Na semana da Consciência Negra: Confira algumas dicas do Portal Breaking World de livros e e-books que vão mudar para sempre seus conceitos
Obras de Lázaro Ramos, Michelle Obama, Maya Angelou, Chimamanda Ngozi Adichie, Angela Davis, Cristiane Dias estão entre as sugestões de leitura
O Dia da Consciência Negra, celebrado hoje, é momento de reflexão sobre a história, cultura e ancestralidade dos negros, que representam a maior parte da população brasileira. A data nos alerta sobre o racismo estrutural e a posição dos negros em nossa sociedade e por isso, destacamos alguns livros e e-books sobre o tema:
Na Minha Pele
Escrito pelo ator Lázaro Ramos. O livro compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
Minha História
Michelle Obama se consolidou como uma das mulheres mais icônicas e cativantes de nosso tempo. Como primeira-dama dos Estados Unidos e a primeira afro-americana a ocupar essa posição, ela ajudou a criar a mais acolhedora e inclusiva Casa Branca da história.
Eu sei porque o pássaro canta na gaiola
O livro de Maya Angelou retrata o racismo, abuso e libertação da vida de Marguerite Ann Johnson. A garota negra, criada no sul por sua avó paterna, carregou consigo um enorme fardo que foi aliviado apenas pela literatura e por tudo aquilo que ela pôde lhe trazer: conforto através das palavras. Dessa forma, Maya, como era carinhosamente chamada, escreve para exibir sua voz e libertar-se das grades que foram colocadas em sua vida. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
O Catador de Sonhos
Geraldo Rufino já quebrou seis vezes e saiu de todas elas mais sábio – e mais rico. O homem que começou a vida como catador de lixo reciclável nunca perdeu o sucesso de vista, e hoje é presidente da JR Diesel, cujo faturamento é superior a 50 milhões de reais por ano. Empreendedor visionário, trabalhador incansável, otimista incorrigível, Geraldo Rufino ensina como transformar sua vida e seu negócio para nunca mais se sentir vencido. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
Sejamos todos feministas
A autora Chimamanda Ngozi Adichie traz na sua obra a importância da questão de gênero e o alerta de que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente e mais justo. Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
A Favela Venceu
Se você acha que está tendo dificuldades na vida, precisa ler este livro. Com as lições que a favela nos dá dia após dia, reinventando-se, criando, fazendo muito com pouco e empreendendo com recursos escassos, Rick Chesther nos mostra como, a partir do zero, ou do “menos um”, é possível sair da inércia e vencer na vida. “A favela venceu” traz uma favela que inspira pela coragem, pela força de vontade, pela esperança, pela fé e pelo brilho no olhar. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
Da Favela para o Mundo
Não importa de onde você vem, mas sim para onde você vai. Com este mantra, o autor Edu Lyra desafia as estatísticas para fazer uma intervenção na vida de milhares de famílias que vivem na pobreza, em regiões carentes da periferia de São Paulo. A convicção inabalável de quem saiu de um barraco de chão batido faz com que Edu não enxergue nada como impossível e tampouco permita que o vitimismo dê as cartas. Ler esse livro é fazer uma viagem por todo espectro social através do ponto de vista de quem saiu do caos de uma favela e passou a se comunicar com o topo da sociedade do capital, construindo pontes em vez de muros. (Para mais informações acesse www.skeelo.app).
Mulheres, raça e classe
Nesta obra clássica do feminismo, a filósofa Angela Davis relata como o racismo norte-americano moldou a história dos Estados Unidos. Ela ainda explica como o preconceito racial permeou movimentos sociais importantes durante os séculos 19 e 20, focando no movimento sufragista. (https://www.amazon.com.br/Mulheres-Ra%C3%A7a-Classe-Angela-Davis/dp/8575595032)
Pequeno Manual Antirracista
A brasileira Djamila Ribeiro explica de forma simples e didática como os brancos têm atitudes racistas no cotidiano (muitas vezes sem perceber), pois estão imersos em uma cultura que foi construída com base no preconceito racial. A filósofa ainda explica como o leitor pode ajudar na luta antirracista, tomando pequenas atitudes todos os dias. (https://www.saraiva.com.br/pequeno-manual-antirracista-10615872/p)
Como ser antirracista
Ibram X. Kendi. É impossível falar sobre preconceito racial sem mencionar outras questões, como classe, gênero e até geografia — e é com isto em mente que o norte-americano Ibram X. Kendi escreveu “Como ser antirracista”. Na obra, o autor conta como estas questões sociais se mesclam e explica como apenas abominar o racismo não é o suficiente: é preciso ser antirracista. (https://www.amazon.com.br/Como-ser-Antirracista-Ibram-Kendi/dp/8550814555).
A Pedagogia Hip-Hop: consciência, resistência e saberes em luta
Escrito por Cristiane Correia Dias (B-Girl Cris). O livro permite-nos reescrever a história sobre a população negra de forma criativa. Caracteriza-se pelo conjunto de experiências relacionadas às histórias e às práticas culturais que nos foram negadas com base nas atividades realizadas a partir dos elementos que formaram a cultura Hip-Hop – Breaking, Graffiti, DJ, MC, funcionando como disparadores de conhecimentos para que os jovens (re)elaborem suas identidades ao mesmo tempo em que nos possibilita a construção de uma reflexão sobre a cultura do racismo e das violências que recaem sobre o corpo negro. Isso nos coloca diante das dinâmicas existentes nas periferias e da diversidade de movimentos de transformação que fazem revelar o jovem da favela. Assim, recorrerei ao Hip-Hop para pensar em que medida o movimento pode auxiliar na reposição de uma experiência perdida, preservando no sujeito o seu poder de criticidade em relação à situação limite, entre a vida e a morte, destinada ao povo negro, que nos revela histórias de resistência no Atlântico, na escravidão, no fogo cruzado, nas balas perdidas, nos assassinatos causados por gangues de polícia, nos barracos, nas favelas, nos becos, nas vielas, no Hip-Hop. Uma situação que exige a recriação de novas relações entre a história, a consciência, a educação e a cultura, a fim de fazer pulsar em nosso povo o espírito de uma mente vitoriosa, coletiva e decolonizada. Isso proporcionou a busca por novos olhares para os letramentos escolares e evidenciou a pedagogia Hip-Hop como uma forma de reeducação das nossas relações étnico-raciais e como um novo devir na construção de uma educação justa e emancipatória para a juventude negra e periférica. Desse modo, o povo preto “reexiste”. E “é nois” reescrevendo a história por meio dos riscos, do ritmo, dos pensamentos afrocentrados e da luta pela libertação, proporcionando, segundo Asante (1988, 2003, p. 85), “[…] a libertação da mente, a precursora adequada para a libertação do corpo” negro. (https://www.amazon.com.br/Pedagogia-Hip-hop-Consci%C3%AAncia-Resist%C3%AAncia-Saberes/dp/8547332375).
