que ficavam na rua sendo pegas pelo tráfico. Dentro do estúdio eles dançam, veem que conseguem, dessa forma eles se olham e deixam de olhar para o tráfico, eles são capazes de fazer, de ser alguém. E, além disso, nossa família sempre gostava de Hip-Hop. Quando ele dançava, estava feliz. Ele amava dar aula de Hip-Hop para as crianças, era a felicidade dele. Andreia conta que tem uma filha que dança Hip-Hop e o sonho sempre era ela dançar com o Primo Break, para ela, Tio Rafa. E, de repente, acontece essa interrupção de vida, de história, de legado terrível”, conclui.
A comunidade local ficou sensibilizada com a tragédia e prestou homenagens ao artista
O apelo da família
“Pedimos encarecidamente que, se alguém anotou a placa de quem atropelou e matou meu irmão Primo Break Rafael, por favor nos mande. Foi na Avenida Ragueb Chohfi, no número 5.915, Jardim Pedra Branca, São Paulo, na madrugada de domingo dia 13 de dezembro de 2020, às 3h, na madrugada. A pessoa fugiu do local sem chamar um socorro, tivemos um dos piores dias de ter que enterrar mais um irmão de acidente de trânsito, deixou 2 crianças que choram, esposa e pais também. Não temos nenhum contato. Por favor, se você tirou foto eu te peço: nos envie por mensagem, vamos manter em sigilo. Não deixe isso impune, não quero que a minha dor seja a sua amanhã. Meu sobrinho, o filho dele, chora demais. Já conseguimos mais um passo, só manteremos em sigilo para não atrapalhar o andamento das coisas, assim que tivermos mais notícias, falaremos aqui. Foi feito o boletim mais detalhado do local, com ajuda de vocês, orações e compartilhamento, sabemos que essa vida se foi, mas que com isso possamos ser mais gentis, generosos e responsáveis no volante. Obrigada. Deus abençoe a todos!” (Andrea, irmã de Rafael).
O Portal Breaking World se solidariza com essa tragédia. Não foi e nunca será mais um na estatística. Foi um filho, um irmão, um pai, um arte-educador, um irmão da Cultura Hip-Hop, que fazia diferença dentro de sua comunidade com sua arte. Primo Break teve sua história tragicamente encerrada. Vidas sempre importam! Se você tem informações, nos colocamos à disposição para recebê-las, mantendo identidade em sigilo. Entre em contato com o nosso portal pelo e-mail breakingworldoficial@gmail.com ou no canal Entre Em Contato do site.
Fotos: Arquivo Pessoal
Primo Break
Primo Break
Primo Break, sua esposa Dedé e seu filho
Primo Break em família
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